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As doenças cardíacas podem ser identificadas em exames de rotina, mas nem sempre dão sinais claros no início. Alguns sintomas discretos acabam sendo ignorados no dia a dia e podem indicar que algo não vai bem com o coração.

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Insuficiência cardíaca e hipertensão, por exemplo, estão entre os problemas mais comuns e muitas vezes evoluem de forma silenciosa. Por isso, é importante ficar atento a sinais que parecem simples, mas podem ter relação com o sistema cardiovascular.

Inchaço nas pernas pode ser alerta

O edema, que é o inchaço causado pelo acúmulo de líquido nos tecidos, pode estar ligado a doenças cardíacas. A médica Bhavini Shah explicou ao jornal britânico Mirror que esse sintoma pode piorar ao longo do dia e merece atenção.

O médico Jay Cardiello afirmou à revista Shape que o edema também pode surgir por fatores como alimentação rica em sal, longos períodos sentado ou em pé e lesões. No entanto, em alguns casos, pode estar associado à insuficiência cardíaca congestiva ou a doenças renais.

Dor no peito

Sensação de pressão, aperto ou compressão no peito é um dos sintomas mais conhecidos de problemas cardíacos. Dependendo da intensidade e da duração, pode indicar um infarto e exige avaliação médica imediata.

Falta de ar

Quando o coração não consegue bombear sangue de maneira eficiente, pode haver acúmulo de líquido nos pulmões. Isso dificulta a respiração e provoca falta de ar, inclusive durante atividades leves.

Fadiga extrema

Cansaço excessivo e dificuldade para realizar tarefas simples do dia a dia também podem ser sinais de que o coração não está funcionando corretamente.

Dor no braço esquerdo é sempre infarto?

A dor no braço esquerdo costuma ser associada ao ataque cardíaco, mas nem sempre significa isso. O cardiologista Brajesh Kunwar explicou ao site HealthShots que o sintoma pode variar de acordo com a idade e outros sinais apresentados.

Se a dor vier acompanhada de náuseas, ansiedade, sensação de vômito ou mal-estar intenso, é fundamental procurar ajuda médica imediatamente.

Outras causas para dor no braço esquerdo

Problemas musculoesqueléticos

Condições como artrite no ombro podem provocar dor que se estende para o braço. Pessoas que passam muitas horas sentadas ou utilizam o braço com frequência devem ficar atentas.

Compressão cervical

Alterações na coluna cervical podem afetar nervos e causar dor irradiada para o braço.

Lesões no ombro

Luxações, fraturas ou inflamações nos tecidos do ombro podem provocar dor persistente que se espalha pelo braço.

Diante de qualquer sintoma persistente ou diferente do habitual, a recomendação é buscar avaliação médica para identificar a causa e evitar complicações.

Potássio é essencial, mas excesso pode causar 3 complicações Mineral é essencial para o funcionamento do coração e dos músculos, mas o consumo exagerado por meio de suplementos pode provocar hipercalemia, arritmias e problemas digestivos. Especialistas recomendam orientação médica antes de iniciar a suplementação.

Noticias ao Minuto

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que deve divulgar na próxima semana a resposta sobre os pedidos de registro das versões nacionais das canetas à base de semaglutida, princípio ativo do Ozempic. Os pedidos em análise são das farmacêuticas EMS e Ávita Care.

ozempicc

A patente da semaglutida, substância desenvolvida pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, perde a validade no Brasil em 20 de março. A empresa tentou recorrer à Justiça para estender o prazo de exclusividade, mas teve o pedido negado.

Com o fim da patente, outras farmacêuticas passam a poder produzir e comercializar medicamentos à base de semaglutida no país, desde que obtenham aprovação regulatória.

Ainda no ano passado, o Ministério da Saúde pediu que a agência desse prioridade para a avaliação de canetas nacionais, resultado que começa a aparecer nas próximas semanas.

Apesar disso, não há garantia de aprovação imediata — a Anvisa pode solicitar informações complementares às empresas antes de conceder o aval definitivo.

Impacto no mercado Especialistas avaliam que, com a entrada de versões nacionais no mercado, a tendência é de redução nos preços, impulsionada pelo aumento da concorrência. No entanto, essa queda não deve ocorrer de forma imediata.

