jovemfuturoSupervisores das 21 Gerências Regionais de Ensino (GREs), além de gestores e técnicos da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) participaram do Encontro Nacional Jovem de Futuro, realizado em Itupeva – SP de 8 a 10 de agosto. O evento, promovido pelo Instituto Unibanco, reuniu cerca de 250 representantes de sete estados parceiros, para debate sobre Conflito e Negociação no contexto escolar.

 

O encontro também reuniu especialistas em Educação do país, e serviu como uma valiosa troca de experiências exitosas, onde foram traçadas as políticas públicas para a implantação e busca de resultados positivos nos Estados. O evento marca mais uma etapa do Programa, já implantado no Piauí desde o mês de março, e tem como objetivo aumentar o desempenho escolar dos alunos e diminuir os índices de evasão.

 

A gerente do Ensino Médio da Seduc, professora Marcoelis Pessoa, participou da solenidade de abertura. No retorno, ela anunciou até 2016 todas as escolas de Ensino Médio da Rede Estadual deverão estar no Programa.

 

Crença na transformação

 

A principal crença do Programa Jovem de Futuro é a possibilidade de que qualquer escola pública pode transformar seus resultados em curto prazo, antes de ser implantado macro transformações através de uma intervenção multidimensional de apoio financeiro e técnico, monitoramento, avaliação e incentivo.

 

Já implantado em 74 escolas piauienses, o projeto encontra-se em fase da capacitação de gestores e técnicos. Nos próximos dias 14 e 15 deste mês, segundo informou a coordenadora do Programa no Piauí, professora Regina Monteiro, acontecerá a formação continuada do módulo Conflito e Negociação, o terceiro dos dez módulos do curso Gestão Escolar para Resultados. O evento deve reunir cerca de 200 gestores de escolas entre diretores adjuntos e coordenadores pedagógicos. A próxima etapa será a formação de professores. Ainda em agosto está previsto o grande lançamento oficial do Jovem de Futuro no Piauí, com a presença do governador Wilson Martins, do secretário Átila Lira e representantes do Instituto. Na oportunidade, mas 175 escolas serão sorteadas para fazer parte do projeto.

 

“Essas formações como essas têm sido muito receptivas. Sempre há uma troca de experiências muito grande, e isso nós levamos para o nosso estado para adaptação â nossa realidade“, avaliou a coordenadora piauiense.

 

Paralelo ao Encontro, no dia 9, ocorreu um workshop com jornalistas das secretarias envolvidas no Programa, que tem como ponto central a comunicação.

 

Como gestor e entusiasta da melhoria do Ensino Médio no Piauí, o secretario Átila Lira avaliou o Encontro como da grande importância para a construção dessa nova escola que está sendo implantada. "O Jovem de Futuro é uma ação de gestão escolar para resultados que oferece às escolas públicas do Ensino Médio apoio técnico e financeiro. A meta é mudar a realidade dessas escolas em apenas três anos. Vamos ver esses resultados", diz confiante, o secretário da Educação.

 

Conflito e Negociação

 

O Tema “Conflito e Negociação” foi discutido durante os três dias do Encontro, mas o debate foi aberto pelo superintendente do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques. Ele alertou que as questões relacionadas ao conflito e a negociação se tornam ainda mais complexas em uma sociedade que passou a considerar uma enorme desigualdade como algo natural, ao mesmo tempo em que não reconhece o valor e a força das diferenças.

 

Para o superintendente, a escola pública é o mais poderoso local de onde esta importante inversão pode surgir, com esforços para a redução da desigualdade. Henriques acredita que o conflito pode ser positivo, já que representa um desejo de mudança, diferentemente do confronto, que é sempre negativo e surge da perda da tolerância e da anulação do outro.

“O papel do gestor escolar deve ir além do simples gerenciamento das divergências. Ele deve se tornar um fomentador de um ambiente de convivência, com a criação de mecanismos permanentes de promoção de diálogo, adotando uma escuta ativa e atuando no dia a dia para evitar a ocorrência de situações limites que podem se transformar em tragédias.", disse.

 

O que é o Projeto Jovem de Futuro?

 

Trata-se de uma ação concebida pelo Instituto Unibanco, e desenvolvida em parceria com governos, para escolas públicas de Ensino Médio, com o objetivo de aumentar o desempenho escolar dos alunos e diminuir os índices de evasão. Para atingir esses objetivos, as escolas participantes recebem apoio técnico e financeiro para a concepção, implantação e avaliação de um Plano de Melhoria de Qualidade, com duração de três anos, ou seja, o ciclo das três séries do Ensino Médio.

 

 

As escolas públicas participantes recebem apoio técnico para a elaboração de um plano estratégico, utilizando a metodologia do Marco Lógico, assistência técnica para uma “gestão para resultados” e R$100,00 (cem reais) por aluno do Ensino Médio/ ano, para a implantação desse plano. Em contrapartida, comprometem-se a melhorar substancialmente o desempenho de seus alunos no SAEB - Sistema de Avaliação da Educação Básica – na 3ª série do Ensino Médio, em Língua Portuguesa e em Matemática e a diminuir seus índices de evasão.

 

 

Essas escolas têm autonomia para decidir sobre prioridades na alocação dos recursos - já que a comunidade escolar deve ser a protagonista das transformações que considera necessárias - desde que priorizem estratégias de incentivo a professores (fundo de apoio a projetos pedagógicos, capacitação, premiação por frequência e rendimento dos alunos), incentivos para alunos (programa de monitoria, fundo para atividades, premiação por desempenho, fundo para necessidades especiais, acesso à cultura) ou melhoria da infraestrutura.

