Adultos diagnosticados com TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade) têm quase três vezes mais chances de desenvolver demência do que aqueles que não vivem com essa condição. A conclusão é de um estudo conduzido na Universidade Rutgers (EUA), cujos resultados foram publicados nesta terça-feira (17) no Jama Open Network, jornal da Associação Médica Americana.

tdah

Os pesquisadores acompanharam 109,2 mil membros de uma organização israelense de saúde sem fins lucrativos, nascidos entre 1933 e 1952 e ingressando na coorte em 2003. Nenhum dos participantes tinha TDAH ou demência no início do estudo.

Eles foram acompanhados por 17 anos, com idades iniciais entre 51 e 70 anos. A análise dos dados ocorreu de dezembro de 2022 a agosto de 2023. O desenho do estudo permitiu observar o desenvolvimento de condições ao longo do tempo e controlar fatores de confusão.

A exclusão de participantes com diagnóstico prévio de TDAH ou demência focou na relação entre o TDAH em adultos e o risco de demência. O grande tamanho da amostra aumentou a robustez dos resultados e sua aplicabilidade à população em geral. A descoberta de que o TDAH em adultos está associado a um maior risco de demência é consistente com a maioria dos estudos epidemiológicos anteriores, mas não com todos.

O trabalho publicado hoje sugere que o TDAH em adultos pode estar relacionado a mudanças patológicas (anormais) no cérebro.

Essas alterações cerebrais podem afetar a capacidade do indivíduo de compensar os efeitos do envelhecimento, incluindo processos neurodegenerativos (como a perda de células cerebrais) e cerebrovasculares (problemas nos vasos sanguíneos do cérebro).

Dessa forma, indivíduos com TDAH podem ter uma redução da capacidade que o cérebro tem para lidar com danos ou com o declínio cognitivo.

O estudo ainda sugere um caminho de mão dupla entre o TDAH e a demência, o que significa que um pode influenciar o outro. Por exemplo, o TDAH pode aumentar o risco de demência, mas a demência também pode afetar a expressão ou o curso do TDAH.

Os cientistas identificaram que adultos com TDAH tratados com medicamentos psicoestimulantes não tinham um risco maior de demência, quando comparados aos que não usavam remédios.

No entanto, eles consideram que mais estudos sobre isso precisam ser realizados, com objetivo de entender se os estimulantes modificam a trajetória do comprometimento cognitivo.

"Descobrir se adultos com TDAH têm um risco maior de demência e se medicamentos e/ou mudanças no estilo de vida podem afetar os riscos pode ser usado para informar melhor cuidadores e médicos", afirma o pesquisador Michal Schnaider Beeri, coautor do estudo.

R7

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Mesmo com o término da Campanha de Multivacinação, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) lembra aos pais e responsáveis que as vacinas continuam disponíveis nos postos de saúde. A vacina é uma das formas mais eficazes para a prevenção de diversas doenças. Nesta terça, por exemplo, dia 17 de Outubro, é comemorado o Dia Nacional da Vacinação.

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“De janeiro a outubro distribuímos aos municípios mais de 2 milhões de doses de diversas vacinas, que estão no PNI, e somente para a Campanha de Multivacinação foram 500 mil, porém, estamos aguardando os municípios atualizarem os dados das doses aplicadas, entretanto, lembramos que esses imunizantes continuam à disposição da população durante todo o ano e aqueles não puderam ir no período da campanha, basta buscar os postos de saúde de sua cidade e colocar sua proteção em dia”, explica a superintendente de Atenção à Saúde e Municípios da Sesapi, Leila Santos.

A Campanha de Multivacinação aconteceu no Piauí entre os dias 30 de setembro e 14 de outubro. O objetivo é atualizar a caderneta de crianças e adolescentes até 15 anos. Para essa campanha foram distribuídas 500 mil doses de imunizantes, que fazem parte do calendário de rotina do Programa Nacional de Imunização.

A Sesapi reforça ainda que as vacinas são essenciais para a redução do risco de reintrodução e disseminação de doenças preveníveis por meio da imunização. “Muitas doenças comuns no Brasil e no mundo deixaram de ser um problema de saúde pública por causa da vacinação massiva da população. Ao todo são mais de 20 vacinas, disponibilizadas nas salas de vacinação do SUS, com recomendações e orientações específicas para crianças, adolescentes, adultos, gestantes, idosos e indígenas”, destaca Leila Santos.

