O Instituto Federal do Piauí (IFPI), torna público edital para processo seletivo de professor formador para atuar no Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (PARFOR). As inscrições serão realizadas no período de 5 a 9 de novembro.
Estão sendo oferecidas vagas nas áreas de Ciências Biológicas, Matemática e Química, nos campi Floriano, Parnaíba, Picos, Piripiri e Teresina central. Podem concorrer professores do quadro permanente do IFPI em efetivo exercício em sala de aula, professor do quadro permanente do IFPI que esteja cursando Pós-Graduação Stricto Sensu sem bolsa das agências de fomento, professor aposentado pelo IFPI (no caso de não haver preenchimento das vagas com os professores do quadro permanente) e professor do quadro provisório do IFPI (caso não haja preenchimento de vagas com os professores mencionados).
Os candidatos devem apresentar no ato da inscrição cópias de documentos que comprovem a experiência docente no ensino superior ou a vinculação a programas de pós-graduação de mestrado ou doutorado, termo de disponibilidade de tempo para atuar no Programa e demais documentos comprobatórios de títulos. A seleção será realizada através de análise de curriculum.
Depois de mais de três décadas sem entrar em uma sala de aula, Sílvia Rabello, 57 anos, mantém a animação dos jovens estudantes e o desejo de fazer diferente assim que concluir o curso de artes plásticas, na Universidade Estácio de Sá, no Rio de Janeiro. O entusiasmo é gerado pela força de quem ficou fora do ambiente escolar, em decorrência da maternidade e dos afazeres domésticos, e de quem, com esforço próprio, conquistou o sonho de ingressar na universidade.
— Há dois anos entrei em um supletivo e, depois de dois meses, me inscrevi no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Não precisei fazer o vestibular, consegui passar com a minha nota.
Silvia contou ela que largou os estudos sem concluir o ensino médio. Antes de entrar na faculdade, Silvia já pintava quadros e vendia para arquitetos que trabalhavam com decoração de interiores. Agora, se prepara para uma nova fase em sua carreira, assim que receber o diploma.
Para quem vai fazer o exame no próximo fim de semana, a dica da artista plástica é se dedicar à leitura.
— A prova é muito próxima do cotidiano e adaptada à realidade do nosso país. Fiquei muito impressionada com meu desempenho no Enem. O que me ajudou muito foi a redação, que vale 50%. Eu não sabia que tinha armazenado tanta informação ao longo desses anos e não achava que ia passar.
A redação é o momento que mais gera expectativa entre os participantes do Enem. A nota representa 50% do resultado total do exame. Na edição deste ano, marcada para o fim de semana (3 e 4 de novembro), em que 5,7 milhões de pessoas vão fazer as provas, as regras de correção mudaram.
Mas as principais dicas para a redação, na opinião de quem já fez o exame, continuam as mesmas de anos anteriores. O estudante João Pedro de Souza Pena Barbosa que conseguiu vaga no curso de direito de duas instituições federais UFG (Universidade Federal de Goiás) e UFU (Universidade Federal de Uberlândia ) com a nota que conquistou no Enem do ano passado.
— A redação é o principal ponto do exame e precisa ser bem escrita, sem rebuscamento, mas bem estruturada e argumentativa.
João Pedro conta que fazia duas redações por dia, além dos textos já exigidos pelos professores do 3º ano.
O estudante, que por processo de transferência hoje cursa direito na USP (Universidade de São Paulo), afirma que conseguiu os resultados que esperava com o Enem. João Pedro ainda complementa as dicas para quem vai fazer a prova pela primeira vez:
—Leitura é essencial e o ponto-chave do Enem, que não exige tantas questões com fórmulas, como nos vestibulares que tem surpresas e pegadinhas. O Enem é mais justo e mais interessante, mas [o aluno] precisa ter leitura, estar antenado em jornais e buscar técnicas de leitura dinâmica.
