Preocupado com o número de casos de COVID que não para de crescer em Floriano o Dr. Justino Moreira, diretor técnico do Hospital Regional Tibério Nunes, volta a alertar as pessoas quando as aglomerações.
O profissional em saúde, que também já foi contraído pelo novo corona vírus, apesar dos casos que tem aparecido todos os dias afirma que a cidade florianense está mais tranquila.
A entrevista com o do Dr. Justino Moreira foi feita pelo Ivan Nunes, colaborador do Piauí Notícias. Veja.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu hoje (8) o pedido de autorização temporária de uso emergencial, em caráter experimental, da vacina CoronaVac. A solicitação foi feita pelo Instituto Butantan, que conduz os estudos da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela empresa Sinovac no Brasil.
De acordo com a agência reguladora, a triagem dos documentos presentes na solicitação e da proposta de uso emergencial que o laboratório pretende fazer já foi iniciada. A meta da Anvisa é fazer a análise do uso emergencial em até dez dias, descontando eventual tempo que o processo possa ficar pendente de informações, a serem apresentadas pelo laboratório.
“As primeiras 24 horas serão utilizadas para fazer uma triagem do processo e checar se os documentos necessários estão disponíveis. Se houver informação importante faltando, a Anvisa pode solicitar as informações adicionais ao laboratório. O prazo de dez dias não considera o tempo do processo em status de exigência técnica”, informou a agência.
Análise
Para fazer a avaliação, a Anvisa vai utilizar as informações apresentadas junto com o pedido e também os dados já analisado por meio da Submissão Contínua. A análise do pedido de uso emergencial é feita por uma equipe multidisciplinar e envolve especialistas das áreas de registro, monitoramento e inspeção.
Segundo a Anvisa, a equipe responsável pela análise vem atuando de forma integrada, com as ações otimizadas e acompanhadas pela comissão que envolve três diretorias da agência.
Aquisição da vacina
Ontem (7), o Ministério da Saúde anunciou a assinatura de contrato com o Instituto Butantan para adquirir até 100 milhões de doses da vacina CoronaVac para este ano.
O contrato envolve a compra inicial de 46 milhões de unidades, prevendo a possibilidade de renovação com a aquisição de outros 54 milhões de doses posteriormente. Esse modelo foi adotado pelo ministério pela falta de orçamento para comercializar a integralidade das 100 milhões de doses. O Instituto Butantan anunciou que a eficácia da vacina é de 78%.
Pesquisadores do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino identificaram, na Bahia, o primeiro caso no mundo de uma reinfecção por novo coronavírus apresentando a mutação E484K, recentemente descoberta na África do Sul.
A paciente acompanhada pelo estudo é uma mulher de 45 anos, sem quaisquer condições de comorbidade, que vive na capital soteropolitana e foi infectada duas vezes – a primeira em 20 de maio e a segunda, em 26 de outubro. Esta última ocorrência, disseram os pesquisadores, foi mais severa nos sintomas que a primeira.
Os diagnósticos de ambos casos foram confirmados por testes RT-PCR e, após o segundo episódio, quatro semanas depois, a paciente passou por um teste de IGg com confirmação de anticorpos.
“Foi observada, na sequência genética do vírus presente no segundo episódio, a mutação E484K, que é uma mutação identificada originalmente na África do Sul e tem causado muita preocupação no meio médico, pois ela pode dificultar a ação de anticorpos contra o vírus. Esta mutação foi recentemente identificada no Rio de Janeiro, mas é a primeira vez, em todo o mundo, em que é associada a uma reinfecção por SARS-CoV-2”,explicou Bruno Solano, médico e pesquisador do IDOR à frente do estudo.
A descoberta foi publicada e aguarda revisão por pares na revista científica The Lancet.
Procurada, a secretaria de saúde da Bahia não se posicionou. A pasta informou apenas que divulgará, às 12h, uma gravação com o médico infectologista da vigilância epidemiológica do Estado, Antônio Bandeira.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) se reuniu com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) por meio de teleconferência na tarde desta quinta-feira (7) a fim de tratar das ações necessárias para a apresentação do pedido de uso emergencial da vacina contra a covid-1o desenvolvida pela Universidade de Oxford e a farmacêutica AstraZeneca.
"A Anvisa tem atendido todos os laboratórios que estão desenvolvendo vacinas a fim de orientar e esclarecer questões técnicas para a avaliação de vacinas e futuro pedido de uso emergencial e registro definitivo", informa a agência, por meio de nota.
Tratam-se de reuniões de pré-submissão, uma estratégia estabelecidada desde 2015 e que segue o mesmo modelo de outras autoridades regulatórias do mundo com o objetivo de acelerar a análise que delibera sobre a utilização de novos produtos, segundo a Anvisa.
Mais cedo, o órgão também se reuniu com o Instituto Butantan, que apresentou os dados dos estudos de fase 3 feitos no Brasil com a CoronaVac. O imunizante tem 78% de eficácia para proteger contra casos leves de covid-19. Além disso, o percentual de proteção sobe para 100% em relação a quadros graves e moderados da doença
A autoridade sanitária afirma ainda que, até o momento, não recebeu nenhum pedido de uso emergencial ou de registro definitivo de vacinas para a covid-19 no Brasil.
O Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a covid-19 prevê 3 fases iniciais planejadas com a aplicação da vacina de Oxford. Segundo descrito no documento, a estimativa é que serão necessárias 104 milhões de doses do imunizante para atender os grupos prioritários incluídos nessas etapas.
Para que o início da imunização aconteça ainda neste mês, o Brasil precisa importar 2 milhões de doses prontas da vacina, produzidas pelo Instituto Serum, da Índia.
O governo federal deve receber 100 milhões de doses do imunizante até julho de 2021, conforme um acordo prévio. Para o segundo semestre, estão previstas 160 milhões de doses produzidas pela Fiocruz.