A busca do Vasco por um centroavante continua. Um dos nomes com quem a diretoria negocia é o argentino Maxi López, que estava na Udinese, da Itália - seu contrato se encerrou em junho. A informação foi publicada pelo jornal "Extra" e confirmada pelo GloboEsporte.com.
A expectativa da diretoria do Vasco é de que haja um acerto até o início da próxima semana. Na segunda-feira, abrem-se as inscrições para jogadores vindos de fora do país.
Maxi, de 34 anos, já teve passagem pelo Brasil: defendeu o Grêmio em 2009. Também atuou em clubes da Europa, como Barcelona, Milan, Sampdoria, Chievo e Torino. Ele foi revelado no River Plate.
Na última temporada, pela Udinese, o argentino marcou seis gols em 29 jogos. Ele viria para ser o centroavante tão buscado pelo clube desde o início do ano. Na quarta-feira, a diretoria renovou o contrato de Andrés Ríos até dezembro.
Barcos quase fechou
Um nome que ficou perto de acertar com o Vasco foi o de Hernán Barcos. O Pirata, que estava na LDU, do Equador, chegou a acertar salário com o Cruz-Maltino. Entretanto, os clubes não chegaram a um acordo para a liberação do argentino, que fechou com o Cruzeiro.
Comandante da seleção brasileira na conquista do tetracampeonato mundial, em 1994, Carlos Alberto Parreira apontou a falta de experiência como um fator primordial para a eliminação do Brasil nas quartas de final do Mundial da Rússia. Membro do grupo de estudos técnicos da Fifa (TSG, na siga em inglês), o ex-treinador afirmou que o time de Tite tinha potencial para ir mais longe, mas não soube lidar com os "detalhes" da competição.
- Nesta Copa, faltou experiência de Copa. Tínhamos bons jogadores, mas poucos com Copa. O estafe técnico também. O Brasil poderia ter ido mais longe na Copa. Fomos melhores no segundo tempo, controlamos o jogo, tivemos chance de marcar. Mas a Copa é muito decidida no detalhe. Mas continuamos sonhando em ganhar no Catar. Estamos sempre buscando ganhar a Copa do Mundo. É como uma religião para nós - disse, em entrevista coletiva.
Parreira apontou que é preciso identificar o problema que vem fazendo com que o Brasil colecione decepções recentes em Copas do Mundo, sem chegar a uma decisão desde 2002 - quando levou o penta no Japão e na Coreia do Sul. E lembrou o fracasso do badalado elenco brasileiro em 2006, na Alemanha, que também caiu nas quartas de final, diante da França.
- Não é só saber que há um problema, mas como resolver. Vamos para 20 anos sem título. Não é fácil ser um campeão do mundo. Não precisa ser só talentoso, se não ganharia todas as Copas. Precisa ter fome, ter paixão, ter organização. É muito diferente quando isso tudo está lá, quando há organização e talento, vamos ganhar. Quando falta algo, falhamos. Em 2006 não tínhamos a mesma fome, porque ganhamos em 2002. Os melhores jogadores não foram em sua melhor forma.
Mas, para Parreira, o caminho para que o Brasil seja novamente vitorioso passa pela manutenção de Tite no comandao da seleção brasileira.
"Vamos dar continuidade ao trabalho do Tite. Quero que ele continue. É o melhor caminho para o hexa. Nós precisamos dos dois, do Neymar e do Tite".
Van Basten critica Neymar: "Simular não é uma boa atitude"
Assuntos badalados durante toda a Copa do Mundo, as faltas sofridas por Neymar e as reações intensas do craque também foram abordadas na entrevista dos membros do TSG. O ex-craque holandês Van Basten fez uma crítica direta ao brasileiro - que acabou virando meme nas redes sociais por rolar em campo.
- Eu acho que simular não é uma boa atitude. Eu acho que você tem que ter espírito e isso não vai te ajudar. Eu acho que ele pessoalmente deveria entender essa situação - disse o holandês.
Parreira, por sua vez, defendeu o craque brasileiro - que, apesar de ficar marcado por supostas simulações e reações exageradas, costuma, de fato, ser caçado pelos adversários.
