Com a retomada do futebol na Polônia, o zagueiro Diego Ferraresso é um dos brasileiros que vão entrar em campo neste final de semana. O defensor do Cracovia Kraków tem compromisso marcado neste sábado (31), diante do Jagiellonia Bialystok, às 10h (de Brasilia), pela 27ª rodada do Campeonato Polonês.
Após todos os atletas terem testado negativo no para a COVID-19, a liga polaca foi autorizada a retomar as atividades. O jogador de 28 anos falou sobre a expectativa de poder voltar a jogar depois do período de paralisação e conta sobre as medidas de prevenção tomadas nesse retorno.
- As expectativas são as melhores, que eu possa voltar a jogar e poder ajudar minha equipe dentro de campo. As autoridades aqui da Polônia estão fazendo o melhor para que os torcedores possam assistir os jogos e nós, jogadores, possamos jogar novamente tranquilos sem nenhuma preocupação - disse Diego.
Há mais de uma década na Europa, o jogador não chegou a atuar no futebol brasileiro. Aos 16 anos, o zagueiro naturalizado búlgaro embarcou para o Velho Continente, onde teve passagens por Litex Lovech, Chavdar Etropole, Loko Plovdiv e Slavia, da Búlgaria, antes de chegar no Cracovia Kraków na temporada 2016/17.
Hoje, com experiência e bagagem pelo futebol europeu, o defensor revela que realizou um sonho de poder atuar na Europa, mas reitera o desejo de atuar pela primeira vez em seu país natal.
- Jogar na Europa é um sonho que todo garoto tem e aproveitei essa oportunidade. Foram oito anos jogando na Bulgária e estou há quatro na Polônia. Atualmente tenho essa vontade de voltar para o Brasil, vestir a camisa de um clube de Série A e sentir a emoção do futebol brasileiro - revelou.
No último fim de semana, o Esporte Espetacular mostrou em que pé estava a investigação da Polícia Civil no Cruzeiro. Uma das suspeitas é de contratos com prática do esquema "rachadinha". Um deles também foi posto sob "investigação" no tribunal desportivo. Mas, assim como a investigação criminal, também ainda não teve um desfecho, com um julgamento de mérito. O Cruzeiro aguarda julgamento sobre o acordo irregular na CNRD (Câmara Nacional de Resoluções e Disputas), em que foi denunciado com base em três artigos.
Em 2 de setembro do ano passado, a CBF enviou um "relatório de denúncia" à CNRD, após requisitar explicações do Cruzeiro, em 28 de maio, dois dias após a matéria do Fantástico, e receber a resposta em 10 de junho. No documento emitido pela CBF e obtido na íntegra pela Globo, a Raposa foi denunciada com base em três artigos (veja abaixo).
A CBF foi procurada por meio de e-mail e mensagens à assessoria, para comentar o andamento do processo na CNRD, mas não respondeu aos questionamentos enviados há duas semanas. O GloboEsporte.com apurou que o processo não teve ainda o mérito julgado, e a defesa do Cruzeiro entende que há lacunas processuais graves.
Primeiramente, o Cruzeiro é investigado na CNRD sob os artigos 61 e 62 do Regulamento Nacional de Registro e Transferência de Atletas de Futebol. O primeiro trata que:
"Nenhum clube pode ajustar ou firmar contrato que permita a qualquer das partes, ou a terceiros, influenciar em assuntos laborais ou relacionados a transferências, independência, políticas internas ou atuação desportiva, em obediência ao art 18 bis do Regulamento da Fifa sobre o Status e a Transferência de jogadores e à legislação desportiva federal".
Já o artigo 62 diz que: "Somente clubes e atletas têm direito às indenizações pecuniárias definidas neste Regulamento". Como violação também foi citado, o artigo 18r do Regulamento de Status e Transferência de jogadores da Fifa, que trata sobre negociações de jogadores e que veda a participação de terceiros e proíbe que os mesmos possuam direitos econômicos de atletas.
