A farmacêutica sueca De Faire Medical garante ter descoberto uma pílula 100% natural e vegana capaz de acabar com a ressaca após a ingestão de bebidas alcoólicas. O Myrkl, que começou a ser vendido em países da Europa, como Reino Unido, Itália, Alemanha e Suécia, promete "ajudar todos a acordar em seu melhor no dia seguinte, e não comprometer quem quer que seja", conforme site de venda do produto.

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De acordo com a empresa, a pílula decompõe até 70% do álcool após uma hora da ingestão e a ação é de 12 horas. Na prática, se alguém beber 50 ml de uma bebida com 40% de teor alcóolico, o que significa 20 ml de álcool puro, apenas 6 ml do álcool entrarão na corrente sanguínea. Vale ressaltar que o teor alcoólico das cervejas varia entre 4% e 10%.

Com a diminuição da absorção do álcool, reduz também aqueles efeitos de curto prazo da bebida, como euforia e menor ansiedade. A recomendação é que sejam tomadas duas cápsulas até uma hora antes do primeiro drinque. O suplemento é um probiótico e tem duas bactérias amigáveis ao intestino — Bacillus subtilis e Bacillus coagulans — produzidas a partir de farelo de arroz fermentado. Esses microrganismos decompõem naturalmente o álcool em água e dióxido de carbono.

Uma cápsula resistente a ácidos protege as bactérias dos ácidos naturais do estômago para que possam chegar ao intestino, onde é absorvida a maior parte do álcool pela corrente sanguínea.

A farmacêutica e o Instituto de Ciência e Saúde Pfützner, da Alemanha, fizeram uma pesquisa e a publicaram na revista Nutrition and Metabolic Insights. No estudo, foram observados 24 jovens saudáveis; um grupo tomou o suplemento e o outro, um placebo — remédio sem efeito — por sete dias.

R7

Foto: Freepik

Apesar de ser obrigatória para recém-nascidos, a vacina BCG - que protege contra as formas graves da tuberculose - tem registrado baixos índices de cobertura. Segundo o Datasus, do Ministério da Saúde, a cobertura vacinal do imunizante caiu de 105%, em 2015, para 68,6% em 2021. A BCG faz parte do PIN (Programa Nacional de Imunização) e é indicada para ser aplicada logo após o nascimento da criança.

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Segundo a integrante do Departamento Científico de Imunizações da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria), Tania Petraglia, a vacina protege, principalmente, contra a tuberculose miliar, que ocorre quando o bacilo entra na corrente sanguínea e chega a todos os órgãos, com risco de meningite. A BCG também protege contra outras formas graves de tuberculose, como a pulmonar.

Tania lamentou a baixa cobertura no país e fez um apelo à população. “Faço uma chamada para a vacinação de todas as faixas etárias de 0 a 100 anos e um pouquinho. As vacinas são uma forma de proteção coletiva”.

Na avaliação da especialista, há uma falha em garantir essa vacinação na atenção primária. “Falta uma intervenção do ponto de vista municipal mais efetiva”, afirmou.

Intradérmica

A vacinação com a BCG é recomendada desde o nascimento para crianças que tenham peso igual ou superior a dois quilos. De dose única, a BCG deve ser aplicada até o primeiro mês de vida do bebê, porque a incidência das formas mais graves da tuberculose costuma ocorrer enquanto a criança ainda é bem nova. Não há impedimento, porém, para que indivíduos de qualquer idade se vacinem, embora o grau de proteção seja menor.

Segundo Tania, a BCG é uma vacina intradérmica e, por isso, deixa uma marca no braço da criança. As demais vacinas são intramusculares ou intracutâneas, de mais fácil aplicação.

Tania Petraglia informou que até bem pouco tempo, quando a vacina não ocasionava marca no braço, era recomendada a revacinação. “Agora, não é preciso repetir”. Basta apresentação do documento que comprove a imunização.