No caso da EMS, a empresa informou que já possui estrutura industrial preparada para fabricar medicamentos dessa classe, mas ainda não há cronograma definido para lançamento, nem detalhes sobre o produto ou a política de preços. Segundo a farmacêutica, qualquer avanço depende exclusivamente da etapa regulatória.

A EMS é, até o momento, o único laboratório nacional que já lançou canetas injetáveis para emagrecimento de geração anterior, à base de liraglutida.

G1

Foto: Divulgação

O Carnaval é sinônimo de música alta, madrugada estendida e brindes repetidos. Para o cérebro, porém, a soma desses estímulos pode significar sobrecarga. A exposição prolongada a sons intensos, a privação de sono e o consumo excessivo de álcool atuam em áreas centrais do sistema nervoso e, quando combinados, potencializam riscos que vão de perda auditiva a alterações cognitivas e comportamentais.

carnaval

O neurocirurgião Helder Picarelli, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e pós-doutor pela Universidade de São Paulo (USP), explica que o impacto começa pelo ouvido, mas não termina nele.

"Uma conversa comum gira em torno de 60 decibéis, nível considerado seguro. Já blocos e shows podem ultrapassar 100 decibéis —intensidade que reduz drasticamente o tempo de tolerância do organismo", diz.

Segundo ele, sons elevados e prolongados lesam as células ciliadas da cóclea, estruturas responsáveis por transformar vibrações em impulsos elétricos para o cérebro. O dano pode resultar em perda auditiva, dificuldade de discriminar sons e zumbido persistente. Em níveis ainda mais altos —como explosões ou fogos muito próximos— a lesão pode ser imediata e irreversível.

Excesso ativa circuitos ligados ao estresse Embora o ruído não cause, de forma direta, uma lesão cerebral estrutural, ele interfere no funcionamento do sistema nervoso. O estímulo intenso mantém o cérebro em estado de alerta, dificulta o sono, altera o humor e aumenta a fadiga mental. Pessoas com maior sensibilidade sensorial, como indivíduos no espectro autista, tendem a sofrer ainda mais com sons agudos e repetitivos.

Neurologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Guilherme Olival complementa que o excesso de estímulo auditivo ativa circuitos ligados ao estresse. O cérebro interpreta a intensidade sonora como ameaça, elevando a liberação de cortisol, hormônio relacionado à resposta de alerta.

O resultado pode ser irritabilidade, dificuldade de concentração e sensação de esgotamento cognitivo.

Nesse contexto, o uso de protetores auriculares não protege apenas a audição. Ao reduzir o estímulo sonoro, diminui também a ativação desses circuitos de estresse, funcionando como uma barreira indireta contra a sobrecarga neural.

Se o barulho mantém o cérebro em alerta, a privação de sono impede que ele se recupere. A primeira região a sofrer com uma noite mal dormida é o córtex pré-frontal, responsável por julgamento, planejamento e controle de impulsos. Em seguida, áreas ligadas à memória, como o hipocampo, também passam a funcionar de forma menos eficiente.

Olival explica que, após 24 horas acordado, o desempenho cognitivo pode se aproximar do observado em alguém sob efeito significativo de álcool, com prejuízo da atenção e da capacidade de reação.

Biologicamente, há aumento do cortisol, desregulação de neurotransmissores e maior ativação da amígdala, estrutura associada às respostas emocionais.

A privação repetida gera o que os especialistas chamam de “dívida de sono”. Uma boa noite pode aliviar a sensação subjetiva de cansaço, mas as funções executivas demoram dias para se normalizar.

Em casos prolongados —48 ou 72 horas sem dormir— o cérebro pode apresentar alucinações, crises convulsivas e episódios de “apagão” como mecanismo de proteção.

Picarelli ressalta que cada pessoa tem um limiar individual, mas, de modo geral, adultos precisam de cerca de 8 horas de sono por noite para manter desempenho adequado. Dormir menos por vários dias consecutivos compromete memória, raciocínio e reflexos —cenário que se repete com frequência após a maratona de blocos.

Álcool: primeiro desliga o freio, depois o motor O álcool atua como depressor do sistema nervoso central. Inicialmente, inibe neurônios responsáveis pelo controle inibitório, o que explica a sensação de euforia e desinibição nas primeiras doses. À medida que a concentração aumenta, regiões como o cerebelo (ligado à coordenação motora) e o hipocampo (essencial para a formação de memórias) passam a ser afetadas.

