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Data: 4/04/2025

injeçaoUm novo medicamento desenvolvido por pesquisadores dos Estados Unidos conseguiu reduzir os níveis de LDL (o chamado colesterol ruim) com injeções aplicadas a cada seis meses. Os resultados foram apresentados recentemente nas Sessões Científicas da American Heart Association (Associação Americana do Coração).

O colesterol elevado é considerado um problema de saúde pública em todo o mundo porque é o tipo de gordura que se acumula nas paredes das artérias, tornando-as duras e estreitas. Com o tempo, pode haver bloqueios e, consequentemente, infarto e derrame, principais causas de mortalidade.

"Manter baixos níveis de LDL durante um período prolongado é essencial para reduzir o risco de ataques cardíacos e derrames", ressalta o cardiologista R. Scott Wright, da Mayo Clinic, investigador principal do estudo.


A terceira fase da pesquisa foi concluída e contou com a participação de 1.561 pessoas com doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida (acúmulo de placa de gordura nas artérias) e LDL elevado — superior a 70 mg/dl (miligramas por decilitros).

Todos eles já tomavam remédios orais, as chamadas estatinas (no Brasil, as substâncias registradas são atorvastatina, lovastatina, pravastatina, rosuvastatina e sinvastatina).


Os participantes receberam o novo fármaco, chamado inclisiran, ou placebo por meio de injeções subcutâneas inicialmente e, depois, aos três meses e a cada seis meses a partir de então.

O medicamento imita uma variante genética e impede a produção da proteína PCSK9, que por sua vez reduz o LDL.

Aqueles que tomaram o inclisiran apresentaram redução média dos níveis de LDL de 56% entre o terceiro e o 18º mês de tratamento, na comparação com os que tomaram placebo.

"Os dados mostram que o inclisiran, administrado duas vezes por ano, alcançou reduções fortes e duradouras de LDL com um excelente perfil de segurança e sem efeitos colaterais no fígado ou nos rins relacionados ao tratamento", afirma Wright.

Segundo ele, "a administração duas vezes ao ano por um profissional de saúde coincide com as visitas típicas dos pacientes, o que pode ajudar na adesão ao medicamento".

 

R7

Foto: Freepik

 

antitermicA temporada de festas de fim de ano está começando e muita gente se planeja para viajar. Mas o que não pode faltar no kit de remédios? O clínico geral Alfredo Salim Helito explica que existem alguns cuidados que devem ser tomados antes da viagem começar.

É muito importante estudar o destino. Existe pronto-socorro? Se você tem convênio: ele é aceito no hospital? É um hospital público? Em segundo lugar, não esqueça de levar o telefone do seu médico, especialmente se estiver com crianças e idosos.

Mas e a malinha de remédios? O que não pode faltar? Salim montou uma listinha pro Bem Estar:

Analgésico – febre e dor
Antialérgico – alergia e picada
Anti-inflamatório – para dor e inflamação
Antiemético – para enjoo e vômito
Antiácido – azia, dores de estômago e gases
Soro fisiológico
Filtro solar
Creme hidratante
Repelente
Em caso de corte, arranhão e machucado, a principal dica é lavar bem com água fria corrente e sabão.

Vai viajar com criança? Veja com o pediatra o que levar.

 

G1

adoçantePessoas que usam adoçantes artificias, como sacarina, estévia, ciclamato, aspartame, acesulfame-K, sucralose, neotame e advantame, ou consomem produtos e bebidas com esses produtos, têm maior probabilidade de ganhar peso do que quem prefere a versão açucarada. Ou seja, o efeito é exatamente o oposto do que os consumidores esperam, de acordo com um novo estudo realizado pela Universidade do Sul da Austrália.

O estudo analisou pesquisas anteriores sobre os efeitos do adoçante. Um deles, realizado nos EUA com 5.158 adultos, ao longo de sete anos, descobriu que aqueles que consumiam grandes quantidades de adoçantes artificiais ganhavam mais peso do que os que não consumiam.

“Os consumidores de adoçantes artificiais não reduzem sua ingestão geral de açúcar. Eles usam tanto açúcar quanto adoçantes de baixa caloria e acham que podem comer livremente seus alimentos favoritos.”, diz Peter Clifton, líder do estudo.

