• prefeutura-de-barao.jpg
  • roma.png
  • vamol.jpg

A busca por qualidade de vida e bem-estar é uma questão muito atual. Sendo assim, a terapia hormonal de afirmação de gênero acaba sendo um processo importante para as pessoas que querem alinhar suas características físicas com a sua identidade de gênero.

atri

No entanto, mais do que apenas começar o tratamento, é muito importante entender bem o papel da medicina preventiva em todas as etapas desse acompanhamento. Plataformas como a Vivuna contribuem muito para aumentar o acesso descomplicado, seguro e humano à terapia hormonal de afirmação de gênero. Continue a leitura para saber mais sobre esse tema.

O que é a terapia hormonal de afirmação de gênero?

A terapia hormonal de afirmação de gênero é o uso controlado de hormônios para trazer mudanças físicas no corpo, o deixando mais alinhado à identidade de gênero da pessoa.

Esse processo pode envolver a administração de estrogênios, testosterona ou bloqueadores hormonais, sempre com cuidado e orientação médica.

É importante lembrar que cada organismo irá reagir de forma diferente, o que torna o acompanhamento individualizado indispensável. A medicina preventiva se torna muito importante, para que todo o processo aconteça com segurança, desde os exames iniciais até o ajuste contínuo das dosagens.

A importância da medicina preventiva nesse processo

Quando se fala em terapia hormonal de afirmação de gênero, não se trata apenas de iniciar um tratamento, mas de manter um acompanhamento constante. A medicina preventiva permite identificar possíveis riscos antes que eles virem problemas maiores, além de monitorar os efeitos do uso prolongado de hormônios no organismo.

Esse cuidado inclui exames laboratoriais regulares, avaliação de funções hepáticas, controle dos níveis hormonais e análise de possíveis problemas cardiovasculares. Dessa forma, o paciente alcança seus objetivos e também preserva sua saúde a longo prazo.

Terapia hormonal não binária e personalização do tratamento

Um dos avanços mais importantes na área é o reconhecimento da terapia hormonal não binária, que atende pessoas que não se identificam exclusivamente como homem ou mulher. Os hormônios não binários são utilizados de maneira personalizada, respeitando as necessidades e objetivos individuais.

Aqui, se precisa ainda mais atenção da medicina preventiva, já que os protocolos não seguem os padrões tradicionais. O acompanhamento médico vai garantir os ajustes precisos e evitar desequilíbrios hormonais, trazendo sempre mais segurança ao paciente.

Quais os riscos da automedicação e da falta de acompanhamento?

Apesar do aumento de informação sobre o tema, ainda existem pessoas que começam a terapia hormonal sem ter uma orientação profissional. Esse é um dos maiores riscos que conhecemos em relação à terapia hormonal de afirmação de gênero, pois o uso inadequado de hormônios pode causar complicações sérias.

Entre os principais problemas estão alterações cardiovasculares, sobrecarga no fígado, mudanças bruscas de humor e até complicações no metabolismo da pessoa. A medicina preventiva atua justamente para evitar esses cenários, oferecendo um acompanhamento baseado em evidências.

Acesso seguro e acompanhamento especializado

Com o avanço da tecnologia, é ainda mais fácil ter acesso a serviços de saúde especializados. A Vivuna é um exemplo de iniciativa que facilita esse processo, promovendo acesso descomplicado, seguro e humano à terapia hormonal de afirmação de gênero, com suporte profissional desde o início.

Esse tipo de serviço é muito importante para regiões onde o acesso a especialistas pode ser mais difícil, como em diversas áreas do Piauí, aumentando muito o alcance de cuidados de qualidade.

Se você pensa em realizar esse tipo de terapia, conte com a Vivuna e sua experiência e tenha acesso descomplicado, seguro e humano à terapia hormonal de afirmação de gênero.

