No ultimo dia 03/09 foi divulgado o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e uma histeria tomou conta de professores e diretores. No entanto, antes de nos deixar levar por tal histeria é necessário se fazer algumas perguntas: O que é o Ideb? O que é avaliação em larga escala? O que é qualidade da educação? Qual é o fim/objetivo da educação? E, após responder cada um desses questionamentos fazer uma análise crítica de cada um.

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O Ideb é um indicador educacional que cataloga informações de fluxo escolar (aprovação, reprovação e evasão) e desempenho (proficiências em Língua Portuguesa e Matemática) em exames padronizados. Sendo as proficiências medidas pela Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Anresc), ou Prova Brasil. O Ideb é um indicador quantitativo da qualidade da educação básica, demonstrada quantidades e percentuais obtidos principalmente pelas avaliações em larga escala.

A avaliação em larga escala ou externa é uma avaliação aplicada de forma padronizada (testes iguais para todos) a uma grande quantidade de alunos, elas têm objetivos e metodologias diferentes das aplicadas pelos profissionais da educação na sala de aula. As avaliações em larga escala são aplicadas por um sistema de avaliação do Estado, com o principal objetivo de “prestar contas” a sociedade da qualidade da educação.

A qualidade da educação é um conceito com muitos significados, em que, o próprio Ministério da Educação (Mec) não define um conceito para qualidade da educação, em suas publicações se refere a qualidade apenas como indicadores, deixando em aberto para a interpretação se os indicadores são o fim/objetivo da educação ou não.

Quanto ao fim/objetivo da educação, este está atrelado aos conceitos de qualidade da educação, seja a qualidade social da educação, seja a qualidade da educação que deriva do campo econômico.

Analisando criticamente o Ideb podemos apontar a sua fragilidade como indicador da qualidade educacional pelas seguintes questões: pelo fato de ser um índice somente de natureza quantitativa, por ser uma avaliação padronizada e por sua pobreza de itens que são avaliados.

1) Quanto ao fato de ser um índice que trabalha com dados somente de natureza quantitativa (percentuais), entendemos que diante da complexidade e subjetividade condicionantes, do processo e dos envolvidos na educação, traduzir a qualidade somente em números não traduz de fato o que ocorre no chão da escola.

2) Quanto a padronização dos testes a nossa crítica se faz pelo fato da subjetividade do aluno não ser respeitada pelo teste aplicado. Pois, não se pode avaliar o processo de ensino se os condicionantes sociais não são respeitados. Como se pudesse avaliar de forma igual o aluno de uma escola situada em uma área de alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), de um aluno de uma escola situada em área de baixo IDH. Como se pudesse avaliar com um mesmo teste alunos de diferentes regiões, em que cada uma delas tem suas peculiaridades regionais e, estas implicam diretamente na educação dessas regiões.

3) Os itens avaliados são poucos para traduzir a qualidade, pois a prova de proficiência só avalia língua portuguesa e matemática, deixando outras áreas do conhecimento de fora. Na avaliação não são levados em conta: formação e valorização dos professores, estrutura das escolas, localização da escola conforme índice de IDH dentre outras questões que não são avaliadas para compor o Ideb da escola.

Analisando criticamente este modelo de avaliação em larga escala, nos reportamos ao que o Professor Luiz Carlos Freitas, da UNICAMP, quando descreve a implantação desse tipo de avaliação no Brasil, que uma ideia reconhecidamente falida nos Estados Unidos orientou a política educacional brasileira, sendo o modelo americano a principal influência para a avaliação em larga escala no Brasil, deixando de ser uma avaliação amostral para ser aplicada em todas as escolas, podendo assim, o Estado, responsabilizar cada escola pelo seu índice.

A questão da responsabilização é uma questão que merece uma crítica nesse processo, pois, nessa questão, o insucesso pelas metas não atingidas recai sempre sobre à escola, sendo alunos, professores e diretores apontados como os responsáveis pelos números galgados não atingidos. E um dos motivos que leva a alunos, professores e diretores se culpabilizarem pelo insucesso, é o fato de que as avaliações em larga escala no modelo que está posto criam um ranking entre as escolas, lutando as escolas para alcançar os primeiros lugares, mesmo sem saber de fato se estar em primeiro significa ter uma educação de qualidade. E, está disputa pelos primeiros lugares se dá em função da estratégia do Estado de publicar os resultados nos grandes veículos de comunicação, com o pretexto de dar transparência e prestar contas para a sociedade.

