O Programa Nacional de Imunizações (PNI) implementou nos estados ações de monitoramento das estratégias de vacinação, no período de 17 de junho a 31 de julho de 2024. No Piauí, o PNI realizou visitas a 78 mil domicílios com foco na avaliação da caderneta de vacinação e na atualização das vacinas contra poliomielite e sarampo. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), por meio da Coordenação de Imunização, alerta os municípios para o prazo de alimentação dos dados no painel do Ministério da Saúde, que encerra em 30 de setembro.
vacinapolio

Dos 224 municípios do Piauí, 166 já registraram dados do monitoramento executado em 709 estabelecimentos (unidade e/ou posto de saúde dos municípios). “Precisamos que os gestores municipais insiram os dados, no prazo estabelecido, para que possamos ter uma ideia de como estão as coberturas vacinais”, lembra a coordenadora de Imunização da Sesapi, Bárbara Pinheiro.

Uma análise preliminar, realizada pela Coordenação de Imunização da Sesapi, aponta que o atual cenário apresenta resultados significativos para o aumento das coberturas vacinais no Piauí. Esta primeira análise foi feita com base em 50 mil visitas domiciliares, que tiveram como foco crianças menores de 5 anos para a avaliação da caderneta de vacinação e na atualização das vacinas contra poliomielite e sarampo.

“Com esses dados, foi observado que 91% (29.986 crianças) visitadas estavam com o esquema de primeira dose completo para a vacina contra o sarampo e 88,60% (22.992 crianças) com o esquema de segunda dose completo; além disso, 5.662 crianças encontradas com esquema incompleto foram atualizadas durante o monitoramento”, disse a coordenadora.

O monitoramento também obteve resultados significativos na avaliação da atualização contra poliomielite, sendo realizadas até o momento mais de 28 mil visitas, onde 97% das crianças estavam com o esquema atualizado e apenas 841 doses foram aplicadas em crianças com esquema incompleto.

“É importante destacar a relevância dessas ações de monitoramento e que, apesar da execução não atingir cobertura de 100% das crianças menores de 5 anos, os resultados encontrados refletem o aumento das coberturas vacinais no Piauí e o engajamento dos municípios para atingir melhores resultados na proteção da população”, ressalta a superintendente de Atenção à Saúde e Municípios da Sesapi, Leila Santos.

Sesapi

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a fabricação, importação e venda de termômetros com coluna de mercúrio. Segundo a agência, esses produtos representam um risco à saúde dos usuários, além de contaminar o meio ambiente. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (24) e assinada pelo diretor-presidente da agência, Antônio Barra Torres.

termometro

O grande risco desses produtos é que o mercúrio, armazenado na coluna central, possa cair e se espalhar. Dados do Ministério do Meio Ambiente revelam que a exposição a 1,2 miligramas da substância por algumas horas pode causar bronquite química e fibrose pulmonar. Além disso, a longo prazo, o mercúrio pode causar problemas ao sistema nervoso central e à tireoide, caso a exposição ocorra por períodos prolongados.

A proibição também se aplica a medidores de pressão, os chamados esfigmomanômetros. Esses produtos já vêm sendo substituídos no comércio brasileiro, mas as novas regras não abrangem objetos destinados à pesquisa, calibração de instrumentos ou uso como padrão de referência.

Termômetro com mercúrio em casa Como os objetos não têm prazo de validade, algumas pessoas ainda podem ter esse tipo de termômetro em casa. Por isso, a agência recomenda cuidados redobrados para se evitar acidentes.

Caso o termômetro com mercúrio quebre, são recomendados os seguintes cuidados:

Isole o local e não permita que crianças brinquem com as bolinhas de mercúrio;

Utilize luva e máscara e recolha com cuidado os restos de vidro em toalha de papel, colocando-os em recipiente resistente à ruptura, para evitar ferimento, e feche hermeticamente;

Localize as “bolinhas” de mercúrio e junte-as com cuidado, utilizando um papel cartão ou similar. Recolha as gotas de mercúrio com uma seringa sem agulha. As gotas menores podem ser recolhidas com uma fita adesiva;

Transfira o mercúrio recolhido para um recipiente de plástico ou de vidro duro e resistente, fechando-o hermeticamente e colando um rótulo indicando o que há no recipiente;

Recipientes que acondicionem mercúrio líquido ou seus resíduos contaminados devem ser armazenados com uma certa quantidade de água (selo hídrico) que cubra esses resíduos, para minimizar a formação de vapores de mercúrio;

Identifique o recipiente, escrevendo na parte externa “Resíduos tóxicos contendo mercúrio”;

Não use aspirador, pois isso vai acelerar a evaporação do mercúrio, assim como contaminar outros resíduos contidos no aspirador; Coloque o recipiente em uma sacola fechada;

Entre em contato com o serviço de limpeza urbana do seu município ou com o órgão ambiental (estadual ou municipal) para saber como proceder à entrega do material recolhido.

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Foto: Divulgação/Anvisa/Arquivo

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu a fabricação, importação e venda de termômetros com coluna de mercúrio. Segundo a agência, esses produtos representam um risco à saúde dos usuários, além de contaminar o meio ambiente. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (24) e assinada pelo diretor-presidente da agência, Antônio Barra Torres.

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O grande risco desses produtos é que o mercúrio, armazenado na coluna central, possa cair e se espalhar. Dados do Ministério do Meio Ambiente revelam que a exposição a 1,2 miligramas da substância por algumas horas pode causar bronquite química e fibrose pulmonar. Além disso, a longo prazo, o mercúrio pode causar problemas ao sistema nervoso central e à tireoide, caso a exposição ocorra por períodos prolongados.

