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Para quem deseja ter filhos, é determinante que tenha um estilo de vida saudável, tanto a mulher como o homem precisam ter sua alimentação em dia para ajudar na hora da fecundação. Vícios e outros hábitos ruins, por exemplo, podem tanto prejudicar a qualidade do sêmem como a saúde dos ovários.

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Em matéria do “Metrópolis”, Inarí Ciccone, nutricionista especialista em Obesidade e Emagrecimento pela Universidade Federal do Estado de São Paulo (UNIFESP) e Mestre em Ciências da Saúde pela FMUSP, afirma que 15% dos casais são inférteis. “O sonho da maternidade e da paternidade pode ser um grande desafio para muitos casais que sofrem com a infertilidade. Estudos epidemiológicos demonstram que 15% dos casais apresentam infertilidade. No entanto, a concepção pode ser algo possível de se atingir de forma natural a partir de mudanças adequadas no estilo de vida”, disse.

Com o propósito de ajudar os casais a conseguirem ter uma boa fecundação, a profissional preparou duas listas, uma contendo alimentos que devem estar na dieta dos indivíduos e outras contendo o que deve ser evitado. 5 alimentos para ajudar a engravidar

Nozes: Segundo Ciccone, o consumo frequente delas tem relação com a melhora na qualidade dos espermatozoides e do óvulo, isso ocorre pois as castanhas contribuem como fonte de antioxidantes e gorduras boas.

Peixes de água fria: Tal alimento prova ser positivo para o sazonamento da célula reprodutiva masculina e feminina devido possuir ômega-3. Essa gordura saudável tem ação anti-inflamatória, além de também ter alta concentração de zinco.

Vegetais verdes escuros: A nutricionista aponta que o consumo regular desses alimentos pode aumentar o teor de antioxidantes na dieta das pessoas. Esse composto bioativo prova ser importante para a proteção das células reprodutivas.

Aveia: Seu consumo serve de ajuda para evitar os picos de insulina (hormônio capaz de afetar negativamente a produção dos hormônios sexuais), isso porque é fonte de fibra solúvel.

Ostras: Esses moluscos são fontes ricas de zinco. O mineral é muito importante para a formação do espermatozoide e para a maturação da célula reprodutiva da mulher, o oócito.

5 alimentos para atrapalhar a fecundação

Margarina: Sendo um alimento rico em gordura trans, a mesma pode interferir de forma negativa na qualidade das células reprodutivas.

Refrigerante: A alta quantidade de açúcar refinado, combinado aos corantes e compostos químicos, é prejudicial ao sistema reprodutivo. Ciccone diz que o alto consumo de refrigerantes pode reduzir em, pelo menos, 25% do potencial fértil na mulher e 33% no homem.

Biscoito recheado: A integridade da célula reprodutiva, tanto o óvulo como o espermatozoide, podem ter sua integridade prejudicada com a combinação de açúcar, farinha branca, corante e gordura vegetal hidrogenada.

Embutidos: Alimentos com grande quantidade de sódio, gordura saturada e nitritos (como é o caso do bacon e da calabresa), podem acarretar no aumento da resposta inflamatória, piorarem a eficiência dos hormônios e a qualidade das células reprodutivas.

Açúcar refinado e adoçante químico: Ao serem consumidos, esses alimentos desequilibram o metabolismo hormonal e favorecem reações que podem deteriorar células reprodutivas. A nutricionista aponta que o consumo de açúcar em excesso pode causar resistência à insulina.

 

Lorena R7

Foto: Reprodução/Instagram Karen Marielly e Universo da Gravidez.

Dificuldade de lembrar datas, fazer cálculos ou realizar tarefas básicas do dia a dia são alguns dos sintomas da perda cognitiva. As habilidades cognitivas geralmente diminuem à medida que a idade avança, mas uma pesquisa feita por cientistas da USP (Universidade de São Paulo) mostra que a perda chega a ser 28% maior entre pessoas que consomem mais alimentos ultraprocessados.

Esses alimentos são aqueles que passaram por um processo industrial muito intenso. Encaixam-se nesta categoria pães de forma, salgadinhos, refrigerantes. O declínio cognitivo foi maior entre as pessoas que consumiam mais de 20% das calorias diárias de ultraprocessados. E não é difícil chegar a essa média: 20% equivale a três fatias de pães de forma por dia.

Os resultados foram apresentados na Conferência Internacional de Alzheimer, realizada na semana passada na cidade de San Diego, nos Estados Unidos. Recentemente, um estudo baseado em um banco de dados de saúde do Reino Unido, conhecido como UK Biobank, também mostrou que pessoas que consomem uma maior quantidade de alimentos ultraprocessados, como refrigerantes e batatas fritas industrializadas, podem ter um maior risco de desenvolver demência, se comparadas com aquelas que consomem uma baixa quantidade. O estudo britânico descobriu que substituir 10% dos alimentos ultraprocessados por não processados ou minimamente processados, como frutas frescas, vegetais, legumes, leite e carne, já diminui em 19% o risco de desenvolver a síndrome.

