O governador Wilson Marins (PSB) enviou ontem a Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) o plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos dos Servidores efetivos da Fundação Centro de Pesquisas Econômicas e Sociais do Piauí (Cepro). No projeto a maioria dos 377 servidores vai ter um reajuste de cerca de 300%, já que os vencimentos vão passar de R$ 1.500 para R$ 4.800.
O presidente da Cepro, Magno Pires, explica que este aumento representa a valorização dos profissionais, já que a maioria está no final de carreira e com os salários estagnados há vários anos. “Cerca de 70% ou 80% dos servidores estão perto de se aposentar e acredito que no próximo ano todos estes servidores saiam. Pedi para não se aposentarem agora, mas não posso fazer muito”, informou o representante do Centro.
Magno Pires afirma ainda que seus funcionários são bastante qualificados e que este fato é retratado na quantidade de servidores que estão disponíveis em outros órgãos. “Dos 377 servidores, 157 estão em outros órgãos, isso mostra a qualificação, porém mostra também que eles estão atrás de salários melhores”, diz. Ele conta também que só assumiu o Centro na condição da aprovação do plano.
Com o envio do projeto aos parlamentares, eles têm até o dia 18 deste mês para aprovarem, já que os reajustes foram enviados com caráter de urgência e no seu texto, prevê a implementação do reajuste nos salários dos servidores a partir do próximo ano. “O impacto na folha de pagamento será de R$ 1,2 milhão e se aprovado vai ser implantado ao longo de três anos, com duas atualizações por ano”, informou Magno Pires.
Junto com o plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos, a proposta também prevê concurso público para contratação de 350 novos servidores, sendo 150 vagas para analista pesquisador e 200 para assistente de pesquisa. “Queremos o concurso pra logo, mas isso não depende só de nós, mas ele tem que ser feito porque muitos dos servidores vão se aposentar, creio que no próximo ano”, conclui.
portalaz
saída. “O HUT é a porta de entrada da urgência e emergência do Piauí. Não podemos fechar os olhos, não podemos aceitar o jogo de empurra para o Hospital Getúlio Vargas ou para o Hospital da Polícia Militar. Estamos discutindo aqui a destinação de parte das nossas emendas para a saúde e a educação, mas só isso não resolve. É preciso uma medida de governo, mais ampla. Vi paciente no HUT que não sei se era gente ou animal”, assegurou.