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Uma nova variante do coronavírus Sars-Cov-2 que se espalhou rapidamente pelo Reino Unido foi encontrada na Alemanha, disse o estado alemão de Baden-Wuerttemberg nesta quinta-feira (24).

A pessoa infectada viajou do Reino Unido a Frankfurt em 20 de dezembro para visitar parentes e testou positivo na chegada, disse o ministério da saúde do estado alemão em uma rede social.

Membros da família pegaram a pessoa no aeroporto de carro e ela se isolou em casa desde então, disse o ministério.

O que se sabe sobre a nova variante
A nova variante, surgida após mutações, se tornou a forma mais comum do vírus em algumas partes da Inglaterra em meses. O governo britânico diz que há motivos para acreditar que ela seja bem mais transmissível que outras variantes --ela pode ser até 70% mais transmissível.

Os vírus sofrem mutações frequentemente. Entender essas alterações é importante porque elas podem mudar a própria doença. Essa variante específica está causando preocupação por três motivos principais:

Ela está substituindo rapidamente outras versões do vírus
Ela possui mutações que afetam partes do vírus que são provavelmente importantes
Já se verificou em laboratório que algumas dessas mutações podem aumentar a capacidade do vírus de infectar células do corpo
Já houve outras mutações do Sars-Cov-2 --o vírus detectado pela primeira vez em Wuhan, China, não é o mesmo que se encontra na maioria dos cantos do mundo.

 

Reuters

astrazenecaA Anvisa (Agência Nacional de Vigiância em Saúde) certificou nesta quarta-feira (23) a fabricante da vacina da AstraZeneca, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford e Fundação Oswaldo Cruz. O documento, que garante Boas Práticas de Fabricação da empresa, é um dos requisitos do processo de registro do imunizante pela agência brasileira.

A certificação acontece após inspeção realizada entre os dias 7 e 11 de dezembro pela equipe técnica da Anvisa. A avaliação ainda levou em conta informações complementares enviadas pela WuXi Biologics Co., Ltd., responsável pela fabricação do insumo da vacina.


Em nota, a Anvisa ressalta que, com processo burocrático, antecipou em cerca de 10 dias a previsão inicial de publicação da decisão sobre a certificação. "A etapa finalizada é um dos pré-requisitos para a continuidade do processo de registro e faz parte dos esforços contínuos da agência para a disponibilização das vacinas para a população com qualidade, segurança e eficácia no menor tempo possível", disse a agência.

Na última segunda-feira (21), a Anvisa concedeu a certificação de Boas Práticas de Fabricação da Sinovac, laboratório chinês responsável pela produção da CoronaVac em parceria com o Instituto Butantan.

A equipe técnica da agência foi à China inspecionar a fábrica e concluiu, no fim de semana, a avaliação das informações complementares enviadas tanto pela empresa chinesa quanto pelo Butantan.

 

R7

Foto: DADO RUVIC/ILLUSTRATION/REUTERS

O Instituto Gamaleya, de Moscou, que desenvolveu a primeira vacina contra covid-19 da Rússia, informou nesta quarta-feira (23) que os voluntários de seus testes de estágio avançado de larga escala da vacina Sputnik V não receberão mais placebos, relatou a agência de notícias RIA.

Alexander Ginsburg, o diretor do instituto, disse que o Ministério da Saúde autorizou a suspensão da administração de placebos a novos voluntários do teste de fase 3 do imunizante.

"Tudo lá foi provado e a pandemia continua, então um placebo não faz nenhum bem", disse Ginsburg, segundo a RIA.

Ele acrescentou que gostaria de identificar aqueles que já receberam um placebo e lhes oferecer uma vacinação, "mas ainda não está claro se a agência reguladora permitirá isso".


A Rússia disponibilizou a vacina Sputnik V a médicos e outros trabalhadores da linha de frente em Moscou neste mês. Mais de 200 mil pessoas já foram vacinadas.