Na denúncia, a CBF questionou uma série de aspectos do acordo firmado com o empresário Cristiano Richard, além das infrações esportivas. Um dos aspectos apontados e que reforçam o argumento da denúncia é que os dois primeiros contratos (o de empréstimo e o de quitação com cessão dos direitos econômicos) tiveram os reconhecimentos de firma disponíveis na mesma data (4 de abril), sendo que um contrato foi assinado em 1º de março e outro em 3 de abril.
O outro questionamento do relatório de denúncia da CBF, na ocasião, foi que o argumento do Cruzeiro de que os jogadores eram apenas "garantia" do pagamento cai por terra. Isso porque o contrato "jamais utiliza a palavra". E que o termo "dação em pagamento", como está no contrato, se refere, segundo o Código Civil (art. 356) como "o ato do credor de consentir em receber prestação diversa da que lhe é devida". Ou seja, receber de outra forma do que foi inicialmente combinado. O que, de fato, mostrou os contratos.
Ademais, o relatório de denúncia da CBF aponta que o valor a que teria direito Cristiano Richard não estava limitado aos R$ 2 milhões, referentes ao empréstimo. Ou seja, o valor devido poderia ser "potencialmente" maior ao emprestado.
Por fim, a CBF ainda questiona, na denúncia, que os comprovantes de pagamento ao empresário, apresentados à entidade, não comprovam necessariamente que "os referidos pagamentos (...) se deram em razão do contrato de mútuo". E que as vendas de Brazão, Vitinho, Murilo e Raniel são argumentos para isso.
Antes do relatório de denúncia, as explicações foram enviadas pelo Cruzeiro em 10 de junho do ano passado. Nelas, o clube alega que, mesmo que o contrato de quitação deixasse claro que o pagamento da dívida dos R$ 2 milhões seria por meio de cessão dos direitos econômicos, "em realidade o que se buscava era exatamente garantir ao credor que o Clube honraria com a sua obrigação". Para isso, anexou os dois depósitos ao empresário, no total de R$ 600 mil, para provar que a intenção era pagar o débito.
Segundo o Cruzeiro, se quisesse repassar direitos econômicos ao empresário, não teria depósito de valores ao credor. Por fim, o Cruzeiro ainda argumentou que refez o contrato para evitar nova "distorção de interpretação", em acordo realizado um dia após as denúncias de irregularidade vierem à tona e que jamais Cristiano Richard dos Santos Machado recebeu valores ou percentual de direitos econômicos de atletas. Entretanto, os argumentos não convenceram a entidade do futebol.
Possíveis sanções na CNRD
A CNRD pode aplicar cinco tipos de sanções a qualquer pessoa, que são: advertência, censura escrita, multa a ser revertida em favor da CBF, multa à parte interessada e prazo para cumprimento de obrigações financeiras. Os clubes, por sua vez, de acordo com o inciso § 3º do Regulamento, estão sujeitos a outras seis.
Bloqueio e repasse de receita ou premiação econômica que tenha direito de receber da CBF ou de federação
Devolução de premiação ou título conquistado em competição organizada pela CBF
Proibição de registrar novos atletas, por período determinado entre seis meses e dois anos
Proibição de registrar novos atletas por um ou dois períodos completos e, se for o caso, consecutivos de registro internacional
Suspensão dos efeitos ou cancelamento do Certificado de Clube Formador
Desfiliação ou desvinculação, respeitada a legislação federal.
Na última terça-feira, uma reunião da diretoria do Corinthians definiu que para enfrentar a crise imposta pela pandemia de coronavírus, será necessário demitir funcionários e dispensar alguns atletas das categorias de base do clube. No entanto, isso tende a gerar algum atrito com os jogadores do profissional, que haviam topado reduzir o salário com a condição de que a medida impedisse demissões neste período. Deve haver uma renegociação.
Há cerca de um mês os dirigentes do Timão e os líderes do elenco entraram em acordo para que os jogadores tivessem uma redução de 25% em seus vencimentos na carteira de trabalho, sem alteração no pagamento dos direitos de imagem. Tudo isso por conta de uma readequação financeira provocada pela paralisação de vários setores em meio à pandemia da COVID-19.
