O empresário de Thiago Neves, Leandro Lima, saiu em defesa do jogador e atacou a diretoria do Cruzeiro, acusando-a de usar o jogador para desviar o foco da imprensa para os reais problemas do clube, como a má administração e a crise financeira, que tem afetado os pagamentos de salários do elenco.
Leandro Lima postou uma mensagem em seu perfil no Instagram rechaçando o corpo diretivo da Raposa após o afastamento do jogador, na segunda-feira, 2 de dezembro.
-Jogada de mestre da diretoria do Cruzeiro! Para tirar o foco de uma administração fracassada, inadimplente e irresponsável... “bota na conta” do protagonista dos títulos de 2016, 2017, 2018 e 2019. Deu certo! A mídia só fala no TH10 ao invés da crise institucional do time da Toca da Raposa! Força irmão…-postou o agente.
Leandro Lima cometeu um equívoco na postagem, pois Thiago Neves não estava no elenco do Cruzeiro em 2016, chegando ao clube em . Ele chegou ao clube em 2017, sendo campeão da Copa do Brasil (2017 e 2018) e Mineiro (2018 e 2019).
A postagem também foca sua crítica à atual gestão, no caso Zezé Perrella, que comanda o futebol, mas não menciona Itair Machado, que foi demitido do clube e foi um dos pivôs das denúncias contra a Raposa. Itair é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público por irregularidades financeiras.
Se nesta segunda tricolores e alvinegros se uniram ao vascaínos para torcer pelo time de São Januário na partida contra o Cruzeiro, agora é cada por si. Embora tenham passado boa parte do segundo turno na luta contra o rebaixamento, os clubes chegam ao fim do Brasileiro com a possibilidade de garantir uma vaga na Sul-Americana. Só que, agora que o risco de degola ficou para trás, todos voltam a ser rivais.
Com 42 pontos, Botafogo e Fluminense ainda podem chegar aos 48. Com isso, têm como principais concorrentes o Vasco e o Atlético-MG. Além de um ao outro, claro.
Para os alvinegros, que visitam o Galo na quarta, no Mineirão, a missão é um pouco mais fácil. Não apenas pelo confronto direto. Mas porque já ocupam, hoje, uma das vagas para a Sul-americana. Logo, basta vencer seus dois jogos. Na última rodada, o adversário é o Ceará, no Nilton Santos.
— Temos outra final na quarta-feira — afirmou o técnico do Botafogo Alberto Valentim, resumindo o sentimento em relação ao jogo contra os mineiros.
Em caso de tropeço no Mineirão, o secador terá que entrar em ação. Além de vencer os cearenses, os comandados de Alberto Valentim precisarão torcer para que o Fluminense não vença o Fortaleza, também na quarta, e o Corinthians, no domingo.
Nas Laranjeiras, a missão é mais difícil. Vencer os dois próximos compromissos não é suficiente. Além disso, os tricolores precisam que ao menos uma dessas combinações ocorra: o Vasco não somar mais do que um ponto (contra Bahia, fora, e Chapecoense, em casa), o Atlético-MG não vencer mais nenhum jogo (contra Botafogo e Internacional) e o Alvinegro não ganhar um das duas partidas que terá pela frente (Galo e Ceará).
Após vencer o Brasileirão e a Copa Libertadores pelo Flamengo, Jorge Jesus ainda tem sua situação indefinida para 2020, o que gera muita especulação sobre se seguirá no clube carioca ou se partirá para um novo desafio. O técnico português falou sobre o assunto e negou que o desfecho do Mundial de Clubes deste ano irá ter alguma influência na decisão que vai tomar sobre seu futuro.
"A minha decisão não vai ser tomada em função desse jogo. Até porque eu tenho contrato com o Flamengo até maio, apesar de haver alguma especulação em torno do meu futuro", disse em entrevista ao jornal Correio da Manhã, de Portugal.
O técnico admitiu que ainda tem o sonho de vencer um grande título no futebol europeu.
