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A remoção do apêndice aumenta o risco da doença de Parkinson, segundo um estudo da Universidade Case Western Reserve, em Ohio, nos Estados Unidos, que será apresentado no Encontro da Sociedade de Cirurgia do Aparelho Digestivo no próximo dia 21, na Califórnia.

Os resultados da pesquisa sugerem que o risco de desenvolver a doença é três vezes maior em pessoas que fizeram apendicectomia, a cirurgia de retirada do órgão, do que aquelas que não o fizeram, independentemente da idade, sexo e raça.

Um estudo anterior da instituto Van Andel Research, em Michigan, nos Estados Unidos, publicado no ano passado, dizia o contrário: que a remoção do apêndice reduzia em 19% o risco da doença.

Os pesquisadores analisaram dados de mais de 62 milhões de pacientes a partir de um banco de dados de 26 grandes sistemas de saúde dos Estados Unidos. Como esse banco coleta informações desde 1997, alguns pacientes foram acompanhados por quase 30 anos.


Dentro desse universo, selecionaram pessoas que removeram o apêndice e aquelas que desenvolveram a doença de Parkinson pelo menos seis meses depois da cirurgia.

Eles descobriram que, entre os 488 mil pacientes que tiveram seus apêndices removidos, 4 mil desenvolveram a doença, o que corresponde a 0,9%.

Já entre os 61,7 milhões que não fizeram a operação, apenas cerca de 177 mil tiveram o problema mais tarde, o equivalente a 0,3%.
Embora o estudo tenha encontrado uma associação entre a apendicectomia e o risco de desenvolver a doença de Parkinson, esse risco ainda é muito baixo - de menos de 1%.

A pesquisa, portanto, ainda não prova que ter o apêndice removido causa a doença de Parkinson. "Neste momento, ainda é uma associação e não uma descoberta de causa e efeito", afirmou Gregory Cooper, professor de medicina na Universidade Case Western Reserve e um dos autores do estudo ao site Live Science.

Uma hipótese para o aumento de risco encontrado nesse estudo é que durante a apendicectomia, um agente específico, chamado de proteínas alfa-sinucleína, é liberado no corpo e viaja até o cérebro. Essas proteínas formam aglomerados chamados corpos de Lewy, que sinalizam a doença de Parkinson.
Outra hipótese levantada é que a doença, que é neurológica e progressiva, começa a se manifestar 20 anos antes dos conhecidos tremores por meio de discretos sintomas como constipação e outros problemas digestivos. Esses sintomas podem aumentar o risco de apendicite, uma inflamação do apêndice que leva à apendicectomia.

Assim, pode ser que esses sintomas, da própria doença de Parkinson, estejam causando a apendicite e a cirurgia subsequente, e não o contrário.

 

R7

Cerca de 33 milhões de brasileiros haviam recebido a vacina da gripe até esta quarta-feira (15). O número corresponde a apenas 56% do público-alvo da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, que termina no fim deste mês, em 31 de maio. Os dados são do último balanço do Ministério da Saúde (MS).

A vacina da gripe este ano protege contra três subtipos graves da influenza: A H1N1, A H3N2 e influenza B. A vacina contra a gripe de 2019 está disponível para 59,5 milhões de brasileiros. A escolha do público-alvo é determinada de acordo com recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Até 27 de abril, foram registradas 99 mortes por influenza em todo o país. Ao todo, 535 pessoas precisaram ser hospitalizadas. Entre os casos fatais, 90% (88 pessoas) dos mortos pertenciam a grupos de risco, como idosos, portadores de doenças crônicas, crianças, gestantes, indígenas e puérperas.

Cobertura vacinal por estado
O relatório indica que os estados com maior cobertura até o momento são Amapá (83,81% do público alvo), Espírito Santo (69,4%), Alagoas (66,1%) e Rondônia (66%). No Amazonas, onde a campanha começou antes por haver um surto de gripe, a cobertura vacinal atinge 88,8% do público.
A situação é mais grave nos estados com menor cobertura: preocupa o cenário no Rio de Janeiro, com 38,3% do público alvo vacinado, e também no Acre (45%), São Paulo (48,8%), Pará (50,0%) e Roraima (51,8%).