O professor de redação, literatura e língua portuguesa do Colégio Militar de Brasília Leandro Batista da Silva faz coro às dicas de quem já prestou o exame e reforça que os candidatos devem estar atualizados e acompanhar as notícias divulgadas em jornais e revistas.
—É uma prova que visa a perceber como o aluno interage com o mundo que o rodeia e como ele lida com as questões desse mundo”, acrescentando que é preciso atenção às competências exigidas: articulação de ideias, coesão e coerência, gramaticalidade, progressão temática e argumentação.
Para ele, o tempo extra no segundo dia de prova (uma hora e meia a mais) é suficiente para que os candidatos produzam um bom texto e destaca o exame do ano passado, quando o tema proposto era o universo das redes sociais e a internet.
—O que é mais válido é que o aluno tenha atenção durante a escrita da sua redação. Geralmente a redação [do Enem] está vinculada aos textos motivadores de toda a prova. Então todos os textos que o aluno for lendo ao longo da prova já vão servir de embasamento, destacou.
O professor alerta, entretanto, que “os alunos não podem reproduzir os trechos dos textos motivadores”.
Para os participantes que consideram a redação como o “bicho-papão” do exame, a dica do professor é seguir o modelo clássico do padrão dissertativo-argumentativo.
—O aluno deve apresentar a tese no primeiro parágrafo, citar três argumentos e, nos três parágrafos seguintes, desenvolver esses argumentos, ampliando as informações e fazer a conclusão apresentando sua proposta de intervenção.
A sugestão do especialista para os mais inseguros é começar a prova pelas questões objetivas e, só depois, redigir um rascunho da redação. Em seguida, deve marcar o cartão de respostas da parte objetiva e só então passar a redação a limpo.
—O aluno precisa ter cuidado com pontuação, concordância e regência e isso ele só consegue fazendo uma releitura do texto.
O Pará e noventa e seis municípios de vários outros estados serão beneficiados nessa semana com recursos do governo federal para a edificação de escolas de educação infantil e a construção ou adequação de quadras esportivas escolares. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) fez a transferência de R$ 24,6 milhões na segunda-feira, 29, e os recursos devem estar disponíveis nas contas dos beneficiados nesta quarta-feira, 31.
Do total repassado, R$ 18 milhões destinam-se à construção de creches do Proinfância em 60 municípios. Entre os beneficiados, destaque para a cidade paranaense de Ponta Grossa, que receberá R$ 2,3 milhões.
Para a construção de quadras esportivas cobertas ou para a edificação de cobertura em quadras já existentes, foram repassados R$ 6,6 milhões para 40 municípios e para o Estado do Pará. Quatro cidades vão receber recursos para as duas ações: Sinop (MT), Rondon do Pará (PA), Conceição (PB) e Jaú (SP).
Veja a lista de beneficiados com recursos paracreches e quadras
A equipe técnica do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), eixo Gerenciamento de Rotinas, realizou na manhã desta quarta, 31, a reunião que definiu os pontos a serem discutidos na elaboração do Plano de Intervenção das Gerências Regionais de Educação (GREs). O evento para criação do Plano acontece em novembro, que deve propor mudanças significativas em todas as estruturas educacionais.
O PNUD é um programa de cooperação técnica entre Secretaria de Estado da Educação e Cultura (Seduc), Nações Unidas e o Ministério da Educação (MEC). Desde 2011, está sendo elaborado por especialistas em educação destas instituições que criaram o "Projeto Travessia: a Educação em Passos Largos". Este, após analisar realidade local referente a cada uma das 19 ações contempladas, promete mudar estrutural e gerencialmente a educação pública do Piauí.
Segundo Gilson Moraes, coordenador do eixo Gerenciamento de Rotinas, a cooperação técnica tem como foco o fortalecimento institucional das secretarias estadual e municipais de educação.
"O Governo do Piauí realizou essa parceria para promover a melhoria das condições de oferta e qualidade da Educação Básica do Estado do Piauí. O Projeto está sendo desenvolvido em 6 etapas, com 19 equipes envolvendo 157 servidores da Seduc e das Gres", destaca o Coordenador.