"Sim, mas eu sei que isso só abrange 6 ou 7 equipes na Europa. Só essas é que te dão a possibilidade de ser campeão europeu. Sou mais fã de dois campeonatos, que não são os preferidos da maioria das pessoas. Sou mais fã dos campeonatos Espanhol e Italiano do que do Inglês. Todos querem treinar na Inglaterra, mas, se der, prioridade é a Espanha."
Talvez também pela língua, porque estou muito habituado a falar com jogadores que falam espanhol. Por isso, seria mais fácil para mim. Mas não quero fazer previsões, até porque estou muito feliz no Flamengo", seguiu.
A tentativa do Cruzeiro de escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro se tornou mais complicada nesta segunda-feira. Em São Januário, na conclusão da 36ª rodada, perdeu por 1 a 0 para o Vasco, que marcou com Guarín logo nos minutos iniciais. Assim, o time mineiro não depende mais das suas forças para evitar a queda.
A derrota manteve o Cruzeiro com 36 pontos, na 17ª colocação, a dois do Ceará, o primeiro clube fora da zona de rebaixamento. Como Avaí e Chapecoense já caíram, as duas quedas restantes estão entre o clube mineiro, o cearense e o CSA, que está com 32 e chances remotas de escapar da degola.
O Cruzeiro voltará a jogar na quinta-feira, quando vai visitar o Grêmio. Já no domingo, encerrará a sua participação no Brasileirão contra o Palmeiras, no Mineirão. Mas corre o risco de cair ainda no meio de semana.
A vitória levou o Vasco aos 47 pontos, em 12º lugar, próximo da classificação à Copa Sul-Americana de 2020. Nas rodadas finais, o time visitará o Bahia, na Fonte Nova, e receberá a Chapecoense, domingo.
Com São Januário lotado pelo seu torcedor, o Vasco não se importou com a tensão do Cruzeiro, que estreou o técnico Adilson Batista. Ainda que o início da partida tenha sido marcada por alguns lances ríspidos, logo se impôs e abriu o placar na sua primeira oportunidade. Foi aos nove minutos, quando Andrey, a surpresa na escalação do técnico Vanderlei Luxemburgo, arrancou em contra-ataque e rolou Guarín, que chutou forte e rasteiro da grande área, fazendo 1 a 0.
O Vasco tinha a partida sob controle e a sua situação poderia ter ficando ainda melhor quando o árbitro Wilton Pereira Sampaio marcou pênalti para a equipe carioca após disputa de Marrrony com Cacá. Mas quando Pikachu já estava preparado para executar a cobrança, o lance foi revisado no VAR, com o pênalti sendo cancelado.
O alívio parece ter dado um respiro ao Cruzeiro, que, mesmo desorganizado, cresceu no fim do primeiro tempo e teve duas oportunidades para empatar o jogo. Na primeira delas, aos 34 minutos, Joel não conseguiu completar para as redes um chute cruzado de Ederson. Já aos 40, Ariel Cabral cabeceou com perigo e para fora após cobrança de escanteio de Egídio.
SEGUROU! A reação no fim do primeiro tempo não evitou que Adílson mudasse o time após o intervalo, com as entradas de Fred e Marquinhos Gabriel nos lugares de Ederson e Joel. Só que o time seguiu tendo dificuldades, tomando decisões erradas, pelo nervosismo dos seus jogadores. O Cruzeiro, eventualmente, conseguia chegar com perigo, como em um cabeceio de Fred defendido por Fernando Miguel aos 14 minutos, e em uma perigosa cobrança de falta de Egídio aos 20.
Para isso, também pesava a queda de rendimento do Vasco, especialmente na marcação do seu meio-campo, que dava mais espaços, embora, quando tinha a posse de bola, Guarín distribuía o jogo com qualidade, o que rendia chances eventuais. Só que o recuo do time da casa rendeu pressão do time mineiro nos minutos finais.
Na melhor chance, aos 40, Fred recebeu na área, girou deu passe para Marquinhos Gabriel, que chutou mal e cruzado. Ezequiel ainda se jogou na direção da bola para tentar desviá-la, mas não teve êxito. Assim, o Cruzeiro se afundou na zona de rebaixamento do Brasileirão.