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allanPSG e Napoli se enfrentam nesta quarta-feira sob atenciosos olhares da comissão técnica da seleção brasileira. Além do trio parisiense de figurinhas carimbadas nas convocações – Neymar, Marquinhos e Thiago Silva –, do outro lado um jogador tem chamado atenção mundo afora e poderá surgir, na sexta-feira, pela primeira vez numa lista de Tite: o volante Allan.

Até um jornalista árabe, durante a última rodada de amistosos da Seleção, na cidade de Jedá, perguntou por que Allan jamais foi convocado.

A resposta coube ao auxiliar Sylvinho, que tem o observado mais de perto. Foi política. Há duas razões essenciais para Allan ainda não ter tido chances:

Há dúvidas sobre quais seriam a posição e a função dele dentro do sistema de jogo da Seleção, se primeiro homem de meio-campo, como Casemiro, ou um meia central, função já exercida por Paulinho e, atualmente, de Arthur ou Fred.


A comissão técnica admira a dinâmica do jogo de Allan, bem como sua marcação agressiva, mas sente falta de maior participação na parte ofensiva, na construção e finalização de jogadas.


Allan é tema frequente dos debates entre Tite e seus auxiliares. Eles costumam usar o termo “luz” para definir a inspiração no setor ofensivo para resolver o jogo num passe, numa movimentação ou, no caso dessa posição, num chute de média distância. É isso que não enxergam no volante, mas parecem cada vez mais dispostos a conhecê-lo mais de perto para sanar essas dúvidas.

O grupo da Liga dos Campeões pode ser um trampolim importante, pelo nível dos adversários. Allan foi eleito o melhor em campo na vitória do Napoli sobre o Liverpool, com nota 8,5 da “Gazzetta dello Sport”. Diante do PSG, a atenção estará focada na qualidade de seu passe. No Campeonato Italiano, o volante lidera a estatística de desarmes: já fez 41.

 

As últimas atuações e o fato de Allan estar sendo treinado pelo italiano Carlo Ancelotti, principal espelho de Tite na profissão, o aproximaram de romper esse bloqueio.

Tite vai anunciar na sexta-feira, às 11h, os convocados para os amistosos de novembro, contra Uruguai, dia 16, e adversário ainda a ser definido, no dia 20. Será a última lista de 2018.

 

GE

Getty Images

 

gremioUm desavisado a olhar o jogo em um par de minutos poderia pensar que o Grêmio era o time argentino. Não por qualquer tipo de desejo ou identificação, mas pelo simples fato de reproduzir dentro do campo do Monumental de Núñez todas características geralmente mostradas pelos grandes clubes do país vizinho em duelos de Libertadores, como esta semifinal vencida por 1 a 0 diante de 60 mil torcedores do River Plate.

Conduzido por Renato, o Tricolor cozinhou o jogo com uma estratégia diferente, abdicou do seu estilo e deixou mais uma marca histórica na era vencedora atual. O adversário não era derrotado dentro de casa desde 26 de novembro de 2017. Fazia tanto tempo que ninguém lembrava a data de cabeça. Antes da entrevista coletiva, perguntava-se aos funcionários do clube argentino e também a jornalistas quando havia sido o último tropeço. A resposta era uma interrogação.

Portanto, faz quase um ano a derrota para o Newell's por 3 a 1. Mas o Grêmio não sentiu-se intimidado. Dentro da nova expressão da moda, "sofreu o jogo". Mesmo habituado a manter a bola e trocar passes, foi um time dedicado a marcar e evitar as principais jogadas do River.

Parou os lados do campo, fechou a frente da área e contou com Geromel e Kannemann em noite de nível elevado. O River só assustou com chutes de fora da área, todos defendidos por Marcelo Grohe.
– O Grêmio soube se comportar diante de um River assim. Por isso falei que deixou de lado o futebol que está acostumado a jogar e competiu, pela qualidade dos jogadores do River – comentou Renato.

– Sou um fã do futebol argentino, admiro, gosto que o Grêmio tenha essa fama de ser parecido com os argentinos. Acho isso um elogio ao Grêmio – acrescentou o vice de futebol Duda Kroeff.
As mais de 60 mil pessoas cantavam, claro –ainda mais forte depois do gol de Michel, aos 16 minutos do segundo tempo. Mas o Grêmio parecia surdo. A pressão do ambiente não influenciou em absolutamente nada no desempenho. O plano tático foi mantido até o intervalo.

