obesoUm estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), com dados do Sistema de Informações Hospitalares e Datasus, mostrou que houve um aumento de 215% na realização de cirurgias bariátricas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) entre 2008 e 2017.

Segundo a SBCBM, o Brasil é o segundo país que mais realiza cirurgias bariátricas no mundo. O primeiro é os Estados Unidos.

O crescimento anual de procedimentos é de 13,5%. De acordo com Caetano Marchesini, diretor da SBCBM, o aumento de cirurgias bariátricas pela rede pública se dá por dois motivos: com a crise, as pessoas não puderam mais pagar os planos de saúde. O outro seria o aumento expressivo da obesidade e a comunicação entre as pessoas que fazem a cirurgia bariátrica com sucesso.

Entre os Estados que mais realizaram cirurgias bariátricas pelo SUS estão o Paraná (47%), São Paulo (20,2%), Minas Gerais (8,7%) e Espírito Santo (6,8%), somando mais de 80% dos procedimentos pelo país.

Apesar do aumento significativo de cirurgias no sistema público, houve um aumento de quase 6% no setor privado entre 2016 e 2017, segundo o estudo. No total, houve um crescimento de 47% de cirurgias bariátricas no Brasil entre 2012 e 2017.

O estudo ainda mostra que a população elegível – pacientes com índice de massa corporal (IMC) acima de 35 sem resposta ao tratamento clínico, pacientes com obesidade mórbida ou IMC acima de 40, e pacientes de diabetes mellitus tipo dois (DM2) com IMC acima de 30 para controle da doença- soma 5 milhões de pessoas pelo país.

Marchesini ressalta ainda o aumento de 110% da obesidade entre jovens, dado fornecido pela Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2017, do Ministério da Saúde.

“Lutamos para que haja um plano de governo que introduza a educação alimentar como matéria escolar entre os sete e 11 anos. Isso teria um resultado a longo prazo para o governo”, afirma o cirurgião.

Para ele, a educação alimentar é a melhor forma de prevenir que crianças desenvolvam a obesidade.

 

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Na manhã deste sábado (7), o Hospital de Olhos Bucar, recebeu uma grande ação da Prefeitura de Floriano, através da Secretaria Municipal de Saúde, como parte das comemorações dos 121 anos de Floriano, que leva atendimentos gratuitos e de qualidade para centenas de pacientes do Sistema Único de Saúde - SUS, na área da oftalmologia. Neste sábado, 130 idosos estão sendo atendidos, com foco para a prevenção à cegueira, através de consultas, exames e, de acordo com a necessidade, com o agendamentos para cirurgia. 

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 A ação, que irá durar um ano, com cerca de duzentos atendimentos por mês, é realizada com recursos próprios do município, e oportuniza aqueles que não tem condições financeiras de buscar os grandes centros de saúde, inclusive para os pacientes da zona rural, que foram o foco da ação deste sábado. São pelo menos 20 tipos de exames disponíveis, principalmente para o diagnóstico de retinopatia diabética, exames para tratamento de glaucoma, entre outros.

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 De acordo com a Secretária de Saúde, Thais Braglia, os atendimentos estão sendo realizados para as demandas já programas, no entanto os demais pacientes já podem se dirigir a Unidade Básica de Saúde do seu bairro, para fazer o encaminhamento após a consulta com o médico. "Com o encaminhamento em mãos o paciente poderá se deslocar até a Secretaria Municipal de Saúde para agendar o atendimento na ação", disse a secretária.

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hepatiteOs casos de hepatite A mais que dobraram em homens de 20 a 39 anos no país. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (5) pelo Ministério da Saúde. No ano passado, foram registrados 40,1 mil novos casos de hepatites virais no Brasil.

Dos 2.086 casos registrados, 1.108 ocorreram no Estado de São Paulo. Mais de 700 foram na capital paulista, sendo 302 atribuídos à transmissão sexual.

Além da via sexual, a hepatite A é transmitida por água e alimentos contaminados. Existe vacina contra a doença.

Ela é oferecida gratuitamente pelo SUS para crianças entre 15 meses e 5 anos de idade. Segundo o Ministério da Saúde, no Estado de São Paulo, a vacinação também está disponível para homens que fazem sexo com homens.

Já em relação à hepatite B, houve pouca variação nos últimos 10 anos. Foram 14,7 mil casos em 2016 e 13,4 mil em 2017.

Esse tipo de hepatite é transmitido por sangue contaminado, sexo desprotegido e compartilhamento de objetos perfuro-cortantes. A vacina para hepatite B está disponível no SUS para todas as pessoas.