A pesquisa brasileira, por sua vez, analisou o desempenho das pessoas que participaram do mais longo e maior estudo de performance cognitiva realizado no Brasil: o Elsa-Brasil. São cerca de 15 mil pessoas, entre 35 e 74 anos, que começaram a ser acompanhadas em 2008 para investigar fatores de risco para doenças crônicas como hipertensão, arterioesclerose e acidente vascular cerebral.

O estudo analisou os dados conforme o tipo de alimento consumido: alimentos não processados, como vegetais e frutas, os ingredientes culinários, como sal e óleos, os alimentos processados, com modificações leves como adição de sal ou açúcar, e os ultraprocessados.

Dados do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP mostram que o consumo médio de alimentos ultraprocessados no Brasil é justamente de 20%. Como é uma média, algumas pessoas consomem muito mais. Mas ainda assim, é um patamar três vezes menor que a de países ricos, onde a média chega a 60%.

Mas, é justamente essa diferença que torna um país como o Brasil um mercado cobiçado pela indústria de alimentos, explicou a nutricionista e integrante do Núcleo de Pesquisas em Nutrição e Saúde da USP, Renata Levy.

R7 com Agência Brasil

Um estudo publicado na revista Nature demonstrou que as baixas temperaturas dificultam o crescimento de células cancerígenas, pois ativam a gordura marrom do corpo humano — responsável pela produção de calor corporal —, que consome os açúcares de que os tumores precisam para se replicar.

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"Descobrimos que o tecido adiposo marrom ativado pelo frio compete com os tumores pela glicose e pode ajudar a inibir o crescimento do tumor em camundongos”, diz o professor do Departamento de Microbiologia, Tumores e Biologia Celular do Karolinska Institutet, na Suécia, e autor correspondente, Yihai Cao. Como as células cancerosas, normalmente, precisam de elevados níveis de glicose para crescer, os cientistas constataram que as temperaturas frias desencadearam uma absorção grande de glicose no tecido adiposo marrom. Por consequência, foram detectados poucos sinais da substâncias nas células tumorais.

Na prática, é como se o processo de aquecimento do nosso corpo no frio "roubasse" o alimento necessário para as células cancerígenas se multiplicarem.

Os testes compararam o crescimento do tumor e as taxas de sobrevivência em camundongos com diversos tipos de cânceres, como o colorretal e de mama, em ambientes frios e quentes.

Aqueles que foram alocados em temperaturas de cerca de 4°C demonstraram um crescimento tumoral mais lento e viveram quase o dobro dos ratos designados para as salas de 30°C.
Para fins comparativos, os pesquisadores também removeram a gordura marrom e atestaram que o efeito benéfico do frio é eliminado sem o tecido, e os tumores voltam a crescer na mesma velocidade que os dos camundongos expostos a temperaturas mais altas.

Da mesma forma, alimentar os animais com uma bebida com alto teor de açúcar inibiu a ação do frio e restaurou o crescimento do tumor.

“Curiosamente, as bebidas com alto teor de açúcar parecem anular o efeito das temperaturas frias nas células cancerígenas, o que sugere que limitar o suprimento de glicose é provavelmente um dos métodos mais importantes para a supressão de tumores”, informa Cao.

A situação deixa os pesquisadores otimistas quanto às novas formas de tratamento para os quadros de câncer.

“Nossas descobertas sugerem que a exposição ao frio pode ser uma nova abordagem promissora para a terapia do câncer, embora isso precise ser validado em estudos clínicos maiores”, relata Cao. Experiência em humanos

Os pesquisadores avaliaram, a partir de uma PET-CT (tomografia por emissão de pósitrons, um dos melhores aparelhos de diagnóstico de câncer), seis voluntários saudáveis e um paciente com câncer em quimioterapia.

Os resultados mostraram que a exposição de adultos saudáveis a uma temperatura ligeiramente fria, de 16°C, com shorts e camisetas, por até seis horas por dia, durante duas semanas, aumenta significativamente a quantidade de gordura marrom ativa no pescoço, coluna e tórax. Já o paciente com câncer foi submetido a passar um tempo com roupas leves em salas de 22°C por uma semana e, posteriormente, quatro dias em ambientes de 28°C.

Os exames de imagem evidenciaram que, nas temperaturas mais baixas, houve um aumento da gordura marrom e, consequentemente, uma diminuição de captação da glicose no tumor.

“Essas temperaturas são consideradas toleráveis ​​pela maioria das pessoas”, complementa Cao.

E acrescenta: “Estamos, portanto, otimistas de que a terapia fria e a ativação do tecido adiposo marrom com outras abordagens, como medicamentos, possam significar a inserção de mais um item na caixa de ferramentas para o tratamento do câncer”.

O estudo foi financiado pelo Conselho Europeu de Pesquisa, Conselho Sueco de Pesquisa, Sociedade Sueca de Câncer, Fundo Sueco de Câncer Infantil, área de pesquisa estratégica em células-tronco e medicina regenerativa do Karolinska Institutet, Fundação Torsten Söderberg, Maud e Birger Gustavsson Fundação, a Fundação Novo Nordisk e a Fundação Knut e Alice Wallenberg.

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Foto: Freepik