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riverSem citar River Plate ou Grêmio como finalistas de seu mais importante torneio, a Conmebol divulgou nesta quinta-feira que as duas partidas decisivas da Copa Libertadores serão realizadas em dois sábados de novembro.

A primeira foi marcada para o próximo dia 10 no estádio da Bombonera, em Buenos Aires, a tão famosa e temida casa do Boca Juniors. A segunda será no dia 24, mas a entidade não confirmou em qual local e contra qual rival. Ambos jogos serão às 16h.

O motivo é que o Grêmio contesta a classificação do River Plate, que venceu o confronto entre eles por 2 a 1, de virada, na última terça-feira, em Porto Alegre, obtendo em campo a vaga na grande decisão.

Os gremistas alegam que o técnico Marcelo Gallardo, que estava suspenso, descumpriu o regulamento ao ir ao vestiário para se comunicar com seus jogadores. Imagens da Arena do Grêmio mostram que isso aconteceu com o apoio do próprio River.

Baseado no regulamento da entidade e no regulamento da competição, o clube brasileiro entrou com uma ação na Conmebol para pedir os pontos da partida, o que o colocaria na decisão contra o Boca Juniors.

O julgamento para definir quem será o adversário do Boca ocorrerá no próximo sábado à tarde na sede da Conmebol.

De qualquer forma, a decisão da Copa Libertadores aos sábados é algo bastante incomum na história do torneio, embora não seja inédito. Em 1987, o confronto que definiu o ganhador do torneio, entre Peñarol, do Uruguai, e América de Cali, da Colômbia, foi em um sábado 31 de outubro. No estádio Nacional de Santiago, no Chile, os uruguaios venceram por 1 a 0 (gol de Aguirre) e foram campeões.

 

Espn

Reprodução/Twitter

diegoalvesSe o Flamengo mantém a guerra fria com Diego Alves enquanto luta pelo título brasileiro, o goleiro também escolhe o silêncio até o fim do campeonato, mas já procurou os dirigentes para dar sua versão da crise da qual foi pivô. Embora os contatos da diretoria sejam com o empresário Eduardo Maluf, Diego foi até o vice de futebol Ricardo Lomba pessoalmente expor alguns pontos de discordância, depois da entrevista coletiva que o clube convocou para avisar que o assunto seria interno.


Entre as razões, estão a conduta do técnico Dorival Júnior na ocasião de sua barração, e a punição prevista por ele não ter viajado para enfrentar o Paraná, ainda não aplicada. Para o atleta, a punição requer a quebra de uma regra, o que não teria acontecido. Os temas só virão à tona depois do fim da temporada, quando Diego Alves dará mais esclarecimentos e novas versões dos fatos.


O atleta não confirmou a nova reunião. Mas o contato foi atestado por duas pessoas ligadas ao vice de futebol. Procurado, Lomba não retornou as ligações. Ele, como os demais do clube, fogem do assunto para manter o foco no campo. Diego Alves já não é assunto ligado aos jogos desde semana passada, e agora ainda mais, depois que torceu o joelho direito.

O goleiro se reapresentou ontem para treinamento e fez apenas recuperação no departamento médico. Fora dos planos de Dorival Júnior para os últimos sete jogos, Diego Alves cumpre suas funções de forma protocolar e não dá brechas para novos questionamentos. Não está descartado um exame para avaliar a gravidade da torção, que parecia simples.

 

O Globo

Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Palmeiras e Grêmio, os dois representantes do futebol brasileiro nas semifinais da Copa Libertadores de 2918, não tiveram competência para chegar as finais desta competição. O Grêmio que venceu em Buenos Aires no primeiro jogo por 1 a 0, perdeu dentro de seu estádio em Porto Alegre por 2 a 1 e de virada.

Único gol do Tricolor gaúcho foi marcado por Leonardo Gomes, aos 35 minutos do primeiro tempo. Borre aos 36 e Martinez aos 50 do segundo, deram a vitória ao time argentino na última terça feira.

Na quarta, o Palmeiras jogou em casa para tentar reverter uma vantagem do Boca Juniors que fez 2 a 0 em seu estádio, o La Bombonera. Mas não deu certo. Quem marcou primeiro na Allianz Arena foi Abile, centroavante argentino, aos 17 minutos do primeiro tempo.

No segundo o Verdão até se animou quando Luan fez um golaço aos 7 minutos. Aos 15 Gomes marcou o segundo gol e a torcida verde já começou a comemorar.

BENEDETTO DE NOVO

Mas aos 25 minutos, o mesmo Benedetto que fez os dois gols do Boca lá na Argentina, entrou no segundo tempo do jogo de quarta e fez o gol de empate, 2 a 2, que deixava o Palmeiras com a obrigação de fazer mais três se quisesse se classificar.

Óbvio que não conseguiu. O empate prevaleceu e o Boca fez a festa e vai disputar mais sua oitava final do mais importante torneio Sul Americano de Futebol contra seu maior adversário argentino, o River Plate.

