butantanEm pouco mais de quatro meses, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) não precisará mais depender da importação de IFA (ingrediente farmacêutico ativo) para produzir vacinas contra covid-19.

O anúncio foi feito nesta sexta-feira (9) pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, ao lado da presidente da Fiocruz, Nísia Trindade.

"Hoje eu vi aqui a produção do IFA nacional. Em breve, acredito que no mês de agosto, já tenhamos IFA produzido na Fiocruz. Isso representa uma conquista excepcional, a autonomia do Brasil na produção de IFA, dispensa a necessidade de importação desse insumo para que a Fiocruz possa produzir vacinas", afirmou o ministro.

Embora já haja produção da matéria-prima da vacina, a Fiocruz ainda não tem condições de fornecer imunizantes 100% nacionais ao Ministério da Saúde, salientou Nísia.

"Vamos já estar com a nossa planta, certamente, certificada em maio para essa parte de produção. Mas do IFA até as doses chegarem ao programa, será todo todo um percurso de validações pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]. Então, essas doses, nós esperamos que já estejam no Programa Nacional de Imunizações a partir de setembro, essas com IFA nacional."

Até lá, a Fiocruz depende da chegada de IFA de uma fábrica parceira da AstraZeneca na China, a WuXi Biologics. No entanto, as remessas vindas da Ásia têm sofrido atrasos, o que compromete o cronograma brasileiro.

Ainda haverá necessidade de uma alteração no registro junto à Anvisa para incluir a planta da Fiocruz como fabricante de ingrediente farmacêutico ativo.

Mesmo com IFA importado, a entidade mantém o cronograma de entregar 100,4 milhões de doses de vacinas ao Ministério da Saúde até julho.

R7

Foto: Leonidas Santana/Shutterstock

anticorpossputinikA Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou nesta quinta-feira (8) o início de testes de anticorpos contra covid-19 desenvolvidos pela farmacêutica AstraZeneca.

O AZD7442 é uma combinação de dois tipos de anticorpos de longa ação sintetizados a partir do plasma convalescente de pessoas recuperadas da covid-19.

Em outros países, os testes são conduzidos tanto para saber a capacidade de prevenir a covid-19 (profilaxia) como para tratar quem já foi exposto ou está doente.

Segundo a AstraZeneca, esses anticorpos foram projetados para reduzir o risco de resistência desenvolvida pelo SARS-CoV-2.

Um ensaio avalia a segurança e eficácia do AZD7442 para prevenir a infecção por até 12 meses, em aproximadamente 5.000 participantes.

O segundo estudo envolve a profilaxia pós-exposição e o tratamento preventivo em aproximadamente 1.100 participantes, anunciou a empresa em outubro do ano passado.

"Uma combinação LAAB (anticorpos de longa duração, na sigla em inglês) pode ser complementar às vacinas como agente profilático, por exemplo, para pessoas para as quais uma vacina pode não ser apropriada ou para fornecer proteção adicional para populações de alto risco. Também pode ser usado para tratar pessoas infectadas", acrescenta a companhia.

Embora a autorização da Anvisa tenha saído no Diário Oficial de hoje, ainda não há detalhes de como os estudos serão conduzidos no Brasil.

 

R7

Foto: Divulgação/NIAID-RML

O locutor de rádio e Agende de Saúde, conhecido por Besourão (Alonso Costa), que faz parte da Secretaria de Saúde, de Floriano, chegou a uma determinada conclusão. O profissional, que recebe o apelido de Bisorão por ter uma voz forte, numa gravação de vídeo que ele mesmo publicou numa rede social,  afirma que existem dois tipos do vírus.

A conclusão do mesmo se deu após, ele mesmo ter participado, como cita na gravação, de um encontro com cerca de 50 profissionais da área da saúde na segunda, 06, na comunidade Casulo, zona rural da cidade.

alonsom

O coronavírus tem deixado lacunas em várias familias, pois milhares de pessoas já perderam suas vidas. Se trata de um vírus muito forte que em pouco tempo se espalha nos pulmões do ser humano.  Na cidade de Floriano, onde  mora o locutor, já são mais de cem pessoas que foram a óbito.

O que coloca o Bisorão.

Da redação

 

covidastrasenecaA vacina anticovid criada pela AstraZeneca/Oxford ainda apresenta "amplamente" mais benefícios do que riscos, anunciou a OMS (Organização Mundial da Saúde) nesta terça-feira (6).

"Não há evidência de que o balanço risco-benefício deva ser modificado", disse à imprensa o diretor de regulação e pré-classificação, Rogério Pinto de Sá Gaspar.

A fala do representante da organização ocorre no mesmo dia em que um especialista da EMA (Agência Europeia de Medicamentos) admitiu, pela primeira vez, a possibilidade de uma minoria de pessoas vacinadas desenvolverem coágulos.

"Agora podemos afirmar, está claro que há um vínculo com a vacina, que provoca esta reação. Mas ainda não sabemos por quê [...]. Em resumo, nas próximas horas, vamos declarar que existe um vínculo, mas ainda temos que entender por quê acontece", disse Marco Cavaleri, diretor de estratégia de vacinas da EMA.

Há várias semanas foram detectadas suspeitas sobre possíveis efeitos colaterais graves, embora raros, entre as pessoas vacinadas com o fármaco da AstraZeneca. Seriam casos de trombose atípica, incluindo alguns que provocaram a morte.

No Reino Unido foram registrados 30 casos e sete mortes de um total de 18,1 milhões de doses administradas até 24 março.

Para a EMA "não se demonstrou um vínculo causal com a vacina", afirmou há alguns dias a diretora executiva da agência, Emer Cooke.

Para a agência europeia de acordo com os conhecimentos científicos atuais, "não há provas que apoiem a restrição do uso desta vacina em nenhuma população".

Para Paul Hunter, especialista em microbiologia médica da Universidade de East Anglia, entrevistado pela AFP, "a evidência aponta mais para a vacina Oxford-AstraZeneca como causa".

Como precaução, vários países determinaram a aplicação desta vacina a algumas faixas etárias, como França, Alemanha e Canadá.

Para a AstraZeneca os benefícios da vacina na prevenção da covid-19 superam os riscos dos efeitos colaterais. O laboratório anglo-sueco afirmou no sábado que a "segurança do paciente" é sua "principal prioridade".

R7

Foto: MASSIMO PINCA/REUTERS