Instrumento criado em 2010 para democratizar ainda mais o acesso ao ensino superior, ao dispensar o papel do fiador para contratar o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (Fgeduc) já é utilizado como garantia em mais de 240 mil contratos de crédito firmados desde 2010. Esse número equivale a 41% do total de financiamentos concedidos no período.

 

Apenas este ano, mais de 190 mil estudantes contrataram financiamentos do Fies com a garantia do Fgeduc, número que representa 53% dos contratos firmados em 2012. O valor total dos financiamentos formalizados sem fiador chega a R$ 8,6 bilhões, sendo que R$ 1,9 bilhão já foi devidamente utilizado.

 

“Com o Fgeduc, o Fies se consolidou como uma das principais políticas de democratização do acesso de estudantes de baixa renda ao ensino superior”, afirma Antônio Corrêa Neto, diretor de Gestão de Fundos e Benefícios do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), agente operador do Fies. “Em 2010, quando foi lançado o Fgeduc, 1,7 mil contratos foram firmados com essa nova garantia. Em 2011, esse número passou para 49 mil e agora, em 2012, mais da metade dos contratos firmados tem a garantia do fundo”, completa o diretor.

 

Estudantes com bolsa parcial do Programa Universidade para Todos (ProUni), de cursos de licenciatura ou com renda familiar mensal bruta per capita de 1,5 salário mínimo podem recorrer ao Fgeduc, mas é necessário que a faculdade tenha aderido ao Fies e ao fundo garantidor. Atualmente, 1.047 mantenedoras de instituições de ensino superior participam do Fies, sendo que 466 já aderiram ao Fgeduc, totalizando 756 instituições que utilizam o fundo.

 

Ascom/FNDE

Os estudantes que perderam o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), aplicado no último domingo, 25, terão entre 28 de novembro e 11 de janeiro de 2013 para apresentarem seu pedido de dispensa da prova, obrigatória para conseguir o certificado de conclusão do curso superior. O prazo foi fixado em portaria publicada na edição desta quarta-feira, 28, do "Diário Oficial da União", e o pedido deve ser feito diretamente na instituição de ensino.

 

O pedido será analisado na própria instituição de ensino e, caso seja indeferido, o estudante poderá, entre 12 e 31 de janeiro de 2013, solicitar a dispensa diretamente no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

 

De acordo com o Inep, 587.351 estudantes estavam habilitados e inscritos para o Enade, mas 118.056 deles deixaram de comparecer à prova. O índice de abstenção foi de 20,1%.

 

Porém, para conseguir a dispensa, o estudante deverá justificar sua falta de acordo com os motivos previstos em lei. Segundo portaria do MEC, os motivos aceitos são "de saúde, mobilidade acadêmica ou outros impedimentos relevantes de caráter pessoal, devida e formalmente justificados perante a instituição". Quem não fez a prova e justificou a ausência terá no histórico escolar a menção "estudante dispensado de realização do Enade, por razão de ordem pessoal".

 

Sobre a prova

O Enade tem o objetivo de aferir o rendimento dos alunos dos cursos de graduação. Na edição de 2012, os universitários fizeram a prova para avaliar os cursos de bacharelado em administração, ciências contábeis, ciências econômicas, comunicação social, design, direito, psicologia, relações internacionais, secretariado executivo e turismo, além dos cursos superiores tecnologia em gestão comercial, gestão de recursos humanos, gestão financeira, logística, marketing e processos gerenciais.

 

De acordo com o Inep, o menor índice de abstenção foi entre estudantes de psicologia (11,2%), e o maior foi de tecnologia em marketing (31%).

 

Ainda de acordo com o órgão, a única ocorrência registrada foi um proglema de falta de energia na Uniderp, de Campo Grande (MS), no horário da prova (veja no vídeo ao lado).

 

Dos estudantes inscritos nesse local, 1.779 fizeram a prova e 126 assinaram a lista de presença, sendo liberados da prova. A assinatura da lista de presença garante aos alunos a continuidade do processo e o recebimento do diploma.

 

G1

 

A Universidade Estadual do Piauí (UESPI) através da Pró-Reitoria de Ensino e Graduação (PREG) divulga o Resultado Final referente uespiflo27112012à Seleção de Professores para o Quadro Provisório da UESPI no Campus “Dr.ª Josefina Demes” de Floriano-PI conforme Aditivo VIII ao Edital PREG nº 008/2012, na área de Administração (40h) e Ed. Física (40h).

 

 

Resultado final Ed. Física

 

Resultado final Administração (1)

 

 

Uespi

O Brasil ficou na penúltima posição em um índice comparativo de desempenho educacional feito com dados de 40 países. O ranking, divulgado nesta terça-feira, 27, pela Pearson Internacional, faz parte do projeto The Learning Curve (Curva do Aprendizado, em inglês) e mede os resultados de três testes internacionais aplicados em alunos do 5º e do 9º ano do ensino fundamental. A Finlândia e a Coreia do Sul ficaram com os dois primeiros lugares do topo. Já o Brasil só ficou à frente da Indonésa.

 

Veja o Ranking Global de Habilidades Cognitivas e Realizações Educacionais

1. Finlândia
2. Coreia do Sul
3. Hong Kong
4. Japão
5. Cingapura
6. Grã-Bretanha
7. Holanda
8. Nova Zelândia
9. Suíça
10. Canadá

11. Irlanda
12. Dinamarca
13. Austrália
14. Polônia
15. Alemanha
16. Bélgica
17. Estados Unidos
18. Hungria
19. Eslováquia
20. Rússia

21. Suécia
22. República Tcheca
23. Áustria
24. Itália
25. França
26. Noruega
27. Portugal
28. Espanha
29. Israel
30. Bulgária

31. Grécia
32. Romênia
33. Chile
34. Turquia
35. Argentina
36. Colômbia
37. Tailândia
38. México
39. BRASIL
40. Indonésia

 

Os dados saíram do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês), do documento Tendências em Estudo Internacional de Matemática e Ciência (TIMSS) e do Progresso no Estudo Internacional de Alfabetização (PIRLS) que compreendem o aprendizado de matemática, leitura e ciência dos alunos.

 

O Índice Global de Habilidades Cognitivas e Realizações Educacionais, segundo a Pearson, compara os países dividindo-os em duas categorias de ensino: habilidades cognitivas e nível de escolaridade, e ajuda a identificar possíveis fontes de boas práticas.

 

O desempenho de cada país mostra se ele está acima ou abaixo da média calculada a partir dos dados de todos os participantes. Segundo os dados divulgados nesta terça, 27 dos 40 países ficaram acima da média, enquanto 13 estão abaixo do valor mediano. Os países ainda foram divididos em cinco grupos, de acordo com a sua distância da média. O Brasil, que teve pontuação de -1.65, foi incluído no grupo 5, onde estão as sete nações com a maior variação negativa em relação à média global. 

 

 

G1