drogacovidPesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, afirmaram ter encontrado a primeira droga que, comprovadamente, reduz a incidência de mortes pela covid-19. Segundo dados divulgados pela universidade nesta terça-feira (16), um terço dos pacientes em fase aguda da covid-19 apresentaram melhora significativa ao usar o medicamento dexametasona, um corticoide de baixo custo e amplamente disponível, segundo a Oxford.

O medicamento de ação anti-inflamatória foi testado no que é considerada a maior pesquisa do mundo sobre coronavírus para encontrar um medicamento para o combate do vírus. Os pesquisadores afirmaram que se a droga tivesse sido amplamente utilizada desde o início da pandemia no país mais de 5 mil vidas poderiam ter sido salvas.

Durante o teste, a equipe de pesquisa de Oxford ofereceu o medicamento a 2 mil pacientes internados e os comparou com outros 4 mil que não receberam a droga. Para pacientes em respiradores, o risco de morte caiu em 40%, já para aqueles que estavam utilizando oxigênio a taxa foi de 25% a 20%.

Aparentemente a droga, que já era utilizada para melhorar a inflamação de outras doenças, quando detecta falhas no sistema imunológico passa a atacar o vírus.

"Dexametasona é a primeira droga que comprovadamente melhora as chances de sobrevivência da covid-19. A recomendação é que, a partir de agora a dexametasona se torne padrão no tratamento desses pacientes. O medicamento é barato e pode salvar vidas ao redor do mundo imediatamente”, explicou Peter Horby, pesquisador e chefe do estudo em Oxford, por meio de nota.

De acordo com a universidade, o estudo completo será publicado em breve com todos os detalhes possíveis.

 

R7

Foto: EFE/EPA/YAHYA ARHAB

 

pulmaoNem sempre receber a notícia de que a Covid-19 foi curada significa que a pessoa se recuperou plenamente de todas as complicações do coronavírus. Para uma parcela de acometidos, em especial os casos mais graves, que exigem internação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), há risco de sequelas no cérebro, nos rins, nos pulmões e no coração.

“Podemos dizer que saímos da urgência para um quadro com características crônicas, que pede cuidados prolongados de uma equipe multidisciplinar”, aponta Gustavo Prado, pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Prado é autor de uma nota técnica do Ministério da Saúde que trata justamente dos cuidados após a fase aguda da doença.

O pulmão, alvo favorito do Sars-CoV-2, tende a demorar mais para se recuperar. Depois que o vírus vai embora, a inflamação pode persistir por semanas, comprometendo o funcionamento do órgão.

Em casos específicos, a batalha travada no local deixa suas cicatrizes, chamadas de fibroses, que normalmente são irreversíveis (pelo menos para outras infecções respiratórias). Isso ocorre porque o coronavírus deflagra uma inflamação intensa nos alvéolos, estruturas que realizam as trocas gasosas, e no interstício, uma espécie de rede localizada entre o alvéolo e pequenos vasos sanguíneos (os capilares).

 “Apesar de ser pouco mencionado, o interstício, quando fica comprometido, está ligado a sequelas como insuficiência respiratória”, aponta Prado.

Esse déficit ocorre em diversos graus. Os sintomas podem ser um cansaço leve, uma redução da resistência na prática de atividades físicas ou alterações em exames.

Já quando pulmão fica mais prejudicado, o tratamento exige fisioterapia. “É possível que 10 a 20% dos entubados evoluam com necessidade permanente de oxigênio”, explica Ludhmilla Hajjar, cardiologista e professora da Universidade de São Paulo (USP).

Sequelas são mais frequentes nos casos graves de Covid-19
Antes de listarmos as outras marcas que podem ser deixadas pela doença, vale destacar alguns pontos. Primeiro: as sequelas mais prolongadas são observadas em pessoas com versões severas da doença, que desenvolvem a tal tempestade inflamatória. Trata-se de uma enxurrada de substâncias que deveriam ajudar na defesa contra o vírus, mas que, em excesso, acabam danificando o organismo.


Segunda observação: ainda não sabemos se os abalos na saúde são permanentes. Afinal, convivemos há poucos meses com a infecção, tempo que muitas vezes não é suficiente para a recuperação completa de uma vítima grave de outras infecções.

Aliás, essa é outra questão: boa parte das consequências do novo coronavírus, inclusive as pulmonares, são semelhantes às deixadas por outras mazelas respiratórias agressivas, que exigem entubação e longos períodos na UTI. Não estamos falando, portanto, só de particularidades dessa pandemia.

É o caso da fraqueza muscular, outra consequência encontrada em pacientes graves de Covid-19. Ora, o tempo acamado resulta em perda de massa magra e dificuldades para realizar movimentos simples, como andar e mesmo comer.

