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Uma nova variante da covid-19 tem atraído atenção de autoridades sanitárias ao redor do mundo depois de ser identificada em mais de 20 países, incluindo Estados Unidos, China e Alemanha. Batizada de BA.3.2 e apelidada de “Cicada”, essa linhagem apresenta um número elevado de mutações, suscitando preocupações sobre sua possível habilidade de escapar da resposta imunológica. Pesquisadores destacam a necessidade de análise contínua de amostras para verificar a rapidez de transmissão e o perfil de gravidade dos casos relacionados a essa cepa.

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A variante BA.3.2 foi detectada pela primeira vez na África do Sul, em novembro de 2024. Após um período inicial de circulação limitada, o vírus voltou a se espalhar com mais intensidade a partir do final de 2025. Até o momento, houve confirmação de registros da cepa em ao menos 23 países. No Brasil, ainda não há comprovação oficial de contaminação pela BA.3.2. O apelido “Cicada” faz alusão às cigarras, insetos que passam longos períodos sem serem notados antes de surgirem em grandes números.

Uma das características mais marcantes da BA.3.2 é o elevado número de alterações genéticas em comparação a variantes anteriores. Estimativas de especialistas apontam entre 70 e 75 mutações, muitas delas localizadas na região da proteína spike, responsável pela entrada do vírus nas células. Essas modificações podem influenciar a chamada “zona de encaixe” das vacinas, diminuindo parcialmente a neutralização pelos anticorpos. Apesar desse cenário, os imunizantes disponíveis continuam a demonstrar eficácia significativa na prevenção de hospitalizações e mortes provocadas pela infecção.

Os sintomas descritos em pacientes infectados pela BA.3.2 não diferem substancialmente dos observados em casos anteriores de covid-19. Os sinais mais frequentes incluem dor de garganta, tosse seca, cefaleia, febre e sensação de cansaço. Alguns infectados também relataram episódios de náuseas e diarreia, mas não há indicações de manifestações clínicas inéditas ou particularmente graves associadas a essa cepa. Ainda assim, recomenda-se atenção aos primeiros sintomas e busca rápida por orientação médica.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que, até o momento, não existem evidências de que a nova linhagem provoque quadros clínicos mais graves ou reduza de forma significativa a proteção contra casos severos oferecida pelas vacinas. Segundo a entidade, manter os esquemas vacinais atualizados segue sendo a principal estratégia para diminuir o impacto da doença, sobretudo entre grupos considerados de maior risco, como idosos e pessoas com comorbidades. Autoridades de saúde internacionais continuam monitorando a situação e podem emitir novas recomendações conforme surgirem dados adicionais.

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(Foto: Instagram)

O refluxo gastroesofágico é um dos problemas digestivos mais comuns na população e se manifesta como uma sensação de queimação no peito, gosto ácido na boca e desconforto após as refeições. Ele acontece quando o conteúdo do estômago retorna para o esôfago, causandoirritação e inflamação. Embora episódios ocasionais sejam normais, quando o refluxo se torna frequente pode afetar significativamente a qualidade de vida e, se não tratado, levar a complicações mais sérias. A boa notícia é que mudanças simples nos hábitos alimentares e no estilo de vida podem reduzir os episódios de forma considerável.

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Por que o refluxo gastroesofágico acontece? Na parte inferior do esôfago existe uma espécie de válvula muscular que se abre para permitir a passagem do alimento para o estômago e se fecha para impedir que o conteúdo gástrico retorne. Quando essa válvula enfraquece ou relaxa de forma inadequada, o ácido do estômago sobe para o esôfago e provoca a queimação característica do refluxo.

Alguns fatores aumentam a probabilidade de isso acontecer, como excesso de peso, que eleva a pressão sobre o estômago, refeições muito volumosas ou gordurosas, o hábito de deitar logo após comer, tabagismo e o consumo frequente de álcool. A gravidez também pode favorecer o refluxo devido à pressão exercida pelo útero sobre os órgãos digestivos.

Sinais que indicam refluxo frequente O refluxo pode se manifestar de várias formas e nem sempre a queimação no peito é o sintoma mais evidente. Os sinais que merecem atenção incluem:

Revisão sistemática confirma que hábitos alimentares influenciam diretamente o refluxo A ciência já demonstra com clareza que a forma como uma pessoa se alimenta tem impacto direto sobre os episódios de refluxo. Segundo a revisão sistemática “Dietary and Lifestyle Factors Related to Gastroesophageal Reflux Disease: A Systematic Review”, publicada na revista Therapeutics and Clinical Risk Management em 2021 e disponível no PubMed Central, foram analisados 72 estudos e os resultados mostraram que jantar e deitar em menos de três horas aumenta em mais de sete vezes o risco de refluxo, que comer rápido demais quadruplica esse risco e que dietas ricas em gordura também estão fortemente associadas ao problema. A revisão ainda destacou que a prática regular de exercícios físicos tem efeito protetor e que o tabagismo e o consumo de álcool agravam os sintomas.

