O primeiro é o Senior Women Talent Pipeline, programa de mentoria promovido pelas Nações Unidas que busca ampliar a presença de mulheres civis em cargos de nível sênior no Secretariado da ONU. A iniciativa tem como foco a atuação em missões de paz e missões políticas especiais, contemplando ainda diversas áreas como assuntos políticos e civis, direitos humanos e de gênero, desarmamento, logística de operações, Estado de Direito, além de temas eleitorais e humanitários.
Já o segundo edital é o do Programa de Bolsas France Excellence Eiffel 2026-2027, criado pelo Ministério da Europa e dos Negócios Estrangeiros da França. O objetivo é atrair estudantes internacionais de excelência para cursos de mestrado e doutorado em instituições francesas de ensino superior. As candidaturas, que devem ser encaminhadas exclusivamente pelas universidades francesas, tiveram início em 1º de outubro de 2025 e seguem até 8 de janeiro de 2026. Os resultados serão divulgados a partir de 30 de março de 2026. Informações completas estão disponíveis no site do Campus France: bresil.campusfrance.org/bolsa-eiffel-2026-2027.
Segundo a CRI/UESPI, esses programas reforçam a importância da internacionalização da universidade e ampliam as oportunidades para que estudantes e pesquisadoras piauienses possam se inserir em contextos globais de pesquisa, formação e atuação profissional.
O pró-reitor de Assuntos Estudantis e Comunitários da Universidade Federal do Piauí (PRAEC/UFPI), Emídio Matos, representou a Instituição no XXIV Encontro Regional Norte-Nordeste do Fórum Nacional de Pró-Reitoras e Pró-Reitores de Assuntos Estudantis (FONAPRACE), realizado na Universidade Federal do Ceará (UFC) entre 1º e 3 de outubro de 2025.
A pauta do evento foi o fortalecimento da assistência estudantil. O professor Emídio Matos palestrou no painel "Políticas de alimentação estudantil nos Restaurantes Universitários - Sustentabilidade e Gestão". A discussão central abordou a responsabilidade das universidades em garantir o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e a função dos Restaurantes Universitários (RUs) na permanência de estudantes, além de apresentar as ações de gestão e sustentabilidade da UFPI.
A participação da UFPI no encontro incluiu debates sobre a regulamentação do novo PNAES e sobre o Grupo de Trabalho (GT) ANDIFES-MDS. A UFPI mantém sua atuação no desenvolvimento e implementação de políticas que integram a educação e a assistência social.
Segundo o professor Emídio Matos, “a troca de experiências entre as equipes das Pró-Reitorias é essencial para aprimorar as políticas e ações de assistência estudantil. Ao compartilharmos a gestão de nossos RUs e o desenvolvimento do Projeto Rede de Saberes Agroecológicos, construímos soluções que elevam o atendimento, garantindo o Direito Humano à Alimentação Adequada e a sustentabilidade nas universidades."
A presença da equipe da PRAEC no encontro reforça a atuação da instituição nas discussões sobre políticas de permanência, abrangendo a gestão, a inovação e o foco na inclusão social e acadêmica.
A Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PROP) e a Comissão de Análise Técnica de Editais da PREX tornam público o 2º Resultado Parcial retificado do Edital PROP/PREX/UESPI 025/2025, referente ao apoio à participação em eventos científicos, de extensão e de capacitação profissional.
Com o objetivo de fomentar ações educativas que desenvolvam a consciência crítica sobre as questões étnico-raciais entre professores, estudantes e comunidade em geral, o Colégio Técnico de Floriano da Universidade Federal do Piauí (CTF/UFPI) desenvolve o Projeto de Extensão “Letramento racial crítico: por uma educação antirracista e justiça social”.
A iniciativa surgiu a partir do Projeto Integrador de Linguagens e Tecnologias do Ensino Médio, realizado no primeiro semestre de 2025, e, devido ao seu crescimento, transformou-se em Projeto de Extensão no segundo semestre do mesmo ano. Os encontros acontecem às segundas-feiras com estudantes do 2º ano do curso Técnico em Agropecuária do CTF.
Durante as atividades, são abordados conceitos teóricos sobre questões raciais, discutidos legados de escritores e intelectuais negros, desenvolvidas práticas pedagógicas e sociais e realizadas rodas de conversa com convidados que compartilham vivências e saberes. Entre os nomes já presentes estão a professora Leiane Leandro, que tratou do tema Infâncias Negras; o pesquisador africano Boás Santos, que ministrou a palestra “Angola em foco”; a cacica Dan, liderança indígena Akroá-Gamella, e a quilombola Leonardha Carvalho, que dialogaram sobre Ancestralidade e Resistência; além do professor Wilson Pereira Gomes de Oliveira, que lançou a cartilha “Consciência negra todo dia”, destacando a importância de incorporar a luta contra o racismo ao cotidiano, e não apenas em datas comemorativas.
Para a coordenadora adjunta do CTF e idealizadora do projeto, professora Danielle Rêgo Monteiro, o letramento racial crítico é essencial para compreender as dinâmicas raciais que estruturam a sociedade brasileira e sustentam desigualdades históricas. “É na educação básica que acessamos a pluralidade e os valores coletivos necessários para viver em sociedade. Nós, professores, estamos aqui não apenas para garantir acesso ao conhecimento científico, mas também para proporcionar experiências que favoreçam o desenvolvimento integral dos estudantes e a construção do pensamento crítico. Esse projeto é de extrema relevância porque contribui para mudanças reais na vida de pessoas que sofrem com as marcas do racismo e suas consequências sociais e psicológicas”, ressalta.
O projeto valoriza as narrativas pessoais dos estudantes e, de forma contínua e integrada ao currículo, busca ser uma ferramenta de transformação social, educativa e cultural.
O estudante Gabriel Farias destaca que a iniciativa possibilita reflexões profundas sobre a sociedade. “Discutir o racismo em sala de aula nos ajuda a reconhecer privilégios, desconstruir preconceitos e agir de forma mais justa. Além disso, o projeto também valoriza a cultura afro da nossa cidade e região, fortalecendo nossas origens. O letramento racial não é só essencial, é vida”, afirma.
Para a aluna Héllida Fonseca, as atividades reforçam o compromisso de combater o racismo diariamente. “Uma palestra que me marcou foi a do professor Wilson Pereira. Ele realizou uma dinâmica em que, a cada situação de desigualdade racial vivida, os participantes perdiam pontos. Ao final, ficou evidente como as pessoas brancas mantiveram pontuações mais altas, mostrando o privilégio racial que usufruem. Foi uma lição prática de empatia e consciência crítica”, relata.
Já a estudante Ravena Oliveira enfatiza que o projeto a fez repensar sua futura atuação profissional. “A fala da liderança indígena sobre os impactos da agropecuária em terras indígenas me fez refletir profundamente sobre como quero atuar na minha profissão. Foi um choque de realidade e uma lição sobre responsabilidade social e respeito às diferenças”, explica.
As ações já ultrapassam os muros da escola. Estudantes realizaram atividades de leitura de obras infantis negras para crianças da Escola Municipal Professor Freire e novas iniciativas estão previstas, como visitas a instituições, diálogos em espaços públicos, um curso de formação de professores e atividades abertas à comunidade.