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Dono da segunda melhor campanha do returno do Campeonato Brasileiro, com 22 pontos somados nesta segunda metade da competição, o Santos voltou a mostrar a sua força ao empatar por 2 a 2 com o Internacional, na noite desta segunda-feira, no Beira-Rio, em Porto Alegre, onde a 30ª rodada do torneio nacional foi fechada.


Com 43 pontos, a equipe paulista ocupa o sétimo lugar da tabela e está apenas três atrás do Atlético-MG, que hoje fecha a zona de classificação à Libertadores, em sexto lugar. Assim, o time santista lutará para conquistar vaga na competição continental nos oito duelos derradeiros de sua campanha, que o técnico Cuca qualificou como "oito decisões" na entrevista coletiva que deu após o duelo no Sul.


"Faltam oito jogos, é uma luta a cada dia, batalha como hoje, será assim contra o Fluminense, Palmeiras e até o final. Temos que nos preparar para oito decisões. Tenho que enaltecer esse time, era 17º com os mesmos jogadores e estão em segundo lugar no returno, perdendo só para o Palmeiras, que faz campanha magnífica", ressaltou o treinador, ao se referir ao atual líder do Brasileirão, que só nesta segunda metade do campeonato já somou 29 pontos dos 62 que ostenta atualmente.


DE BOM TAMANHO
O comandante também disse ter ficado feliz com o empate conquistado em Porto Alegre. "A gente sai satisfeito do campo. Foi um jogão para quem viu pela TV ou para quem ouviu pelo rádio, que dá ainda mais emoção para quem está ouvindo. Foi um jogo que ninguém queria empatar, queria vencer. Eu até o minuto 45 (do segundo tempo) queria ganhar. Depois, lógico, tem de valorizar o ponto", afirmou Cuca.


O técnico ainda negou que a polêmica anulação do gol de Leandro Damião pelo juiz Ricardo Marques Ribeiro após longa conversa com os outros representantes da arbitragem tenha influenciado no resultado final do confronto. No lance, ocorrido aos 9 minutos do segundo tempo, Víctor Cuesta dividiu com Carlos Sánchez e a bola sobrou para Damião, que aproveitou para marcar. Com dúvidas sobre quem tocou por último na bola (Cuesta ou Sánchez), o sexteto de arbitragem demorou mais de seis minutos para tomar uma decisão final, confirmando a anulação do gol ao concluir que foi a bola bateu por último no jogador do Inter, configurando o impedimento do atacante.

FALTOU O VAR
Cuca reconheceu que a falta do uso do VAR (árbitro de vídeo), cuja utilização não foi aprovada para este Brasileirão, pesou para a grande dúvida dos árbitros. "Desestabilizou todo mundo (esta polêmica). Faz parte do jogo, mas não foi esse lance que definiu o jogo. Foi um placar justo e uma grande partida", analisou Cuca, que agora vai preparar o Santos para encarar o Fluminense, sábado, às 16h30, na Vila Belmiro, na abertura da 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Depois disso, o time santista terá pela frente em sua reta final de campanha, pela ordem, o Palmeiras (fora), a Chapecoense (em casa), o Flamengo (fora), o América-MG (fora), o Botafogo (em casa), o Atlético-MG (em casa) e o Sport (fora).

 

Agência Estado

corinthSem vencer há cinco rodadas, o Corinthians foi ultrapassado pelo Sport e é o penúltimo colocado do segundo turno do Brasileirão. Com apenas duas vitórias em 11 partidas, a equipe somou apenas 10 dos 33 pontos possíveis e tem a mesma pontuação do clube pernambucano e da Chapecoense, porém, com uma vitória a menos que os concorrentes.


Outro clube paulista que está devendo é o São Paulo. O jejum de vitórias é ainda maior: seis jogos sem vencer. O último triunfo foi sobre o Bahia, na 24ª rodada. Desde então, os comandados de Aguirre perderam duas vezes e empataram quatro. Com 12 pontos e 36,4% de aproveitamento, o Tricolor Paulista perde nos critérios de desempate para América-MG e Bahia e é o 16º colocado do returno.

Com a vitória sobre o Ceará, o Palmeiras viu sua folga na liderança subir de cinco para sete pontos em relação a última rodada. O Santos empatou com o Internacional e manteve a vice-liderança. Já o Flamengo goleou o Paraná, tomou o terceiro lugar do Atlético-PR e encostou no Alvinegro Praiano.

 

GE

Foto: Marcos Ribolli

 

palmeirasA única derrota do Boca Juniors (ARG) nesta edição da Libertadores foi para o Palmeiras, na Bombonera, na fase de grupos. Os dois times se reencontram nesta quarta-feira no estádio em Buenos Aires agora pela semifinal, e os atletas do Verdão imaginam um duelo bem diferente daquele de abril.

- Apaga tudo o que aconteceu, é totalmente diferente do que foi o primeiro jogo. Gol fora qualificado é importantíssimo. O Palmeiras tem de ir para fazer gol, isso faz uma diferença muito grande para o segundo jogo. Mas sabendo que vai enfrentar uma equipe totalmente diferente da que foi no jogo de lá e sabendo que é uma semifinal de Libertadores - analisou Edu Dracena.