O elenco topou a redução mediante algumas condições, uma delas foi a de que isso pudesse evitar demissões de funcionários do clube, que seriam os mais prejudicados e tiveram corte de 50% a 70% dos salários. Isso foi revelado pelo zagueiro Pedro Henrique, em entrevista ao GloboEsporte.com, na última quarta-feira, e confirmado pela reportagem do LANCE!.
- Temos um grupo de WhatsApp onde tem os líderes em contato direto com a diretoria. Foi passado no começo do mês, bem aceito. Com a condição de que não houvesse demissão. O clube acatou nossa opinião e acertamos a redução sem problema nenhum. Não deixou ninguém descontente. Vamos estar ajudando o pessoal que trabalha no dia a dia do clube - disse o defensor.
Como as demissões devem acontecer nos próximos dias, isso configuraria uma quebra de acordo com as lideranças do grupo e deve dificultar as próximas rodadas de negociação, que já estavam acertadas para acontecer periodicamente. O teor da conversa dependeria da situação financeira do clube e da pandemia. A ideia seria aumentar a porcentagem do corte.
A expectativa é de que será uma conversa mais delicada, pelo reconhecimento de que, de certa forma, houve uma quebra no acordo. O trunfo dos dirigentes é que o dinheiro referente à venda de Pedrinho, adiantado com um banco europeu, possa dar fôlego para os cofres corintianos e mais margem para negociação na próxima reunião, em que se pretendia propor a aplicação de mais de 25% de redução nos salários em carteira de trabalho.
Dificilmente as demissões atingirão o departamento de futebol profissional, mas devem pegar em cheio as categorias de base do clube, contando atletas, comissões técnicas e setor administrativo. Vale lembrar que a crise foi apenas agravada pela pandemia, uma vez que o balanço de 2019 fechou com déficit de R$ 177 milhões e uma dívida acumulada de R$ 665 milhões.
Relembre o comunicado do clube em relação à primeira redução:
O Sport Club Corinthians Paulista informa que, em virtude da paralisação de atividades e como parte da série de medidas que têm sido adotadas para adequação financeira à nova realidade econômica brasileira neste período para enfrentamento da crise ocasionada pela Covid-19, a Diretoria de Futebol, após reunião com os atletas, decidiu, com o apoio integral e irrestrito do grupo, por uma redução, neste momento, de 25% na renumeração a partir do mês de maio, com base na legislação específica aplicável à categoria. Sensibilizados pelo momento atípico enfrentado em todo mundo, os jogadores estão dispostos a manter aberto o canal de negociação.
As medidas serão reavaliadas, conjuntamente, de acordo com a perspectiva de retomada dos eventos esportivos com a devida autorização das autoridades públicas de saúde.
Todos os atletas do Departamento de Futebol Feminino e de Base que possuem contratos com prazo determinado na CLT também serão inclusos nas medidas acima.
Élcio Nogueira da Silva, conhecido popularmente como Sapatão, está internado em um hospital da Bahia em estado grave. O ex-zagueiro vinha tratando de problemas renais, através de hemodiálise, quando acabou sofrendo uma parada cardíaca. Ele está na UTI.
"Foi atleta meu durante sete temporadas e sempre se destacou como atleta tecnicamente de alto nível. Possuidor de qualidades invejáveis nas capacidades tática, moral e psicológica. A sua chefia e liderança aliada a essas capacidades ajudaram ao ECB sagrar-se campeão inúmeras vezes. Que Nosso Senhor do Bonfim lhe ajude a recuperar sua saúde", disse Nersival Menezes, ex-funcionário do Bahia nas décadas de 70 a 80.
Sapatão, 72 anos, começou a carreira no Flamengo e passou por clubes como Fluminense de Feira, Bahia, e Santa Cruz. Foi heptacampeão estadual pelo Tricolor. Como treinador, começou no Ypiranga-BA e rodou por Camaçari, União São João, América-SE, e Botafogo-BA.