Acho que em dezembro, galera. Em dezembro a gente volta a lutar”. Essa foi a declaração curta de Anderson Silva ao responder uma pergunta de um seguidor numa “live” no Instagram, no último sábado, segundo o relato feito pelo site da “Ag. Fight”. O ex-campeão peso-médio do UFC termina em 10 de novembro de cumprir a suspensão de um ano lhe imposta pela USADA (Agência Antidoping dos EUA), por conta do uso de suplemento contaminado.
A programação do Ultimate tem quatro eventos agendados para o último mês do ano. No dia 1°, a organização chega a Adelaide, na Austrália. Na semana seguinte, o UFC 231 acontece em Toronto, no Canadá. No dia 15 será a vez do UFC Milwaukee. E o ano termina com o UFC 232, em Las Vegas.
A última luta de Anderson Silva foi em fevereiro de 2017, quando venceu Derek Brunson por decisão unânime. Depois disso, lutaria com Kelvin Gastelum em Xangai, em novembro, mas duas semanas antes foi divulgado o resultado do teste antidoping e veio a suspensão preventiva.
A Copa do Brasil surgiu em 1989 com o objetivo de reunir todos os campeões estaduais em uma competição eliminatória. No total, 60 clubes se enfrentavam no sistema eliminatório, em diversas fases, até chegar ao campeão. Era a grande oportunidade de clubes menores fazerem história em uma competição de nível nacional. Nos dois primeiros anos, Grêmio e Flamengo levaram a competição. Mas no ano seguinte, um clube pequeno de Santa Catarina mostrou suas garras e surpreendeu a todos com um futebol envolvente e com muitos gols.
Em 1991, o Criciúma surpreendeu ao conquistar o título da Copa do Brasil sobre o Grêmio. Comandado pelo então desconhecido técnico Luiz Felipe Scolari, o time catarinense não tomou conhecimento do favoritismo gaúcho e fez história como o primeiro clube de menor expressão a vencer o torneio.
O título do Criciúma abriu portas para outros times investirem na competição e tentarem repetir o feito. Em 1999, o Juventude montou um bom time através da parceria com a Parmalat e faturou a competição pela primeira vez em sua história. Após isso, o Santo André, em 2004, e o Paulista, em 2005, também venceram a competição.
Mas o bom momento dos times pequenos parece que terminou com a mudança de regulamento da competição. Hoje a Copa do Brasil inicia com 80 clubes, que disputam fases eliminatórias até restarem os cinco melhores. Estes cinco se juntam com os participantes brasileiros da Libertadores, com o campeão da Copa Verde, campeão da Copa do Nordeste e o Campeão da Série B e formam as oitavas de final do torneio.
Muito mais clubes, mais fases, ficou difícil para clubes de pouco investimento. Depois da mudança, poucos chegaram às oitavas de final. O Londrina, em 2017, figurou entre os 16 melhores da competição, mas não conseguiu seguir de fase. Na edição deste ano, o Luverdense se classificou para as oitavas de final entre os cinco, mas acabou sendo eliminado pelo Santos.
Com este novo sistema de disputa, criado para não deixar os clubes que disputam a Copa Libertadores sem uma segunda competição, os grandes times dominam a Copa do Brasil. Desde 2016, quando se iniciou o novo formato, o campeão veio da Libertadores, entrando direto nas oitavas de final. A exceção foi o Cruzeiro, o atual campeão. No ano passado, o time mineiro disputou desde a primeira fase e conseguiu, de confronto a confronto, chegar ao título nacional.
A disputa continua pelo título em 2018
Sem representantes de times menores, oito clubes ainda brigam pelo título da Copa do Brasil 2018. Apesar da mudança de regulamento, a competição ainda é o caminho mais rápido para a Libertadores da América. O campeão garante vaga direta na competição intercontinental.
Neste ano, Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Grêmio, Santos, Cruzeiro, Bahia e Chapecoense estão nas quartas de final. Nos confrontos, briga de gente grande como Grêmio x Flamengo e Santos x Cruzeiro e de opostos como Corinthians x Chapecoense e Palmeiras x Bahia.
Nestes dois últimos jogos, dois times de menor expressão tentam repetir o feito de desbancar o favorito e quem sabe chegar ao título.
