A má saúde bucal pode levar a uma variedade de problemas de saúde. Agora, pesquisadores italianos concluíram que problemas de saúde com suas gengivas também podem dificultar o gerenciamento da pressão alta. Eles afirmam que pessoas com hipertensão que também têm doença nas gengivas têm leituras de pressão sanguínea que são em média mais altas do que aquelas sem doença na gengiva.

Aqueles com hipertensão e doença gengival foram 20% mais propensos a ter sua hipertensão não controlada com medicação, quando comparados com pacientes com hipertensão que não tinham doença na gengiva.

saude dental

Cerca de 52% das pessoas estudadas tinham doença da gengiva, formalmente conhecida como doença periodontal A maioria dos pesquisados tinha uma considerada moderadamente severa, enquanto 3% tinham um caso leve e 12% tinham caso grave. A pressão arterial aumentou progressivamente daqueles com casos leves a moderados e naqueles com casos graves.

As pessoas que têm inflamação e infecção da doença periodontal descontrolada correm mais risco de desenvolver doença cardiovascular porque quando a inflamação está dentro dos vasos sanguíneos, isso torna o revestimento dentro deles mais espesso. À medida que você recebe essas placas espessas dentro desses vasos sanguíneos, diminui o fluxo sanguíneo, colocando-o em risco de ataque cardíaco e derrame.

A boca está cheia de bactérias. Com boas práticas de saúde bucal, como escovação diária e uso do fio dental, essas bactérias são mantidas sob controle. Mas a má higiene bucal pode permitir que elas se acumulem, causando infecções e doenças nas gengivas. Isso, por sua vez, pode levar a condições crônicas em outras partes do corpo.

Esses mediadores inflamatórios, bem como bactérias, podem acabar na corrente sanguínea. É possível que a inflamação causada pela gengivite torne a medicação da pressão arterial menos eficaz e, por sua vez, a pressão arterial fique fora de controle Pacientes com hipertensão e doença cardiovascular devem seguir uma boa higiene bucal e visitar seu dentista a cada seis meses.

Hipertensão Arterial

 

Fonte: Cidade Verde

 

O ministro da Saúde, Gilberto Occhi, disse hoje (16) que vai sugerir à equipe de transição, na próxima semana, substituir as vagas abertas com a partida dos cubanos, no programa Mais Médicos, por profissionais formados com recursos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo ele, o tema foi analisado por técnicos e deve ser agora debatido em nível político.

“Uma das propostas que nós vamos apresentar é essa, como outras propostas que estamos trabalhando não só na questão do Programa Mais Médicos, mas também de outras questões do Ministério da Saúde”, disse Occhi ao participar da cerimônia de inauguração das instalações do Centro Especializado em Reabilitação (CER IV), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O ministro não detalhou a proposta que será apresentada à equipe do presidente eleito Jair Bolsonaro. O Fies é um fundo de financiamento para estudantes de baixa renda. Um período depois de formados, os estudantes passam a pagar as mensalidades que foram financiadas. Os valores variam de acordo com a negociação prévia feita no momento da matrícula.

ministro saude

Exigências

O ministro disse que até a próxima terça-feira (20) será lançado o edital para a contratação de médicos nas vagas que surgirem com o desligamento de profissionais cubanos. Eles devem ser substituídos por médicos brasileiros que tenham o número de inscrição no Conselho Regional de Medicina (CRM), obtido no Brasil e que possam fazer a opção de trabalhar no Programa Mais Médicos.

“Em um segundo momento, depois de um determinado período, vamos abrir para os médicos brasileiros formados no exterior. Acreditamos que existe um universo de cerca de 15 a 20 mil médicos aptos a participar do edital e a nossa ideia é fazer isso imediatamente ainda agora em novembro nós já temos médicos que tenham condições já escolhendo seus lugares para trabalhar.”

Vagas

Occhi indicou ter certeza de que as vagas serão ocupadas, ainda que em chamadas iniciais para o programa os médicos brasileiros não tenham apresentado grande interesse em participar. “Acredito que sim [as vagas serão ocupadas], até porque, no último edital que fizemos no ano passado, tivemos mais de 20 mil inscritos brasileiros. Depois, eles não foram para os lugares, aí utilizamos em uma segunda chamada o médico estrangeiro. Acreditamos que sim, já que essa é uma grande oportunidade.”