Sem conseguir tramar ofensivamente, o resguardo defensivo era o trunfo para voltar vivo a Porto Alegre, ainda mais com as ausências de Everton e Luan. O primeiro deve ter condições de atuar na Arena, mas o camisa 7 sentiu uma nova lesão, agora muscular, na coxa direita, e deve desfalcar a equipe novamente.

"Jogamos para 60 mil torcedores, na casa do adversário, sabemos como é difícil. Soubemos suportar bem" (Michel, autor do gol)
Kannemann, o único argentino de fato gremista, parece ter espalhado o espírito pelo vestiário. No relato do próprio técnico, não deixou os jogadores do River "se criarem" com a pressão sobre a arbitragem e ainda deu um tom de "malandragem" ao time nas disputas físicas. Duas ou três vezes, levou o atacante Borré à loucura no primeiro tempo ao conseguir faltas a favor do Grêmio.

– Acho que a gente esteve muito bem taticamente, foi um jogo nota 10 nosso no trabalho tático – disse Kannemann, suspenso para o jogo de Porto Alegre.

A vitória por 1 a 0 na primeira partida da semifinal dá ao Grêmio a possibilidade de até mesmo empatar na Arena para estar na final da Libertadores pelo segundo ano consecutivo. A delegação só deixa Porto Alegre no início da tarde desta quarta-feira, em voo fretado. O próximo adversário é o Sport, na Arena, pela 29ª rodada do Brasileirão.

 

GE

Foto: Eduardo Moura

 

rafaeltraciNesta terça-feira, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) sorteou a arbitragem da partida do confronto entre Flamengo e Palmeiras. O paranaense Rafael Traci será o responsável pela partida da 31ª rodada do Campeonato Brasileiro Série A, que será realizado no sábado, às 19 horas (de Brasília), no Maracanã.

 

O árbitro de 31 anos participou de 13 partidas do Brasileirão nesta temporada. Ele tem média de cinco cartões amarelos por jogo e ainda não expulsou nenhum jogador.

 

Traci já foi o juiz de três confrontos envolvendo o Verdão e o Rubro-Negro. Ele foi o responsável por conduzir os triunfos do Palmeiras sobre o Grêmio por 2 a 0 no Rio Grande do Sul e sobre o Bahia por 3 a 0, no Allianz Parque. Ele também foi o árbitro da derrota do Flamengo para o Tricolor Gaúcho por 2 a 0.

 

Gazetaesportiva

Foto: Fernando Dantas/ Gazetapress

fluO Fluminense recebe o Nacional, do Uruguai, nesta quarta-feira, no confronto de ida das quartas de final da Copa Sul-Americana. Uma das apostas da equipe para a partida é o atacante Luciano, autor do gol da vitória sobre o Atlético-MG no fim de semana.


E o jogador pediu inteligência aos seus colegas para furar o bloqueio adversário no Engenhão.


"Esperamos um jogo difícil. Não joguei contra o Defensor, que também é do Uruguai, mas sabemos que será um jogo difícil e temos que ter inteligência. Conversamos internamente, acreditamos que eles vão vir fechados, jogando por uma bola. Temos que ter ciência que são dois jogos e vamos estar preparados para fazer uma boa partida", declarou nesta terça-feira.


ATENÇÃO DEFENSIVA
Apesar da tradição do adversário, Luciano espera um Nacional bastante fechado. Mesmo assim, o atacante sabe que será necessário muita atenção na parte defensiva, principalmente nas jogadas pelo alto.

"O que o professor Marcelo (Oliveira) pede toda vez é para termos atenção nas bolas paradas, tanto ofensivas, quanto defensivas. Hoje, ele deve passar as instruções para o jogo com o Nacional, mas sabemos que precisamos estar ligados os 90 minutos para irmos para o jogo de volta mais tranquilos", comentou.


DESFALQUES
Para a partida, o Fluminense não terá novamente o lateral-direito Léo, vetado por causa de um edema muscular na coxa direita. Ainda sem Gilberto e com Igor Julião como desfalque por não estar inscrito na competição, Marcelo Oliveira terá de improvisar alguém no setor. O volante Dodi aparece como favorito.

 

Agência Estado

Foto: Lucas Merçon/FFC