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TV Mairinque

Marcos Ricardo de Araújo, de 48 anos, foi morto pela esposa, Tatiana da Silva Ribeiro, após um pedido de separação. O caso aconteceu no último domingo (31), em Mairinque, município do interior de São Paulo. A mulher foi presa e segue à disposição da Justiça.

esposa

De acordo com as informações da Polícia Civil, o homem foi morto com um golpe de faca de Tatiana, que atingiu a região do peito de Marcos. Ambos discutiam no interior da residência do casal, situada na a Avenida Brasil-Japão, no bairro Três Lagoinhas.

A Polícia Militar informou que o SAMU foi acionado para atender a ocorrência. Ao chegarem no local, encontraram a vítima caída no chão com uma marca no peito e sem vida. Havia marcas de sangue na sala, no banheiro e na parede. A cozinha estava com as cadeiras tombadas e o espelho da sala estava quebrado, dando a entender que houve luta corporal.

Testemunhas afirmaram que Tatiana mantinha um relacionamento conturbado com Marcos, marcado por desavenças constantes, havendo relatos de discussão e agressão ainda na tarde do mesmo dia.

Câmeras de segurança capturaram o áudio da discussão, em que Marcos supostamente tenta pegar suas roupas de volta, mas acaba sendo atacado pela mulher.

Tatiana foi localizada na segunda-feira (1º), no bairro Vila Sorocabana. A autora, que admitiu o crime, alegou estar sob efeito de álcool e medicamentos controlados, e disse que tentou se defender do homem ao golpeá-lo com a faca.

Segundo à polícia, Tatiana já respondeu por tentativa de homicídio contra outro companheiro e possui registros de prisões em flagrante por furto e embriaguez ao volante.

Um dos presos nessa operação que está sendo realizada em Floriano-PI, nesse começo de semana, é o Eduardo, conhecido por Magrão.

magraão

Ele foi encontrado por vários policiais e levado para a Central de Flagrantes. Conforme as investigações, Eduardo teria envolvimento com algumas situações que contrariam a legislação.

 

 

Da redação

Uma perícia médica concluiu que Francisco de Assis, réu por envenenar dez pessoas em Parnaíba, litoral do Piauí, está em plena capacidade mental e pode responder criminalmente pelos crimes que é acusado.

O exame foi realizado no último dia 12 de agosto, no Instituto Médico Legal (IML) de Teresina, para avaliação do perfil psicológico do réu. A solicitação partiu da Defensoria Pública do Estado, que levantou dúvidas sobre a sanidade mental de Francisco.

Durante a perícia, além do próprio réu, outras testemunhas também foram ouvidas, entre elas a enteada de 17 anos, que conviveu com ele e sobreviveu ao envenenamento.

De acordo com decisão da 1ª Vara Criminal da Comarca de Parnaíba, o laudo pericial afastou qualquer possibilidade de inimputabilidade penal:

“Realizada a perícia médica, o laudo técnico juntado aos autos foi categórico ao atestar a higidez mental do réu, concluindo pela plena capacidade de autodeterminação e compreensão do caráter ilícito do fato. Dessa forma, resta afastada a hipótese de inimputabilidade ou incapacidade processual, não subsistindo óbice ao prosseguimento da marcha processual. Assim sendo, com fundamento no artigo 153 do Código de Processo Penal, determino o prosseguimento do feito, devendo o incidente de sanidade mental ser apensado aos autos principais, para que produza seus jurídicos e legais efeitos”, consta na decisão.

francisco

Com isso, Francisco de Assis deve participar da audiência de instrução e julgamento marcada para esta sexta-feira, 5 de setembro.

Primeira audiência foi adiada

A primeira audiência do caso estava prevista para o dia 30 de julho, por videocoferência, mas foi adiada após entendimento entre o juiz responsável, o Ministério Público, a defesa e a Defensoria Pública do Estado de que a ausência física da ré Maria dos Aflitos poderia comprometer os trabalhos.

Outro motivo para o adiamento foi a ausência do laudo do exame de sanidade mental de Francisco de Assis Pereira da Costa, companheiro de Maria dos Aflitos e também réu no processo. O documento, solicitado pela Defensoria Pública, ainda não havia sido entregue, inviabilizando o andamento da instrução.

A previsão é que o laudo seja apresentado até o dia 4 de setembro. Por esse motivo, Francisco Pereira da Costa não participará da audiência da próxima sexta-feira.

Entenda o caso

O processo investiga o envenenamento de dez pessoas, que resultou em oito mortes. Sete das vítimas fatais pertenciam à mesma família e uma era vizinha. Outras duas pessoas sobreviveram, o que motivou também acusações por tentativa de homicídio.

Réus e crimes

Maria dos Aflitos da Silva, uma das principais acusadas, responde por homicídio qualificado e tentativa de homicídio. Ela está presa em Teresina. Francisco de Assis e Francisco de Assis Pereira da Costa também são réus no caso.

Cronologia dos crimes

22 de agosto de 2024: Ulisses Gabriel (8 anos) e João Miguel da Silva (7 anos), netos de Maria dos Aflitos, foram mortos. Na época, a vizinha Lucélia Maria chegou a ser presa como suspeita, mas as investigações concluíram que o crime foi articulado por Assis e Maria dos Aflitos.

1º de janeiro de 2025: Veneno foi colocado no arroz servido no almoço da família. Morreram Manoel Leandro (18 anos), filho de Maria dos Aflitos; Maria Lauane (3 anos), Maria Gabriele (4 anos) e Igno Davi (1 ano), netos da acusada; além de Francisca Maria Silva (32 anos), filha da ré e mãe das cinco crianças.

22 de janeiro de 2025: Maria Jocilene da Silva (41 anos), ex-nora de Maria dos Aflitos, morreu após ser envenenada. Segundo a polícia, ela mantinha um relacionamento amoroso com a acusada. Além das vítimas fatais, o casal também é acusado pela tentativa de homicídio contra Maria Jocilene da Silva, que sobreviveu ao envenenamento no dia 1º de janeiro, bem como contra Lívia Maria Leandra Silva (17 anos) e Jhonatan Nalbert Pereira da Silva (7 anos), filhos de Maria Jocilene.

No dia 25 de março, a Justiça do Piauí tornou o casal réu pelo envenenamento de dez pessoas em Parnaíba. Eles respondem por 11 crimes no total: oito homicídios qualificados e três tentativas de homicídio qualificado. O Ministério Público também considera como tentativa de homicídio o primeiro crime contra Maria Jocilene, ocorrido em 1º de janeiro.

Com informações do cidadeverde