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ingbelA seleção belga terminou a primeira fase da Copa do Mundo na liderança do Grupo G. Nesta quinta-feira, os Red Devils, como são apelidados os jogadores da Bélgica, enfrentaram a Inglaterra, em Kaliningrado, e acabaram saindo de campo com a vitória por 1 a 0, graças ao golaço de Januzaj, logo no início do segundo tempo.

Ambas as equipes entraram em campo com muitos reservas. Já classificados às oitavas de final, os dois países tinham apenas de definir quem avançaria como líder da chave. Com a vitória, a Bélgica enfrentará o Japão nas oitavas e, caso supere os asiáticos, poderá enfrentar a Seleção Brasileira em uma eventual quartas de final. Já a Inglaterra enfrentará a Colômbia em seu próximo compromisso no torneio.

Embora o triunfo belga não possa ser considerado uma zebra devido ao grande talento que a seleção comandada por Roberto Martínez detém, o resultado chamou a atenção. Essa foi apenas a segunda vitória da Bélgica na história dos confrontos com a Inglaterra. A última aconteceu em um amistoso, em 1936, quando os Red Devils venceram por 3 a 2.

O jogo – Com suas respetivas formações alternativas, Inglaterra e Bélgica protagonizaram um primeiro tempo bem morno. Embora ambas as equipes tenham tido que lidar com a falta de entrosamento dos atletas em campo, os belgas até conseguiram assustar os rivais ao longo da etapa inicial. Logo aos cinco minutos, Tielemans decidiu experimentar de fora da área e viu a bola cair repentinamente em sua trajetória rumo ao gol, pegando de surpresa o goleiro Pickford, que ainda conseguiu fazer a defesa e jogar para escanteio.

Posteriormente, aos nove minutos, foi a vez de Batshuayi quase deixar o dele. Januzaj cobrou escanteio, Fellaini escorou de cabeça, e o atacante do Borussia Dortmund completou para o gol. Na confusão, a bola acabou escapando das mãos de Pickford, mas o zagueiro Cahill estava ligado na jogada para afastar o perigo em cima da linha.

Sem conseguiu infiltrar com a bola no chão, as equipes seguiam apelando para as bolas aéreas. Aos 26 minutos, novo escanteio para a Bélgica, que assustou os ingleses mais uma vez. Fellaini teve liberdade para matar a bola no peito após cruzamento, dentro da área, e chutar firme. Por sorte, a bola acabou desviando na defesa da Inglaterra, salvando Pickford, que dificilmente chegaria a tempo para defender.

Somente aos 33 minutos a Inglaterra, enfim, esteve próxima de balançar as redes. E foi em uma jogada discreta, não muito elaborada, também fruto de um escanteio. Alexander-Arnold jogou na área e encontrou Loftus-Cheek, que cabeceou pressionado por Dembele e mandou rente à trave direita de Courtois.

Segundo tempo

Já no segundo tempo a seleção inglesa voltou a campo mais esperta. Logo aos dois minutos, Rose cobrou lateral rápido para Rashford. A defesa belga afastaou, mas Vardy recuperou e tocou novamente para o atacante do Manchester United, que tentou bater colocado, no ângulo esquerdo de Courtois, mandando para fora.

A Bélgica, por sua vez, não demorou muito para responder e em cinco minutos foi mais eficiente que em todo o primeiro tempo. Januzaj recebeu pela direita, dentro da área, balançou para cima de Rose e mandou no ângulo inverso, sem qualquer chance para Pickford, abrindo o placar em Kaliningrado.

A Inglaterra teve a grande oportunidade de empatar com Rashford, que recebeu outro passe açucarado de Jamie Vardy e, desta vez, saiu sozinho na cara de Courtois. O atacante tentou tirar do goleiro belga, mas acabou exagerando no arremate, mandando para fora e levando os torcedores ingleses à loucura.

Nos minutos finais, os ingleses ainda tentaram pressionar os adversários em busca do empate e, consequentemente, da classificação em primeiro do grupo, uma vez que possui menos cartões amarelos, porém, não saíram do quase. Aos 37, Welbeck aproveitou a sobra dentro da área e pegou de primeira, mas não contou com a sorte e viu seu arremate ser desviado por Fellaini. Foi a chance derradeira dos campões mundiais em 1966, que enfrentarão a Colômbia, enquanto a Bélgica pegará o Japão.

 

gazeta

alemaanhaA campanha vexatória da Alemanha na Copa do Mundo da Rússia começou a ter suas primeiras consequências poucas horas depois da eliminação precoce e a lanterna do grupo. Diante da repercussão negativa e do enxovalhamento da delegação por parte da imprensa local e dos torcedores, foi publicada nas redes sociais da Federação Alemã uma carta aberta de desculpas ao povo.

“Prezados fãs, estamos nos sentindo tão desapontados quanto vocês. Uma Copa do Mundo só acontece a cada quatro anos, planejamos muito, esperávamos muito mais de nós mesmos. Lamentamos que não tenhamos jogado como campeões mundiais, e por mais doloroso que seja, merecemos estar fora…”, escreveu a entidade local em sua conta no twitter.

Em três jogos, os atuais campeões mundiais venceram apenas um. Depois da estreia com derrota para o México, se recuperaram e conseguiram os três pontos diante da Suécia, por 2 a 1. Na última rodada, um triunfo garantiria a Alemanha nas oitavas de final, porém, os comandados de Joachim Low não cumpriram seu papel, acabaram derrotados para a Coreia do Sul por 2 a 0 e, consequentemente, eliminados.