Mudanças práticas que ajudam a aliviar o refluxo Além do tratamento médico, quando necessário, algumas mudanças no dia a dia fazem grande diferença no controle dos sintomas. Evitar refeições pesadas e gordurosas, comer devagar e em porções menores, não deitar nas três horas seguintes à refeição e elevar a cabeceira da cama em cerca de 15 centímetros são medidas que reduzem significativamente os episódios. Manter um peso saudável e evitar roupas apertadas na região do abdômen também contribuem para aliviar a pressão sobre o estômago.

Se você sente queimação no peito com frequência, regurgitação ácida ou qualquer outro sintoma persistente, procure um gastroenterologista para avaliação. Somente um profissional de saúde pode confirmar o diagnóstico, descartar outras causas e indicar o tratamento adequado para o seu caso.

Este conteúdo é meramente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento de um médico. Nunca interrompa qualquer tratamento sem orientação profissional adequada.

Tua Saúde

A ideia de que beber muita água enquanto comemos prejudica a digestão é uma das dúvidas mais comuns quando o assunto é alimentação saudável. O corpo humano possui mecanismos naturais para regular a acidez do estômago, mas o consumo excessivo de líquidos durante as refeições pode, sim, diluir os sucos gástricos e tornar o processo digestivo mais lento em algumas pessoas. Entender como isso funciona ajuda a fazer escolhas mais conscientes no dia a dia.

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O que acontece no estômago quando bebemos água ao comer? Quando nos alimentamos, o estômago produz ácido clorídrico e enzimas responsáveis por quebrar os alimentos. Esse ambiente ácido é essencial para que proteínas e outros nutrientes sejam processados de forma eficiente. Ao ingerir grandes volumes de água nesse momento, o líquido pode reduzir temporariamente a concentração desses sucos gástricos.

Por outro lado, o organismo tem a capacidade de ajustar a produção de ácido conforme necessário. Pequenas quantidades de água, como um copo de 150 a 200 ml, podem até facilitar a formação do bolo alimentar e auxiliar na mastigação, sem causar prejuízos ao processo digestivo.

Sinais de que a quantidade de líquido está atrapalhando sua digestão Algumas pessoas são mais sensíveis ao consumo de líquidos durante as refeições. Se você costuma sentir desconforto após comer e beber ao mesmo tempo, vale observar os seguintes sinais:

ESTÔMAGO PESADO

Sensação de estômago inchado ou muito cheio logo após comer e beber ao mesmo tempo.

EXCESSO DE GASES

Aumento de gases e flatulência nas horas seguintes à refeição.

AZIA OU REFLUXO

Episódios frequentes de azia ou refluxo gastroesofágico após as refeições.

DIGESTÃO LENTA

Sensação de que a digestão demora mais do que o normal para acontecer.

Pessoas que já apresentam problemas como refluxo ou digestão lenta devem ter atenção redobrada. Para elas, o excesso de líquidos no estômago pode aumentar o volume e a pressão interna, agravando os sintomas.

Revisão científica confirma que líquidos na refeição não causam danos em quantidades moderadas Segundo a revisão de literatura “Ingestão de líquidos durante a refeição e as possíveis causas associadas a essa prática”, publicada na SEMEAR: Revista de Alimentação, Nutrição e Saúde da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, nenhum dos 13 estudos analisados indicou que beber líquidos durante a refeição causa malefícios à saúde. Os pesquisadores, vinculados à Universidade Federal de Pelotas, concluíram que essa prática pode até melhorar a resposta glicêmica e a absorção de determinados nutrientes, como o magnésio. A revisão foi realizada a partir de artigos indexados na base de dados PubMed e reforça que o equilíbrio na quantidade é o ponto-chave.

Dicas práticas para se hidratar sem prejudicar a digestão O segredo está no equilíbrio entre manter-se hidratado e respeitar o funcionamento do seu sistema digestivo. Algumas orientações simples podem ajudar:

Prefira beber a maior parte da água cerca de 20 a 30 minutos antes das refeições Durante a refeição, limite-se a um copo pequeno de água (até 200 ml) Evite refrigerantes, sucos industrializados e bebidas gaseificadas junto com a comida, pois podem causar inchaço e atrapalhar a digestão Aposte em alimentos ricos em água, como saladas, sopas e frutas, que ajudam na hidratação sem sobrecarregar o estômago Mastigar bem os alimentos também é fundamental. Quando a mastigação é adequada, a necessidade de ingerir líquidos para empurrar a comida diminui naturalmente.

Quando a sede durante as refeições merece atenção especial? Sentir sede em excesso durante as refeições pode ser um sinal de que a hidratação ao longo do dia está insuficiente. O ideal é distribuir o consumo de água de forma regular, priorizando os intervalos entre as refeições. Quando a sede intensa se torna frequente, vale investigar possíveis causas, como alimentação com excesso de sódio ou condições que merecem avaliação médica.

