A Seleção Brasileira lutou, criou chances, mas não conseguiu virar o placar diante da Bélgica, que abriu 2 a 0 no primeiro tempo. Na frente a partir de uma infelicidade de Fernandinho, que fez gol contra de cotovelo, os belgas exploraram muito bem os contra-ataques e aumentaram com Kevin de Bruyne. O Brasil até diminuiu, com Renato Augusto, no segundo tempo, após belo passe de Coutinho, mas parou por aí.
O primeiro dia de quartas de final da Copa do Mundo não foi feliz para os sul-americanos no geral. O outro representante do continente, o Uruguai, também caiu ao perder por 2 a 0 para a França. Sendo assim, este será o quarto Mundial seguido vencido por uma equipe europeia.
BRASIL ELIMINADO
O sonho do hexa foi adiado. A Seleção Brasileira perdeu por 2 a 1 para a Bélgica, em Kazan, e foi eliminada da Copa do Mundo da Rússia. Os europeus abriram o placar com gol contra de Fernandinho, em escanteio da direita da defesa, e Kevin de Bruyne aumentou ainda no primeiro tempo, completando contra-ataque mortal puxado por Romelu Lukaku. Esta foi a primeira partida sob o comando de Tite que o Brasil sofreu dois gols. Apesar disso, a equipe seguiu pressionando, criando chances e diminuiu, aos 31 do segundo tempo, com Renato Augusto, mas foi só.
A Copa do Mundo da Rússia conheceu a sua primeira seleção semifinalista durante a tarde desta sexta-feira. Em Níjni Novgorod, apesar da aclamada defesa do Uruguai, a talentosa e jovem equipe da França dominou o jogo e o venceu por 2 a 0, com gols de Raphael Varane e Antoine Griezmann.
Sem contar com o lesionado Edinson Cavani, herói da vitória sobre Portugal, a Celeste não manteve a força ofensiva com o substituto Cristhian Stuani, que fez companhia ao isolado Luis Suárez no ataque. Desse modo, liderados por Griezmann, os europeus aproveitaram para abrir o placar no primeiro tempo e ampliá-lo contando com uma grave falha do goleiro Fernando Muslera na etapa complementar.
De volta às semifinais da Copa do Mundo após 12 anos, os “Bleus” enfrentarão o vencedor do confronto entre Brasil e Bélgica. O duelo por uma vaga na decisão está marcado para a próxima terça-feira, às 15 horas (de Brasília), em São Petersburgo.
O bicampeão Uruguai, por sua vez, se despede do torneio e provavelmente do técnico Óscar Tabárez, por quem é dirigido desde 2006 e que deve encerrar o seu ciclo na seleção após ser diagnosticado com uma rara doença que afetou seus nervos e músculos.
França domina e sai na frente
O Uruguai começou ligeiramente melhor, chegando com perigo em cruzamentos por ambas as laterais. Aos 13 minutos, o goleiro francês Lloris foi exigido em cabeçada de Giménez após cobrança de escanteio.
Foi a França, no entanto, quem criou a primeira chance clara de gol na partida. Aos 15 minutos, após bola levantada na área, Giroud ajeitou para o meio e encontrou Mbappé livre. O jovem atacante, porém, errou o cabeceio e mandou por cima da meta de Muslera.
A partir de então, trocando passes rápidos, os europeus passaram a ter o controle da partida e abriram o placar aos 40 minutos. Em cobrança de falta, Griezmann levantou a bola na área, Varane ganhou de Stuani por cima e desviou de cabeça, sem chances para Muslera.
Pouco depois, em jogada parecida, o Uruguai quase empatou a partida. Após bola levantada na área, Cáceres testou no canto direito de Lloris, que se esticou todo para evitar o gol. No rebote, Godín isolou por cima na última chance da Celeste antes do intervalo.
França conta com ‘frango’ para garantir vaga
O Uruguai voltou para a etapa complementar tentando pressionar, mas sem atacar de maneira consistente. Em busca do empate, Óscar Tabárez promoveu duas mudanças simultâneas: entraram Maximiliano Gomez e Cristian Rodríguez nas vagas de Stuani e Bentancur.