Quem deve tomar a vacina?
As vacinas oferecidas gratuitamente pelo governo são destinadas a:

Crianças de 6 meses a 5 anos de idade;


Gestantes; puérperas, isto é, mães que deram à luz há menos de 45 dias;


Idosos;
Profissionais de saúde, professores da rede pública ou privada, portadores de doenças crônicas, povos indígenas e pessoas privadas de liberdade.
Portadores de doenças crônicas (HIV, por exemplo) que fazem acompanhamento pelo SUS também têm direito à vacinação gratuita.
Quem não faz parte dessas categorias pode adquirir a vacina contra a gripe na rede privada por cerca de R$ 100 a 150.

A vacina não é capaz de causar a gripe em quem recebe. Ela permite que o paciente fique imune aos tipos de vírus mais comuns em circulação sem ficar doente.

 

G1

No Brasil, estima-se que a taxa de infecções hospitalares atinja 14% das internações, de acordo com o Ministério da Saúde. O simples ato dos profissionais de saúde lavarem as mãos é fundamental para evitar essas infecções. Conscientizar para cuidados como esse é o objetivo do Dia Nacional do Controle das Infecções Hospitalares, celebrado nesta quarta-feira (15).

“A maior e principal das ações de prevenção e controle é a higienização das mãos para evitar passar uma infecção entre os pacientes ou entre os profissionais de saúde”, explica a gerente de vigilância e monitoramento em serviços de saúde da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Magda Costa.
Outros fatores citados pela gerente como importantes na prevenção ao problema é a higienização dos ambientes onde estão os pacientes, dos leitos, isolar aqueles que já estão contaminados e a aplicação de protocolos de prevenção.

O infectologista Adelino Freire Júnior, que coordena o controle de infecções do Hospital Felício Rocho, também destaca a higienização das mãos como “pedra fundamental” para o controle das infecções. “Ainda temos um número de higienização das mãos abaixo do que gostaríamos. É um método simples, barato, eficiente e ainda muito negligenciado”. Segundo ele, é preciso reforçar as ações de conscientização junto aos profissionais de saúde com ações como o Dia Nacional do Controle das Infecções Hospitalares.

Ele destaca que evitar as infecções em ambiente hospitalar se torna cada dia mais importante no atual contexto das bactérias multirresistentes a antibióticos. “Isso traz um desafio mais difícil de ser conquistado porque as infecções hoje são cada vez mais difíceis de serem tratadas. As drogas são mais tóxicas, com mais efeitos colaterais e menos eficientes. As infecções por esses germes multirresistentes tem impacto muito grande em aumento de mortalidade”.
O infectologista acrescenta que as infecções hospitalares ainda aumentam o tempo de internação e os custos da assistência médica.

As infecções são provocadas por micro-organismos que se aproveitam de fragilidades no sistema imunológico de quem está em tratamento hospitalar. Entre os tipos mais comuns estão as infecções urinária e na corrente sanguínea associadas ao uso de cateter e a pneumonia associada à ventilação mecânica, segundo o Ministério da Saúde.

Um estudo da Organização Mundial de Saúde demonstrou que a maior prevalência ocorre em unidades de terapia intensiva, em enfermarias cirúrgicas e alas de ortopedia.

As ações de controle de infecção hospitalar em escala nacional são coordenadas pela Anvisa. Os hospitais, tanto da rede pública quanto privada, precisam notificar a agência sobre os casos e estados e municípios desenvolver ações de prevenção e controle. A agência é responsável pelo Programa Nacional de Prevenção e Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde.


