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Após beber uma única cerveja, o organismo leva em média de uma a duas horas para eliminar completamente o álcool do sangue e retornar a concentração a zero. Esse tempo, no entanto, pode variar de acordo com fatores como peso corporal, sexo, idade, metabolismo individual e se a pessoa comeu ou estava em jejum. Entender como o corpo processa o álcool é essencial para tomar decisões seguras, especialmente quando o assunto envolve dirigir.

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Como o corpo processa o álcool de uma cerveja? Quando você bebe uma lata de cerveja de 350 ml com teor alcoólico de cerca de 5%, o álcool é absorvido principalmente pelo intestino delgado e entra na corrente sanguínea em poucos minutos. O pico de concentração no sangue costuma acontecer entre 30 e 90 minutos após a ingestão, dependendo se a pessoa estava alimentada ou em jejum.

A partir desse momento, o fígado assume a maior parte do trabalho de eliminação. Cerca de 90% do álcool é metabolizado por esse órgão, enquanto o restante é expelido pela respiração, urina e suor. O fígado consegue processar em média de 10 a 15 mg de álcool por decilitro de sangue a cada hora, o que equivale aproximadamente a uma dose padrão por hora.

Fatores que aceleram ou retardam a eliminação do álcool Embora a média para eliminar o álcool de uma cerveja fique entre uma e duas horas, diversos fatores influenciam esse tempo. Os principais são:

PESO CORPORAL Pessoas mais pesadas diluem o álcool em maior volume corporal, podendo acelerar a eliminação.

SEXO BIOLÓGICO Mulheres tendem a metabolizar o álcool mais lentamente por diferenças hormonais e enzimáticas.

ALIMENTAÇÃO Beber em jejum acelera a absorção e eleva o pico de álcool no sangue.

IDADE E FÍGADO O envelhecimento e problemas hepáticos podem retardar significativamente a eliminação.

Revisão científica detalha as taxas de eliminação do álcool no sangue Esses dados são sustentados por evidências robustas da literatura médica. Segundo a revisão intitulada “Evidence-based survey of the elimination rates of ethanol from blood with applications in forensic casework”, conduzida por A. W. Jones e publicada na revista Forensic Science International em 2010, a taxa fisiológica de eliminação do etanol no sangue varia entre 10 e 35 mg por decilitro por hora. Em bebedores moderados, a média se mantém em torno de 15 mg/dL/h, o que significa que uma cerveja padrão demora aproximadamente de uma a duas horas para ser completamente eliminada. O pesquisador destacou que fatores como jejum, frequência de consumo e condições hepáticas alteram significativamente essa taxa.

O que não funciona para eliminar o álcool mais rápido? É comum acreditar que certas estratégias podem acelerar a saída do álcool do corpo, mas a maioria delas não tem eficácia comprovada. Entre os mitos mais difundidos estão:

Tomar café — a cafeína pode reduzir a sonolência, mas não acelera o metabolismo do álcool no fígado. Tomar banho frio — pode dar uma sensação momentânea de alerta, porém não altera a velocidade de eliminação. Fazer exercícios físicos — embora ative o metabolismo de forma geral, não há evidência de que reduza significativamente o tempo de processamento do álcool. Beber muita água — a hidratação ajuda a amenizar sintomas da ressaca, mas não faz o fígado trabalhar mais rápido.

Por que é importante respeitar o tempo de eliminação? No Brasil, a Lei Seca adota tolerância praticamente zero para o consumo de álcool ao volante. Mesmo uma única cerveja pode gerar resultado positivo no bafômetro se a pessoa dirigir logo em seguida. A Polícia Rodoviária Federal recomenda aguardar no mínimo 12 horas após o consumo de bebida alcoólica antes de assumir a direção, como margem de segurança.

Cada organismo reage de forma diferente ao álcool, e não há como prever com exatidão o momento em que a concentração no sangue chega a zero. Se você tem dúvidas sobre como o álcool pode afetar sua saúde ou precisa de orientação sobre consumo seguro, consulte um médico. Somente um profissional de saúde pode avaliar sua condição individual e oferecer recomendações adequadas.

Tua Saúde

As doenças cardíacas podem ser identificadas em exames de rotina, mas nem sempre dão sinais claros no início. Alguns sintomas discretos acabam sendo ignorados no dia a dia e podem indicar que algo não vai bem com o coração.

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Insuficiência cardíaca e hipertensão, por exemplo, estão entre os problemas mais comuns e muitas vezes evoluem de forma silenciosa. Por isso, é importante ficar atento a sinais que parecem simples, mas podem ter relação com o sistema cardiovascular.

Inchaço nas pernas pode ser alerta

O edema, que é o inchaço causado pelo acúmulo de líquido nos tecidos, pode estar ligado a doenças cardíacas. A médica Bhavini Shah explicou ao jornal britânico Mirror que esse sintoma pode piorar ao longo do dia e merece atenção.

O médico Jay Cardiello afirmou à revista Shape que o edema também pode surgir por fatores como alimentação rica em sal, longos períodos sentado ou em pé e lesões. No entanto, em alguns casos, pode estar associado à insuficiência cardíaca congestiva ou a doenças renais.

