O calendário escolar do Instituto Federal do Piauí (IFPI), Campus Floriano, está a todo vapor. Foi essa a expressão usada pelo professor Darley Fiaccrio, diretor da unidade, quando esteve falando numa entrevista ao piauinoticias.com. Ele afirmou que não está tendo aulas aos sábados devido está finalizando o primeiro semestre deste ano, mas logo estará começando as avaliações e na próxima semana o processo de recuperação estará também tendo início.
Já no começo de novembro deve ser iniciado o 2º semestre do ano que deve prosseguir até março de 2013, com uma parada no final de dezembro com inicio de janeiro. “Para que os alunos não tenham prejuízos estaremos iniciando as nossas atividades dia 3 de janeiro, isso com muito esforço, inclusive houve uma solicitação dos alunos por aulas aos sábados para que o ano letivo possa terminar mais cedo, então devemos terminar o ano letivo de 2012, no mês de março do ano seguinte”, afirmou.
O educador espera que em abril o processo letivo de 2013 seja iniciado, sendo que em julho deverá ser um mês de aulas. “Nosso objetivo é colocar o processo de aulas em dia, sendo que em 2014 tudo estará normalizado”, externou
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) disponibilizou na internet a consulta aos locais de prova para os estudantes que vão participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Para acessar o cartão, é preciso informar o número do CPF e a senha cadastrada no momento da inscrição. A senha pode ser recuperada no próprio site do Inep. Este ano, cerca de 5,7 milhões de estudantes devem fazer a prova, marcada para os dias 3 e 4 de novembro.
Na última quarta-feira, 10, os alunos inscritos no processo de seleção começaram a receber, pelos Correios, os cartões de confirmação de inscrição, que também trazem os locais de prova. O candidato que não receber o cartão e não conseguir imprimir o documento pelo site pode obter a informação por meio do telefone 0800 616161. A ligação só pode ser feita de telefone fixo ou público.
Criado em 1998, o Enem avalia o desempenho dos estudantes ao fim do ensino médio e é utilizado como mecanismo de seleção para ingresso no ensino superior.
O governo federal publicou nesta segunda-feira, 15, no "Diário Oficial da União", o decreto que regulamenta a lei que garante a reserva de 50% das vagas nas universidades federais, em um prazo progressivo de até quatro anos, para estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas. O critério de seleção será feito de acordo com o resultado dos estudantes no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). O decreto é assinado pela presidente Dilma Rousseff.
As universidades e institutos federais terão quatro anos para implantar progressivamente o percentual de reserva de vagas estabelecido pela lei, mesmo que já estejam adotando algum tipo de sistema de cotas na seleção. Atualmente, não existe cota social em 27 das 59 universidades federais.
Além disso, apenas 25 delas possuem reserva de vagas ou sistema de bonificação para estudantes negros, pardos e indígenas. De acordo com a lei, 12,5% das vagas de cada curso e turno já deverão ser reservadas aos cotistas nos processos seletivos para ingressantes em 2013. As universidades terão 30 dias para adaptarem seus editais ao que diz a lei.
A lei afirma que as instituições federais vinculadas ao Ministério da Educação (MEC) que ofertam vagas de educação superior reservarão, em cada concurso seletivo para ingresso nos cursos de graduação, por curso e turno, no mínimo 50% de suas vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas, inclusive em cursos de educação profissional técnica.
Não poderão concorrer às vagas estudantes que tenham, em algum momento, cursado em escolas particulares parte do ensino médio.
Metade das vagas oferecidas será de ampla concorrência. Já a outra metade será reservada por critério de cor, rede de ensino e renda familiar (até um salário-mínimo e meio por pessoa da família).
Cotas raciais
Em relação às cotas raciais, a regulamentação prevê que a proporção de vagas deverá ser no mínimo igual à soma da porcentagem de pretos, pardos e indígenas na população da unidade da federação do local de oferta de vagas da instituição, segundo o último Censo Demográfico divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que será reservada, por curso e turno, aos autodeclarados pretos, pardos e indígenas.
A cota de 50% deverá ser implantada por todas as universidades e institutos federais até o início do segundo semestre de 2016. A lei exige que, até lá, as instituições apliquem pelo menos 25% da reserva de vagas previstas no texto a cada ano. Isso significa que, a partir de 2013, uma instituição com mil vagas abertas deverá reservar 12,5% delas para estudantes de escolas públicas, sendo que 7,25% das vagas serão para estudantes de escola pública com renda familiar de até 1,5 salário mínimo per capita e uma porcentagem definida pelo Censo do IBGE para estudantes de escola pública que se autodeclarem pretos, pardos ou indígenas.
A regulamentação permite ainda que as universidades, se quiserem, instituam reservas de vagas suplementares ou de outra modalidade (como, por exemplo, para pessoas com deficiência, ou uma cota extra para indígenas), além desta cota já garantida por lei.
Um comitê formado por dois representantes do MEC, dois representantes da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República e dois representantes da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República será instituído para acompanhar e avaliar o cumprimento da lei das cotas.
O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), criado pelo Governo Federal, em 2011, com o objetivo de ampliar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica terá aula inaugural em 20 de outubro, no Instituto federal do Piaui, IFPI Campus Floriano.
O objetivo do programa é expandir, interiorizar e democratizar a oferta de cursos de educação profissional técnica de nível médio e de cursos de formação inicial e continuada ou qualificação profissional presencial e a distância; construir, reformar e ampliar as escolas que ofertam educação profissional e tecnológica nas redes estaduais; aumentar as oportunidades educacionais aos trabalhadores por meio de cursos de formação inicial e continuada ou qualificação profissional e aumentar a quantidade de recursos pedagógicos para apoiar a oferta de educação profissional e tecnológica, bem como, melhorar a qualidade do ensino médio.
“A partir dessa aula inaugural os alunos serão informados sobre o calendário, ou seja, de como estarão acontecendo às atividades nos cursos que estarão sendo ofertados na escola”, disse o professor Darley Fiaccrio afirmando que aos sábados deve haver aulas para os cursos regulares e também aos domingos para que não haja prejuízos para os alunos, explicou.
Disse que os alunos interessados são trabalhadores e aos finais de semana, eles tiram para as aulas do Pronatec. Mais de cem alunos estão inscritos e o cursos deve ser concluídos até no inicio do próximo ano.