• prefeutura-de-barao.jpg
  • roma.png
  • vamol.jpg

Quando se fala em anabolizantes, a imagem que costuma vir à cabeça é a do ganho acelerado de massa muscular. Braços maiores, pernas mais fortes, recuperação mais rápida dos treinos. Mas há um detalhe que costuma passar despercebido: o coração também é um músculo.

fisiculturista

E, assim como os demais músculos do corpo, ele responde aos hormônios que estimulam o crescimento muscular.

Na segunda-feira (25), foi divulgado o laudo que apontou cardiomiopatia hipertrófica como causa da morte do fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos. O documento não estabelece uma relação direta entre a doença e o uso de hormônios, mas especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que os anabolizantes podem provocar alterações estruturais no músculo cardíaco e aumentar o risco de arritmias potencialmente fatais.

“O coração também é um músculo; com os esteroides, ele passa a trabalhar contra uma resistência maior e começa a sofrer hipertrofia. Só que esse crescimento acontece de forma desorganizada”, explica Elzo Mattar, diretor do departamento de hipertensão arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia. O problema é que o coração não foi feito para crescer da mesma forma que um bíceps ou um peitoral.

Enquanto o aumento dos músculos esqueléticos costuma ser o objetivo de quem busca essas substâncias, o crescimento exagerado do músculo cardíaco pode comprometer a capacidade do órgão de manter o organismo vivo.

Parede grossa, menos espaço para o sangue

A cardiomiopatia hipertrófica é caracterizada pelo espessamento das paredes do coração.

Em termos simples, o músculo cardíaco fica mais grosso e ocupa parte do espaço que deveria estar disponível para receber e bombear sangue.

Segundo o cirurgião cardiovascular Ricardo Katayose, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, isso reduz o tamanho da cavidade interna do ventrículo, dificultando o enchimento adequado do coração.

Uma forma de visualizar o problema é imaginar uma sala cujas paredes começam a avançar para dentro. O espaço útil diminui, mesmo que a estrutura externa continue parecendo a mesma.

“A parede fica mais espessa e a cavidade acaba ficando menor”, resume o especialista. O resultado é um coração mais rígido, com maior dificuldade para acomodar e impulsionar o sangue, especialmente em momentos de esforço físico.

A doença pode ter origem genética —e, nesse caso, está entre as principais causas de morte súbita em jovens atletas—, mas também pode ser adquirida ou agravada por condições como hipertensão arterial prolongada e exposição a esteroides anabolizantes.

O perigo não está apenas no tamanho do coração O aumento da musculatura cardíaca é apenas parte do problema.

Segundo Mattar, quando o coração cresce rapidamente, a rede de vasos sanguíneos responsável por irrigar o músculo nem sempre consegue acompanhar essa expansão.

Algumas células passam a receber menos oxigênio, sofrem lesões e acabam morrendo. No lugar delas surgem áreas de fibrose —pequenas cicatrizes permanentes espalhadas pelo músculo cardíaco.

Essas cicatrizes alteram a forma como os impulsos elétricos circulam dentro do coração.

“A fibrose funciona como um substrato para gerar arritmia”, afirma o cardiologista. Em um coração saudável, os sinais elétricos percorrem um caminho organizado que coordena cada batimento. Quando encontram áreas de tecido cicatricial, podem sofrer bloqueios ou desvios capazes de desencadear ritmos anormais.

É nesse ponto que o risco se torna mais perigoso.

MENU Saúde

Entrar com Conta Globo Uma só conta para todos os produtos Globo. É grátis!

Utilize o mesmo login para todos os produtos Globo e receba recomendações e ofertas exclusivas para você.

Entrar Criar uma conta

‘O coração também é um músculo’: como anabolizantes podem levar a arritmias e morte súbita Laudo apontou cardiomiopatia hipertrófica na morte do fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos. Especialistas explicam o que acontece dentro do coração. Por Talyta Vespa, g1

26/05/2026 06h55 Atualizado há 3 horas

Entenda a doença cardíaca citada na morte do fisiculturista Gabriel Ganley Entenda a doença cardíaca citada na morte do fisiculturista Gabriel Ganley

Quando se fala em anabolizantes, a imagem que costuma vir à cabeça é a do ganho acelerado de massa muscular. Braços maiores, pernas mais fortes, recuperação mais rápida dos treinos. Mas há um detalhe que costuma passar despercebido: o coração também é um músculo.

