A noite de quinta-feira foi de alegria para dois clubes cariocas e de decepção para um paulista. Botafogo e Fluminense venceram e avançaram às oitavas de final, enquanto o São Paulo, embora tenha devolvido o 1 a 0 sofrido no Morumbi, perdeu para o Colón, na Argentina, na cobrança dos pênaltis: 5 a 3.
VITÓRIAS CARIOCAS
No Engenhão, no Rio de Janeiro, com quase 40 mil torcedores, o Botafogo fez 2 a 0 sobre o Nacional, do Paraguai, chegando à segunda vitória. Na ida tinha vencido por 2 a 1. Na próxima fase pega o Bahia.
O Fluminense foi até o Uruguai e venceu o Defensor, por 1 a 0, também alcançando sua segunda vitória. Na ida, no Rio, tinha vencido por 2 a 0. Na próxima fase pega o Deportivo Cuenca, da Colômbia.
O São Paulo tinha perdido a vantagem no Morumbi, quando perdeu por 1 a 0 para o Colón. Na Argentina devolveu o mesmo placar, porém, nas penalidades máximas, perdeu por 5 a 3.
Agora o Tricolor se concentra somente no Campeonato Brasileiro, onde lidera de forma isolada. O Colón vai enfrentar o Junior Barranquilla, da Colômbia.
Insistente, mas não brilhante. O Palmeiras sofreu com o campo molhado e com a retranca do Bahia até ser premiado por buscar a vitória na noite desta quinta-feira. O time paulista ganhou por 1 a 0, no Pacaembu, com gol de Dudu no segundo tempo, para se classificar à semifinal da Copa do Brasil. Como o jogo de ida havia sido 0 a 0, a equipe avança e encara na próxima fase o Cruzeiro, seu algoz da edição do ano passado, nas quartas de final.
O empate sem gols no jogo de ida, em Salvador, e o fim do critério de desempate com o gol fora deixaram a partida tensa. Ao Bahia não bastava a simples tarefa de marcar um gol e tentar segurar o resultado de 1 a 1 ou 2 a 2, por exemplo. Já, para o Palmeiras, era preciso vencer e confirmar o fator casa, mesmo com atuação ruim e falta de criação de jogadas.
INTENSO! Em uma noite fria e chuvosa no Pacaembu, os corajosos torcedores viram no primeiro tempo o Bahia melhor em campo. O time nordestino acertou a trave com 14 minutos e teve outras chegadas perigosas sempre pelo mesmo caminho. Ao se aproveitar da falha de cobertura do Palmeiras nas laterais e contar com a armação de jogadas de Zé Rafael, o gol ficava perto.
O Palmeiras batalhou para superar a defesa adversária e só conseguiu achar espaços depois dos 20 minutos. A partir disso, o problema passou a ser os erros de finalização. Borja, Willian e Moisés perderam chances claras diante do goleiro Anderson, por falta de calma na hora de finalizar. O atacante colombiano ainda acertou a trave e furou uma finalização na pequena área antes do intervalo.
DECISIVO! No segundo tempo, o Palmeiras tentou manter o ritmo forte. A equipe não marcava e notava que esses erros custavam mais caro. A torcida estava mais impaciente e contagiava os jogadores.
Com apenas um armador, Moisés, o time não conseguia armar jogadas e era contido pelo adversário. O Bahia demonstrou clara vontade de levar a decisão para os pênaltis. Quando a partida começava a ficar mais tensa e a torcida com reclamações intensas, o gol saiu. Aos 28 minutos do segundo tempo, Mayke cruzou e o baixinho Dudu apareceu livre de cabeça para fazer 1 a 0. O curioso é que pouco antes o meia Lucas Lima estava pronto para entrar. Como o gol saiu, ele voltou a se sentar no banco.
Depois disso prevaleceu o velho estilo de Felipão, classificado pela oitava vez à semifinal da Copa do Brasil em 12 participações. O técnico recuou o time e segurou o resultado para confirmar a classificação e o sexto jogo seguido sem levar gol.