Ele é muito agredido tambem. Ele atrai essa mídia toda contra ele. O importante é que ele pode nos ajudar - pontuou o ex-treinador.
Após a saída de Cristiano Ronaldo do Real Madrid rumo à Juventus, uma das mensagens mais esperadas de despedida ao craque era de Marcelo, lateral do clube e um dos amigos pessoais do camisa 7. Nesta quinta-feira (12), o brasileiro se manifestou em uma mensagem emocionada de despedida ao parceiro de nove anos pelo time merengue.
Porém, uma frase no fim da mensagem assustou os torcedores madridistas e aumentou os rumores de uma possível saída de Marcelo também para a Velha Senhora. O defensor afirmou, em seu texto, que "já já estamos juntos de novo", gerando múltiplas interpretações nos comentários. Confira na íntegra:
Legenda: "Quem diria, hein, Cris!!! É, mano, chegou a hora de dizer até logo...Te juro que não imaginava que esse dia chegaria! Mas nada nessa vida é pra sempre, espero q você seja muito feliz na sua nova caminhada. Foram quase 10 anos do teu lado, 10 anos de alegria, bom futebol, vitórias, derrotas e momentos maravilhosos! Aprendi muito com você, sua dedicação é a coisa mais bizarra que eu vi em um atleta. Tudo de bom pra você e sua linda família! Vou sentir saudades das nossas resenhas antes dos jogos quando você acertava os resultados e antes das finais nos tranquilizava com tua experiência e o carinho com os mais jovens! Tenho orgulho de ter jogado contigo não por que VOCÊ SEJA O MAIOR JOGADOR DA P#RR% TODA e sim pela pessoa que você é!!! Quando eu parar de jogar vou sentar no bar, tomar uma cerveja e vou contar váaarias histórias e mostrar todas as nossas fotos! Já já tamo junto de novo!"
Cristiano Ronaldo foi contratado pela Juventus nesta terça-feira (10) após o Real Madrid aceitar a proposta de 100 milhões de euros (equivalente a R$453 milhões). No time merengue, o atual melhor do mundo ficou por nove temporadas, participou de 438 jogos, marcou 450 gols e conquistou dois Campeonatos Espanhóis, duas Copas do Rei, duas Supercopas da Espanha, quatro Ligas dos Campeões, uma Supercopa da Europa e três Mundiais de Clubes.
A Copa do Mundo poderá ter um campeão inédito na Rússia. Nesta quarta-feira, o Estádio Luzhnikí, em Moscou, a Croácia mostrou força para empatar a semifinal por 1 a 1 com a Inglaterra no tempo normal e alcançar a virada por 2 a 1 na prorrogação.
A Inglaterra começou melhor a partida e inaugurou o marcador logo aos quatro minutos, em uma cobrança de falta certeira de Trippier. Sem se encontrar no primeiro tempo, a Croácia melhorou consideravelmente no segundo e igualou com Perisic. Na etapa final da prorrogação, Mandzukic assegurou a vitória.
A adversária da Croácia na final das 12 horas (de Brasília) de domingo, outra vez no Luzhnikí, será a França, campeão mundial de 1998, que superou a Bélgica por 1 a 0 na outra semifinal. Ingleses e belgas disputarão o terceiro lugar às 11 horas (de Brasília) de sábado, em São Petersburgo.
Mesmo que caia na decisão, a Croácia já tem garantida a sua melhor campanha em um Mundial. Em 1998, na Copa disputada justamente na França, o time de Suker foi o terceiro colocado, perdendo para os franceses nas semifinais e derrotando a Holanda no jogo derradeiro.
Já a Inglaterra viu interrompido o sonho de conquistar o bicampeonato mundial. A melhor seleção do planeta em 1966 não ia a uma semifinal desde 1990, quando perdeu para a campeã Alemanha e acabou no quarto lugar depois de tropeçar também contra a anfitriã Itália.
Certeiro
A Inglaterra não demorou a abrir o placar no Luzhnikí. Logo aos quatro minutos do primeiro tempo, Trippier ajeitou a bola para cobrança de falta e buscou o ângulo. Acertou, levando ao delírio os torcedores do seu país.