E, assim como os demais músculos do corpo, ele responde aos hormônios que estimulam o crescimento muscular.

Na segunda-feira (25), foi divulgado o laudo que apontou cardiomiopatia hipertrófica como causa da morte do fisiculturista Gabriel Ganley, de 22 anos. O documento não estabelece uma relação direta entre a doença e o uso de hormônios, mas especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que os anabolizantes podem provocar alterações estruturais no músculo cardíaco e aumentar o risco de arritmias potencialmente fatais.

“O coração também é um músculo; com os esteroides, ele passa a trabalhar contra uma resistência maior e começa a sofrer hipertrofia. Só que esse crescimento acontece de forma desorganizada”, explica Elzo Mattar, diretor do departamento de hipertensão arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia. O problema é que o coração não foi feito para crescer da mesma forma que um bíceps ou um peitoral.

Enquanto o aumento dos músculos esqueléticos costuma ser o objetivo de quem busca essas substâncias, o crescimento exagerado do músculo cardíaco pode comprometer a capacidade do órgão de manter o organismo vivo.

Atestado de óbito aponta que fisiculturista Gabriel Ganley teve morte súbita causada por uma doença no coração — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução Atestado de óbito aponta que fisiculturista Gabriel Ganley teve morte súbita causada por uma doença no coração — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

Parede grossa, menos espaço para o sangue A cardiomiopatia hipertrófica é caracterizada pelo espessamento das paredes do coração.

Em termos simples, o músculo cardíaco fica mais grosso e ocupa parte do espaço que deveria estar disponível para receber e bombear sangue.

Segundo o cirurgião cardiovascular Ricardo Katayose, da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, isso reduz o tamanho da cavidade interna do ventrículo, dificultando o enchimento adequado do coração.

Uma forma de visualizar o problema é imaginar uma sala cujas paredes começam a avançar para dentro. O espaço útil diminui, mesmo que a estrutura externa continue parecendo a mesma.

“A parede fica mais espessa e a cavidade acaba ficando menor”, resume o especialista. O resultado é um coração mais rígido, com maior dificuldade para acomodar e impulsionar o sangue, especialmente em momentos de esforço físico.

A doença pode ter origem genética —e, nesse caso, está entre as principais causas de morte súbita em jovens atletas—, mas também pode ser adquirida ou agravada por condições como hipertensão arterial prolongada e exposição a esteroides anabolizantes.

Gabriel Ganley: quem era o fisiculturista e influenciador que morreu aos 22 anos em SP — Foto: Reprodução/Redes Sociais Gabriel Ganley: quem era o fisiculturista e influenciador que morreu aos 22 anos em SP — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O perigo não está apenas no tamanho do coração O aumento da musculatura cardíaca é apenas parte do problema.

Segundo Mattar, quando o coração cresce rapidamente, a rede de vasos sanguíneos responsável por irrigar o músculo nem sempre consegue acompanhar essa expansão.

Algumas células passam a receber menos oxigênio, sofrem lesões e acabam morrendo. No lugar delas surgem áreas de fibrose —pequenas cicatrizes permanentes espalhadas pelo músculo cardíaco.

Essas cicatrizes alteram a forma como os impulsos elétricos circulam dentro do coração.

“A fibrose funciona como um substrato para gerar arritmia”, afirma o cardiologista. Em um coração saudável, os sinais elétricos percorrem um caminho organizado que coordena cada batimento. Quando encontram áreas de tecido cicatricial, podem sofrer bloqueios ou desvios capazes de desencadear ritmos anormais.

É nesse ponto que o risco se torna mais perigoso.

Gabriel Ganley: quem era o fisiculturista e influenciador que morreu aos 22 anos em SP — Foto: Reprodução Gabriel Ganley: quem era o fisiculturista e influenciador que morreu aos 22 anos em SP — Foto: Reprodução

Uma doença que pode permanecer silenciosa por anos Embora importantes, alterações importantes no coração nem sempre provocam sintomas imediatos. A pessoa continua treinando, competindo, aumentando cargas e ganhando massa muscular sem perceber que mudanças estruturais estão acontecendo dentro do órgão.