Concluindo, temos que ser críticos ao que se estabeleceu como fim/objetivo da educação e o que se entende pós Ideb ser a qualidade da educação. As duas questões se entrelaçam, mas primeiro aponto a não definição, ou a definição não assumida do conceito de qualidade estabelecido pelo Mec, mesmo com a Constituição Federal de 1988 estabelecendo no Art. 206, VII – “garantia de padrão de qualidade”, a união nunca definiu que padrão de qualidade é este, tratando a qualidade apenas como indicadores e nunca como um conceito formulado. Porém, o produtivíssimo empreendido Mec, secretarias e escolas para o alcance dos índices se aproxima dos modelos de qualidade com bases no campo econômico.

A professora Maria Abádia da Silva, da (UNB), descreve o modelo de qualidade do campo econômico como o conceito de qualidade que se monta sob os modelos de utilidade, utilizando medidas e níveis mensuráveis, padrões, rankings, testes comparativos, hierarquização próprias do âmbito mercantil. No entanto a qualidade da educação de cunho social não se confunde com a educação de qualidade do campo econômico. A professora Maria Abádia da Silva destaca que a qualidade social na educação não se restringe a fórmulas matemáticas, tampouco a resultados estabelecidos e a medidas lineares descontextualizadas.

Portanto, diante da não definição do conceito de qualidade na educação pelo Estado brasileiro, envereda-se pelo caminho de achar que o fim/objetivo da educação é atingir a meta em números estabelecida pelas secretarias de educação ou órgãos superiores. Criando-se a falsa ilusão de que se tenha melhorado a qualidade da educação naquela escola, mesmo sabendo que a nota da escola no Ideb se elevou não por melhorias substanciais como: melhoria social da vida dos alunos, que a escola se estruturou para melhor atender seus alunos, que os profissionais da educação estão sendo valorizados e etc. No entanto, o que acontece é a cegueira por parte dos profissionais da educação, quando, naquela data do ano o Mec publica o resultado do Ideb, todos são tomados pela histeria dos resultados, festejam e comemoram, mesmo sem lembrar que a qualidade da sua escola traduzida em números, é na verdade o fruto do treinamento árduo de seus alunos para responder uma prova de múltipla escolha e a alguns truques administrativos para melhorar o fluxo escolar.

Raimundo Nonato Ferreira
Professor da Universidade Estadual do Piauí – UESPI
Mestre em Política Educacional, Planejamento e Gestão da Educação.

Mais uma vez a Cachaça Vale do Riachão, fabricada na cidade de Sucupira do Riachão Maranhão, se destaca em locais de entretenimento, bem como, entre os que gostam de uma boa cachaça e que costumam frequentar os melhores restaurantes e churrascarias.

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Autoridades e populares, sempre que podem, se manifestam posando com unidades da Cachaça Vale do Riachão.

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Nas imagens num evento realizado no Grand Hotel São Luiz, capital do Maranhão, aparecem o Maurício Maia que é chefe de cozinha e mixólogo, com Isadora Fonari, consultora de produção, e Nicolas Bartend.

Além de apreciaram uma boa cachaça, eles fizeram questão de registrar o momento fotografando com algumas unidades.

A Cachaça Vale do Riachão já é encontrada nos melhores bares e restaurantes de vários estados do Brasil.

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Mixologia

Mixologia Molecular é o processo de criação de coquetéis utilizando os equipamentos e técnicas da gastronomia molecular.

 

(Se for dirigir não beba)

 

ASCOM VALE

beatrizsegallAtriz Beatriz Segall morreu nesta quarta-feira (5) aos 92 anos, informou a assessoria de imprensa do hospital Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, onde ela estava internada.

Em uma carreira de mais de 70 anos dedicada aos palcos e à TV, Beatriz Segall viveu em 1988 o papel que a eternizou na teledramaturgia brasileira. Após 192 capítulos da novela “Vale tudo”, a vilã interpretada pela atriz carioca morria com três tiros e fazia o país inteiro se perguntar: “Quem matou Odete Roitman?”

Beatriz Segall esteve internada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e tinha recebido alta no dia 21 de agosto por problemas respiratórios. O hospital não informou quando ela voltou a ser internada. A causa da morte não foi divulgada.

Segundo a assessoria de imprensa da atriz, Beatriz Segall morreu por volta de 12h. Ela será velada no próprio hospital a partir das 19h e o corpo será cremado nesta quinta-feira (6) em Cotia, na Grande São Paulo.

