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imunizaçãoO número de infecções pela covid-19 em adultos de todas as idades caiu 65% após a primeira dose da vacina da AstraZeneca ou da Pfizer em uma pesquisa realizada no Reino Unido, que os cientistas dizem mostrar o impacto da campanha nacional de imunização no mundo real.

A pesquisa foi conduzida no momento em que uma nova e mais infecciosa variante do coronavírus, chamada de B1.1.7, era dominante no Reino Unido, mas ainda assim concluiu que a vacinação era tão eficiente em pessoas mais velhas e com comorbidades quanto nas mais jovens e saudáveis.

"As conclusões no mundo real são extremamente promissoras", disse o ministro da Saúde britânico, James Bethell, em nota. Ele afirmou que os números mostram que o programa de vacinação britânico contra a covid-19 — um dos mais rápidos do mundo — estava produzindo um "impacto significativo".

Os dados vêm de dois estudos que são parte da Pesquisa de Infecção da Covid-19 - uma colaboração entre a Universidade de Oxford, o departamento de Saúde do governo, e o Gabinete Nacional de Estatísticas. Ambos os estudos foram publicados online, antes da impressão, e ainda não foram revisados por pares.

Os pesquisadores analisaram mais de 1,6 milhão de resultados de testes PCR de 373.402 participantes do estudo entre 1º de dezembro de 2020 e 3 de abril de 2021.

Eles concluíram que 21 dias após a primeira dose da vacina, seja a da AstraZeneca ou a da Pfizer-BioNTech — sem a segunda dose — as taxas de novas infecções pela covid-19 caíram 65%. Isso inclui uma queda nas infecções sintomáticas de 74% e uma queda nas infecções sem sintomas de 57%.

As reduções em infecções gerais e sintomáticas foram ainda maiores após a segunda dose - 70% e 90% respectivamente - concluiu o estudo, e foram semelhantes aos efeitos em pessoas que já haviam passado por uma infecção de covid-19.

O segundo estudo analisou os níveis de anticorpos para o vírus SARS-CoV-2 para verificar como eles mudaram após uma dose de cada vacina e após duas doses da Pfizer. Os resultados mostraram que as respostas dos anticorpos a uma única dose de ambas as vacinas foram ligeiramente mais baixas em pessoas mais velhas, mas altas em todas as idades após duas doses da Pfizer.

Reuters

Foto:HENRY NICHOLLS / REUTERS - ARQUIVO

O estado do Piauí vai receber, do Ministério da Saúde, 47.300 doses de vacinas contra a Covid-19. Os imunizantes fazem parte do 13º lote, onde estarão disponíveis 8.800 doses das vacinas Sinovac/Butantan e 38.500 das vacinas AstraZeneca/Fiocruz.

As doses de AstraZeneca/Fiocruz contemplarão 26% do público de 60 a 64 anos. Os imunizantes chegam ao Piauí, nesta sexta-feira (23), ao meio dia. “Mais uma faixa etária que está sendo contemplada com essa nova remessa, desta vez vamos poder possibilitar a continuidade da vacinação do grupo de 60 a 64 anos, de acordo com o cronograma de cada município”, destaca o secretário de Estado da Saúde, Florentino Neto.

Já as vacinas Sinovac/Butantan serão destinadas para as segundas doses de 6% das forças de segurança e salvamento (405 doses), também para 22% do publico de 65 a 69 anos (5.887 doses), que estão na pauta 12B e mais 6% do grupo das forças de segurança e salvamento (405 doses), além de 1,26% dos idosos de 65 a 69 anos (1.306 doses), estes estavam contemplados na pauta 11B.

As vacinas CoronaVac, do Instituto Butantan, também serão destinadas para as primeiras doses de 0,2% do público das forças de segurança e salvamento (11 doses).

“As doses destinadas na décima terceira remessa são em sua maioria para o inicio dos idosos de 60 a 64 anos e segunda doses de força policiais e grupos de 65 a 69 anos. Lembramos à população sobre a importância de tomar a segunda dose, para completar o ciclo de imunização, pois já foi comprovado em estudos que a imunidade só é efetiva após a segunda aplicação. Por isso fiquem atentos às datas de retorno no seu cartão de vacinação e ao calendário de seu município”, lembra a diretora de Vigilância em Saúde da Sesapi, Cristiane Moura Fé.