O momento naquele triunfo por 2 a 0, inclusive para o Palmeiras, era bem diferente. A equipe chegou a Buenos Aires sob protestos, especialmente contra Dudu, e agora viajou para a Argentina com muita festa no "Aeroporco". O comandante alviverde ainda era Roger Machado, substituído por Felipão, ídolo que recuperou o time no Campeonato Brasileiro, que hoje lidera.

Guillermo Barros Schelotto segue à frente do Boca, mas agora reforçado pelas voltas de Gago e Benedetto, que estavam lesionados, além de ter Mauro Zárate, contratado depois daquele duelo e um dos destaques do time. Com ele, inclusive, Tevez tornou-se reserva.

Do Palmeiras que impôs a primeira derrota do Boca por dois gols de diferença na Libertadores desde 1966, há também novidades na escalação. Weverton é o goleiro na vaga de Jailson, Marcos Rocha deu lugar a Mayke, Antônio Carlos e Edu Dracena podem ser substituídos por Luan e Gustavo Gómez, enquanto Moisés é titular em vez de Lucas Lima, que fez um gol por cobertura naquela noite. Keno, autor do primeiro gol, foi vendido e Willian é quem joga.

Se repetir o feito da última partida na Bombonera é algo difícil, o Verdão não quer viver um roteiro parecido com o do Cruzeiro, que nas quartas de final perdeu por dois gols de diferença e não marcou como visitante. Após o 2 a 0 fora de casa, a Raposa não conseguiu reverter a desvantagem e só empatou no Mineirão (1 a 1).

- É um Jogo difícil, sabemos da força do Boca jogando em casa. É semifinal de Libertadores. Sabemos que vai ser muito duro e difícil, vamos focados para conseguir um grande jogo e um grande resultado - avisou Bruno Henrique.

Escalação do Boca na derrota para o Palmeiras, dia 25/4: Rossi; Jara, Vergini, Magallán e Mas; Nández, Sebastián Pérez (Reynoso) e Pablo Pérez; Carlos Tevez (Walter Bou), Pavón e Ábila. Técnico: Guillermo Schelotto

Escalação do Palmeiras naquele jogo: Jailson; Marcos Rocha, Antônio Carlos, Edu Dracena e Diogo Babosa; Felipe Melo, Bruno Henrique e Lucas Lima (Moisés); Keno (Hyoran), Dudu e Miguel Borja (Willian). Técnico: Roger Machado

Provável Boca para a semifinal: Rossi; Jara, Izquierdoz, Magallán e Olaza; Nández, Barrios e Pablo Pérez; Pavón, Wanchope y Zárate. Técnico: Guillermo Schelotto

Provável Palmeiras para a semifinal: Weverton; Mayke, Luan, Gustavo Gómez e Diogo Barbosa; Felipe Melo, Bruno Henrique e Moisés; Dudu, Willian e Borja. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

 

Lance

Foto: Cesar Greco)

César se tornou como um dos protagonistas de uma polêmica no Flamengo no último fim de semana. Afinal, foi na continuidade dele como titular que Dorival Júnior apostou, o que desagradou Diego Alves, que se recusou a ficar no banco diante do Paraná, na goleada por 4 a 0 do último domingo. Questionado sobre o assunto, o goleiro de 26 anos se esquivou.

"Como você perguntou, a diretoria está vendo. Não sei exatamente como foi. Não sei, meu foco é totalmente aqui, sou funcionário do clube, estou à disposição. O treinador tomou a decisão, me escolheu e fiz meu melhor. Seguirei fazendo assim. O Diego não me falou nada. Vim para o jogo, fui relacionado, joguei e foi isso que aconteceu", declarou no desembarque da equipe.

Diego Alves se recuperou de lesão muscular e treinou normalmente na última semana. Dorival, no entanto, optou por dar continuidade a César, o que revoltou o jogador, que se recusou a viajar com a delegação. Agora, a tendência é que ele seja punido pela diretoria.

GRANDES PROPORÇÕES

O episódio tirou a atenção da goleada sobre o lanterna do Brasileirão. Mas, no desembarque desta segunda-feira no Rio, os jogadores tentaram evitar polêmica. "É a posição de cada um, temos que respeitar. O clube vai resolver. Mas o Diego é um grande profissional, sempre tivemos um bom relacionamento", comentou Cuéllar.

A opinião do colombiano foi compartilhada pelo meia Éverton Ribeiro. "A situação vai ser resolvida com o Dorival, a diretoria. Cada um tem seu pensamento. O Diego é um grande jogador, tem nosso respeito. Eles vão conversar entre eles, vamos ver o que acontece amanhã", projetou.

Resta saber qual será o posicionamento de Dorival e da diretoria sobre o aproveitamento de Diego Alves. O Flamengo tem confronto importantíssimo diante do líder do Brasileirão, o Palmeiras, no próximo sábado, no Maracanã.

 

Agência Estado