• prefeutura-de-barao.jpg
  • roma.png
  • vamol.jpg

titeAs confederações de Brasil e Catar estão em negociações para que as seleções disputem um amistoso no dia 5 de junho, no Maracanã, como parte da preparação para a Copa América. Atuar no estádio é um sonho de Tite desde que assumiu o comando da equipe, em julho de 2016.

A seleção principal do Brasil não joga no Maracanã desde a final da Copa das Confederações de 2013, quando bateu a Espanha por 3 a 0.

A Seleção tem planejados dois amistosos já com o grupo convocado para a Copa América, torneio que será disputado entre 14 de junho e 7 de julho, no Brasil. O primeiro seria esse e o segundo no dia 9, no Beira-Rio, contra adversário ainda indefinido.

"A boleirada fala assim: 'Tu jogou bola? Mas tu jogou no Maracanã? Não? Então tu não jogou bola'. (Tite)

A CBF havia definido que muito provavelmente os rivais desses amistosos seriam seleções que também vão disputar o torneio da Conmebol, em razão da facilidade logística. Além disso, nessa data Fifa, entre 3 e 11 de junho, serão disputadas as semifinais e final da Liga das Nações, e a terceira e quarta rodadas das eliminatórias da Eurocopa. O que inviabilizaria qualquer jogo contra uma seleção da Europa.

O Catar ganhou força depois de, surpreendentemente, conquistar a Copa da Ásia e ascender 38 posições no ranking da Fifa. Ela e o Japão, vice-campeão, são os dois convidados da Copa América.

O amistoso contra o Catar só será anunciado pela CBF depois que todos os contratos forem assinados. Ainda há vários detalhes pendentes, mas a confirmação deve ocorrer em breve.

Antes disso, o Brasil jogará duas vezes em março: no dia 23 contra o Panamá, no Porto, e dia 26 diante da República Tcheca, em Praga. A convocação para esses amistosos será anunciada por Tite no próximo dia 28 de fevereiro, às 11h, na sede da CBF.

 

GE

Foto: Reuters

 

santosSantos, através de nota oficial, responsabilizou a CBF pelo atraso na validação de inscrição de jogadores na Copa Sul-Americana. Na última quarta, a Conmebol mostrou que 20 times entregaram a lista com atletas relacionados ao torneio continental fora do prazo. O Peixe era um deles.

No comunicado, o Alvinegro também diz que seu departamento jurídico entregou todas os papéis solicitados pela Conmebol dentro do prazo.

A entidade sul-americana já enviou a denúncia para o Tribunal de Disciplina. Os clubes devem ser multados, mas não perderão jogos ou serão eliminados pela polêmica.

Pela Sul-Americana, o Peixe enfrenta o River Plate-URU, na próxima terça-feira, às 19h15, no Pacaembu, pelo jogo de volta da primeira fase. A partida de ida terminou empatada em 0 a 0.Veja a nota na íntegra:

"O Santos Futebol Clube, por meio de seu Departamento Jurídico, informa que cumpriu rigorosamente todos os prazos regulamentares e adotou todas as diligências cabíveis para a devida inscrição de seus atletas na Copa Sul-Americana. A notícia de irregularidade formal adveio da ausência de validação, de forma tempestiva, pela Confederação Brasileira de Futebol no sistema da CONMEBOL. O Clube tranquiliza seus torcedores e informa que tal irregularidade praticada pela Associação Nacional não possui o condão de repercutir negativamente na condição de jogo de seus atletas."

 

Lançe

cucaCuca, técnico do São Paulo, não tem a licença que a CBF e a Federação Paulista de Futebol exigem dos treinadores que atuam no Campeonato Paulista e no Campeonato Brasileiro. Isso, porém, não deve impedi-lo de dirigir o time nos dois torneios.

Por meio de sua assessoria de comunicação, o São Paulo informou que Cuca "já está comprometido a fazer (o curso para treinadores) na próxima edição" e que, "amarrado a este compromisso, está autorizado a dirigir o time até lá".