“Estados e municípios em todos os hospitais têm que desenvolver ações de prevenção e controle das infecções, vigiar as infecções que tem ocorrido e fazer, a partir da análise dessas informações, ações de prevenção e controle para evitar que outros venham a tê-las”, explicou a gerente da Anvisa, Magda Costa.

 

Agência Brasil

imunmoterapiaA Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o primeiro tratamento de imunoterapia para tratar pacientes com câncer de mama no país. O registro do atezolizumabe foi publicado nesta segunda-feira (13) no Diário Oficial da União.

Esse tipo de terapia aumenta a sobrevida de mulheres com um tipo de câncer de mama específico, o triplo-negativo, com expressão da proteína PD-L1, de 15 para 25 meses.
Segundo o oncologista Carlos Barrios, isso representa 15% das pacientes com câncer de mama, que normalmente são tratadas apenas com quimioterapia.

"Dentro desse grupo de triplo-negativo, 40% se beneficiam desse tratamento. Isso é definido por aquelas que apresentam a expressão da proteína PD-L1", explica.

O PD-L1 é um receptor localizado na superfície das células que indica a possibilidade de sucesso com o tratamento de imunoterapia.

A presença dessa proteína é identificada por meio de um exame chamado imuno-histoquímico. "Isso está associado a um conceito que é uma das estratégias mais importantes de avanço da oncologia que é identificar grupos de pacientes que tenham mais chance de responder aos tratamentos", afirma.
"Triplo-negativo" se refere a um tipo de tumor que não apresenta um dos três biomarcadores mais usados na classificação do câncer de mama, que são receptor de estrógeno, receptor de progesterona e proteína HER-2.

Brasil é um dos primeiros países a aprovar tratamento

O médico ressalta que o Brasil é um dos primeiros países do mundo a aprovar esse tipo de tratamento. "Trata-se do primeiro tratamento que evidencia que a imunoterapia funciona para o câncer de mama. Antes, esse tipo de tratamento existia apenas para outros tipos de câncer, como pulmão e melanoma", afirma.
Barrios é um dos pesquisadores do estudo internacional que envolveu 246 centros médicos de 41 países e comprovou a eficácia do uso do imunoterápico atezolizumabe em conjunto com a quimioterapia para o combate desse tipo de câncer de mama.

A pesquisa foi apresentada no Congresso Europeu de Oncologia (ESMO Congress), em outubro do ano passado e publicada na revista científica The New England Journal of Medicine em novembro. Esse estudo comprovou a redução de 38% no risco de progressão da doença ou morte do paciente e ganho de 10 meses de sobrevida.

A imunoterapia utiliza medicamentos que fazem com que o próprio sistema de defesa do organismo reaja às células cancerosas, combatendo-as. É considerado menos agressivo do que a quimoterapia, tratamento no qual o medicamento, ao combater as células cancerosas, também afeta as células saudáveis, causando efeitos colaterais.

No caso desse tratamento contra o câncer de mama, a imunoterapia é realizada por meio da aplicação de injeção a cada duas semanas com a função de ativar o sistema imune contra o tumor. "Está dirigida não contra o tumor, mas ao sistema imune, para acordar o sistema imune e fazer com que reconheça o tumor e o mate", explica.

O câncer de mama é o mais comum entre mulheres no Brasil e no mundo, depois do de pele não melanoma, correspondendo a 29% dos casos novos a cada ano no país, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer).

Estima-se que haja cerca de 59 mil casos novos por ano no país.

"Novas pesquisas estão sendo conduzidas para avaliar se a imunoterapia ajuda nos outros sub-tipos do câncer de mama. Embora essa seja uma excelente notícia, porque na doença triplo-negativa não haviam boas notícias há muitos anos, é importante destacar que estamos beneficiando só uma pequena porcentagem de mulheres. Ainda é preciso muito trabalho para encontrar remédios que funcionem para outros tipos de câncer de mama", afirma o pesquisador.

O tratamento será disponibilizado na rede privada e não ainda incorporado ao SUS.

 

R7

Foto: reprodução TV Record