DATA INDEFINIDA

Primeiro jogo será na semana que vem, dia 7, no campo do Boca. O segundo deveria ser no dia 28 de novembro, mas como haverá uma reunião do G20 ,entre as maiores autoridades do mundo em Buenos Aires, essa partida decisiva deverá ou ser antecipada para o dia 25 de novembro ou adiada para o dia 5 de dezembro.

Mas a data é o que menos importa. Fantástico é que o futebol argentino pela primeira vez ver á uma decisão de título da Libertadores entre seus dois clubes mais importantes.

Deve ser uma festa com superlotação tanto no estádio do Boca como o do River. Essa final, sem dúvida, valoriza as finais deste torneio.

Quanto as desclassificações de Grêmio e Palmeiras, foram justas. Tanto o River foi melhor que o Tricolor gaúcho em Porto Alegre, como o Boca foi melhor que o Palmeiras nos dois jogos disputados, em Buenos Aires e em São Paulo.

SEMIFINAL BRASILEIRA

NA SUL-AMERICANA

Pela Sul Americana, o Fluminense venceu o Nacional do Uruguai em Montevidéu por 1 a 0 e garantiu vaga nas semifinais deste torneio. O Atlético Paranaense perdeu para o Bahia durante o tempo normal, mas ganhou a classificação na cobrança de pênaltis por 4 a 1.

Na próxima fase Fluminense e Atlético Paranaense vão disputar dois jogos para ver qual deles será finalista. Do outro lado já tem o Santa Fé ; classificado e falta o vencedor de Defensa y Justicia, da Argentina.

Eles jogam hoje (quinta-feira) em Buenos Aires. O vencedor enfrentará o Santa Fé também em dois jogos. Fica claro com esses resultados que um brasileiro estará na final da Sul Americana. Ou Fluminense ou Atlético Paranaense. Vamos ver quem tem mais bala na agulha!

 

futebolinterior

Sergio Carvalho

felipaoA eliminação do Palmeiras para o Boca Juniors nas semifinais da Taça Libertadores passa diretamente pelas escolhas feitas pelo técnico Luiz Felipe Scolari.

Dois pontos foram determinantes para o fim do sonho do segundo título sul-americano: os seguidos erros defensivos e a falta de variação na forma de jogar tanto na Bombonera quanto na arena.


Felipão optou por mexer nos zagueiros justamente para a partida na Argentina. Antônio Carlos e Edu Dracena, até então escalados na Libertadores, foram para o banco. Luan e Gustavo Gómez, utilizados no Brasileirão, entraram.

Na prática, apenas o paraguaio correspondeu. Luan cometeu erros decisivos (e até infantis) no segundo gol de Benedetto, na Bombonera, e no de Ábila, em São Paulo. Veja abaixo como ele foi facilmente superado pelo centroavante. É bem verdade que Felipe Melo não fechou na primeira trave, Weverton não saiu do gol...Os erros contrastam com a boa fase que a defesa do Palmeiras passava desde a contratação de Felipão. A equipe chegou a acumular nove partidas seguidas sem ser vazada e tinha no sistema defensivo sua grande arma.


Boca aproveita
A necessidade de ir ao ataque, aliás, abriu ainda mais a defesa no primeiro tempo. Felipão liberou Bruno Henrique para encostar nos atacantes, e isso aumentou o espaço para o Boca jogar nos contra-ataques. Um Boca longe de ser brilhante tecnicamente, mas muito bem posicionado e consciente do que fazer em campo.

No momento em que a torcida do Palmeiras empurrava a equipe logo após fazer o segundo gol, o Boca foi fatal. Felipe Melo também tem sua parcela de culpa ao falhar no combate a Benedetto (de novo ele!) no lance do 2 a 2 que acabou com qualquer esperança do Verdão de conseguir a virada. Veja:
Dá para jogar mais e diferente
O Palmeiras correu muito, brigou por todas as bolas, lutou até quando o jogo já estava decidido. Mas faltou futebol. Os chutões que irritaram a torcida na derrota em Buenos Aires voltaram a aparecer como principal arma para furar a defesa rival.

Desta vez, o alvo foi Deyverson, que conseguiu levar vantagem em boa parte das disputas pelo alto. O time, porém, não teve aproximação necessária de Dudu, Willian e Lucas Lima para aproveitar o rebote. O centroavante brigava com a marcação pelo alto, e o Boca rapidamente ficava com a bola.

Felipão fez o básico no intervalo ao trocar Bruno Henrique por Moisés, jogadores com características semelhantes. Mesmo assim, o time melhorou, colocou mais velocidade no jogo (principalmente com Dudu) e chegou a sonhar com uma virada histórica depois de fazer 2 a 1 – precisava de mais dois gols.


Agora, o Brasileirão...
Com apenas três meses de Palmeiras e depois de seguidas decisões em mata-mata na Libertadores e na Copa do Brasil, Felipão terá mais tempo para corrigir as falhas da equipe, encontrar novas formas de jogar e confirmar o título brasileiro.

 

GE

 Foto: Marcos Ribolli