Logo em seguida, contudo, o treinador uruguaio viu a situação ficar ainda mais crítica. Aos 16 minutos, após contra-ataque, Griezmann recebeu na intermediária e arriscou. A bola foi em cima de Muslera, mas o experiente goleiro espalmou para dentro do próprio gol.
Com a boa vantagem da França, o jogo ficou nervoso. Mbappé tocou de letra no campo de defesa uruguaio e foi levemente atingido pelo braço de Cristian Rodriguéz, instaurando uma pequena confusão entre os jogadores. Passado o tumulto, o atacante europeu e o meia sul-americano foram advertidos com cartão amarelo.
O segundo gol abateu veementemente o ímpeto uruguaio, que deixou de atacar de forma consistente. Na base do abafa, os comandados de Tabárez não conseguiram ameaçar a meta de Lloris. A França, por sua vez, valorizou a posse de bola para administrar o placar e confirmar a vaga nas semifinais da Copa.
FICHA TÉCNICA
URUGUAI 0 X 2 FRANÇA
Local: Estádio de Níjni Novgorod, em Nizhegorodskaya (Rússia)
Data: 6 de julho de 2018 (sexta-feira)
Horário: 11 horas (de Brasília)
Árbitro: Néstor Pitana (Argentina)
Assistentes: Hernan Maidana (Argentina) e Juan Pablo Belatti (Argentina)
Público: 43.319 torcedores
Cartão Amarelo: Rodrigo Bentancur e Cristian Rodríguez (Uruguai);Lucas Hernández e Kylian Mbappé (França)
Cartão Vermelho: –
Gols:
FRANÇA: Raphael Varane, aos 40 minutos do 1º tempo, e Antoine Griezmann, aos 16 minutos do 2º tempo
URUGUAI: Fernando Muslera; Martin Cáceres, José Giménez, Diego Godín e Diego Laxalt; Lucas Torreira, Matías Vecino, Nahitan Nández (Jonathan Urretaviscaya), Rodrigo Bentancur (Cristian Rodríguez) e Cristhian Stuani (Maximiliano Gomez); Luis Suárez
Técnico: Óscar Tabárez
FRANÇA: Hugo Lloris; Benjamin Pavard, Raphael Varane, Samuel Umtiti e Lucas Hernández; N’Golo Kanté, Paul Pogba e Corentin Tolisso (Steven N’Zonzi); Antoine Griezmann (Nabil Fekir), Kylian Mbappé (Ousmane Dembélé) e Olivier Giroud
França e o Uruguai se enfrentam pelas quartas de final da Copa do Mundo nesta sexta (6), às 11h, na Arena em Nizhny Novgorod, a 420 km de Moscou. O vencedor do duelo entre a campeã do mundo de 1998 e a seleção bicampeã em 1930 e 1950 vai para as semifinais enfrentar o Brasil ou a Bélgica, que jogam às 15h.
O certo é que mais um campeão do mundo, após Alemanha, Espanha e Argentina, vai voltar para casa. As duas seleções estão invictas na Copa do Mundo deste ano e com campanhas semelhantes.
O Uruguai tem quatro vitórias: derrotou o Egito e a Arábia Saudita por 1 a 0, ganhou da Rússia por 3 a 0, esses três jogos na fase de grupos; e também venceu Portugal por 2 a 1, nas oitavas de final. Os uruguaios marcaram sete gols e levaram apenas um.
A defesa eficiente tem sido um dos principais destaques da equipe. No ataque, Edinson Cavani, com três gols na Copa, e que saiu machucado na partida contra Portugal, e Luis Suarez, com dois gols, são as referências do Uruguai, que sonha com o tri.
Na fase de grupos, a França venceu a Austrália por 2 a 1 e o Peru por 1 a 0. Os franceses empataram com a Dinamarca sem gols. Nas oitavas de final, fez jogo épico contra a Argentina e ganhou por 4 a 3. Nessa partida, o atacante Mbappe, de 19 anos, fez a diferença, marcou dois e sofreu pênalti. Ele já tem três gols na Copa. Giroud e Griezmann também foram acionados. No meio, Pogba conseguiu achar espaço. Os franceses têm novo desafio contra um sul-americano e, se passarem, podem encontrar outro adversário do continente, o Brasil.