Segundo Katayose, a cardiomiopatia hipertrófica frequentemente permanece assintomática durante anos. Em alguns casos, a primeira manifestação da doença pode ser a morte súbita.

Quando sintomas aparecem, os mais comuns incluem falta de ar, dor no peito, palpitações, tontura e episódios de desmaio.

Por isso, médicos costumam dar atenção especial a jovens atletas que apresentam síncopes —perdas temporárias de consciência— durante exercícios físicos.

Também é recomendada a investigação de familiares quando há histórico de mortes súbitas em parentes jovens, já que a forma genética da doença pode ser herdada.

Como uma arritmia pode interromper o coração O mecanismo que leva à morte costuma envolver arritmias ventriculares graves, como a taquicardia ventricular e a fibrilação ventricular.

Nessas situações, o coração deixa de contrair de forma coordenada e perde a capacidade de bombear sangue adequadamente para o cérebro e os demais órgãos.

“O coração perde a função contrátil”, explica Katayose. Sem circulação eficiente, a pessoa pode perder a consciência em segundos. Se o ritmo cardíaco não for revertido rapidamente, o quadro evolui para parada cardiorrespiratória.

Segundo Mattar, o esforço físico intenso costuma ser um dos gatilhos mais frequentes para esse tipo de evento em pessoas predispostas.

Não existe uma fórmula para prever quem será afetado Uma das razões pelas quais especialistas demonstram preocupação com a popularização dos anabolizantes é a dificuldade de prever como cada organismo responderá à exposição prolongada.

Genética, pressão arterial, intensidade dos treinos, tempo de uso, doses empregadas e características individuais influenciam o risco.

Isso ajuda a explicar por que algumas pessoas desenvolvem complicações graves ainda jovens, enquanto outras passam anos utilizando substâncias semelhantes sem apresentar sintomas aparentes.

Mas os cardiologistas alertam que a ausência de sintomas não significa ausência de dano.

O processo pode avançar silenciosamente até que uma arritmia, um infarto ou uma insuficiência cardíaca revelem um problema que vinha se desenvolvendo havia muito tempo.

O risco não se limita à cardiomiopatia Os efeitos cardiovasculares dos esteroides vão além do crescimento do músculo cardíaco.

Segundo Mattar, essas substâncias podem elevar a pressão arterial, alterar os níveis de colesterol, aumentar a tendência à coagulação do sangue e provocar danos à microcirculação do coração.

Em alguns casos, isso favorece a formação súbita de trombos dentro das artérias coronárias.

“Um usuário pode aparentemente ter uma vida normal e, de uma hora para outra, desenvolver uma trombose coronariana aguda, evoluir para um infarto e sofrer morte súbita”, afirma. Para os especialistas, esse é um dos principais desafios atuais. O risco costuma ser percebido apenas quando surgem sintomas ou quando um caso de grande repercussão chama atenção para um problema que, muitas vezes, vinha se desenvolvendo longe dos olhos.

G1

Foto: Reoridução

Floriano recebeu a Carretinha da Saúde, projeto do Governo do Piauí que oferece atendimento gratuito para crianças de 0 a 6 anos. Os atendimentos, que foram previamente agendados, tiveram início na segunda-feira, 18 de maio, e seguem até sexta-feira, dia 22, nos turnos manhã e tarde, das 8h às 12h e das 14h às 17h, em frente à Policlínica de Floriano.

poten

A ação oferece consultas nas especialidades de oftalmologia e odontopediatria, com capacidade para atender 30 pacientes por turno. Na área de oftalmologia, além das consultas, as crianças que necessitam recebem óculos de grau gratuitamente, com entrega prevista entre 30 e 45 dias. A expectativa é de que cerca de 300 crianças sejam beneficiadas, podendo cada uma delas receber atendimento nas duas especialidades.

Nesta quarta-feira (20), além dos atendimentos de saúde, as crianças participaram de momentos de diversão com jogos infantis, pula-pula e brincadeiras com personagens de desenhos animados. 

Com informações da Ascom

A glicose é o combustível principal das células humanas, mas em excesso na corrente sanguínea ela vira inimiga silenciosa do organismo. Quando os níveis ultrapassam os limites considerados saudáveis, o corpo emite sinais nem sempre fáceis de identificar. Entender essas reações ajuda a agir antes que o quadro evolua para complicações graves como o diabetes tipo 2 ou doenças cardiovasculares.