Atualmente, 48 imunobiológicos são distribuídos anualmente pelo PNI (vacinas, imunobiológicos especiais, soros e imunoglobulinas), sendo 20 vacinas oferecidas às crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes conforme o Calendário Nacional de Vacinação. Destas, 18 são vacinas só para crianças e adolescentes ofertadas no Calendário Nacional de Vacinação, com inclusão das vacinas contra COVID-19. Por isso é tão importante se vacinar e garantir a segurança em saúde para todo.

Sesapi

 O deputado estadual e médico florianense Dr. Marcus Vinícius Kalume está em Curitiba onde está participando do Congresso AVC 2023. Conforme ele, ao Piauí Notícias, são quatro dias muitos conhecimentos médicos atualizados, pois o evento conta com os melhores profissionais neurologistas do país. “Dias de muito aprendizado com o objetivo de cuidar de maneira mais eficiente os nossos pacientes, muito feliz em participar deste grande congresso.”, ressaltou médico e deputado Dr. Marcus Vini: E médico.

mARCUS

O XIV Congresso Brasileiro de AVC e a III Jornada Paranaense de Neurologia são um valioso acréscimo à nossa formação, colocou o profissional florianense que disse mais, "além da aula de abertura que tratou sobre um tema central em Neurologia e cuidados com AVC, a abertura do evento contou com importantes palestras de médicos renomados na nossa área. A troca de experiências e o aprendizado prático tornam essa participação ainda mais rica. O conhecimento é sempre mais poderoso quando compartilhado".

Da redação

Ao sentir o cheiro de laranja, é comum haver, mentalmente, a associação direta com a mesma cor. Ou o cheiro de hortelã ser ligado à cor verde. Essas relações são processos naturais que o cérebro faz na combinação de dois ou mais sentidos, de modo a processar as informações.

CHEIRO

Agora, cientistas descobriram que o processamento do olfato pode mudar a percepção das cores, conforme um estudo publicado no periódico científico Frontiers in Psychology.

Pesquisadores do Liverpool John Moores University reuniram 24 pessoas entre 20 e 57 anos para fazer um experimento para comprovar essa relação entre cheiros e cores.

Os participantes foram colocados em uma sala sem nenhum estímulo sensorial indesejado. Nenhum deles relatou ser daltônico ou ter o olfato prejudicado, e eles também não usaram desodorante nem perfume. Qualquer cheiro do ambiente também foi eliminado com purificador de ar, durante quatro minutos.

Após a purificação do ar, os cientistas dispensaram, aleatoriamente, um dos seis odores escolhidos — de caramelo, cereja, café, limão e hortelã-pimenta, além de água inodora como controle.

De acordo com o autor do estudo, Ryan Ward, pesquisas anteriores mostraram que o odor de caramelo é comumente associado às cores marrom-escuro e amarelo; o de café, ao marrom-escuro e vermelho; o de cereja, ao rosa, vermelho e roxo; o de hortelã-pimenta, ao verde e azul; e o de limão, ao amarelo, verde e rosa.

Para o teste, os participantes tiveram que ajustar as cores de painéis, com dois controles deslizantes — um de amarelo para azul e o outro de verde para vermelho —, até que chegassem ao tom neutro de cinza, em todos os odores, por cinco vezes cada um.

Resultados Os pesquisadores perceberam que os participantes tinham uma tendência fraca, porém significativa, de ajustar as cores para tons mais distantes do cinza neutro.

Como exemplo, eles citaram que, com o cheiro do café, os voluntários percebiam que o cinza era um tom mais "marrom-avermelhado" do que o verdadeiro cinza neutro. Já no odor de caramelo, foi percebido um tom enriquecido em azul como o cinza.

Desse modo, os cheiros distorceram as percepções das cores de maneira que os pesquisadores classificaram como previsível.

A única exceção foi para o cheiro de hortelã-pimenta, em que as escolhas de cores foi diferente da associação costumeira.

“Esses resultados mostram que a percepção do cinza tendeu para as correspondências previstas para quatro dos cinco aromas, nomeadamente limão, caramelo, cereja e café. Essa ‘supercompensação’ sugere que as associações para processar as informações pelos sentidos realmente influenciam o modo como percebemos cada sensação”, disse Ward.

Assim, o autor concluiu que é necessário investigar mais como os cheiros influenciam a percepção das cores, inclusive para odores novos ou incomuns.

R7

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