Mesmo com a campanha ruim, a Federação Alemã fez questão de exaltar a festa vinda das arquibancadas, que acabou não representada dentro de campo pela delegação. “O apoio de vocês foi ótimo, na Alemanha e nos estádios. Em 2014, no Rio de Janeiro, comemoramos juntos. Mas o esporte também possui derrotas e o reconhecimento de quando os adversários são melhores”, ressaltou.

“Felicitamos o México e a Suécia pela classificação e a Coreia do Sul pela vitória de ontem (quarta-feira). Agradecemos à Rússia pela hospitalidade”, finalizou o comunicado.

 

gazeta

Foto: Jewel SAMAD/AFP

braAo contrário dos outros dois estádios em que o Brasil jogou até aqui na Rússia, o do Spartak não tem uma tribuna de imprensa lá no ponto mais alto da arquibancada, mas bem atrás dos bancos de reservas. Dali, a talvez uns dez metros da linha lateral, deu para ver direitinho nesta quarta-feira a melhor atuação da Seleção na Copa do Mundo, a vitória por 2 a 0 sobre a Sérvia.

Deu para comprovar de perto: os sérvios são realmente altos, tema que tinha norteado parte da entrevista de Tite na véspera do jogo decisivo. Entrevista em que o técnico disse (ou previu), com outras palavras, que esse ponto positivo do rival também poderia atrapalhá-lo.

– Com uma altura maior, vai perder alguma coisa. A vida é assim – falou, enquanto olhava sorridente à esquerda para o auxiliar Cléber Xavier, um dos responsáveis por dissecar os rivais.

Foi assim mesmo.

Os grandalhões sérvios levaram a melhor em muitas disputas pelo alto, mas perderam na velocidade. Se perderam nas trocas rápidas de passes e nos lançamentos seguidos de infiltrações pelas costas da defesa. Foi assim que o Brasil chegou na metade inicial do jogo. Gabriel Jesus e Paulinho, duas vezes, apareceram cara a cara com o goleiro. Na última delas, o volante o encobriu e abriu o placar.

Dali da tribuna, pertinho do campo, deu para ver Tite abraçar seu auxiliar e lhe dizer algo depois do gol. A impressão é de que o treinador festejava com seu braço-direito o sucesso de uma jogada estrategicamente pensada e repetida.

Os primeiros minutos do segundo tempo foram os mais nervosos. A Sérvia se lançou em busca da virada e morou na área brasileira um bom tempo. Mas, de novo, a equipe de Tite teve comportamento maduro, de gente grande. "Soube sofrer", uma das expressões da moda.

O golpe final veio quando o Brasil já tinha de volta o controle do jogo, com o reforço de Fernandinho no meio. Curiosamente, um golpe aéreo, em cobrança de escanteio. Thiago Silva, zagueiro que não é dos mais altos – mede 1,83m –, saltou bem mais do que Milenkovic, de 1,95m, para meter a cabeça na bola e marcar o segundo gol.

Até Mladen Krstajic, técnico da Sérvia, se rendeu:

– Nós temos jogadores altos, é verdade. Em algumas situações, tentamos jogadas ensaiadas, tentamos ser uma ameaça. Mas não é que o Brasil tenha jogadores baixos na defesa. O Brasil demonstrou disciplina.

Classificada, a seleção brasileira encara o México nas oitavas de final. O duelo será na próxima segunda-feira, em Samara.

 

GE

Com um futebol ofensivo e não limitada apenas aos contra-ataques e ao jogo aéreo, a Suécia arriscou e foi premiada. Venceu o México bem, por 3 a 0, nesta terça-feira, em Ecaterimburgo, e se classificou às oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia. Apesar do revés, os mexicanos também vão ao mata-mata.

Com a derrota por 1 a 0 da Alemanha para a Coreia do Sul, que eliminou os atuais campeões mundiais, os suecos avançaram na primeira colocação do Grupo F com os mesmo seis pontos que o México mas na frente por ter saldo de gols superior. Agora, a equipe nórdica aguarda o segundo colocado do Grupo E, o do Brasil, para saber quem enfrenta na próxima fase. O confronto será na próxima terça-feira, às 11 horas (de Brasília), em São Petersburgo.

Apesar da dura derrota nesta terça, o México também foi às oitavas em razão da derrota da Alemanha. Passar pela fase de grupos novamente não costuma ser um problema à seleção mexicana. A grande questão é o que vem depois. Nos últimos seis Mundiais, os mexicanos não conseguiram avançar nas oitavas de final. A última vez que a seleção da América do Norte seguiu às quartas foi na Copa de 1986, disputada em casa. Na ocasião, caiu para a Alemanha.

Na Rússia, a seleção de Osorio e Chicharito tentará quebrar esse tabu e a sina de que "o México joga como nunca e perde como sempre", contra o primeiro colocado da chave do Brasil, que pode ser a seleção brasileira, a Suíça ou ate mesmo a Sérvia. O confronto será na segunda-feira, às 11 horas (de Brasília), em Samara.

Jogando um futebol de alto nível, a Suécia deixou o pragmatismo de lado para atacar e conseguir o triunfo com méritos. Passou em branco no primeiro tempo mas balançou as redes três vezes na etapa final. Augustinsson abriu o placar aos cinco minutos, Granqvist ampliou de pênalti aos 16 e o mexicano Álvarez, em um lance bizarro, marcou contra para selar a vitória sueca.

 

Msn