O I Seminário Estadual sobre Saúde Mental na Contemporaneidade teve início nesta quinta-feira (5), na Universidade Federal do Piauí (UFPI), com o objetivo de promover um espaço de diálogo e reflexão sobre os avanços e desafios no campo da saúde mental. O evento, que segue até o dia 7 de dezembro, está sendo realizado no Auditório Afonso Sena, no Centro de Ciências da Natureza (CCN), e reúne especialistas, profissionais da saúde, estudantes e representantes da comunidade para debater como as transformações sociais, econômicas e tecnológicas impactam a saúde mental da população.

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A representante da Reitoria da UFPI e Coordenadora da Assistência Comunitária da PRAEC, Rafaella Santiago, destacou o compromisso da Instituição com o aprimoramento das políticas de saúde mental e a importância desse debate para a sociedade. "A professora Nadir Nogueira, reitora da UFPI, me orientou a estar aqui porque a saúde mental é uma área que a gestão da Universidade está priorizando, com ações alinhadas tanto dentro da própria UFPI quanto para a sociedade. Portanto, este debate é de extrema importância", afirmou.

Durante a abertura do seminário, a professora Márcia Astrês Fernandes, presidenta do evento e subcoordenadora do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UFPI, ressaltou a relevância do tema e a urgência de um debate mais amplo sobre a saúde mental. "Este evento foi pensado para discutir as inovações na saúde mental, uma área que exige um debate cada vez mais amplo. Estamos cada vez mais diante de situações de sofrimento psíquico e transtornos mentais. Desta forma, este momento de diálogo também é uma oportunidade de quebrar o tabu sobre o assunto, que ainda é pouco abordado", destacou. A professora também enfatizou que, atualmente, cerca de um bilhão de pessoas no mundo enfrentam questões relacionadas à saúde mental, o que torna ainda mais imprescindível a ampliação das discussões sobre o tema.

Marly Lopes, representante da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Piauí (FAPEPI), também destacou o apoio da fundação ao seminário e a importância de divulgar a produção científica e tecnológica do estado. "A FAPEPI apoia a organização de eventos como esse, que são de grande relevância para o desenvolvimento da pesquisa científica e tecnológica no Piauí", afirmou. Ela também mencionou o apoio da FAPEPI à proposta do seminário e ao incentivo a bolsas de estudos para programas de pós-graduação e iniciação científica.

Patrícia Maria Gomes, representante do curso de graduação em Enfermagem da UFPI, enfatizou a importância de eventos como esse para divulgar os resultados das pesquisas realizadas na universidade e sensibilizar a sociedade sobre a saúde mental. "Projetos de extensão, como os liderados pela professora Márcia Astrês, são fundamentais para a divulgação dos resultados das pesquisas e para sensibilizar a sociedade sobre a temática da saúde mental", afirmou.

O seminário, que conta com palestras, mesas-redondas e atividades de troca de experiências, segue abordando temas como transtornos mentais na atualidade, políticas públicas de saúde mental e práticas inovadoras de cuidado. O evento também se dedica à promoção de uma saúde mental inclusiva e acessível, um passo importante para o fortalecimento das políticas públicas e do cuidado integral da saúde mental no contexto contemporâneo.

Confira também o instagram do evento @i_seminariosaudemental

Ufpi

O Instituto Federal do Piauí divulga o resultado preliminar da seleção de supervisores para o Programa Institucional de Iniciação à Docência (PIBID).

O PIBID faz parte das iniciativas do MEC, por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), cujo objetivo é a valorização e o aperfeiçoamento da formação de professores para a Educação Básica.

Confira o resultado preliminar.

Ifpi

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) destacou sua posição na área da Educação Especial Inclusiva ao participar de dois importantes projetos relacionados à Avaliação Biopsicossocial da Deficiência. A instituição esteve presente no Seminário de Apresentação dos Resultados da Pesquisa sobre a Avaliação Biopsicossocial Unificada da Deficiência, promovido pela Fiocruz Brasília, e também lidera uma formação pioneira no modelo biopsicossocial no estado do Piauí.

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A pesquisa, desenvolvida pela Fiocruz, utilizou o Instrumento de Funcionalidade Brasileiro Modificado (IFBRM), que propõe uma visão inovadora para a avaliação da deficiência. Essa abordagem considera não apenas os aspectos orgânicos, mas também os fatores sociais, as estratégias de suporte e as barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiência. A UESPI teve um papel fundamental ao garantir a inclusão das Instituições de Ensino Superior (IES) no projeto. Inicialmente, o segmento acadêmico não estava contemplado, mas, após uma provocação apresentada pela UESPI durante as apresentações em junho, a Fiocruz acatou a proposta, incorporando a UESPI e, posteriormente, a UFPI.