A popularização da melatonina como solução rápida para dormir melhor preocupa o Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), após estudos recentes associarem o uso prolongado do suplemento a maior risco de insuficiência cardíaca.

melatonina

Diante do avanço da automedicação, a entidade lançou um informe técnico com alertas sobre contraindicações, interações medicamentosas e riscos do consumo sem acompanhamento profissional.

O material alerta para a percepção equivocada de que, por ser um produto “natural”, a melatonina seria isenta de riscos. Segundo o CRF-SP, isso não é verdade.

“O fato de ser um suplemento não significa que seja isento de riscos. A melatonina pode interagir com medicamentos, sofrer variações no metabolismo entre diferentes pessoas e até causar efeitos indesejados quando utilizada sem critério”, afirma o informe técnico.

O documento também destaca um estudo apresentado em 2025 pela American Heart Association, nos Estados Unidos. A pesquisa acompanhou por cinco anos mais de 130 mil adultos com insônia que usaram melatonina por pelo menos um ano e identificou aumento na probabilidade de diagnóstico de insuficiência cardíaca, além de maior risco de hospitalizações e mortalidade por qualquer causa.

Segundo os dados preliminares do estudo, pessoas que utilizaram melatonina por 12 meses ou mais tiveram cerca de 90% mais chances de desenvolver insuficiência cardíaca ao longo de cinco anos. O grupo também apresentou risco 3,5 vezes maior de hospitalização por insuficiência cardíaca e quase o dobro de risco de morte por qualquer causa.

Os próprios autores ressaltam, porém, que os resultados ainda não comprovam relação direta de causa e efeito entre a melatonina e os problemas cardíacos, e que mais pesquisas são necessárias.

O que é a melatonina A melatonina é um hormônio produzido naturalmente pela glândula pineal, no cérebro, principalmente durante a noite. Sua função é sinalizar ao organismo que chegou a hora de dormir, ajudando a regular o chamado ciclo sono-vigília.

A produção do hormônio é influenciada pela luz. Ambientes escuros estimulam a liberação de melatonina, enquanto a exposição à luz — especialmente a luz azul de celulares, tablets e computadores — reduz sua produção.

Além do sono, a melatonina participa de mudanças metabólicas, cardiovasculares, respiratórias, digestivas e imunológicas que ocorrem durante o período de repouso.

No Brasil, a melatonina foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como suplemento alimentar em 2021. A regulamentação estabelece limite diário de 0,21 mg para adultos e proíbe indicação terapêutica do produto. O uso é contraindicado para crianças, gestantes, lactantes e profissionais que exerçam atividades que exijam atenção contínua.

Quando o uso pode ser indicado Segundo Dalva Poyares, médica especialista em medicina do sono, a melatonina pode ser utilizada em situações específicas, como distúrbios do ritmo circadiano, jet lag, deficiência visual e em alguns pacientes com transtorno do espectro autista.

Já nos casos de insônia, o hormônio pode ajudar no início do sono, mas não é considerado tratamento definitivo para o problema.

O CRF-SP reforça que o uso deve ser individualizado e acompanhado por profissional de saúde. O conselho também chama atenção para a diferença entre a dose produzida naturalmente pelo corpo e as quantidades usadas em alguns estudos clínicos — muitas vezes superiores ao limite permitido no Brasil.

Quais são os riscos do uso sem orientação Além das preocupações levantadas pelo estudo americano, especialistas alertam para efeitos adversos mais comuns associados ao uso inadequado da melatonina.

Entre eles estão:

sonolência durante o dia;

tontura;

dor de cabeça;

náuseas;

fadiga;

dificuldade de concentração;

pesadelos.

Segundo o CRF-SP, farmacêuticos podem ajudar a identificar possíveis interações medicamentosas, contraindicações e situações em que o suplemento não é recomendado.

O conselho também destaca que a melatonina não substitui hábitos considerados fundamentais para a qualidade do sono, como prática de atividade física, alimentação equilibrada e higiene do sono.