 

O Projeto Jovem de Futuro: Melhoria da Qualidade do Ensino Médio baseia-se no princípio de que um pequeno investimento de recursos técnicos e financeiros, colocado à disposição de qualquer escola pública, o qual respeite a autonomia e o protagonismo da comunidade escolar, pode trazer um impacto significativo nos resultados, desde que esteja direcionado para que a comunidade escolar se mobilize em torno de metas e estratégias pactuadas; reforce a gestão para resultados e ofereça incentivos para professores e alunos.

 

 governodoestado

fafepiO Governo do Estado do Piauí está cada vez mais investindo em pesquisa através da Universidade Estadual do Piauí (Uespi). A iniciativa tem como objetivo melhorar a qualificação dos professores e dos alunos através do investimento anual de R$ 640 mil em manutenção de bolsas de pós-graduação, mestrado e doutorado, destinadas aos docentes da Uespi. O benefício contempla atualmente a 30 professores, que recebem auxílio financeiro para custear suas despesas enquanto durar o curso.

 

O número de bolsas oferecidas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Piauí (Fapepi), principal órgão de incentivo à pesquisa do estado, dobrou o número de bolsas concedidas para pós-graduação em mestrado e doutorado em apenas um ano. "Com a Fapepi fortalecida, a pesquisa ganha um espaço de destaque no Estado, com incentivos reais, especialmente em relação a Universidade Estadual do Piauí", garante Bárbara Melo, presidente do órgão.

 

Além de concorrer aos editais de concessão de bolsas envolvendo todas as universidades do Piauí, os professores da Uespi tem à sua disposição um programa de fomento à qualificação exclusivo para os seus docentes. Mensalmente, os professores contemplados recebem bolsas de R$ 1.200 para mestrado e R$ 1.800 para doutorado.

 

Os professores da Uespi também recebem incentivo da Fapepi através de editais que têm como objetivo auxiliá-los na participação e criação de eventos. “Quando você dá condições para o professor de se aprimorar dá também para o aluno aprender melhor, ter mais qualidade no que vai aprender são ações que dão um salto de qualidade e melhora o nível da educação”, ressalta Bárbara Melo.

 

Alunos

Cerca de 300 alunos vulneráveis socialmente também recebem bolsas para pesquisar, trabalhar e desenvolver atividades de extensão, como participação em Coral e Corpo de Dança. Os recursos são custeados pelo Tesouro Estadual e repassados diretamente à Uespi.

 

 

governodoestado

O Ministério da Educação reafirmou no início da tarde desta quinta-feira, 9, por meio de circular enviada aos reitores das universidades e institutos federais, que as negociações com os docentes está encerrada. E que não há qualquer possibilidade de reabertura.

 

Até o final de agosto, o Ministério do Planejamento vai enviar ao Congresso Nacional, na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a proposta de carreira dos professores das universidades e institutos federais, já apresentada às entidades representativas dos docentes. Essa proposta, que prevê reajustes de 25 a 40%, assegura ganhos reais expressivos superiores aos portadores de maior titulação e com dedicação exclusiva, o que representa um impacto de R$ 4,2 bilhões.

 

O acordo assinado com a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), que não poderá ser emendado ou alterado no Congresso Nacional, possui cláusulas que permitem a adesão de outras entidades sindicais.

 

Neste momento, o governo federal negocia o reajuste salarial com os representantes dos servidores técnicos administrativos das universidades e dos institutos federais, Sindicato Nacional dos Servidores da Educação Básica e Profissional (Sinasefe) e Federação dos Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra). No último dia 6 foi apresentada uma proposta de 15,8%. Nova rodada está prevista para esta sexta-feira, 10.

 

Em circular anterior, enviada pelo Ministério da Educação a todos os reitores dos institutos e das universidades federais, o governo federal solicitou que seja enviado o plano de reposição das aulas perdidas durante a greve. O MEC vai supervisionar diretamente sua aplicação e pelas contas dos técnicos os professores terão que trabalhar durante os meses de dezembro, janeiro e parte de fevereiro.

 

Neste sentido, a expectativa do Ministério da Educação é de que as universidades e os institutos retomem imediatamente as atividades acadêmicas.

 

 

Assessoria de Comunicação Social

ifpifloO Instituto Federal do Piauí está com inscrições abertas, até sexta-feira, 17, para 1.450 vagas em cursos técnicos na modalidade educação a distância. As oportunidades estão distribuídas nos polos localizados nos municípios de Angical, Corrente, Floriano, Parnaíba, Paulistana, Picos, Piripiri, São Raimundo Nonato, Teresina e Uruçuí.

 

Podem concorrer candidatos que já concluíram a 3ª série do Ensino Médio. A inscrição poderá ser feita pela internet ou diretamente nos polos informados no edital, mediante o preenchimento do formulário de inscrição, impressão do boleto bancário (GRU Simples) e pagamento da taxa de inscrição.

 

No mínimo, 50% das vagas oferecidas, por curso, serão reservadas aos candidatos que tiverem cursado a educação básica (ensino fundamental e médio), integralmente, em escolas públicas ou filantrópicas. O candidato cotista deverá obrigatoriamente realizar a inscrição de forma presencial.

 

A prova escrita será realizada no dia 26 de agosto, de 8:00h às 12:00h (horário local), nos municípios polo. Os candidatos inscritos farão provas de Língua Portuguesa e Matemática. O resultado final deverá ser divulgado até 31 de agosto.

 

 

Confira o edital e faça sua inscrição.

 

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