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abelNa quarta-feira, os times de Abel Braga e Fernando Diniz se enfrentarão pela terceira vez em 41 dias e, desta vez, o clássico vale vaga na decisão da Taça Rio. Flamengo e Fluminense já são, historicamente, "adversários íntimos" e, para o próximo clássico no Maracanã, os treinadores podem procurar alternativas a fim de surpreender o rival. Por ter feito a melhor campanha do Grupo B, o Tricolor das Laranjeiras entrará na semifinal com a vantagem do empate.

Depois de um jogo com os titulares e outro praticamente só de reservas, Diniz deve ter novamente à disposição seus principais jogadores. Nas duas partidas, o Flu contou com uma característica para tentar derrubar o adversário: a luta até o final. Se no primeiro jogo isso resultou no gol de Luciano nos acréscimos, no último encontro foram dois gols na parte final do confronto para colocar mais emoção no duelo.

O "fato diferente", portanto, pode ter ligação com alguns jogadores chamando a responsabilidade e, com isso, fazendo valer a raça ao invés do talento rubro-negro. A utilização de Everaldo e Luciano, que vivem boa fase, pode novamente ser importante, mas o principal nome é Paulo Henrique Ganso, que ficou sumido no domingo, mas pode fazer a diferença.

A equipe a ser mandada a campo por Abel Braga ainda é uma incógnita. A presença dos titulares passará pela avaliação médica dos atletas, que disputaram o clássico no último domingo e, na próxima semana, fazem o terceiro jogo da fase de grupos da Libertadores. Valendo a liderança do Grupo D, o Flamengo recebe o Peñarol, do Uruguai, no Maracanã no dia 3 de abril.

Assim, o Flamengo pode atuar com uma equipe alternativa. Se não deve contar com os estrangeiros convocados - apenas Arrascaeta, que retorna da China nesta terça, terá a participação avaliada -, Abel pode ter os "reforços" de Vitinho e Rhodolfo. O atacante e o zagueiro já trabalham sem limitações com o grupo.

 

Lançe

Fotos: Alexandre Vidal/CR.F. e Mailson Santana/F.F.C

selçDepois de decepcionar ao empatar com o Panamá, no último sábado, a Seleção Brasileira espera ter um desempenho melhor na partida amistosa desta terça-feira, às 16h45 (de Brasília) diante da República Tcheca, na Eden Arena, em Praga. As duas equipes não se enfrentam há 21 anos e se depender do retrospecto, o Brasil tem grandes chances de alcançar a reabilitação.

Segundo dados da CBF, já aconteceram 17 jogos entre Brasil e Tchecoslováquia, país que deixou de existir em 1992 e foi dividido entre República Tcheca e Eslováquia. No confronto, a Seleção Brasileira conquistou nove vitórias, seis empates e duas derrotas, marcando 27 gols e sofrendo 14. Na última partida, válida pela Copa das Confederações, o Brasil venceu por 2 a 0, em jogo disputado na Arábia Saudita.

Para tentar melhorar o rendimento da equipe da CBF, o técnico Tite deve fazer, pelo menos, seis alterações em relação ao time que empatou com o Panamá.
O treinador garantiu que as mudanças que fará na equipe nada tem a ver com o empate no jogo diante dos panamenhos. Segundo Tite, as alterações já estavam previstas porque ele pretende usar os amistosos para observar os convocados, já pensando na disputa da Copa América. A defesa inteira foi alterada, inclusive com a entrada do goleiro Alisson no lugar de Ederson. Na zaga, a nova dupla será Marquinhos e Thiago Silva, companheiros de Paris Saint-Germain, nos lugares de Miranda e Éder Militão. Nas laterais, Fagner e Alex Telles ficarão no banco, com Danilo e Alex Sandro no time principal.

Outra modificação em relação ao time que empatou no último jogo é a entrada do volante Allan no lugar de Arthur. Casemiro segue como capitão da equipe por determinação da comissão técnica.
No setor de ataque, o treinador da Seleção Brasileira decidiu pela manutenção de Lucas Paquetá e Richarlison, muito elogiados pelo desempenho diante dos panamenhos. Tite chegou a testar Everton, do Grêmio, na vaga de Richarlison, mas acabou optando pelo atacante revelado pelo América-MG e que se destacou no Fluminense.

A República Tcheca não atravessa boa fase. O time perdeu três das últimas cinco partidas, e o último resultado foi desastroso. Na estreia nas Eliminatórias da Eurocopa 2020, os tchecos foram goleados pela Inglaterra por 5 a 0, o que fez aumentar as críticas ao trabalho do técnico Jaroslav Šilhavý. Ele ainda não divulgou a equipe que vai enfrentar o Brasil, mas deixou a entender que vai repetir a escalação do último jogo, por entender que a equipe é a mais competitiva que pode escalar no atual momento.

 

gazeta

Foto: Lucas Figueiredo/CBF

palO centroavante Miguel Borja não vive uma de suas melhores fases com a camisa do Palmeiras. Rumo ao 100º jogo com a camisa do clube alviverde, o colombiano ganhou a concorrência do jovem Arthur Cabral por uma vaga entre os titulares do técnico Luiz Felipe Scolari na partida contra o Novorizontino.

Em 12 jogos nesta temporada, Borja marcou três gols e vem desperdiçando grandes oportunidades seguidamente, como fez na última partida. Após substituir o colombiano em Novo Horizonte, Arthur Cabral balançou as redes logo na estreia e ganhou moral na briga pela titularidade.