Tabu francês
Será o quarto encontro entre as seleções em Copas do Mundo. No mais recente, em 2010, as equipes empataram sem gols na primeira fase do Mundial. Naquele ano, a França foi eliminada com apenas um ponto. Zero a zero também foi o placar em 2002 na fase de grupos. Naquele ano, as duas seleções foram embora. Em 1966, houve um ganhador: o Uruguai venceu por 2 a 1 e mandou a França para casa. Em comum, nas três vezes em que se enfrentaram, nunca os europeus foram para a próxima fase quando encontram os sul-americanos.
Thiago Silva, Marcelo, Fernandinho, Paulinho, Willian e Neymar. Pela primeira vez, os seis remanescentes de 2014 serão titulares da seleção brasileira. Um ganho de entrosamento para uma equipe que tem um imenso desafio pela frente: enfrentar a Bélgica, que levou à Rússia 15 jogadores da última Copa do Mundo.
A “geração belga” que desperta Brasil afora admiração e deboche quase na mesma proporção se fortaleceu. Se há quatro anos De Bruyne, Lukaku e Courtois, entre outros, ainda buscavam se consolidar no cenário internacional, agora eles são protagonistas de alguns dos clubes mais poderosos do mundo.
Os brasileiros de 2014 e 2018: Thiago Silva, Marcelo, Fernandinho, Paulinho, Willian e Neymar.
Os belgas de 2014 e 2018: Courtois, Alderweireld, Vermaelen, Kompany, Vertonghen, Witsel, De Bruyne, Fellaini, Lukaku, Hazard, Mignolet, Mertens, Januzaj, Dembele e Chadli.
As eliminações de 2014 causaram dores muito diferentes em Brasil e Bélgica. Se os donos da casa tiveram de se reconstruir, sobretudo moralmente, depois do 7x1 para a Alemanha na semifinal, os europeus, rivais desta sexta-feira, encararam a derrota para a Argentina, 1x0, nas quartas de final, como uma etapa do processo de crescimento.
É claro que o leque de jogadores é muito mais amplo no Brasil. Reformular o grupo de um Mundial para outro já é quase uma tradição, 7x1 à parte.
Agora, uma junção de fatores une os seis remanescentes novamente: Fernandinho jogará porque Casemiro está suspenso; Marcelo volta ao time no lugar de Filipe Luís; Willian resistiu a atuações frustrantes e se destacou contra o México; Paulinho suportou a dores e também está mantido.
– A seleção brasileira está acostumada e tem responsabilidade de jogar em alto nível. Sabemos das dificuldades do jogo porque a Bélgica exige ainda mais concentração, da nossa capacidade técnica, é um adversário muito forte. Vamos entrar atentos, sabendo que para vencer um grande adversário temos que fazer o melhor – disse o zagueiro Miranda, que só não está na lista de remanescentes de 2014 porque Luiz Felipe Scolari o preteriu por Dante e Henrique.
Para atenuar a questão de ter mantido uma pequena parte do grupo, Tite tem apostado no fortalecimento coletivo de uma maneira de atuar e com o maior número possível de repetições de jogadores.
Alisson, Miranda, Marcelo, Paulinho, Coutinho, Neymar e Gabriel Jesus são titulares desde o início de sua trajetória, há dois anos. Thiago Silva, Fernandinho e Willian chegaram a ficar no banco, mas sempre participaram ativamente da equipe. Assim como Fagner, reserva de Daniel Alves na maioria das convocações, agora herdeiro da posição.
Veja as informações da seleção brasileira para a partida contra a Bélgica:
Local: Arena Kazan, em Kazan
Data e horário: sexta-feira, às 15h (de Brasília)
Escalação: Alisson, Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Fernandinho; Paulinho, Philippe Coutinho, Willian e Neymar; Gabriel Jesus. Técnico: Tite
Pendurados: Coutinho, Neymar e Filipe Luís
Arbitragem: Milorad Mazic, auxiliado por Milovan Ristic e Dalibor Djurdjevic (todos da Sérvia)