G1

Foto: American Heart Association

O excesso de sal na alimentação continua sendo um dos maiores riscos silenciosos para a saúde cardiovascular dos brasileiros. Entre os dias 13 e 19 de maio, a Semana Mundial de Conscientização sobre o Sal reforça o alerta sobre os impactos do consumo elevado de sódio, associado ao aumento de casos de hipertensão, infarto, AVC e doenças renais.

perigosal

Mas deixa eu te perguntar: você costuma colocar sal em tudo? Ou acha que consome pouco só porque não exagera no saleiro? A verdade é que muita gente ingere sal demais sem perceber.

Segundo o Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares causam cerca de 400 mil mortes por ano no Brasil. Desse total, aproximadamente 46 mil estão relacionadas ao consumo excessivo de sal.

O chamado “sódio oculto” está presente em diversos alimentos industrializados consumidos diariamente — muitas vezes sem que a gente perceba.

“O brasileiro consome, em média, entre 9 e 12 gramas de sal por dia, praticamente o dobro do recomendado pelas diretrizes internacionais”, explica Marcio Sousa, cardiologista e chefe da Seção de Hipertensão Arterial, Tabagismo e Nefrologia do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda o consumo máximo de 5 gramas de sal por dia — o equivalente a uma colher de chá rasa, considerando toda a alimentação diária.

“Hoje, o principal vilão é o sódio oculto presente nos alimentos processados e ultraprocessados. Estima-se que mais de 70% do sódio consumido venha desses produtos”, afirma o doutor Sousa.

E é aí que mora o perigo. Porque o excesso de sódio não aparece só no macarrão instantâneo ou nos embutidos. Ele também pode estar escondido em alimentos que muita gente considera “do bem”.

“Existem produtos considerados ‘fitness’ ou aparentemente saudáveis que podem ter muito sódio, como barras proteicas, whey protein, granolas, isotônicos, águas saborizadas e refrigerantes zero ou diet”, destaca o cardiologista.

Sim, até aquele lanchinho “fit” da correria pode esconder mais sal do que você imagina. Já reparou na quantidade de sódio dos produtos que você consome todos os dias?

“O sódio faz o corpo reter mais líquido, aumentando o volume de sangue dentro dos vasos e sobrecarregando o coração. Com o tempo, isso favorece hipertensão, infarto, AVC, insuficiência cardíaca e doença renal crônica”, diz.

O problema é que, na maioria das vezes, o corpo não dá sinais tão claros no começo. E muita gente convive anos com pressão alta sem nem desconfiar.

A alimentação moderna também tem contribuído para que os problemas cardiovasculares apareçam mais cedo: “O consumo frequente de ultraprocessados, fast food, embutidos, energéticos e alimentos ricos em sódio faz com que muitos jovens desenvolvam pressão alta cada vez mais cedo”, alerta Marcio Sousa.

E não, isso não significa viver comendo comida sem graça.

Segundo o especialista, o paladar consegue se adaptar gradualmente à redução do sal: “Em média, essa adaptação leva de três a oito semanas. Depois desse período, alimentos naturais passam a ter mais sabor e produtos industrializados podem até parecer excessivamente salgados”, afirma.

O médico recomenda apostar em temperos naturais, como alho, cebola, ervas frescas, limão, páprica e cúrcuma. Aos poucos, o paladar muda — e muita gente passa até a estranhar alimentos muito salgados.

Outra dica importante? Começar a olhar os rótulos dos alimentos com mais atenção.

“Valores acima de 400 mg de sódio por porção já merecem cautela. Também é importante observar ingredientes como glutamato, bicarbonato, fosfato e conservadores, que indicam fontes de sódio oculto”, orienta.

No fim das contas, pequenas mudanças fazem diferença. Reduzir ultraprocessados, evitar exageros e provar a comida antes de adicionar mais sal já são passos importantes para cuidar da saúde do coração sem precisar virar a rotina de cabeça para baixo.