É nesse estágio que surgem fala arrastada, desequilíbrio e os chamados “apagões”, quando períodos inteiros deixam de ser registrados na memória. Em níveis mais elevados, pode haver depressão respiratória e coma alcoólico.

Os efeitos variam conforme a velocidade de ingestão, a presença de alimento no estômago, o metabolismo individual e a concentração da bebida.

Bebidas destiladas, com teor alcoólico acima de 40%, elevam rapidamente a quantidade de álcool no sangue.

O consumo repetido em grandes quantidades —o chamado binge drinking— pode gerar efeito cumulativo. Ao longo dos anos, o uso frequente está associado à atrofia cerebral, prejuízo cognitivo, neuropatias periféricas e deficiência de vitaminas do complexo B, além de danos hepáticos graves, como cirrose.

A combinação que multiplica riscos Separadamente, barulho intenso, falta de sono e álcool já comprometem o desempenho cerebral. Juntos, os efeitos se potencializam.

A privação de sono reduz o controle inibitório; o álcool enfraquece ainda mais esse sistema. O resultado é maior impulsividade, pior avaliação de risco e aumento da probabilidade de acidentes, conflitos e comportamentos perigosos.

A mistura com energéticos pode mascarar a sonolência, mas não reduz o prejuízo cognitivo. Ao contrário, prolonga o tempo de exposição ao álcool e pode aumentar o risco de arritmias e convulsões em pessoas predispostas.

Indivíduos com enxaqueca, epilepsia, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ou transtornos de ansiedade formam um grupo ainda mais vulnerável. Alterações de sono e estímulos intensos são gatilhos conhecidos para crises, especialmente em quem já tem diagnóstico neurológico prévio.

Quando procurar ajuda Após o Carnaval, alguns sinais exigem avaliação médica.

Zumbido persistente (avaliar com otorrinolaringologista com urgência). Confusão mental. Amnésia prolongada. Desorientação. Dor de cabeça súbita e intensa. Convulsões. Fraqueza em um lado do corpo. Perda visual. É possível curtir sem sobrecarregar? Os especialistas reforçam que o cérebro responde positivamente a estímulos prazerosos, como música e dança. O problema está no excesso e na ausência de recuperação.

Algumas medidas simples ajudam a proteger o sistema nervoso durante o Carnaval:

Dormir de 6 a 8 horas sempre que possível. Intercalar momentos de descanso entre os blocos e eventos. Manter hidratação adequada ao longo do dia. Evitar misturar álcool com energéticos. Usar proteção auditiva em ambientes com som muito alto.

G1

Foto: Leo Caldas/g1

Compartilhar latinhas, canudos, garrafas e até batom é comum nos blocos de carnaval de rua pelo país, mas esse hábito pode trazer riscos. A saliva pode transmitir vírus respiratórios (como covid e influenza), o norovírus (causador de surtos de diarreia aguda, vômitos e gastroenterite), a famosa doença do beijo (mononucleose), o herpes labial e até mesmo a sífilis. Por isso, especialistas destacam a importância de não compartilhar estes objetos pessoais.

canudos

O beijo possibilita a troca de germes que entram no organismo através da boca ou da saliva. Além disso, doenças respiratórias, doenças causadas por vírus, por bactérias e por fungos, e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), também podem ser transmitidas através desse tipo de contato.

O herpes labial é causado pelo vírus HSV-1, que afeta cerca de 70% da população mundial com menos de 70 anos. No Brasil, 90% dos adultos já tiveram contato com esse vírus em algum momento da vida. “A gente vê um monte de surto de diarreia durante o Carnaval e depois por causa disso. Você não sabe onde passou a garrafinha. Então, se puder lavar com água corrente ou pegar um lenço umedecido, isso pode ser decisivo para você não começar aí no pós-carnaval com uma diarreia”, explicou o infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo Álvaro Furtado no Bem-Estar.

Até mesmo uma pequena lesão ativa no lábio pode transmitir o herpes labial, por exemplo.

Não há beijo 100% seguro e quanto mais bocas diferentes o indivíduo beijar, mais chances de contrair doenças ele terá. Mas não compartilhar objetos pessoais como garrafas, canudos e copos e estar com a vacinação em dia contra gripe, covid, sarampo, caxumba, rubéola e meningite já ajudam a diminuir as chances de contrair doenças por meio da saliva durante o carnaval.

G1/Bem Estar

Foto: Caio Fulgêncio/G1