Por que o açúcar elevado é um problema? O pâncreas libera insulina sempre que detecta açúcar na corrente sanguínea, e o hormônio funciona como uma chave que abre as células para receber a energia. Quando a quantidade de glicose ultrapassa a capacidade de absorção, o excesso permanece circulando e causa danos progressivos em vasos sanguíneos, nervos e órgãos. Esse acúmulo é o ponto de partida para uma série de problemas que aparecem com o passar dos meses.

Quais sinais o organismo emite com mais frequência? O corpo tem mecanismos para tentar eliminar o excesso de açúcar, e esses mecanismos produzem sintomas perceptíveis no dia a dia. Reconhecer cada um deles antecipa o diagnóstico e evita complicações maiores.

corporeage

Sede excessiva mesmo após beber grandes quantidades de água Aumento da vontade de urinar, principalmente durante a madrugada Cansaço persistente sem motivo aparente ao longo do dia Visão embaçada de forma intermitente, sem padrão claro Fome constante mesmo pouco tempo depois das refeições O cérebro também sente os efeitos do açúcar alto? Sente, e de várias formas. A hiperglicemia compromete a circulação cerebral e altera o funcionamento dos neurônios responsáveis pela concentração e pela memória de curto prazo. Quem convive com níveis elevados de glicose por períodos longos relata dificuldade para encontrar palavras durante conversas, oscilações de humor e sensação de cabeça pesada ao acordar. Esses sintomas costumam ser confundidos com excesso de trabalho ou má noite de sono.

O que diz a ciência sobre os efeitos do açúcar alto a longo prazo? A literatura médica acumula evidências consistentes sobre o impacto da hiperglicemia crônica nos órgãos vitais. Um estudo publicado pela American Diabetes Association acompanhou pacientes durante uma década e identificou que o controle rigoroso da glicemia reduz em até 40% o risco de complicações microvasculares, como retinopatia e nefropatia. A pesquisa, disponível em Standards of Medical Care in Diabetes, reforça que a manutenção dos níveis adequados de açúcar protege estruturas que sofrem dano silencioso ao longo dos anos.

Por que as feridas demoram mais para cicatrizar? O açúcar em excesso prejudica a circulação periférica e reduz a capacidade do sistema imunológico de combater infecções. Pequenos cortes, arranhões ou bolhas nos pés levam semanas para fechar, e o risco de infecção aumenta consideravelmente. Pessoas com glicemia descontrolada precisam observar com atenção qualquer ferimento, especialmente nos membros inferiores, onde a sensibilidade pode estar comprometida pela neuropatia diabética.

Quais órgãos sofrem em silêncio com o quadro? O dano da hiperglicemia raramente avisa antes de aparecer. Vários órgãos absorvem o impacto silenciosamente por anos, até que o problema surja em consulta médica de rotina ou em uma emergência.

Rins perdem capacidade de filtragem ao longo dos anos Retina sofre alterações nos vasos sanguíneos, com risco de cegueira Coração tem maior risco de infarto e hipertensão crônica Nervos periféricos perdem sensibilidade em pés e mãos Fígado acumula gordura e desenvolve esteatose com o tempo O que causa picos de glicose no dia a dia? Os picos não vêm apenas dos doces evidentes. Alimentos como pão branco, arroz refinado, sucos de fruta sem fibra e bebidas adoçadas elevam o açúcar no sangue com rapidez similar a um pedaço de bolo. Combinações inadequadas de carboidratos sem proteína ou gordura também aceleram a absorção. A composição das refeições, mais do que a quantidade isolada de cada alimento, define o comportamento da glicemia ao longo do dia.

Quem deve fazer o exame de sangue com mais atenção? Pessoas acima dos 40 anos, com histórico familiar de diabetes, sobrepeso ou pressão alta entram no grupo prioritário para o exame de glicemia em jejum e hemoglobina glicada pelo menos uma vez por ano. Sintomas como sede excessiva, perda de peso sem motivo ou infecções recorrentes justificam a consulta médica imediata, sem esperar pelo check-up anual de rotina.

O que o corpo pede para voltar ao equilíbrio Manter a glicose dentro dos níveis recomendados não exige medidas radicais nem dietas impossíveis de sustentar. Pequenos ajustes na alimentação, atividade física regular e acompanhamento médico periódico devolvem o controle do metabolismo em poucas semanas. O corpo responde rapidamente quando recebe os estímulos certos, e os sintomas desagradáveis começam a desaparecer logo nos primeiros meses de mudança consistente.