Contraindicações

As imunodeficiências graves são contraindicadas para a vacinação, além de tratamento por quimioterapia ou radioterapia e lesão de pele no local de aplicação. Do mesmo modo, não devem tomar a BCG crianças com HIV positivo. Já os filhos de portadores desse vírus que não tenham sido expostos à doença podem e devem ser vacinados, indicou a pediatra.

Fábrica

Hoje, 1º de julho, é o Dia da Vacina BCG. O nome é derivado do Bacilo de Calmette Guérin, que foi introduzido no Brasil no final dos anos de 1920, a partir de uma doação do Instituto Pasteur de Lille, da França, onde foi desenvolvido, em 1921, pelos pesquisadores Léon Calmette e Alphonse Guérin.

A BCG tem sido regularmente utilizada na população brasileira desde os anos de 1930, produzida em fábrica da FAP (Fundação Ataulpho de Paiva).

A fundação, no entanto, teve suas atividades de fabricação e comércio de produtos farmacêuticos interditadas, em 2019, pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que considerou que a fábrica oferecia risco à saúde e não estava alinhada com as normas de BPF (Boas Práticas de Fabricação).

Para a SBP, a vacina BCG é muito importante para a saúde de crianças e adultos e o produto brasileiro é considerado um dos melhores do mundo. Para Tania, com o fechamento da Fundação Ataulpho de Paiva, está na hora de o Brasil investir em um parque industrial que atenda às necessidades para fabricação desse imunizante no país.

Desabastecimento

No dia 29 de maio, várias entidades médicas enviaram carta ao Ministério da Saúde alertando sobre a falta de vacina BCG nos postos de saúde do país. A carta foi assinada pela SBP, Abrasco (Associação Brasileira de Saúde Coletiva), REDE-TB (Rede Brasileira de Pesquisas em Tuberculose), SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), SBPT (Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia) e SBMT (Sociedade Brasileira de Medicina Tropical).

Em resposta, o Ministério da Saúde informou, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde, que espera normalizar a distribuição das vacinas a partir de setembro. No momento, o quantitativo médio disponibilizado para cada estado é de 500 mil doses ao mês, contra 1 milhão de doses, disponibilizadas anteriormente.

Agência Brasil

Foto: Divulgação MCTIC

A doença pulmonar obstrutiva crônica é às vezes chamada de enfisema ou bronquite crônica. O enfisema geralmente se refere à destruição dos pequenos sacos de ar no final das vias aéreas nos pulmões. Já a bronquite crônica refere-se a uma tosse crônica com a produção de fleuma resultante da inflamação nas vias aéreas.

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É uma condição comum que afeta principalmente adultos de meia-idade ou idosos que fumam. Os problemas respiratórios tendem a piorar gradualmente ao longo do tempo e podem limitar suas atividades normais, mas a DPOC é tratável. Com o manejo adequado, a maioria das pessoas com esse problema pode alcançar um bom controle de sintomas e qualidade de vida, bem como reduzir o risco de outras condições associadas. A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma condição inflamatória crônica que causa obstrução do fluxo de ar dos pulmões. Os sintomas incluem dificuldade respiratória, tosse, produção de escarro e sibilos. É normalmente causada por exposição em longo prazo a gases irritantes ou material particulado, na maioria das vezes de fumaça de cigarro.

As pessoas com DPOC estão em risco aumentado de desenvolver doenças cardíacas, câncer de pulmão e uma variedade de outras condições. Anormalidades nas pequenas vias aéreas dos pulmões levam à limitação do fluxo de ar dentro e fora deles. Vários processos fazem com que as vias aéreas se tornem estreitas. Pode haver destruição de partes do pulmão, muco bloqueando as vias aéreas e inflamação e inchaço do revestimento das entradas. A DPOC e a asma compartilham sintomas comuns (tosse, chiado e dificuldade em respirar) e as pessoas podem ter ambas as condições. Sem tratamento, esses sintomas geralmente crescem progressivamente. Também pode haver períodos em que eles pioram repentinamente, conhecidos como “exacerbação”.

