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Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP identificou a presença de anticorpos contra a covid-19 no leite materno de lactantes imunizadas contra a doença, mesmo quatro meses após a vacinação com a CoronaVac, imunizante produzido pelo Instituto Butantan. Vinte funcionárias do complexo da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) se voluntariaram para a pesquisa. "O estudo reforça não só a importância da vacina para a contenção da doença, mas os benefícios do aleitamento materno, que pode ocorrer, inclusive, durante o período de infecção, desde que tomada todas as precauções para evitar o contágio entre mãe e filho", afirmou Valdenise Tuma Calil, neonatologista, coordenadora médica do Banco de Leite Humano do ICr HCFMUSP e responsável pela pesquisa.

Os pesquisadores notaram picos da presença dos anticorpos duas semanas após a segunda semana da primeira dose e nas quinta e sexta semanas da segunda dose.

A pesquisa também apontou que metade das voluntárias mantiveram a presença elevada dos anticorpos mesmo após quatro meses da vacinação.

"Existem duas formas de uma mãe oferecer anticorpos contra a COVID-19 ao filho após sua imunização. A primeira por meio da placenta, onde é possível a produção de anticorpos da classe IgG. A outra é pelo leite materno, onde o nosso estudo demonstrou a presença de anticorpos da classe IgA. Compreender essas duas possibilidades é oferecer um ciclo completo de proteção ao recém-nascido", disse Magda Carneiro-Sampaio, professora titular de Pediatria da Faculdade de Medicina da USP e também coordenadora da pesquisa.

R7

astrazeneca2doseLeopoldina Cipriano, vice-presidente do COSEMS-PI (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Piauí), disse que a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) vai antecipar o prazo de aplicação da segunda dose da vacina AstraZeneca, de 90 dias para 30 dias.

Sobre o período indicado de 3 meses que outros estados estão adotando como intervalo para a aplicação da segunda dose, a vice-presidente explica que o fabricante deixa aberto o prazo de pelo menos 30 dias até os 3 meses para receber a dose.

“Na verdade, o fabricante deixa aberto o prazo entre 4 semanas e 12 semanas para a aplicação da segunda dose da vacina AstraZeneca, então o que foi pactuado ontem, foi que o município que já tiver aplicado a primeira dose, deve antecipar a segunda dose dos seus usuários para que ele possa garantir 100% da imunização dos pacientes que estão tomando a vacina AstraZeneca”, explicou. 

180graus

O Brasil vai receber em breve 3 milhões de doses da vacina da Janssen contra a covid-19. Acontece que essa remessa vinda dos Estados Unidos tem prazo de validade curto, as vacinas vencem já no dia 27 de junho. Com isso, o Ministério da Saúde terá menos de duas semanas para para receber, distribuir e aplicar todas essas doses a tempo. Para acelerar todos esse processo logístico, a pasta vai organizar um mutirão de vacinação nas capitais e para isso quer contar com a ajuda do Exército.

A chegada dessa remessa está prevista para a semana que vem, mas sem data exata ainda. O Ministério da Saúde aguarda a liberação da farmacêutica americana e da agência reguladora de medicamentos dos EUA, a FDA. O imunizante da Janssen que teve fase de testes clínicos no Brasil já foi aprovado pela Anvisa para uso emergencial. A temperatura de armazenamento da vacina facilita a logística. Ela pode ser mantida entre 2ºC e 8ºC em refrigeradores comuns.

O diferencial da vacina da Janssen é que ela é aplicada em dose única, não precisa da dose de reforço.

O Ministério da Saúde tem um contrato com a empresa Johnson & Johnson, da farmacêutica Janssen, com entrega prevista de 38 milhões de imunizantes ao Brasil entre outubro e dezembro de 2021. As 3 milhões de doses aguardadas para a próxima semana fazem parte desse montante, mas foram antecipadas para junho. O restante deverá ser entregue dentro do acordo estabelecido.

Catraca Livre

covaxinA Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) publicou, nesta quarta-feira (9), a Certificação de Boas Práticas de Fabricação (CBPF) do laboratório indiano Bharat Biotech, desenvolvedor da Covaxin, vacina contra a covid-19.

Por meio de nota, a agência destacou que a certificação não é pré-requisito para o pedido de autorização de uso emergencial, mas é necessária para o registro da vacina.

Na última sexta-feira (4), a Anvisa autorizou, com algumas ressalvas, a importação em caráter excepcional de 4 milhões de doses da Covaxin.

Na ocasião, a gerente-geral de Inspeção e Fiscalização Sanitária da agência, Ana Carolina Moreira Marino, destacou que a Bharat Biotech cumpriu com todos os itens pendentes que impediram, em março, que a Anvisa concedesse a CBPF ao laboratório.

“Desde que foram detectadas as não conformidades, a empresa imediatamente reconheceu e vem muito aberta conversando com a equipe técnica de forma a superar todos os itens observados. Para o pedido de importação, não é necessário o certificado, mas a empresa protocolou o pedido de certificação e toda a documentação que vai além do necessário”, disse.

O Ministério da Saúde tem um acordo para receber 20 milhões de doses da vacina, mas a Anvisa só autorizou a importação de 4 milhões na primeira etapa de importação, que deve ocorrer de forma controlada.

O número pequeno da população a ser vacinada nas primeiras remessas servirá como monitoramento para a Anvisa avaliar a segurança do imunizante. Novas remessas serão liberadas de acordo com a avaliação da agência sobre os primeiros grupos aptos para a aplicação da vacina.

Contra-indicação/Restrição de uso da Covaxin no Brasil:

  • A vacina não deve ser utilizada por pessoas com hipersensibilidade a qualquer dos componentes da fórmula; por grávidas, lactentes menores de 18 anos, mulheres em idade fértil que desejam engravidar nos próximos 12 meses; por pessoas com enfermidades graves ou não controladas (cardiovascular, respiratória, gastrointestinal, neurológica, insuficiência hepática, insuficiência renal, patologias endócrinas) e antecedentes de anafilaxia.
  • Não poderão receber a vacina pessoas que tenham recebido outra vacina contra covid-19; que tiveram febre, HIV, hepatite B ou C; que tenham se vacinado nas 4 semanas anteriores; tenham recebido imunoglobulinas ou hemoderivados 3 meses antes; tenham recebido tratamentos com imunossupressores citotóxicos, quimioterapia ou radiação 36 meses; tenham recebido terapias com biológicos incluindo anticorpos anticitocinas e outros anticorpos.

R7

Foto: RAJAT GUPTA/EFE