Os auditores do STJD julgaram, nesta quinta-feira (16), procedente o pedido do Palmeiras para que a impugnação da segunda partida da final do Campeonato Paulista de Futebol deste ano, contra o Corinthians, seja julgada. Desse modo, pode-se dizer que o Estadual de 2018 ainda não chegou ao fim. A ação será julgada em uma nova data, a ser ainda determinada.
Os auditores Otávio Noronha, Décio Neuhaus e Ronaldo Piacente pediram vista do processo. Com isso, o veredicto ficará para outra sessão, quando os auditores se considerarem aptos. Por conta de calendário, a decisão não deve acontecer antes de 12 de setembro.
O pedido de recurso se deveu à certeza alviverde de que houve interferência externa na arbitragem daquele jogo, na anulação de um pênalti anotado para o Palmeiras, em lance de disputa de bola entre Ralf e Dudu.
O Palmeiras havia pedido o adiamento do julgamento por considerar que o Tribunal não havia compreendido o pedido do clube em sua totalidade. Mas o STJD, na figura do relator José Perdiz, entendeu que o pedido palmirense era improcedente e manteve o julgamento do mérito da causa.
O Tribunal também julgou o pedido da Federação Paulista de Futebol (FPF) para que a entidade fosse incluída no julgamento como terceira parte interessada - pedido que foi acatado pela corte.
Para iniciar a sua explanação, o Palmeiras, representado pelos advogados Alexandre Miranda e Americo Espallargas, exibiu uma prova em vídeo de 16 minutos, nas quais entendia haver claros indícios de que o delegado da partido, Dionísio Roberto Domingos, passara informações ao árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza após assistir ao lance pela TV - o que não é permitido.
O vídeo também buscava demonstrar que o quarto árbitro estava em uma posição pior que a do árbitro no momento da anotação do penal. Além disso, a estrategia era mostrar contradições nos depoimentos do árbitro, assistentes e do delegado do jogo, a fim de evidenciar falsos testemunhos.
Depois, o clube criticou o que considerou serem manobras da FPF para que o julgamento não acontecesse. Tais como, por exemplo, alegar que o Palmeiras havia descumprido prazos e deixado de pagar taxas, em uma clara tentativa de impedir, por meio de instrumentos, que o julgamento fosse levado a cabo.
No início de sua explanação, tentar desqualificar o pedido do Palmeiras, com uma nova alegação de prescrição, foi a primeira atitude de Márcio Andraus, advogado da FPF. O advogado também ressaltou o fato de que o pênalti não haveria existido.
Andraus ainda afirmou não haver provas, nas imagens da conversa dos árbitros e dos agentes fora do campo apresentadas pelo Palmeiras, de que houve a interferência.
O procurador-geral do STJD, Felipe Bevilacqua, foi na mesma linha. Na avaliação dele, embora haja indícios de irregularidades na partida, não há prova de que houve comunicação e, consequentemente, interferência. E, sem isso, não há como se anular o resultado de um jogo. Por isso, ele recomendou julgamento, mas não a impugnação da partida.
Em seu voto, o relator José Perdiz fez questão de ressaltar que o tribunal não estava ali para julgar a existência do pênalti, mas sim a ocorrência de interferência externa. Ele defendeu que o jogo não fosse impugnado. por entender que a alteração de um resultado de campo só deve ocorrer se a violação das regras for provada de forma inequívoca e que não houve erro de direito.
O presidente da mesa ressaltou que não era hora de falar sobre o mérito da ação e julgou que não houve prescrição. O voto dele foi acompanhado pelos demais auditores.
O caminho do Brasil para a Copa do Mundo do Catar, em 2022, começa nesta sexta-feira. Tite será o responsável de dar início à escrita da trajetória da Seleção em seu novo ciclo ao selecionar, pela primeira vez após a eliminação no Mundial da Rússia, os jogadores que irão compor a delegação dos amistosos contra os Estados Unidos e El Salvador, em setembro.