Como Ser Saudável|Renata Garofano

Foto: Imagem gerada por IA via ChatGPT

Uma nova pílula experimental chamada baxdrostate mostrou resultados promissores no controle da pressão alta resistente e na proteção dos rins em pessoas com doença renal crônica. O medicamento age bloqueando a produção do hormônio aldosterona, responsável pela retenção de sal e água no organismo. Os achados podem representar um avanço importante para milhões de pessoas que convivem com hipertensão difícil de controlar e perda progressiva da função renal.

baxdotraste

O que é o baxdrostate e como ele age no organismo O baxdrostate pertence a uma classe de medicamentos conhecida como inibidores da aldosterona sintase. Ele atua reduzindo a produção de aldosterona, hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais que regula o equilíbrio de sódio e água no corpo.

Quando os níveis desse hormônio ficam elevados, o organismo retém mais sódio e líquidos, o que eleva a pressão arterial e pode causar danos aos vasos sanguíneos e aos rins ao longo do tempo.

Por que a hipertensão e a doença renal andam juntas A pressão alta e a doença renal crônica formam um ciclo perigoso. Quando a pressão permanece elevada, os rins sofrem desgaste progressivo. Conforme a função renal diminui, a pressão tende a subir ainda mais.

Esse círculo vicioso aumenta significativamente o risco de infarto, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca e falência renal. Por isso, encontrar tratamentos que atuem em ambas as frentes é considerado uma prioridade médica.

Estudo científico comprova benefícios do novo medicamento Os resultados que animaram a comunidade médica vieram de um ensaio clínico de fase 2, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo. Segundo o estudo Efficacy and Safety of Baxdrostat in Participants with CKD and Uncontrolled Hypertension, publicado no Journal of the American Society of Nephrology, o medicamento reduziu a pressão sistólica em 8,1 mm Hg a mais que o placebo após 26 semanas.

Além disso, os participantes que tomaram baxdrostate apresentaram redução de 55% nos níveis de albumina na urina, um marcador importante de dano renal e risco cardiovascular.

Quais os principais resultados observados nos pacientes O estudo incluiu 195 adultos com idade média de 66 anos, todos com pressão alta descontrolada apesar do uso de medicações padrão. Os pesquisadores acompanharam diversos indicadores de saúde renal e cardiovascular ao longo de seis meses.

Entre os achados mais relevantes do ensaio clínico, destacam-se:

Redução significativa da pressão sistólica em comparação ao placebo, mesmo em pacientes que já tomavam outros remédios Queda de mais da metade nos níveis de albumina urinária, indicando menor sobrecarga renal Eficácia mantida em pessoas com diabetes tipo 2, presente em 80% dos participantes Boa tolerância geral ao tratamento, sem mortes registradas durante o estudo Cuidados e efeitos adversos identificados Apesar dos resultados positivos, o medicamento apresentou um efeito colateral relevante. O aumento dos níveis de potássio no sangue, condição chamada de hipercalemia, ocorreu em 41% dos pacientes que tomaram baxdrostate, contra apenas 5% do grupo placebo.

A maioria dos casos foi classificada como leve a moderada, mas esse efeito exige acompanhamento médico rigoroso. Antes de começar qualquer tratamento, vale conhecer os sintomas de pressão alta e fatores de risco, conforme orientações disponíveis no Tua Saúde.

Quem pode se beneficiar do tratamento no futuro O baxdrostate ainda não foi aprovado pela FDA nem pela ANVISA, mas já está sendo avaliado em estudos de fase 3 mais amplos. As novas pesquisas combinam o medicamento com dapagliflozina para verificar se a associação pode retardar a progressão da doença renal crônica.

A expectativa é que o tratamento beneficie principalmente pessoas com hipertensão resistente associada a problemas renais, grupo que historicamente teve poucas opções terapêuticas eficazes.

Tua Saúde