Dados provisórios de testes publicados na semana passada mostraram que a Sputnik V, que agências reguladoras russas aprovaram em agosto depois de menos de dois meses de testes em humanos, tem eficácia de 91,4%.

A autorização de emergência não esperou os resultados do teste de estágio avançado, que é o padrão a ser seguido, como de praxe.

No estágio avançado, um número grande de voluntários recebe aleatoriamente ou a vacina ou uma injeção de controle de placebo, sem saber qual recebeu, e seus índices de infecção são comparados depois de um número suficiente ter sido infectado no ambiente natural.

 

Reuters

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) começará a entregar a vacina de Oxford ao Ministério da Saúde a partir do dia 8 de fevereiro, afirmou a presidente do instituto, Nísia Trindade, durante uma audiência sobre o combate à Covid-19 realizada pela Comissão Externa da Câmara dos Deputados.

A vacina de Oxford é desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford. No contrato firmado pelo governo federal, o Brasil receberá o chamado "ingrediente farmacêutico ativo" (IFA) para processamento e envase das doses na fábrica de vacinas Bio-Manguinhos, da Fiocruz.

O cronograma da Fiocruz derruba ao menos parte da mais recente previsão do ministro Eduardo Pazuello. No dia 17, o ministro disse prever a entrega de 24,7 milhões de doses ainda em janeiro, sendo 15 milhões delas da vacina de Oxford (no vídeo abaixo, reveja trecho da participação do ministro em sessão do Senado).


Previsão atualizada da Fiocruz
De acordo com Nísia Trindade, serão entregues 1 milhão de doses entre 8 a 12 de fevereiro ao Programa Nacional de Imunização (PNI) e mais 1 milhão na semana seguinte.

Vacina contra a Covid-19: veja países que já começaram a imunização
A partir da terceira semana, a meta do instituto é produzir 700 mil doses diárias da vacina que será chamada de Covid-Fiocruz.

"A grande angústia da nossa sociedade é com relação ao início da vacinação. Então, vou só informar a todos que, no caso da Fiocruz, nós estaremos recebendo ingrediente farmacêutico ativo para o início da produção no mês de janeiro" - Nísia Trindade, presidente da Fiocruz.


A presidente da fundação lembrou ainda que a tanto o imunizante da AstraZeneca/Oxford quanto o próprio processo de produção na Fiocruz ainda precisarão, respectivamente, obter o registro e a certificação da Anvisa antes que as doses sejam entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Busca por doses já prontas
Durante a sessão, Nísia foi questionada pelo deputado Luiz Antônio Teixeira Jr. se haveria possibilidade de o Brasil receber doses já prontas para acelerar o início da campanha de vacinação.

A presidente da Fiocruz disse que não há previsão, mas que participa de esforços junto com o Ministério da Saúde para, se possível, antecipar a vacinação com doses produzidas em outros países.

"Não é simples. A vacina ainda está sendo produzida. São 11 fábricas contratadas em todo o mundo, mas, por exemplo, nos EUA tem uma determinação para que o que é produzido lá para Covid não pode ser exportado. Mas estamos nessa busca junto com todos os produtores e teremos uma reunião com o CEO da AstraZeneca Global na semana que vem para ver essas possibilidades", disse Nísia.

"O prazo concreto com que nós estamos comprometidos é esse, porque é da nossa produção, mas estamos em um esforço nacional para aumentar a possibilidade de uma proteção o mais cedo possível para nossa população" - Nísia Trindade, presidente da Fiocruz.


Início de 2021 com vacina
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que fez uma breve participação na audiência, disse que o país "está caminhando forte para poder ter vacinas de várias matizes" e para entregar as doses "o mais rápido possível.”

“Estamos nos preparando para iniciar 2021 com a vacina. Se Deus quiser, assim que registrada pela Anvisa, (...)nós vamos vacinar a nossa população como um todo", afirmou Pazuello.

"Previsão nossa como sempre é final de janeiro, na melhor hipótese, indo até meio de fevereiro, final de fevereiro na pior hipótese”, disse Pazuello.

 

G1