A hora da renovação chegou. Não só pela necessidade de se preparar o esquadrão que disputará o ciclo para a próxima Copa, já que 17 dos 23 nomes chamados pelo treinador da Seleção terão mais do que 30 anos no Mundial seguinte, mas também pelas boas atuações, tanto em solo nacional quanto estrangeiro, de jovens jogadores que podem agregar ao time de Tite.
Os casos mais emblemáticos são os de Arthur, Lucas Paquetá e Vinícius Júnior. Os dois primeiros chegaram a figurar na lista de suplentes para a disputa na Rússia e, pelo bom momento atravessado, dificilmente não farão parte do começo do processo de renovação do Brasil. Paquetá permaneceu em alta atuando pelo Flamengo e Arthur, inclusive, teve sua contratação sacramentada ao Barcelona e já chamou atenção da mídia europeia em sua estreia em partidas oficiais pelo clube catalão.
Vinícius Júnior também mudou de ares. Oficializado como jogador do Real Madrid ao completar 18 anos, a jovem promessa “sofreu” com a ameaça de ser emprestado para ganhar experiência, mas o rendimento nos amistosos de pré-temporada e os elogios do treinador Julen Lopetegui o credenciaram a permanecer no clube e conquistar, pouco a pouco, seu espaço no elenco merengue.
Do outro extremo do campo está Malcom. Depois de chamar a atenção no Bordeaux, o ex-corintiano teve a Roma como destino provável, mas o Barcelona atravessou a negociação e confirmou a contratação do atleta. Não por acaso. Logo em sua estreia oficial como jogador do clube catalão, o camisa 14 anotou seu gol e ajudou o Barça a vencer o Boca Juniors. Por já ter trabalhado com Tite no Corinthians, Malcom está em pauta para aparecer entre os 23 selecionados. Em solo brasileiro, outros destaques também podem ser observados. Um dos principais artilheiros da temporada nacional, Pedro, atacante do Fluminense, tem somente 21 anos e já soma 10 gols anotados na Série A do Campeonato. Everton também entra na lista: o atacante, principal nome do Grêmio na temporada, é observado de perto pela comissão técnica da Seleção e pode ser uma alternativa para o comandante da equipe verde e amarela.
Entretanto, o maior destaque é Rodrygo, do Santos. Já negociado com o Real Madrid, pelo valor de 54 milhões de euros, o atacante assumiu o status de sensação do futebol brasileiro. Estrela e revelação do Peixe até aqui, Rodrygo foi procurado por Barcelona, Bayern de Munique, Borussia Dortmund e Paris Saint-Germain, mas acabou por acertar com os merengues e se juntará à equipe em junho de 2019.
Para a zaga, o nome que surge como possível selecionado de Tite é o de Éder Militão. Preocupado com a falta de promessas para o setor defensivo e a idade avançada dos titulares habituais, o comandante vê em Militão, cria da base do São Paulo e agora jogador do Porto, um potencial para ocupar a lacuna deixada por Daniel Alves, que terá 39 anos na Copa do Catar. Outros jogadores correm por fora para estarem na lista dos 23 desta sexta-feira, mas não são descartados para, em algum ponto do ciclo para o próximo Mundial, atuarem com a camisa verde e amarela. Este é o caso de David Neres (Ajax), Richarlison (Everton), Bruno Henrique (Palmeiras) e Pedrinho (Corinthians).
Quaisquer sejam os nomes a serem escolhidos por Tite, o Brasil precisa, com seu novo elenco, lapidar e construir sua própria ótima geração. O processo de renovação começa nesta sexta-feira, às 11h00 (horário de Brasília), na sede da Confederação Brasileira de Futebol – a mesma entidade que bancou o treinador e depositou confiança em seu trabalho para 2022.