De acordo com os dados do Vacinômetro, da Secretaria de Estado da Saúde, 374.315 pessoas já tomaram as primeiras doses e 135.548 tomaram as segundas doses e completaram o ciclo de imunização.

 

teresinadiario

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou a entrega, na próxima sexta-feira (23), de mais 5 milhões de doses da vacina Oxford contra a covid-19, produzidas pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos). A quantidade supera a previsão inicial para esta semana em 300 mil doses.

Por questões logísticas relacionadas à distribuição das vacinas, a Fiocruz passará a liberar os lotes para o PNI (Programa Nacional de Imunizações) sempre às sextas-feiras. Segundo a fundação, a decisão foi tomada em conjunto com o Ministério da Saúde, o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e o Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde). Na semana passada, Bio-Manguinhos também liberou 5 milhões de doses, porém em duas remessas, na quarta-feira e na sexta-feira. Para a semana que vem, o cronograma prevê mais 6,7 milhões de doses, o que fará com que a fundação entregue mais de 18 milhões de doses no mês de abril.

Para os próximos meses, a programação é que as entregas cresçam em volume e cheguem a 21,5 milhões, em maio; 34,2 milhões, em junho; e 22 milhões, em julho. Desse modo, a fundação cumprirá a meta de produzir 100,4 milhões de doses a partir do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado, conforme acordo de encomenda tecnológica firmado com a farmacêutica AstraZeneca. No segundo semestre, a Fiocruz prevê produzir 110 milhões de doses com IFA fabricado no Brasil.

Já foram entregues ao Programa Nacional de Imunizações 14,8 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, sendo 10,8 milhões produzidas por Bio-Manguinhos. As outras quatro milhões foram importadas prontas da Índia nos meses de janeiro e fevereiro.

Agência Brasil

gengivaO coronavírus causador da covid-19 pode ter uma vantagem em indivíduos com acúmulo de placa dentária ou gengivite, aponta um estudo publicado, na terça-feira (20), no Jornal de Medicina Oral e Pesquisa Odontológica.

Uma equipe de pesquisadores do Reino Unido, África do Sul e Estados Unidos descobriu que altas concentrações do coronavírus se movem da saliva para os pulmões de pessoas com doenças gengivais. Segundo o artigo, os vasos sanguíneos dos pulmões, ao invés das vias aéreas, são afetados inicialmente na covid-19, com altas concentrações do vírus na saliva e periodontite associadas a um risco aumentado de morte.

Movendo-se dos vasos sanguíneos nas gengivas, o vírus passaria pelas veias do pescoço e do tórax, alcançando o coração antes de ser bombeado para as artérias pulmonares e pequenos vasos na base e periferia do pulmão.

Um dos pesquisadores, o médico radiologista Graham Lloyd-Jones, analisou tomografias computadorizadas de pacientes com covid-19, enquanto dentistas da equipe fizeram a relação entre a saúde bucal deles e a gravidade da doença.

O coautor do estudo Iain Chapple, professor de periodontologia da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, explica que os resultados ajudam a compreender por que algumas pessoas desenvolvem doença pulmonar durante a covid-19 e outras não.

"Também pode mudar a maneira como gerenciamos o vírus — explorando tratamentos baratos ou mesmo gratuitos direcionados à boca e, em última instância, salvando vidas."

Chapple acrescenta que a escovação e uso de enxaguantes bucais são fundamentais mesmo para quem não está com covid-19. "As doenças gengivais deixam as gengivas mais vazadas, permitindo que os micro-organismos entrem no sangue. Medidas simples — como escovação cuidadosa e escovação interdental para reduzir o acúmulo de placa bacteriana, juntamente com enxaguatórios bucais específicos ou mesmo enxágue com água salgada para reduzir a inflamação gengival — podem ajudar a diminuir a concentração do vírus na saliva e ajudam a mitigar o desenvolvimento de doenças pulmonares, além de reduzir o risco de evolução para covid-19 grave."

R7

Foto: Freepik