O gol facilitou a missão inglesa. Empolgado, o time dirigido por Gareth Southgate assumiu o controle da partida, sem dar muitos espaços para a Croácia reagir. A adversária, para piorar, estava desgastada pelas duas prorrogações que disputou nas fases anteriores.
Aos 29 minutos, a Inglaterra criou grande chance para ampliar o marcador. Kane recebeu passe de Lingard à frente da marcação dentro da área e, primeiro, parou na intervenção do goleiro Subasic. Depois, no rebote, o centroavante perdeu o ângulo e finalizou na trave.
A Croácia melhorou um pouco no final do primeiro tempo, mas não o bastante para assustar os ingleses. Ao apito final do árbitro Cuneyt Cakir, os comandados de Zlatko Dalic tiveram forças para cercar o turco e reclamar de um pênalti em cima de Lovren, lance que era exibido pela transmissão do jogo naquele momento.
Reação croata
A pouco mais de 45 minutos de deixar a disputa pelo título, caso o resultado parcial fosse mantido, os croatas continuaram nervosos na etapa complementar. Houve troca de empurrões com os ingleses por causa de um lance em que a Croácia tinha pressa para recolocar a bola em jogo.
A tensão logo passou a prevalecer dos dois lados do campo, com algumas falhas individuais. A partir dos 15 minutos, a Croácia já parecia abdicar da organização tática para empurrar a Inglaterra para o campo de defesa e buscar o sonhado gol de empate.
Deu certo. Aos 22 minutos, Vrsaljko ergueu a bola na área da direita, e Perisic esticou o bastante o pé para completar para a rede. Festa dos croatas no gramado e nas arquibancadas do Estádio Luzhnikí.
O gol reanimou a Croácia. A Inglaterra, por sua vez, acusou o golpe. Quase em seguida, Perisic tirou proveito de um vacilo de Stones, pedalou do lado esquerdo da área e concluiu cruzado. Na trave. Na sobra, Rebic chutou de primeira, em cima do goleiro Pickford.
Com Perisic e Mandzukic inspirados – e o astro Modric um pouco menos –, a Croácia continuou a pressionar a Inglaterra, que se segurou defensivamente. Aos britânicos, coube contra-atacar vez ou outra e tentar se beneficiar das jogadas de bola parada.
Mandzukic vira herói nacional
Desgastadas, as duas seleções diminuíram naturalmente o ritmo na prorrogação. Ainda assim, aos oito minutos, a Inglaterra quase comemorou outro gol. Stones cabeceou firme após uma cobrança de escanteio, e Vrsaljko, também pelo alto, salvou em cima da linha.
A Croácia fez ainda melhor no segundo tempo da prorrogação. Aos dois minutos, Rakitic jogou a bola para a área de cabeça. Lá dentro, Mandzukic apareceu na frente de Pickford e bateu firme e cruzado da esquerda para estufar a rede e virar herói nacional.
FICHA TÉCNICA
CROÁCIA 2 X 1 INGLATERRA
Local: Estádio Luzhnikí, em Moscou (Rússia)
Data: 11 de julho de 2018, quarta-feira
Horário: 15 horas (de Brasília)
Árbitro: Cuneyt Cakir (Turquia)
Assistentes: Bahattin Duran e Tarik Ongun (ambos da Turquia)
Público: 78.011 pessoas
Cartões amarelos: Mandzukic e Rebic (Croácia); Walker (Inglaterra)
Gols: CROÁCIA: Perisic, aos 22 minutos do segundo tempo, e Mandzukic, aos 2 minutos do segundo tempo da prorrogação; INGLATERRA: Trippier, aos 4 minutos do primeiro tempo
CROÁCIA: Subasic; Vrsaljko, Lovren, Vida e Strinic (Pivaric); Rakitic, Brozovic, Rebic (Kramaric), Modric (Badelj) e Perisic; Mandzukic (Corluka)
Técnico: Zlatko Dalic
INGLATERRA: Pickford; Walker (Vardy), Stones e Maguire; Trippier, Henderson (Dier), Dele Alli, Lingard e Young (Danny Rose); Sterling (Rashford) e Harry Kane