Soja e ceras vegetais são responsáveis por mais de 82% das exportações do Piauí no período de janeiro a novembro de 2013, segundo balanço divulgado, na última quarta-feira, 18, pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.
A seca, que este ano atingiu todo o estado, comprometeu o desempenho, principalmente pela queda na produção de grãos nos cerrados. Mesmo assim, a soja se mantém como o principal produto de exportação do Piauí, bem à frente do segundo colocado.
O algodão, que teve sua área plantada reduzida, é o terceiro produto em exportação, mas sua participação representa apenas 7,54% do volume total. Pilocarpina, com 2,67%, milho, com 2,63%, e mel natural, com 1,24%, fecham a lista dos principais produtos exportados no período.
Até agora, as exportações do Piauí somaram US$155,266 milhões. Só de soja, foram vendidos cerca de 165,953 milhões de quilos, que renderam US$89,2 milhões. De ceras vegetais foram vendidos 6,178 milhões de quilos, que custaram US$38,882 milhões.
Em 2013, o melhor desempenho das exportações do Piauí foi no mês de outubro, com US$22,821 milhões. O segundo melhor resultado foi em maio, com US$21,822 milhões. Em janeiro de 2014, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio fecha e divulga o balanço do ano.
Na madrugada desta quarta-feira, 18, por volta das 3:40h, o autônomo identificado como João Francisco Soares Monte, 34 anos, conhecido por João Tranqueira, foi assassinado como um tiro na altura do peito esquerdo no município de Sigefredo Pacheco.
O acusado do crime foi identificado como Luis Neto, que evadiu- se do local em uma motocicleta. Segundo o delegado Igor Gadelha, a moto foi encontrada e o homem pode estar escondido numa região conhecida como Ipueira do Brasão, nas divisas dos municípios de Sigefredo Pacheco com Juazeiro do Piauí.
João trabalhava como mototaxista e era proprietário de motos que alugava por tempo determinado. Informações não confirmadas dizem que João Tranqueira tinha ido cobrar uma dívida de Luis Neto, houve a discussão e João sacou um revólver. Ao ver a arma na mão do oponente, Luis partiu pra cima tomou-a e disparou o tiro mortal.
Os policiais descobriram que além de matar o autônomo, Luis Neto roubou todo dinheiro que estava na carteira do mesmo. O Delegado Dr. Igor Gadelha, disse que está configurado o crime de latrocínio, roubo seguido de morte.
O corpo de João Tranqueira ficou no local até quase nove horas da manhã, quando policiais fizeram a remoção para o Hospital Municipal Nilo Lima. O médico plantonista fez o encaminhamento para o Instituto Médico Legal (IML) de Teresina para que os peritos liberem o laudo da autopsia à família.
A Eletrobras Piauí confirmou nesta quarta-feira, 18, a anulação do concurso público realizado no dia 10 de novembro. O certame previa a contratação imediata de 50 profissionais, mas as provas foram marcadas por contratempos e reclamações dos candidatos.
As vagas para funções como administrador, contador, leiturista, advogado e engenheiro eletricista contam com remuneração que varia entre R$ 1.809,19 a R$ 5.763.
O Ministério Público Federal no Piauí informou que o procurador Alexandre Assunção expediu recomendação para anulação do certame, organizado pela EPL Concursos.
No dia das provas, a reportagem registrou que 14 candidatos fizeram boletim de ocorrência em delegacia afirmando que os portões foram abertos às 14:10h e até 15:45h não haviam sido entregues as provas. Esse argumento foi levado em conta pelo MPF.
Ampliada às 17h14 (horário local)
A Eletrobras Piauí divulgou nota informando que a empresa responsável terá de devolver a taxa de inscrição aos candidatos, que pagaram até R$ 15 para participar do certame.
Veja a nota:
A Eletrobras Distribuição Piauí informa que atendendo a Recomendação do Ministério Público Federal, decidiu pela ANULAÇÃO do Concurso Público realizado no último dia 10 de novembro de 2013.
A Distribuidora notificou a empresa “EPL Concurso” que realizou o certame, para que a mesma efetue o ressarcimento da taxa de inscrição para os candidatos. Uma nova empresa será licitada para a realização do novo concurso que ainda não tem data prevista.
Justiça Federal determinou a imediata suspensão de todos os atos de licitação para a exploração de gás xisto na bacia do rio Parnaíba, decorrentes da arrematação feita pela Agência Nacional do Petróleo – ANP e a União. A licitação só poderá continuar após a um estudo de avaliação ambiental de área sedimentar .
De acordo com a decisão, do juiz federal Derivaldo de Figueiredo Bezerra Filho, que responde pela Vara Única de Floriano, a medida deve ser cumprida imediatamente, sob pena de aplicação de multa no importe de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) para cada bloco licitado indevidamente ou para cada bloco em que forem iniciadas as operações.
No texto decisório, o magistrado considerou que especificamente, para a Bacia do Parnaíba (para o qual está prevista a licitação de trinta e um blocos de exploração, há conclusões preocupantes, seja quanto ao despejo de resíduos da atividade na represa de Boa Esperança, que está a próximo de alguns blocos, seja pelo comprometimento de potenciais áreas de criação de unidades de conservação.
Segundo o juiz federal Derivaldo de Figueiredo Bezerra Filho, a partir do Parecer Técnico emitido pelo Grupo de Trabalho Interinstitucional de Atividades de Exploração e Produção de Óleo e Gás (GTPEG), chega-se à conclusão de que a técnica exploratória do gás de xisto, no nível tecnológico em que se encontra, causa impactos ambientais irreversíveis sobre os lençóis freáticos e corpos aquíferos subterrâneos e superficiais, sendo ainda desconhecidas as suas dimensões, por conta da falta de conhecimento geológico das bacias sedimentares em que se dará a exploração do gás não convencional. Mais que isso, há blocos específicos na bacia do Parnaíba em que o corpo técnico especializado do Ministério do Meio Ambiente identificou risco maior de contaminação de recursos hídricos, bem como encravamento em áreas cuja proteção especial está em vias de se concretizar.
Na decisão a principal precaução da justiça é com prevenção desses mananciais, visto que há riscos concretos conhecidos e mensurados, com a identificação, inclusive co o risco da Represa da Boa Esperança, Aquífero Poti-Piauí, Aquífero Pedra de Fogo, Aquífero Motuca e da futura área de especial de proteção, Serra do Gado Bravo serem contaminados pela exploração, o que prejudicaria a qualidade da água daquela região.
Ainda de acordo com o texto a sentença, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) desconsiderou o parecer técnico do GTPEG, o qual tem a competência de fazer a análise técnica sobre a viabilidade ambiental da atividade de exploração e produção de petróleo e gás, e assim subsidiar a atuação dos órgãos reguladores e fiscalizadores dessa atividade industrial, em especial a ANP.O Magistrado argumentou que a ANP, enquanto autarquia do Estado, descumpriu seu dever de atuar na proteção ao meio ambiente, em ofensa ao art. 225 da Constituição Federal.