De acordo com o ministro, o governo federal vai atuar em parcerica com os municípios e a sociedade médica de uma maneira geral. “É uma ação que o governo federal vai capitanear, mas há um envolvimento de todos.” Segundo ele, ainda não foi definido um cronograma de saída dos profissionais cubanos do Mais Médicos.

“Não tem uma definição. Isso é uma decisão do governo de Cuba de retirá-los. Nós estamos trabalhando de forma emergencial, para que na medida em que o médico cubano saia, ele tem a decisão de sair, mas que a gente tenha outros profissionais brasileiros que possam ocupar este lugar.”

 

Fonte: Agência Brasil

 

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (14) que vai lançar um edital nos próximos dias para médicos que queiram ocupar as vagas que serão deixadas pelos profissionais cubanos que integram o programa Mais Médicos.

“Será respeitada a convocação prioritária dos candidatos brasileiros formados no Brasil seguida de brasileiros formados no exterior”, diz a nota encaminhada à imprensa na tarde de hoje.

A pasta recebeu nesta manhã (14) o comunicado da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), no qual o governo cubano informa que vai deixar de participar do programa Mais Médicos. Segundo o ministério, 8.332 vagas são ocupadas por esses profissionais. “O governo federal está adotando todas as medidas para garantir a assistência dos brasileiros atendidos pelas equipes da Saúde da Família que contam com profissionais de Cuba”, diz o comunicado.

O governo de Cuba informou que deixará de fazer parte do programa. A justificativa é que as exigências feitas pelo governo eleito são “inaceitáveis” e “violam” acordos anteriores. O presidente eleito Jair Bolsonaro disse, na sua conta do Twitter, que a permanência dos cubanos está condicionada à realização do Revalida pelos profissionais, que é o exame aplicado aos médicos que se formam no exterior e querem atuar no Brasil.

Procurada pela reportagem, a Opas, que intermediou o convênio entre Brasil e Cuba para vinda dos médicos cubanos, diz que foi comunicada pelo governo de Cuba sobre a decisão de não continuar participando do programa e informou o Ministério da Saúde brasileiro. “Devemos ter mais detalhes nos próximos dias. Assim que os tivermos, divulgaremos", diz nota.

mais medicos

Fonte: Agência Brasil

cafeUm relatório do Instituto de Informação Científica sobre o Café (ISIC) intitulado 'Café e diabetes tipo 2: Uma revisão das pesquisas mais recentes' destaca o papel potencial do consumo de café sobre o risco reduzido de desenvolver diabetes tipo 2 e os mecanismos potenciais envolvidos.

Diabetes Mellitus Tipo 2 é uma doença crônica que altera a forma como o organismo controla a glicose (açúcar) no sangue, que é a sua principal fonte de energia. Caracterizada por uma deficiência na ação e secreção da insulina, isto acontece porque a pessoas com diabetes tipo 2 podem ter resistência à insulina.

Os pesquisadores revisaram mais de 30 estudos sobre a associação do consumo de café e o diabetes tipo 2 com mais de um milhão de participantes quando somados.

O professor Kjeld Hermansen explorou as potenciais perspectivas por trás da associação inversa entre o consumo de café e o diabetes tipo 2, apresentando um resumo das pesquisas que foram realizadas nessa área.

A pesquisa sugere que vários fatores podem estar envolvidos, incluindo um efeito antioxidante, um efeito antiinflamatório, efeitos termogênicos ou a modulação da diversidade do microbioma. A apresentação do professor Hermansen também se baseou em sua própria pesquisa sobre compostos de café, como o ácido caféico e cafestol.

As principais conclusões da pesquisa destacadas no relatório incluem:

Meta-análises sugerem que beber de 3 a 4 xícaras de café por dia está associado a um risco 25% menor de desenvolver diabetes tipo 2


A associação inversa entre o consumo de café e diabetes tipo 2 foi demonstrada em homens e mulheres


Meta-análises sugerem que tanto o café cafeinado quanto o descafeinado estão associados a um risco reduzido de diabetes tipo 2


Um número de compostos clinicamente relevantes estão presentes no café, incluindo: cafeína, ácidos hidroxicinâmicos, trigonelina, diterpenos, por exemplo, cafestol e kahweol, e ácido cafeico.


A meta-análise é uma técnica estatística que integra os resultados de dois ou mais estudos independentes, sobre uma mesma questão de pesquisa, combinando, em uma medida resumo, os resultados de tais estudos.

 

G1

Foto: Pixabay

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