Em crianças, a vacina é dada em quatro doses, sendo a primeira ao nascer. Em adultos, que não se vacinaram na infância, são três doses. No ano passado, foram distribuídas 18 milhões de vacinas para todo o país e atualmente, 31,1 mil pacientes estão em tratamento para a doença, segundo o Ministério da Saúde.

Hepatite C é a mais frequente no Brasil

A hepatite C tem o maior número de notificações entre todas as hepatites e é foco de programa de prevenção e combate do governo, que pretende eliminar a doença do país até 2030.

Mais de 332 mil pessoas registraram que possuem a doença desde o final da década de 1990. No ano passado, foram registrados 24,4 mil casos.

A doença acomete principalmente adultos acima de 40 anos. Assim como a hepatite B, é transmitida por sangue contaminado, sexo desprotegido e compartilhamento de objetos perfuro-cortantes.

O tratamento com os antivirais de ação direta, disponível no SUS, apresentam taxas de curas superiores a 90%, de acordo com o Ministério.

A meta é do governo é eliminar a hepatite C até 2030. Para isso, pretende simplificar o diagnóstico, ampliar a testagem e fortalecer o atendimento.

Em 2017, a taxa de incidência foi de 11,9 casos por cada 100 mil habitantes. São mais de um milhão de pessoas que tiveram contato com o vírus do tipo C, o que representa 0,71% da população brasileira.

“A hepatite C é uma doença silenciosa. Muitas pessoas estão com o vírus da hepatite C e não apresentam nenhum sintoma, então diagnosticar e tratar essas pessoas da forma mais rápida possível é essencial para a qualidade de vida dessas pessoas e também para a saúde pública”, afirmou Adele Benzaken, diretora do Departamento de IST, HIV/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, em comunicado.

 

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radioterapiCerca de 5 mil pessoas morrem de câncer no Brasil todo ano por falta de aparelhos para o tratamento de radioterapia. O dado é da Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT).

De acordo com o radio-oncologista Arthur Accioly Rosa, esse número pode ser maior. “O número é uma estimativa feita levando-se em consideração as taxas de incidência de câncer para o ano de 2016 fornecidas pelo INCA, mas a realidade é que o número de vítimas da falta de radioterapia pode ser bem maior”.

A radioterapia, junto com a cirurgia e a quimioterapia, é uma das principais formas de tratamento para combater o câncer. De acordo com a SBTR, seis em cada dez pacientes diagnosticados com câncer no Brasil terão, em algum momento, a indicação de radioterapia, seja para o tratamento curativo ou para o tratamento paliativo.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), cerca de 600 mil pessoas devem confirmar o diagnóstico de câncer este ano. “Considerando este número, pelo menos 360 mil pessoas vão precisar de radioterapia para combater a doença”, afirma o o radio-oncologista.

Ele explica que o problema é que não existem máquinas, ou aceleradores lineares, em número suficiente para tratar todos que precisam.

A recomendação da SBRT é que cada acelerador possa atender cerca entre 450 e 600 pacientes por ano. Sendo assim, seriam necessárias entre 600 e 800 máquinas espalhadas pelo país.

Segundo a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), há 371 aceleradores lineares em funcionamento no Brasil, destes, 259 estão na rede pública de saúde. Isso significa que existe uma carência de pelo menos 40% na oferta de máquinas.

Existe, ainda, outro problema: a otimização das máquinas existentes. O levantamento feito pela SBRT mostra que cada máquina rende 70% do que deveria.

“Além de sucateados, os equipamentos estão distribuídos de forma desigual entre os Estados, estando concentrados nas regiões Sul e Sudeste. Os Estados do Amapá e de Roraima nem possuem essas máquinas”, afirma o presidente da SBRT.

A espera pelo início do tratamento também interfere no número de mortes. Entre os pacientes que precisam fazer o tratamento pelo SUS, apenas 16% iniciam o procedimento em até 30 dias; o tempo médio de espera é 113,4 dias.

Accioly acredita que o problema começa na falta de investimentos e segue pela falta de estrutura e conhecimento técnico para a instalação das máquinas.

“A implantação de infraestrutura de radioterapia é demorada, principalmente se gerenciada pela iniciativa pública. Das 80 máquinas compradas pelo Ministério da Saúde em 2013, menos de 10% estão instaladas até o momento, falta pessoal para instalar e operar os equipamentos”, analisa o especialista.

 

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