• prefeutura-de-barao.jpg
  • roma.png
  • vamol.jpg

A Agência de Alimentos e Medicamento (FDA) dos Estados Unidos emitiu nesta terça-feira (15) uma avaliação positiva sobre a vacina do laboratório americano Moderna contra a Covid-19, antes de uma reunião de especialistas para examinar sua aprovação em caráter de emergência.

A FDA se mostrou otimista sobre a vacina, afirmando que "não mostra problemas de segurança específicos que impeçam a emissão" de uma autorização para o uso de emergência. A agência reguladora confirmou que o tratamento tem eficácia de 94,1%.


A Moderna anunciou na quinta-feira (3) que planeja disponibilizar entre 100 e 125 milhões de doses do seu imunizante no primeiro trimestre de 2021. Segundo a empresa, a maioria das doses irá para os Estados Unidos – 85 a 100 milhões – e entre 15 e 25 milhões para o resto do mundo.

As doses do primeiro trimestre estão entre 500 milhões e até 1 bilhão de doses que a Moderna espera fabricar globalmente em 2021.

A farmacêutica também reafirmou sua expectativa de ter aproximadamente 20 milhões de doses disponíveis nos EUA até o final do ano.

Na segunda-feira (30), a Moderna solicitou a autorização para uso emergencial do seu imunizante à FDA, a agência reguladora dos EUA equivalente à Anvisa brasileira.

 

 France Presse

apatiaUm estudo publicado nesta segunda-feira (14) no jornal da Associação de Alzheimer sugere que a apatia é um dos sintomas mais comuns em pessoas que vão desenvolver um tipo de demência no futuro.

A falta de interesse ou motivação — que pode ser até confundida com depressão em alguns casos — pode ser um preditor da demência frontotemporal, frequentemente diagnosticada entre 45 e 65 anos.


Um estudo publicado nesta segunda-feira (14) no jornal da Associação de Alzheimer sugere que a apatia é um dos sintomas mais comuns em pessoas que vão desenvolver um tipo de demência no futuro.

A falta de interesse ou motivação — que pode ser até confundida com depressão em alguns casos — pode ser um preditor da demência frontotemporal, frequentemente diagnosticada entre 45 e 65 anos.

Essa doença muda o comportamento, a linguagem e a personalidade, levando à impulsividade, comportamento socialmente inadequado e comportamentos repetitivos ou compulsivos.

Segundo o artigo, assinado por cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, estudos de escaneamento do cérebro mostraram que em pessoas com demência frontotemporal ela é causada pelo encolhimento em partes especiais na parte frontal do cérebro — e quanto mais grave o encolhimento, pior a apatia. 

No entanto, essa apatia pode começar a se manifestar décadas antes dos demais sintomas da demência frontotemporal.

"Quanto mais descobrimos sobre os primeiros efeitos da demência frontotemporal, quando as pessoas ainda se sentem bem consigo mesmas, melhor podemos tratar os sintomas e retardar ou mesmo prevenir a demência", explica uma das autoras do estudo, Maura Malpetti, cientista cognitiva do Departamento de Neurociências Clínicas da Universidade de Cambridge.

Para chega à conclusão apresentada no estudo, os pesquisadores analisaram 304 pessoas saudáveis ​​que carregam um gene defeituoso que causa demência frontotemporal, e 296 parentes delas que têm genes normais.

Todos foram acompanhados por vários anos, sem que a maioria não soubesse se era portadora de um gene defeituoso ou não.

Os pesquisadores procuraram alterações na apatia, testes de memória e varreduras de ressonância magnética do cérebro.

"Ao estudar as pessoas ao longo do tempo, em vez de apenas tirar uma foto [do momento], revelamos como até mudanças sutis na apatia previam uma mudança na cognição, mas não o contrário", observa Maura Malpetti.

No artigo, o grupo ressalta que pessoas com a mutação genética que causa a demência frontotemporal tinham mais apatia do que outros membros de sua família, o que em dois anos aumentou muito mais do que em pessoas com genética normal.

A apatia previa declínio cognitivo, que se acelerava à medida que os pacientes se aproximavam da idade estimada de início dos sintomas.

Os resultados são fundamentais para o aprimoramento de protocolos médicos que possam ajudar a identificar o quanto antes quadros de demência.

O professor James Rowe, coautor do estudo, ressalta que essa é uma "janela de oportunidade para tentar intervir e retardar ou interromper" o progresso da doença.

 

R7

Foto: Freepik

Pesquisadores do Reino Unido estimam que a droga Remdesivir pode ser um antiviral eficaz contra o SARS-CoV-2, o coronavírus que causa a covid-19, de acordo com um estudo publicado nesta segunda-feira (14) na revista Nature Communications.

Segundo especialistas da Universidade de Cambridge, a administração desse medicamento a um paciente com covid-19, que também apresentava um problema imunológico, ajudou a melhorar os sintomas e o desaparecimento do vírus.