São Paulo ganhou mais um reforço pós-Copa do Mundo: Nenê. Sim, Nenê! Depois de Rojas, que se encaixou rapidamente no ataque, Bruno Peres, que assumiu a vaga do negociado Militão, e Everton Felipe, que estreou com alguns minutos, o destaque do domingo foi o meio-campista.
Nenê está no São Paulo desde janeiro. Depois de uma difícil adaptação com Dorival Júnior, quando era reserva, o jogador de 37 anos deslanchou com Diego Aguirre – atualmente, ao lado de Diego Souza, é o artilheiro tricolor no ano, com 11 gols. Mas estava sumido neste segundo semestre...
No último jogo antes da Copa, Nenê tinha feito dois gols na vitória sobre o Vitória, no Morumbi – relembre aqui. Era o motor do São Paulo, que ainda perseguia a liderança do Brasileirão. Depois disso, incluindo um aumento salarial após proposta recusada do exterior, virou coadjuvante.
Nos sete jogos anteriores à vitória por 3 a 1 sobre o Sport – um deles pela Copa Sul-Americana –, Nenê só participou de um gol, ao bater um escanteio para Anderson Martins abrir o placar contra o Corinthians – relembre aqui. Contra o Cruzeiro, até reclamou com o técnico ao ser substituído.
O que Nenê voltou a fazer na Ilha do Retiro foi procurar a bola. No primeiro tempo, caiu pelo lado esquerdo para formar um triângulo ofensivo com Reinaldo e Everton. No segundo tempo, aproximou-se de Rojas na esquerda, por onde o São Paulo passou a atacar mais.
Mais que o segundo gol tricolor contra o Sport, marcado aos 6 minutos do segundo tempo, Nenê foi o jogador das duas equipes que mais finalizou: quatro tentativas. Além disso, acertou 20 passes e errou apenas um – ele, Diego Souza e Bruno Peres foram os que menos erraram.
Nas próximas duas partidas, o São Paulo precisará propor o jogo. Na quinta-feira, na Argentina, terá que se recuperar da derrota por 1 a 0 para o Colón se quiser continuar na Sul-Americana. No domingo, contra a Chapecoense, no Morumbi, defenderá de novo a liderança do Brasileirão...
Com Nenê sempre perto da bola, as chances do São Paulo se dar bem nessas missões aumenta consideravelmente. Após a vitória sobre o Sport, Aguirre elogiou a maturidade de sua equipe. É certo que a retomada do papel de protagonista pelo meio-campista contribui com isso.
Atual campeão brasileiro, o Corinthians está cada vez mais distante da ponta da tabela de classificação da edição deste ano do campeonato. A derrota por 2 a 1 para a Chapecoense, no domingo, na Arena Condá, fez o time ficar a 12 pontos de distância (38 a 26) do líder São Paulo, que superou o Sport por 3 a 1 no mesmo dia.
“A gente ainda está no primeiro turno”, contrapôs Osmar Loss, técnico do Corinthians. “É claro que os resultados se somam e acabamos ficando mais distantes, mas ainda temos todo um turno para jogar e alcançar o objetivo de estar no bloco de cima do Brasileiro”, acrescentou.
Desde já, contudo, a prioridade do Corinthians são os torneios de mata-mata. Foi por isso que Loss poupou muitos titulares diante da Chapecoense, oponente que reencontrará na noite de quarta-feira, de novo na Arena Condá, agora pela Copa do Brasil.
“Já tiramos o peso da derrota no vestiário. São campeonatos distintos, provavelmente com muitos jogadores distintos na quarta-feira. São decisões de tamanhos diferentes, e o nosso ambiente estará seguro e sólido para buscar a classificação”, assegurou Osmar Loss.
No domingo, o Corinthians também parecia seguro e sólido. Fez um bom primeiro tempo, quando abriu o placar com gol do meia Marquinhos Gabriel. No segundo, porém, caiu sensivelmente de rendimento e acabou vazado por Diego Torres, de falta, e Doffo, já nos acréscimos.
“No intervalo, falamos que o nosso maior inimigo éramos nós mesmos, que não poderíamos relaxar, perder o foco e as linhas de jogo. Infelizmente, o futebol tem essas traições. Mas a Chape também tem méritos pelo jogo que fez no segundo tempo”, analisou Osmar Loss.