A doença acontece quando os pulmões ficam inflamados, danificados e estreitados. A principal causa é o tabagismo, embora a condição possa às vezes afetar pessoas que nunca fumaram. A probabilidade de desenvolver essa condição aumenta quanto mais a pessoa fuma e quanto mais tempo fuma.

Alguns casos de DPOC são provocados por exposição prolongada a fumos ou poeiras nocivas. Outros são resultados de um problema genético raro, o que significa que os pulmões são mais vulneráveis a danos, que são permanentes, mas o tratamento pode ajudar a retardar a progressão da circunstância.

Os tratamentos incluem parar de fumar, uso controlado de inaladores e medicamentos (para ajudar a tornar a respiração mais fácil), reabilitação pulmonar (um programa especializado de exercício e condicionamento) e cirurgia ou transplante de pulmão – embora esta seja apenas uma opção para um número muito pequeno de pessoas.

Como o tabagismo causa a maioria dos casos de DPOC, a melhor maneira de evitá-lo é não fumar. Também é importante tentar evitar irritantes pulmonares, como fumaça de todos os tipos, poluição do ar, fumos químicos e poeiras.

R7

Foto: Reprodução/CCB

Os antibióticos são medicamentos fortes projetados para matar bactérias ou parar seu crescimento. Mas, às vezes, os antibióticos podem ser prejudiciais. Tanto para as pessoas como para os animais, o uso indevido e excessivo de antibióticos pode levar ao crescimento e disseminação de bactérias resistentes a antibióticos. Isso pode conduzir às infecções que são resistentes ao tratamento antibiótico.

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Assim, uma cepa altamente resistente aos antibióticos da superbactéria Methicillin-Resistant Staphylococcus Aureus, ou “MRSA” – que surgiu em porcos nos últimos 50 anos – tem o potencial de se espalhar para os seres humanos, de acordo com novo estudo do Wellcome Sanger Institute, no Reino Unido. A MRSA foi identificada pela primeira vez em pacientes humanos em 1960. Devido à sua resistência aos remédios, é muito mais difícil de tratar do que outras infecções bacterianas. A Organização Mundial de Saúde considera agora a superbactéria como uma das maiores ameaças globais à saúde humana.

A nova cepa, que se originou provavelmente devido ao uso generalizado de antibióticos na suinocultura, não causa doenças em suínos. "Níveis historicamente altos de uso de antibióticos podem ter levado à evolução dessa cepa altamente resistente a antibióticos da MRSA em fazendas de suínos", disse Gemma Murray, autora principal do estudo. A pesquisadora comentou também a respeito da força da cepa. "Descobrimos que a resistência aos antibióticos nesta MRSA associada ao gado é extremamente estável - persistiu ao longo de várias décadas e também à medida que as bactérias se espalharam por diferentes espécies de gado", acrescentou. De acordo com os pesquisadores, as reduções em curso no uso antibiótico em explorações suinícolas – devido às mudanças recentes da política – são prováveis ter um impacto limitado na presença desta tensão de MRSA nos porcos porque é tão estável.

Lucy Weinert, do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade de Cambridge, falou a respeito dos casos relacionados. “Os casos de MRSA associados ao gado em humanos ainda são apenas uma pequena fração de todos os casos de MRSA em populações humanas, mas o fato de estarem aumentando é um sinal preocupante", disse.

A intensificação da agricultura, combinada com altos níveis de uso de antibióticos na pecuária, levou a preocupações particulares sobre o gado como reservatórios de infecções humanas resistentes a antibióticos. No estudo, publicado, os pesquisadores reconstruíram a história evolutiva de dois elementos genéticos móveis particulares chamados que conferem a resistência antibiótica em MRSA.

Além disso, os estudiosos descobriram que esses elementos genéticos persistiram de forma estável em suínos ao longo de décadas. Eles também persistem quando salta para os seres humanos – levando consigo altos níveis de resistência aos antibióticos comumente usados na agricultura.

R7

Reprodução/LaEstrella