Dor no peito

Sensação de pressão, aperto ou compressão no peito é um dos sintomas mais conhecidos de problemas cardíacos. Dependendo da intensidade e da duração, pode indicar um infarto e exige avaliação médica imediata.

Falta de ar

Quando o coração não consegue bombear sangue de maneira eficiente, pode haver acúmulo de líquido nos pulmões. Isso dificulta a respiração e provoca falta de ar, inclusive durante atividades leves.

Fadiga extrema

Cansaço excessivo e dificuldade para realizar tarefas simples do dia a dia também podem ser sinais de que o coração não está funcionando corretamente.

Dor no braço esquerdo é sempre infarto?

A dor no braço esquerdo costuma ser associada ao ataque cardíaco, mas nem sempre significa isso. O cardiologista Brajesh Kunwar explicou ao site HealthShots que o sintoma pode variar de acordo com a idade e outros sinais apresentados.

Se a dor vier acompanhada de náuseas, ansiedade, sensação de vômito ou mal-estar intenso, é fundamental procurar ajuda médica imediatamente.

Outras causas para dor no braço esquerdo

Problemas musculoesqueléticos

Condições como artrite no ombro podem provocar dor que se estende para o braço. Pessoas que passam muitas horas sentadas ou utilizam o braço com frequência devem ficar atentas.

Compressão cervical

Alterações na coluna cervical podem afetar nervos e causar dor irradiada para o braço.

Lesões no ombro

Luxações, fraturas ou inflamações nos tecidos do ombro podem provocar dor persistente que se espalha pelo braço.

Diante de qualquer sintoma persistente ou diferente do habitual, a recomendação é buscar avaliação médica para identificar a causa e evitar complicações.

Potássio é essencial, mas excesso pode causar 3 complicações Mineral é essencial para o funcionamento do coração e dos músculos, mas o consumo exagerado por meio de suplementos pode provocar hipercalemia, arritmias e problemas digestivos. Especialistas recomendam orientação médica antes de iniciar a suplementação.

Noticias ao Minuto

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que deve divulgar na próxima semana a resposta sobre os pedidos de registro das versões nacionais das canetas à base de semaglutida, princípio ativo do Ozempic. Os pedidos em análise são das farmacêuticas EMS e Ávita Care.

ozempicc

A patente da semaglutida, substância desenvolvida pela farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, perde a validade no Brasil em 20 de março. A empresa tentou recorrer à Justiça para estender o prazo de exclusividade, mas teve o pedido negado.

Com o fim da patente, outras farmacêuticas passam a poder produzir e comercializar medicamentos à base de semaglutida no país, desde que obtenham aprovação regulatória.

Ainda no ano passado, o Ministério da Saúde pediu que a agência desse prioridade para a avaliação de canetas nacionais, resultado que começa a aparecer nas próximas semanas.

Apesar disso, não há garantia de aprovação imediata — a Anvisa pode solicitar informações complementares às empresas antes de conceder o aval definitivo.

Impacto no mercado Especialistas avaliam que, com a entrada de versões nacionais no mercado, a tendência é de redução nos preços, impulsionada pelo aumento da concorrência. No entanto, essa queda não deve ocorrer de forma imediata.

No caso da EMS, a empresa informou que já possui estrutura industrial preparada para fabricar medicamentos dessa classe, mas ainda não há cronograma definido para lançamento, nem detalhes sobre o produto ou a política de preços. Segundo a farmacêutica, qualquer avanço depende exclusivamente da etapa regulatória.

A EMS é, até o momento, o único laboratório nacional que já lançou canetas injetáveis para emagrecimento de geração anterior, à base de liraglutida.

G1

Foto: Divulgação

O Carnaval é sinônimo de música alta, madrugada estendida e brindes repetidos. Para o cérebro, porém, a soma desses estímulos pode significar sobrecarga. A exposição prolongada a sons intensos, a privação de sono e o consumo excessivo de álcool atuam em áreas centrais do sistema nervoso e, quando combinados, potencializam riscos que vão de perda auditiva a alterações cognitivas e comportamentais.

carnaval

O neurocirurgião Helder Picarelli, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e pós-doutor pela Universidade de São Paulo (USP), explica que o impacto começa pelo ouvido, mas não termina nele.

"Uma conversa comum gira em torno de 60 decibéis, nível considerado seguro. Já blocos e shows podem ultrapassar 100 decibéis —intensidade que reduz drasticamente o tempo de tolerância do organismo", diz.

Segundo ele, sons elevados e prolongados lesam as células ciliadas da cóclea, estruturas responsáveis por transformar vibrações em impulsos elétricos para o cérebro. O dano pode resultar em perda auditiva, dificuldade de discriminar sons e zumbido persistente. Em níveis ainda mais altos —como explosões ou fogos muito próximos— a lesão pode ser imediata e irreversível.

Excesso ativa circuitos ligados ao estresse Embora o ruído não cause, de forma direta, uma lesão cerebral estrutural, ele interfere no funcionamento do sistema nervoso. O estímulo intenso mantém o cérebro em estado de alerta, dificulta o sono, altera o humor e aumenta a fadiga mental. Pessoas com maior sensibilidade sensorial, como indivíduos no espectro autista, tendem a sofrer ainda mais com sons agudos e repetitivos.

Neurologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Guilherme Olival complementa que o excesso de estímulo auditivo ativa circuitos ligados ao estresse. O cérebro interpreta a intensidade sonora como ameaça, elevando a liberação de cortisol, hormônio relacionado à resposta de alerta.

O resultado pode ser irritabilidade, dificuldade de concentração e sensação de esgotamento cognitivo.

Nesse contexto, o uso de protetores auriculares não protege apenas a audição. Ao reduzir o estímulo sonoro, diminui também a ativação desses circuitos de estresse, funcionando como uma barreira indireta contra a sobrecarga neural.

Se o barulho mantém o cérebro em alerta, a privação de sono impede que ele se recupere. A primeira região a sofrer com uma noite mal dormida é o córtex pré-frontal, responsável por julgamento, planejamento e controle de impulsos. Em seguida, áreas ligadas à memória, como o hipocampo, também passam a funcionar de forma menos eficiente.

Olival explica que, após 24 horas acordado, o desempenho cognitivo pode se aproximar do observado em alguém sob efeito significativo de álcool, com prejuízo da atenção e da capacidade de reação.

Biologicamente, há aumento do cortisol, desregulação de neurotransmissores e maior ativação da amígdala, estrutura associada às respostas emocionais.

A privação repetida gera o que os especialistas chamam de “dívida de sono”. Uma boa noite pode aliviar a sensação subjetiva de cansaço, mas as funções executivas demoram dias para se normalizar.

Em casos prolongados —48 ou 72 horas sem dormir— o cérebro pode apresentar alucinações, crises convulsivas e episódios de “apagão” como mecanismo de proteção.

Picarelli ressalta que cada pessoa tem um limiar individual, mas, de modo geral, adultos precisam de cerca de 8 horas de sono por noite para manter desempenho adequado. Dormir menos por vários dias consecutivos compromete memória, raciocínio e reflexos —cenário que se repete com frequência após a maratona de blocos.

Álcool: primeiro desliga o freio, depois o motor O álcool atua como depressor do sistema nervoso central. Inicialmente, inibe neurônios responsáveis pelo controle inibitório, o que explica a sensação de euforia e desinibição nas primeiras doses. À medida que a concentração aumenta, regiões como o cerebelo (ligado à coordenação motora) e o hipocampo (essencial para a formação de memórias) passam a ser afetadas.

É nesse estágio que surgem fala arrastada, desequilíbrio e os chamados “apagões”, quando períodos inteiros deixam de ser registrados na memória. Em níveis mais elevados, pode haver depressão respiratória e coma alcoólico.

Os efeitos variam conforme a velocidade de ingestão, a presença de alimento no estômago, o metabolismo individual e a concentração da bebida.

Bebidas destiladas, com teor alcoólico acima de 40%, elevam rapidamente a quantidade de álcool no sangue.

O consumo repetido em grandes quantidades —o chamado binge drinking— pode gerar efeito cumulativo. Ao longo dos anos, o uso frequente está associado à atrofia cerebral, prejuízo cognitivo, neuropatias periféricas e deficiência de vitaminas do complexo B, além de danos hepáticos graves, como cirrose.

A combinação que multiplica riscos Separadamente, barulho intenso, falta de sono e álcool já comprometem o desempenho cerebral. Juntos, os efeitos se potencializam.

A privação de sono reduz o controle inibitório; o álcool enfraquece ainda mais esse sistema. O resultado é maior impulsividade, pior avaliação de risco e aumento da probabilidade de acidentes, conflitos e comportamentos perigosos.

A mistura com energéticos pode mascarar a sonolência, mas não reduz o prejuízo cognitivo. Ao contrário, prolonga o tempo de exposição ao álcool e pode aumentar o risco de arritmias e convulsões em pessoas predispostas.

Indivíduos com enxaqueca, epilepsia, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) ou transtornos de ansiedade formam um grupo ainda mais vulnerável. Alterações de sono e estímulos intensos são gatilhos conhecidos para crises, especialmente em quem já tem diagnóstico neurológico prévio.

Quando procurar ajuda Após o Carnaval, alguns sinais exigem avaliação médica.

Zumbido persistente (avaliar com otorrinolaringologista com urgência). Confusão mental. Amnésia prolongada. Desorientação. Dor de cabeça súbita e intensa. Convulsões. Fraqueza em um lado do corpo. Perda visual. É possível curtir sem sobrecarregar? Os especialistas reforçam que o cérebro responde positivamente a estímulos prazerosos, como música e dança. O problema está no excesso e na ausência de recuperação.

Algumas medidas simples ajudam a proteger o sistema nervoso durante o Carnaval:

Dormir de 6 a 8 horas sempre que possível. Intercalar momentos de descanso entre os blocos e eventos. Manter hidratação adequada ao longo do dia. Evitar misturar álcool com energéticos. Usar proteção auditiva em ambientes com som muito alto.

G1

Foto: Leo Caldas/g1