Quem reconhece os sinais cedo evita anos de complicações silenciosas e protege órgãos vitais que dependem do bom funcionamento da insulina. A medição periódica do açúcar no sangue, somada à atenção aos próprios sintomas, é o caminho mais direto para identificar o problema antes que ele se instale de forma permanente. Cada exame feito a tempo representa anos de saúde preservada para o futuro.

Catraca Livre

Uma nova pílula experimental chamada baxdrostate mostrou resultados promissores no controle da pressão alta resistente e na proteção dos rins em pessoas com doença renal crônica. O medicamento age bloqueando a produção do hormônio aldosterona, responsável pela retenção de sal e água no organismo. Os achados podem representar um avanço importante para milhões de pessoas que convivem com hipertensão difícil de controlar e perda progressiva da função renal.

baxdotraste

O que é o baxdrostate e como ele age no organismo O baxdrostate pertence a uma classe de medicamentos conhecida como inibidores da aldosterona sintase. Ele atua reduzindo a produção de aldosterona, hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais que regula o equilíbrio de sódio e água no corpo.

Quando os níveis desse hormônio ficam elevados, o organismo retém mais sódio e líquidos, o que eleva a pressão arterial e pode causar danos aos vasos sanguíneos e aos rins ao longo do tempo.

Por que a hipertensão e a doença renal andam juntas A pressão alta e a doença renal crônica formam um ciclo perigoso. Quando a pressão permanece elevada, os rins sofrem desgaste progressivo. Conforme a função renal diminui, a pressão tende a subir ainda mais.

Esse círculo vicioso aumenta significativamente o risco de infarto, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca e falência renal. Por isso, encontrar tratamentos que atuem em ambas as frentes é considerado uma prioridade médica.

Estudo científico comprova benefícios do novo medicamento Os resultados que animaram a comunidade médica vieram de um ensaio clínico de fase 2, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo. Segundo o estudo Efficacy and Safety of Baxdrostat in Participants with CKD and Uncontrolled Hypertension, publicado no Journal of the American Society of Nephrology, o medicamento reduziu a pressão sistólica em 8,1 mm Hg a mais que o placebo após 26 semanas.

Além disso, os participantes que tomaram baxdrostate apresentaram redução de 55% nos níveis de albumina na urina, um marcador importante de dano renal e risco cardiovascular.

Quais os principais resultados observados nos pacientes O estudo incluiu 195 adultos com idade média de 66 anos, todos com pressão alta descontrolada apesar do uso de medicações padrão. Os pesquisadores acompanharam diversos indicadores de saúde renal e cardiovascular ao longo de seis meses.

Entre os achados mais relevantes do ensaio clínico, destacam-se:

Redução significativa da pressão sistólica em comparação ao placebo, mesmo em pacientes que já tomavam outros remédios Queda de mais da metade nos níveis de albumina urinária, indicando menor sobrecarga renal Eficácia mantida em pessoas com diabetes tipo 2, presente em 80% dos participantes Boa tolerância geral ao tratamento, sem mortes registradas durante o estudo Cuidados e efeitos adversos identificados Apesar dos resultados positivos, o medicamento apresentou um efeito colateral relevante. O aumento dos níveis de potássio no sangue, condição chamada de hipercalemia, ocorreu em 41% dos pacientes que tomaram baxdrostate, contra apenas 5% do grupo placebo.

A maioria dos casos foi classificada como leve a moderada, mas esse efeito exige acompanhamento médico rigoroso. Antes de começar qualquer tratamento, vale conhecer os sintomas de pressão alta e fatores de risco, conforme orientações disponíveis no Tua Saúde.

Quem pode se beneficiar do tratamento no futuro O baxdrostate ainda não foi aprovado pela FDA nem pela ANVISA, mas já está sendo avaliado em estudos de fase 3 mais amplos. As novas pesquisas combinam o medicamento com dapagliflozina para verificar se a associação pode retardar a progressão da doença renal crônica.

A expectativa é que o tratamento beneficie principalmente pessoas com hipertensão resistente associada a problemas renais, grupo que historicamente teve poucas opções terapêuticas eficazes.

Tua Saúde