Se você percebe desconfortos digestivos recorrentes ou tem dúvidas sobre a quantidade ideal de líquidos para o seu caso, o mais indicado é procurar um médico ou nutricionista. Cada organismo funciona de maneira diferente, e um profissional de saúde pode orientar a melhor estratégia para sua rotina alimentar.

Tua Saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a atualização da composição das vacinas contra a Covid-19 utilizadas no Brasil.

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A nova regra estabelece que os imunizantes devem ser monovalentes —direcionados a uma única variante do vírus— e conter obrigatoriamente a cepa LP.8.1 do SARS-CoV-2, mais alinhada ao cenário epidemiológico atual.

A medida, publicada nesta quarta-feira (25) no Diário Oficial da União, segue a estratégia já adotada internacionalmente de revisar periodicamente as vacinas conforme a evolução do coronavírus.

O que muda com a nova regra

O texto da norma é direto ao estabelecer que “as vacinas contra a Covid-19 a serem comercializadas ou utilizadas no Brasil deverão ser monovalentes e conter, obrigatoriamente, a cepa LP.8.1 do vírus SARS-CoV-2”.

Na prática, isso obriga fabricantes a atualizarem seus registros e processos produtivos, além de impactar a organização das campanhas de vacinação no país. Para evitar interrupções, a Anvisa autorizou um período de transição: vacinas baseadas na cepa anterior, a JN.1, ainda poderão ser utilizadas por até nove meses.

Segundo o infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), esse tipo de atualização já faz parte da lógica de convivência com o vírus.

“A gente trabalha sempre com a vacina mais próxima possível da variante que está circulando, mesmo sabendo que existe um intervalo entre identificar a cepa e produzir o imunizante”, explica.

Por que as vacinas são atualizadas

O SARS-CoV-2 sofre mutações ao longo do tempo. Algumas dessas mudanças ocorrem na chamada proteína spike —estrutura usada pelo vírus para entrar nas células humanas e principal alvo das vacinas.

Quando essa proteína se modifica, o sistema imunológico pode ter mais dificuldade de reconhecer o vírus com base em versões antigas do imunizante. Isso não significa perda total de proteção, mas pode reduzir a eficácia contra infecções.

Kfouri destaca, porém, que o principal objetivo das vacinas segue preservado:

“Mesmo quando a vacina não é perfeitamente coincidente com a variante em circulação, ela continua protegendo muito bem contra as formas graves da doença”, afirma.

Covid não segue o mesmo padrão da gripe

Uma das diferenças centrais em relação à vacinação contra influenza é a previsibilidade.

Enquanto a gripe tem um padrão sazonal bem definido —o que permite prever com meses de antecedência quais variantes circularão—, a Covid-19 ainda apresenta comportamento irregular.

“A gente não consegue antecipar com seis, oito meses qual variante vai predominar. O vírus não tem uma sazonalidade tão clara, e isso dificulta planejar a vacina com a mesma precisão da gripe”, explica Kfouri.

Segundo ele, isso faz com que as vacinas contra Covid estejam, muitas vezes, ligeiramente defasadas em relação ao vírus em circulação —sem comprometer, no entanto, a proteção contra casos graves.

Vai ter nova campanha?

A atualização da vacina não significa, automaticamente, uma campanha universal como ocorreu nos primeiros anos da pandemia.

Hoje, a estratégia do Programa Nacional de Imunizações é mais focada.

“Não é mais uma vacinação para toda a população. A gente prioriza grupos de maior risco e usa as versões mais atualizadas disponíveis”, diz Kfouri.

Na prática, a nova formulação deve ser incorporada como dose de reforço, especialmente para idosos, pessoas com comorbidades, gestantes, imunossuprimidos e profissionais de saúde —públicos que já vêm sendo priorizados nas campanhas mais recentes.

O g1 procurou o Ministério da Saúde para detalhar como e quando a nova vacina será incorporada ao calendário. A reportagem será atualizada assim que houver retorno.

Quem já se vacinou precisa tomar a nova?

As doses aplicadas até agora continuam relevantes, principalmente na prevenção de hospitalizações e mortes.

A atualização não implica reinício do esquema vacinal, mas pode ser recomendada como reforço —a depender do perfil da pessoa e do intervalo desde a última dose.

O que muda para a população

Do ponto de vista prático, a mudança deve ser pouco perceptível no dia a dia: o calendário vacinal continua sendo definido pelas autoridades de saúde, mas as doses disponíveis passam a estar mais alinhadas às variantes recentes.

A expectativa é manter a proteção contra formas graves e melhorar a resposta contra infecções causadas pelas novas linhagens do vírus.

A recomendação é acompanhar o calendário oficial e verificar, no posto de saúde, se há indicação de dose de reforço conforme idade, condição de saúde e intervalo desde a última vacina.

G1