Contratado após se destacar pelo Atlético Nacional, Borja fez uma temporada abaixo do esperado em 2017. No ano passado, no entanto, o colombiano enfim ganhou terreno e terminou como artilheiro do Campeonato Paulista e da Copa Libertadores. Com 20 gols, foi o goleador do time alviverde em 2018.

Vinculado ao Palmeiras até 2022, Miguel Borja acumula um total de 33 gols em 99 partidas. Ele ocupa o 86º posto na lista de artilheiros do clube (ao lado de Gabardo) e o sexto lugar no ranking de goleadores estrangeiros – recentemente, ultrapassou o compatriota Muñoz como recordista entre os colombianos.
Deyverson, alternativa para o técnico Luiz Felipe Scolari no comando de ataque, se recupera de lesão. Assim, a briga pela posição fica entre Borja e Arthur Cabral. Outra possibilidade é adiantar o versátil Ricardo Goulart, que prefere jogar atrás do centroavante.

O jogo entre Palmeiras e Novorizontino está marcado para as 21 horas (de Brasília) desta terça-feira, no Estádio do Pacaembu. Após empate por 1 a 1 no interior, o time que vencer garante presença na semifinal e nova igualdade leva a decisão aos pênaltis.

 

gazeta

Foto: Cesar Greco/divulgação

Tite aproveitou a entrevista na véspera do amistoso contra a República Tcheca para rever sua posição sobre a atuação da seleção brasileira no empate de 1 a 1 do último sábado, com o Panamá. Naquela oportunidade, ele havia dito que o primeiro tempo havia sido ruim, o segundo dentro do esperado, e reprovado o resultado. Dessa vez, ele simplificou:

– No jogo contra o Panamá, talvez eu não tenha deixado claro: jogou mal e empatou. A projeção do técnico era jogar bem e vencer.

Bastante tranquilo ao lado do capitão Casemiro e do auxiliar Sylvinho, que roubou a cena na parte final da entrevista, Tite também comentou as críticas recebidas nos últimos dias. Uma das principais é pela manutenção de Philippe Coutinho, que não tem conseguido boas atuações pela Seleção.

– Corro todos os riscos, inclusive esse (escalar o Coutinho). Tomada de decisão é em cima de um trabalho desenvolvido, daquilo que se pensa. Mas eles são inevitáveis. E esses riscos, essa pressão são inevitáveis do cargo. O que tem que ter é coerência. E coerência nesse caso é dar trabalho a ele, repetir a formação e ter tempo. Futebol é fundamentalmente na prática, no exercício, repetição.


O técnico também falou sobre Philippe Coutinho, que não teve boa atuação contra o Panamá e não vem atravessando boa fase no Barcelona.

– Eu corro todos os riscos. A tomada de decisão é em cima de um trabalho desenvolvido, de saber desse processo de renovação para depois irmos à Copa América. São inevitáveis. Temos que ter coerência e, em relação ao Coutinho, é dar o trabalho, montar de novo a equipe, repetir o padrão com o Paquetá e o Casemiro. Futebol é teoria em partes, mas é fundamentalmente na prática.
Veja outras respostas de Tite:
Mudanças para enfrentar a República Tcheca
– A linha de quatro com o Alisson já estava montada. O processo ofensivo de criação é mais difícil de acontecer, precisa de improviso, saber os movimentos, mas esse é o momento de dar oportunidade ao Allan, que tem característica diferente. De repetir Coutinho e Paquetá, Firmino, Richarlison. Para manter certa coerência.

Críticas a ele e apoio dos atletas
– Todas as críticas de caráter técnico, tático, físico e emocional eu não tenho que contrapor. São ideias de futebol, pontos de vista, óticas, é normal e natural. Temos que conviver. Os atletas não jogam pelo técnico, jogam pela seleção brasileira.

Número de substituições no amistoso de terça
– Na Inglaterra, em novembro, o Sylvinho me aconselhou a não colocar o Dedé porque ele estava frio, faltavam 10, 12 minutos, num gramado em condições difíceis. Eu pedi desculpas a ele no fim porque estava programada uma série de substituições. Ele ia errar, mas iam dizer que dei oportunidade a ele. Era melhor não dar, não lavar minhas mãos, dizer que ele jogou e falhou. Certa ou errada, há uma ideia.

Erro contra o Panamá
– Cometi um erro no segundo tempo: tirei o Richarlison que estava bem por fora e tentei uma dupla de atacantes mais pesada, com ele por dentro ao lado do Gabriel Jesus. Tirei ele do jogo.

Veja as informações da seleção brasileira para o amistoso contra a República Tcheca

Local: Eden Arena, em Praga
Data e horário: terça-feira, às 16h45 (de Brasília)
Escalação: Alisson, Danilo, Marquinhos, Thiago Silva e Alex Sandro; Casemiro; Allan, Paquetá, Coutinho e Richarlison; Firmino. Técnico: Tite
Reservas: Ederson, Weverton, Fagner, Militão, Miranda, Alex Telles, Fabinho, Arthur, Felipe Anderson, Everton, David Neres e Gabriel Jesus
Arbitragem: Ovidiu Hategan, auxiliado por Octavian Sovre e Sebastian Gheroghe, todos da Romênia

 

GE