A próxima edição dos cursos para obtenção da Licença A e da Licença Pró – as duas exigidas pela FPF e pela CBF – estão previstas para dezembro, após o fim do Campeonato Brasileiro.
O "Manual do Licenciamento" da CBF, documento que lista as exigências a serem cumpridas pelos clubes que pretendem disputar competições organizadas pela entidade, diz:

– [...] É importante destacar que a partir de 2019, todos os treinadores das equipes principais deverão apresentar a Licença Honorária, Licença Pro ou Licença A para treinadores emitida pela CBF, ou, então, estar matriculado no curso para obtenção de licença.

O artigo 26 do regulamento do Campeonato Paulista, único torneio que o São Paulo disputa neste momento do ano, prevê:

– Somente poderão participar da competição treinadores devidamente cadastrados pelos seus Clubes no sistema Gestão WEB da CBF, que tenham Licença Honorária, Licença PRO ou Licença A emitida pela CBF, ou então, apresentar a matrícula no curso para obtenção da respectiva licença no ano em questão, sob pena de multa administrativa ao Clube infrator.

De acordo com a CBF, Cuca não tem nenhuma dessas licenças. O técnico foi convidado pela confederação a fazer o curso no final do ano passado, mas não pôde porque estava passando por um tratamento médico.

Neste mês, a CBF abriu uma nova turma – da qual fazem parte Renato Gaúcho, Lisca e Dorival Júnior, entre outros. Cuca também não participou. Segundo o São Paulo, ele vai fazer o curso entre 5 e 15 de dezembro, na Granja Comary.

O prazo previsto para Cuca começar a trabalhar no São Paulo é 15 de abril. Em entrevista coletiva nesta semana, o técnico disse que pretende voltar antes disso. As duas finais do Campeonato Paulista estão marcadas para 14 e 21 de abril.

No caso do Campeonato Brasileiro, pode haver uma brecha no regulamento específico da competição, que ainda não foi elaborado. O documento só será elaborado após o Conselho Técnico do torneio, que será realizado nesta sexta-feira, dia 21 de fevereiro.

No caso do Campeonato Paulista, o regulamento prevê o pagamento de "multa administrativa", mas não estipula valores. Questionada sobre a situação do técnico do São Paulo, a FPF respondeu por meio de uma nota:

– Caso o treinador seja registrado no Campeonato Paulista, a FPF consultará a CBF sobre sua situação em relação à licença exigida no Regulamento da competição.

 

GE

Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

delneroO ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Marco Polo Del Nero, está banido de qualquer atividade relacionado ao futebol desde que foi acusado pela Fifa de corrupção e suborno. E isso pode prejudicar o Palmeiras. Por manter o dirigente como membro de seu Conselho Deliberativo, o clube do Palestra Itália pode sofrer sanções da maior entidade do futebol mundial e até mesmo ser rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro.

A trajetória de Del Nero no Palmeiras teve início em 1971, quando foi nomeado diretor da Comissão de Sindicância do clube pelo qual torce. Ao longo dos anos, passou também pelo jurídico e pela diretoria de futebol antes de fazer parte do Conselho de Orientação Fiscal (COF) do Verdão.
Desde o dia 27 de abril de 2018, porém, Del Nero está impedido de qualquer atividade relacionada ao futebol. Isso porque, por decisão do Comitê de Ética da Fifa, foi considerado culpado das acusações de suborno e corrupção, conflito de interesse e desvio de conduta à frente da CBF, levando multa no valor de 1 milhão de francos suíços (cerca de R$ 3,5 milhões). O ex-dirigente recorreu à segunda instância jurídica da Fifa para derrubar a punição.

A queda à segunda divisão nacional é apenas uma das penas previstas pela entidade para os clubes que não cumprirem seus compromissos perante às punições instauradas por seu Comitê. Poucos dias após a confirmação do banimento de Del Nero, inclusive, um grupo de 18 conselheiros do Palmeiras chegou a protocolar no Conselho Deliberativo um pedido para a expulsão do membro, mas o processo não caminhou adiante.

De acordo com o jornal Estado de São Paulo, a Fifa foi questionada sobre a permanência de Del Nero no Conselho do Palmeiras e, por meio de seu porta-voz, afirmou que o clube brasileiro está sujeito às sanções previstas no artigo 64 do seu Código Disciplinar, revisto em 2017 após o escândalo de corrupção que prendeu diversos cartolas da entidade, entre José Maria Marin, ex-presidente da CBF e aliado de Del Nero.

 

gazetaesportiva

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press