A proibição também se aplica a medidores de pressão, os chamados esfigmomanômetros. Esses produtos já vêm sendo substituídos no comércio brasileiro, mas as novas regras não abrangem objetos destinados à pesquisa, calibração de instrumentos ou uso como padrão de referência.

Termômetro com mercúrio em casa Como os objetos não têm prazo de validade, algumas pessoas ainda podem ter esse tipo de termômetro em casa. Por isso, a agência recomenda cuidados redobrados para se evitar acidentes.

Caso o termômetro com mercúrio quebre, são recomendados os seguintes cuidados:

Isole o local e não permita que crianças brinquem com as bolinhas de mercúrio;

Utilize luva e máscara e recolha com cuidado os restos de vidro em toalha de papel, colocando-os em recipiente resistente à ruptura, para evitar ferimento, e feche hermeticamente;

Localize as “bolinhas” de mercúrio e junte-as com cuidado, utilizando um papel cartão ou similar. Recolha as gotas de mercúrio com uma seringa sem agulha. As gotas menores podem ser recolhidas com uma fita adesiva;

Transfira o mercúrio recolhido para um recipiente de plástico ou de vidro duro e resistente, fechando-o hermeticamente e colando um rótulo indicando o que há no recipiente;

Recipientes que acondicionem mercúrio líquido ou seus resíduos contaminados devem ser armazenados com uma certa quantidade de água (selo hídrico) que cubra esses resíduos, para minimizar a formação de vapores de mercúrio;

Identifique o recipiente, escrevendo na parte externa “Resíduos tóxicos contendo mercúrio”;

Não use aspirador, pois isso vai acelerar a evaporação do mercúrio, assim como contaminar outros resíduos contidos no aspirador; Coloque o recipiente em uma sacola fechada;

Entre em contato com o serviço de limpeza urbana do seu município ou com o órgão ambiental (estadual ou municipal) para saber como proceder à entrega do material recolhido.

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Um novo estudo liderado por pesquisadores da Universidade Tufts nos Estados Unidos, encontrou mais evidências de que o alto consumo de alimentos ultraprocessados ​​aumenta o risco de câncer de intestino (colorretal) em homens.

ultraprocessado

De acordo com os pesquisadores, aqueles que consumiam altas taxas de alimentos ultraprocessados – mais de nove porções por dia, em média – ​​tinham um risco 29% maior de desenvolver câncer colorretal do que homens que consumiam quantidades muito menores. Eles não encontraram a mesma associação em mulheres.

Estudo conclui que comida ultraprocessada aumenta risco de câncer de intestino

Participantes acompanhados por 25 anos O estudo analisou as respostas de 206.000 participantes – 159.907 mulheres e 46.341 homens – em três grandes estudos que avaliaram a ingestão alimentar e foram conduzidos ao longo de mais de 25 anos.

Cada participante recebeu um questionário de frequência alimentar a cada quatro anos e perguntou sobre a frequência de consumo de cerca de 130 alimentos.

Dos 206.000 participantes, a equipe de pesquisa documentou 1.294 casos de câncer colorretal entre homens e 1.922 casos entre mulheres.

O perigo está na carne A equipe descobriu que a associação mais forte entre câncer colorretal e alimentos ultraprocessados ​​entre os homens vem da carne, aves ou produtos prontos para o consumo à base de peixe.

“As carnes processadas, a maioria das quais se enquadram na categoria de alimentos ultraprocessados, são um forte fator de risco para o câncer colorretal. Alimentos ultraprocessados ​​também são ricos em açúcares adicionados e pobres em fibras, o que contribui para o ganho de peso e a obesidade, e a obesidade é um fator de risco estabelecido para o câncer colorretal”, explicou Lu Wang, principal autora do estudo.

“Esses produtos incluem algumas carnes processadas como salsichas, bacon, presunto e bolinhos de peixe. Isso é consistente com nossa hipótese”, disse Wang.

A equipe também descobriu que o maior consumo de bebidas açucaradas, como refrigerantes, bebidas à base de frutas e bebidas açucaradas à base de leite, está associado a um risco aumentado de câncer de intestino em homens.

No entanto, nem todos os alimentos ultraprocessados ​​são igualmente prejudiciais no que diz respeito ao risco de câncer colorretal.

“Encontramos uma associação inversa entre laticínios ultraprocessados, como iogurte, e o risco de câncer colorretal entre as mulheres”, disse a coautora do estudo e epidemiologista de câncer, Fang Fang Zhang.

E o que é afinal um alimento ultraprocessado? O termo se refere à classificação de alimentos pela quantidade de processamento industrial que passaram. Os alimentos ultraprocessados, muitas vezes têm uma infinidade de ingredientes em sua composição, incluindo conservantes, edulcorantes ou intensificadores de cor.

Geralmente, os produtos desta categoria são ricos em gordura de má qualidade, adição de açúcar e sal, além de baixa densidade de vitaminas e fibras, e são economicamente rentáveis para a indústria.

Nesta categoria estão além da carne processada, como salsichas e hambúrgueres; cereais matinais ou barras de cereal; sopas instantânea; bebidas açucaradas; nuggets de frango; bolo; chocolate; sorvete; pão produzido em larga escala; shakes e refeições prontas, como torta e pizza.

Esse não é o primeiro estudo que enxerga problemas em alimentos processados. O número de pesquisas que ligam essas comidas a efeitos nocivos na saúde é crescente. Já foi descoberto no passado que o consumo de alimentos altamente processados está ligado a riscos mais altos de obesidade, pressão alta, colesterol alto e câncer.

Catraca Livre

Foto: © Fornecido por Catraca Livre