Saúde

Em 2013, Beatriz Segall tropeçou em pedras portuguesas soltas em uma calçada da Gávea, Zona Sul do Rio, e ficou pelo menos 20 dias em casa para se curar de um grande hematoma em seu rosto. Na ocasião, o ex-prefeito Eduardo Paes pediu desculpas à atriz.

Em 2015, Beatriz Segall se machucou com gravidade ao cair no palco durante a apresentação da peça “Nine - Um Musical Feliniano”, em São Paulo. Naquela ocasião, ela passou por uma cirurgia no braço direito e acabou substituída no espetáculo.

A última participação da atriz na TV foi na série “Os experientes”, há quase três anos.

Odete Roitman foi a personagem que marcou a carreira de Beatriz Segall na TV brasileira. A associação com a sofisticada personagem da novela de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères foi tanta que Segall passou a receber apenas convites para papéis refinados.

“Odete Roitman é uma personagem que vai ficar na história; não por um valor meu, mas por tudo o que a novela reuniu. Até hoje eu sou chamada de Odete na rua. Em Cuba me chamaram de Dona Odete”, disse a atriz.

“Criou-se um mito, que atrapalha um pouco, de sempre fazer papel de chique, de bem-vestida. Eu queria fazer o papel de uma mulher bem povão, mas o público não aceitou.”

Teatro

Nascida em 25 de julho de 1926 no Rio de Janeiro, Segall fez sua primeira peça durante um exercício de língua na Aliança Francesa. Convidada para se tornar profissional, recusou por causa da desaprovação do pai, que queria que ela fosse professora.

Pouco depois ela participou de um filme, “A beleza do diabo” (1950), quando decidiu fazer um curso de intepretação. Após participar de um trabalho semiamador com outras atrizes que também estavam começando, como Fernanda Montenegro e Nicette Bruno, foi à França estudar teatro e literatura.

Ao retornar ao Brasil, recusou outra peça e ficou por 14 anos como dona de casa, após se casar com o museólogo, exonomista e autor teatral Maurício Segall, filho do artista Lasar Segall. Até que em 1964 aceitou um papel no Teatro Oficina a convite do diretor José Martinez Corrêa.

Além de atuar em algumas novelas e filmes, recuperou com o marido o Teatro São Paulo, que administrou até 1974.

Na TV

A estreia na Globo aconteceu em 1978, na novela “Dancin’ days”. Após agradar o público, no ano seguinte esteve na novela “Pai herói”, quando viveu a vilã Norah.

Em 1980, participou do premiado filme “Pixote, a lei do mais fraco”, dirigido por Hector Babenco. Oito anos depois, após passagem por outras emissoras, voltou à Globo para viver seu papel mais icônico.

Mesmo assim, após muita insistência do autor Gilberto Braga, que fazia questão da atriz como Odete Roitman. Na época, Segall estava em cartaz no teatro, e não aceitou o projeto inicialmente.

A atriz chegou até a repetir o mesmo papel em duas novelas diferentes. A miss Penélope Brown estreou em 1990 em “Barriga de aluguel”, de Gloria Perez. Em 2001, ela voltava a aparecer em “O clone”, da mesma autora.

Na Globo, seus últimos trabalhos foram na novela “Lado a lado”, em 2012, na qual interpretou uma rica senhora francesa, Madame Besançon. Em 2015, esteve no seriado “Os experientes”, que abordava a vida na terceira idade.

 

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Foto: acervo TV Globo

A estudante Yasmim Rodrigues, 16 anos de idade, hoje Miss Teen Floriano, participou no final de semana de uma confraternização com alguns dos seus patrocinadores e apoiadores que querem vê-la num concurso estadual.

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“Esse evento é mas para agradecer aos apoiadores”, disse a Thays Kálvia que é uma das pessoas que tem procurado ajudar a Miss Teen local a seguir uma carreira como modelo.

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Yasmin, que ainda não atingiu a maior idade, visa participar de um Concurso de Miss Piauí e vem trabalhando muito para alcançar o seu objetivo.

No último concurso de Miss Teen entre dezenove cidades com as suas representantes a florianense ficou em 3º lugar no Concurso de Miss Piauí.

A professora Keyla Alves, a secretária municipal Jaqueline e outras jovens que valorizam eventos dessa natureza estavam presentes e posaram com a Miss Teen.

 

Da redação

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