Outra sequela já conhecida de infecções que geram longas internações são os danos neurológicos. Entram na lista déficits de concentração, alterações de apetite, humor e outros. “Nos estudos já publicados sobre o assunto, até um terço dos pacientes mais graves demonstra algum grau de comprometimento mesmo depois de um mês em casa”, aponta Gisele Sampaio, neurologista da Academia Brasileira de Neurologia. “Não sabemos se isso irá se resolver no caso da Covid-19, mas outras doenças que atrapalham a oxigenação do cérebro podem deixar danos cerebrais permanentes”, completa.Pesquisas anteriores à crise atual mostram, por exemplo, que até 20% dos indivíduos afetados pela Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), uma das complicações que a Covid-19, a gripe e outras infecções podem provocar, apresentam déficits cognitivos até cinco anos depois da alta. Entre eles, além de dificuldade de raciocínio e memória prejudicada, surgem sintomas de ansiedade, depressão, estresse pós-traumático etc.

Agora, uma chateação que parece ser exclusiva do novo coronavírus é a perda prolongada do olfato. “Mas, na maioria dos casos, o sentido volta semanas depois da resolução do quadro”, diz Prado.

Ameaça do coronavírus ao coração e aos rins
Seja pela inflamação exacerbada ou por um ataque direto do vírus, o peito também pode sofrer no longo prazo. Ainda é cedo para falar de incidência, porém há relatos de insuficiência cardíaca pós-internação por Covid-19. Esse risco aumenta quando há algum transtorno cardiovascular pré-existente.

Quanto aos rins, até 40% das pessoas que vão para a UTI sofrem com insuficiência renal e precisam de hemodiálise durante a internação (máquina que realiza o trabalho de filtragem do sangue). Geralmente, são pelo menos três meses para a recuperação completa.


Quando a Covid-19 vira doença crônica
Dada a complexidade do quadro, os médicos temem que o avanço da pandemia gere uma segunda sobrecarga à saúde pública brasileira: a de cuidados com os recuperados. “Muitos precisarão de reabilitação em longo prazo, com acompanhamento de médicos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, enfermeiros e outros”, lista Prado.

São atendimentos relativamente simples — no sentido de que não exigem grande infraestrutura física. Ainda assim, podem sobrecarregar as redes públicas e privadas.

 

Vejasaude

Foto: Ilustração: Jonatan Sarmento/SAÚDE é Vital

 

Um remédio experimental desenvolvido por um pesquisador australiano pode ajudar a evitar mortes de Covid-19 controlando a formação dos coágulos de sangue responsáveis por dificuldades respiratórias, falência múltipla de órgãos, derrame e infarto.

O professor Shaun Jackson, da Universidade de Sydney e do Instituto de Pesquisas do Coração, está liderando uma equipe de pesquisadores que desenvolve um novo remédio anticoágulo para tratar de derrames.

vacinaaustraliaCerca de três de cada quatro pacientes graves de Covid-19 em unidades de tratamento intensivo (UTIs) desenvolvem coágulos, e seu índice de recuperação é criticamente baixo, disse Jackson. A Covid-19 é a doença respiratória causada pelo novo coronavírus.

"Se nosso medicamento consegue controlar os coágulos, a falência múltipla de órgãos e a morte de muitos milhares de casos poderiam ser evitadas. Queremos pacientes de Covid-19 procurando caixas de lenço, não ligados a respiradores".


Após testes de fase 1 bem-sucedidos em 72 pacientes saudáveis, agora os pesquisadores querem passar com urgência para testes de fase 2, verificando a eficiência e a segurança do remédio em pacientes de Covid-19 em estado crítico.

"Pode ser uma questão de meses antes de médicos de todo o mundo poderem usar o novo remédio anticoágulo para proteger pacientes com Covid-19, com o potencial de salvar milhares de vidas", disse Jackson.

Há relatos de mais de 7,5 milhões de pessoas infectadas com o coronavírus em todo o planeta, e mais de 420 mil já morreram, mostrou uma contagem da Reuters.

A Austrália relatou cerca de 7.300 casos e 102 mortes, e algumas partes do país afirmam terem eliminado o vírus.

Jackson disse que os testes de fase 2 do remédio, que é administrado por via intravenosa, terão que ser feitos no exterior porque não existe um número suficiente de pacientes em estado crítico ligados a respiradores na Austrália.

 

Reuters

Foto: Atish Patel / AFP

Está confirmado para às 14h dessa quinta-feira, 11, Dia de Corpus Christi a inauguração de dez (10) novos leitos infantis no Hospital Regional Tibério Nunes, bairro Manguinha, em Floriano-PI.

O momento vai ser com presença de poucas pessoas, isso devido ao novo coronavírus – COVID-19, que tem acometido muitas pessoas na cidade.

O momento será aberto à imprensa que deve registrar alguns momentos.

leitos

leitos1

Da redação