O pesquisador ainda cita outros 13 estudos que investigaram os efeitos da ingestão de adoçantes no risco de diabetes tipo 2. Um deles concluiu que tomar bebidas diet ou com adoçante em vez de bebidas açucaradas ou sucos de frutas aumenta o risco de diabetes tipo 2 em 5% a 7%.

“Adoçantes artificiais alteram as bactérias intestinais, o que pode levar ao ganho de peso e ao risco de diabetes tipo 2”, diz Clifton.

Nos últimos 20 anos, o número de crianças que bebem bebidas dietéticas triplicou e número de adultos aumentou 54%. A indústria de adoçantes vale 2,2 bilhões de dólares e esses produtos são usados por pessoas que querem perder peso com com diabetes.

Entretanto, nos últimos anos, diversos estudos mostrando potenciais riscos do uso de adoçantes, como aumento de problemas cardiovasculares, redução da fertilidade, diabetes e ganho de peso.

“Uma opção melhor do que os adoçantes de baixa caloria é seguir uma dieta saudável, que inclui muitos grãos integrais, laticínios, frutos do mar, legumes, frutas e água pura”, afirma o pesquisador.

 

Veja

Foto: Getty Images

enxaquecaProblema comum entre as mulheres, a enxaqueca atinge cerca de um quarto da população do sexo feminino entre 20 e 50 anos, e cerca de 10% dos homens.

O neurologista Geraldo Speciali, professor associado da Universidade de São Paulo, explica que a causa da enxaqueca tem origem no cérebro.

“A pessoa que tem enxaqueca nasce com uma sensibilidade maior no cérebro para algumas coisas que são os gatilhos que desencadeiam a crise”, afirma Speciali.

Os gatilhos podem ser consumo de alimentos determinados, variação hormonal das mulheres, álcool, claridade, jejum e estresse.
Segundo o neurologista, outros sintomas além da própria dor podem ser: náuseas, vômitos, sensibilidade à luz, som e odores.

“Vinte por cento dos pacientes com enxaqueca também apresentam aura visual, que pode ser pontos luminosos, perda de um campo de visão, entre outros”, explica.

O médico afirma que existem dois tipos de tratamento para a enxaqueca, o profilático e o de crise.

“No tratamento de crise nós utilizamos analgésicos comuns e derivados de triptanos que são remédios específicos para tirar a crise”, explica.

O tratamento profilático tem como objetivo prevenir as crises de dor. Ele receita medicamentos diários que vão diminuir a sensibilidade do cérebro. Segundo Speciali cerca de um ano de tratamento já é suficiente para a pessoa ter uma melhor qualidade de vida.

“A busca do consultório por conta de enxaqueca é muito maior, já que as crises são muito fortes, muitas vezes a pessoa tem que ficar o dia inteiro na cama, mas outra causa bem comum de dor de cabeça é a cefaleia tensional”, explica o médico.


Cefaleia tensional
A principal causa da cefaleia tensional é o estresse. “Diferente da enxaqueca, ela possui como sintoma uma dor de cabeça menos forte no final da tarde ou no começo da manhã, mas que incomoda bastante também”, afirma Speciali.

Esse tipo de cefaleia pode estar associado à dor muscular e dor na cervical. Além disso, pode ser ocasionada, também, pelo apertamento dental e pelo bruxismo.

“A pessoa que tem cefaleia tensional normalmente quando está muito estressada, cansada, ansiosa, sobrecarregada ou teve alguma briga na família... então, o tratamento vai ser não medicamentoso”, explica o neurologista.

Ele afirma que o médico precisa tentar descobrir o que está causando a dor e que uma das melhores estratégias é a adaptação da agenda para a pessoa não ficar tão sobrecarregada.

Também podem ser utilizados tratamentos psiquiátricos, fisioterapia e acupuntura, para ajudar o paciente a lidar com o estresse.
“Na enxaqueca tem muitos fatores que não controlamos e tem que tomar remédio. Já na [cefaleia] tensional, nós focamos na mudança de estilo de vida da pessoa. Tirar férias, não trabalhar de fim de semana, ir para casa mais cedo, fazer exercício, até tomar uma dose pequena de uísque, se isso relaxa a pessoa”, afirma Speciali.

Segundo o médico, de 20% a 30% da população possui cefaleia tensional, mas muitas não procuram um médico, já que a dor não é incapacitante.

“Prejudica a qualidade de vida da pessoa também, muitas pessoas não fazem tratamento só ficam tomando analgésico”, afirma.

R7

Foto: Freepik