A resposta à pandemia foi prejudicada pela falta de medicamentos antivirais eficazes contra o coronavírus, então os cientistas depositaram suas esperanças no Remdesivir, originalmente desenvolvido para tratar a hepatite C e depois testado contra o ebola.

No entanto, os resultados de grandes ensaios clínicos foram inconclusivos e, no início de outubro, a OMS (Organização Mundial da Saúde) anunciou que o medicamento não reduzia significativamente as taxas de mortalidade.

No entanto, uma equipe clínica conduziu um novo estudo para determinar os efeitos da droga na covid-19 em um paciente que foi seguido de perto pelo tratamento.

James Thaventhiran, da Unidade de Toxicologia de Cambridge, observou que existem "diferentes estudos que apóiam ou questionam a eficácia do Remdesivir, mas alguns dos conduzidos durante a primeira onda de infecção podem não ser ideais para avaliar suas propriedades antivirais."

"A mortalidade é devida a uma combinação de fatores, provavelmente incluindo a replicação viral descontrolada e, mais importante, a resposta do sistema imunológico. Um ensaio clínico olhando apenas para o impacto do Remdesivir na mortalidade terá dificuldade em distinguir entre esses dois fatores. Isso limita nossa capacidade de fazer uma pergunta simples: quão bom é o Remdesivir como antiviral?", pontuou.

Para responder a essa pergunta, uma equipe liderada por cientistas da Universidade de Cambridge avaliou o caso de um homem de 31 anos com XLA, uma doença genética rara que afeta a capacidade do corpo de produzir anticorpos e, portanto, combater infecções. .

A doença do paciente começou com febre, tosse, náusea e vômito, e então ele testou positivo para a covid-19, mas seus sintomas continuaram até que ele foi internado no hospital, onde oxigênio suplementar foi administrado para ajudar nas dificuldades respiratórias.

A febre e a inflamação dos pulmões continuaram por mais de 30 dias, mas sem causar problemas respiratórios graves ou se espalhar para outros órgãos.

O paciente então iniciou um tratamento de 10 dias com Remdesivir e foi observado que, dentro de alguns dias, a febre e a falta de ar melhoraram e suas náuseas e vômitos cessaram.

Essa resposta clínica dramática foi acompanhada por uma diminuição progressiva nos níveis da proteína C reativa (PCR), uma substância produzida pelo fígado em resposta à inflamação.

Ao mesmo tempo, os médicos observaram um aumento no número de células do sistema imunológico, conhecidas como linfócitos, e exames de tórax mostraram que a inflamação em seus pulmões estava desaparecendo, permitindo que o paciente tivesse alta.

Uma semana após a alta, o paciente voltou a apresentar febre, falta de ar e náuseas, então os médicos decidiram iniciar um tratamento adicional de Remdesivir de 10 dias.

Mais uma vez, seus sintomas melhoraram rapidamente, sua febre caiu e o oxigênio suplementar foi retirado.

A equipe estima que o Remdesivir é provavelmente mais benéfico quando administrado no início da infecção, antes que o vírus possa desencadear uma resposta imunológica potencialmente catastrófica.

 

EFE

covibutantnO Instituto Butantan adiou o envio do resultado dos testes da vacina CoronaVac no Brasil à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A previsão inicial era de que os documentos fossem entregues nessa terça-feira (15). As informações são da Record TV.

De acordo com o instituto, a nova data para a entrega dos resultados é dia 23 de dezembro. Com o atraso, pode haver demora na entrega do imunizante aos brasileiros.

No dia 23 de novembro, o secretário de saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, confirmou que o Instituto Butantan havia entrado na fase final do desenvolvimento da vacina CoronaVac após atingir o número mínimo esperado de infectados pela covid-19 na fase 3 do estudo clínico. São esses os resultados que precisam ser entregues à Anvisa.

Mais detalhes sobre os possíveis impactos do adiamento da entrega dos resultados da CoronaVac devem ser esclarecidos na coletiva de imprensa que ocorrerá ainda nesta segunda-feira (14), no Palácio dos Bandeirantes.

Plano de imunização
Segundo o governador João Doria (PSDB), a vacinação contra o novo coronavírus na cidade de São Paulo e em todo o estado começaria no dia 25 de janeiro. Os insumos necessários para fabricação e o transporte para distribuição das doses estão prontos e dependem somente da autorização da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Já definido, o público-alvo da primeira fase do plano será dividido em três grupos: profissionais da Saúde, pessoas acima dos 60 anos e indígenas e quilombolas, que, no total, representam 9 milhões de pessoas no Estado. Segundo informou a gestão estadual, 77% dos óbitos por novo coronavírus em São Paulo ocorrem entre os três grupos citados.

Destas 9 milhões de doses, 7,5 milhões irão para os idosos, e 1,5 milhão para os profissionais da Saúde, quilombolas e indígenas. A primeira fase do plano de imunização ocorrerá entre 25 de janeiro e 28 de março, ao longo de nove semanas, com escala por faixas etárias e duas doses da vacina por pessoa.

 

R7

Foto: Amanda Perobelli/Reuters