Representando a UESPI, a professora Dra. Nadja Carolina Pinheiro, coordenadora adjunta do PARFOR Equidade e do Núcleo de Acessibilidade, destacou que a pesquisa transcende a visão tradicional da deficiência. “O estudo considera fatores como suporte, estratégias e o contexto social da pessoa, reforçando nosso compromisso com a inclusão e a equidade,” afirmou. A UESPI também mobilizou professores de diferentes municípios, como Bom Jesus, Piripiri e Parnaíba, ampliando o alcance regional das ações e fortalecendo sua atuação em políticas públicas voltadas para a acessibilidade.

Além da pesquisa, o Piauí, com o apoio da UESPI, foi o primeiro estado a aderir ao Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência – Novo Viver sem Limite, lançado em novembro de 2023. A adesão trouxe para o estado uma formação pioneira sobre Avaliação Biopsicossocial da Deficiência, direcionada a profissionais das áreas de saúde, assistência social e educação. Realizada em parceria com a Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI), a Fiocruz Brasília e a Fiotec, a formação combina teoria e prática, sendo composta por uma fase on-line, pesquisa de campo e um processo de escuta ativa e troca de saberes entre os profissionais envolvidos.

A professora Nadja Carolina Pinheiro ressaltou a importância de preparar equipes multiprofissionais e interdisciplinares para implementar o novo modelo, conforme previsto na Lei Brasileira de Inclusão. “Nosso objetivo é construir um sistema de avaliação mais justo e equitativo, que amplie o acesso das pessoas com deficiência às políticas públicas. É um modelo que mapeia as barreiras enfrentadas e possibilita um olhar mais coletivo e humanizado,” explicou.

A UESPI também vem se destacando por iniciativas locais que reforçam sua posição de liderança na promoção da inclusão. Programas como o PARFOR Equidade, o PIBID Equidade e o fortalecimento do Núcleo de Acessibilidade refletem esse compromisso com a inclusão e a justiça social. O Núcleo de Acessibilidade da UESPI, reativado na gestão atual, tem desempenhado um papel central nesse processo, oferecendo avaliações psicopedagógicas, orientações para professores, equipes e famílias, além de desenvolver planejamentos educacionais individualizados para estudantes com deficiência.

“Através do Núcleo de Educação Especial Inclusiva, conseguimos mobilizar professores e pesquisadores para ações que vão além do campus central, alcançando municípios do interior do estado. Estamos trabalhando para expandir nossos núcleos e subnúcleos, fortalecendo a rede de acessibilidade em toda a região,” destacou a professora Nadja Carolina Pinheiro.

A formação pioneira no modelo biopsicossocial também fortalece o papel do Piauí como referência nacional na implementação de políticas inclusivas. Com a conclusão da pesquisa e a continuidade da formação, o estado se posiciona como exemplo para outras unidades federativas no uso do novo modelo de avaliação da deficiência. Esse modelo, estruturado pelo Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, prevê a emissão de um certificado unificado, válido em todo o território nacional, e garante que as políticas públicas sejam desenvolvidas a partir das reais necessidades das pessoas com deficiência.

A participação da UESPI na pesquisa e na formação evidencia seu compromisso com a transformação social e a promoção de uma educação inclusiva e de qualidade. Segundo a professora Nadja Carolina Pinheiro, o trabalho conjunto com instituições como a Fiocruz, a OEI e outras parcerias nacionais e internacionais fortalece a capacidade da universidade de atuar como agente de mudança.

“O PARFOR Equidade foi um marco para a UESPI, consolidando nossa liderança na inclusão. Hoje, contamos com uma equipe de professores e pesquisadores comprometidos com a causa, levando nossos projetos a municípios que antes não eram atendidos. O PIBID Equidade, por exemplo, tem sido fundamental na formação inicial de professores, plantando a semente da acessibilidade já na graduação,” afirmou.

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A Coordenação do Programa de Pós-Graduação Multicêntrico em Ciências Fisiológicas da Universidade Federal do Piauí (PPGMCF/UFPI) em parceria com a Sociedade Brasileira de Fisiologia (SBFis), no uso de suas atribuições legais, torna público e estabelece as normas do processo seletivo para o preenchimento das vagas para o curso de Mestrado, para o primeiro semestre do ano de 2025, em conformidade com as exigências do Regulamento deste Programa.

Informações sobre o Programa podem ser obtidas pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou na secretaria do Programa no Departamento de Biofísica e Fisiologia da UFPI, Teresina / Piauí.

Confira aqui.

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