- Detalhes
- DestaqueSaúde
O refluxo gastroesofágico é um dos problemas digestivos mais comuns na população e se manifesta como uma sensação de queimação no peito, gosto ácido na boca e desconforto após as refeições. Ele acontece quando o conteúdo do estômago retorna para o esôfago, causandoirritação e inflamação. Embora episódios ocasionais sejam normais, quando o refluxo se torna frequente pode afetar significativamente a qualidade de vida e, se não tratado, levar a complicações mais sérias. A boa notícia é que mudanças simples nos hábitos alimentares e no estilo de vida podem reduzir os episódios de forma considerável.

Por que o refluxo gastroesofágico acontece? Na parte inferior do esôfago existe uma espécie de válvula muscular que se abre para permitir a passagem do alimento para o estômago e se fecha para impedir que o conteúdo gástrico retorne. Quando essa válvula enfraquece ou relaxa de forma inadequada, o ácido do estômago sobe para o esôfago e provoca a queimação característica do refluxo.
Alguns fatores aumentam a probabilidade de isso acontecer, como excesso de peso, que eleva a pressão sobre o estômago, refeições muito volumosas ou gordurosas, o hábito de deitar logo após comer, tabagismo e o consumo frequente de álcool. A gravidez também pode favorecer o refluxo devido à pressão exercida pelo útero sobre os órgãos digestivos.
Sinais que indicam refluxo frequente O refluxo pode se manifestar de várias formas e nem sempre a queimação no peito é o sintoma mais evidente. Os sinais que merecem atenção incluem:
Revisão sistemática confirma que hábitos alimentares influenciam diretamente o refluxo A ciência já demonstra com clareza que a forma como uma pessoa se alimenta tem impacto direto sobre os episódios de refluxo. Segundo a revisão sistemática “Dietary and Lifestyle Factors Related to Gastroesophageal Reflux Disease: A Systematic Review”, publicada na revista Therapeutics and Clinical Risk Management em 2021 e disponível no PubMed Central, foram analisados 72 estudos e os resultados mostraram que jantar e deitar em menos de três horas aumenta em mais de sete vezes o risco de refluxo, que comer rápido demais quadruplica esse risco e que dietas ricas em gordura também estão fortemente associadas ao problema. A revisão ainda destacou que a prática regular de exercícios físicos tem efeito protetor e que o tabagismo e o consumo de álcool agravam os sintomas.
Mudanças práticas que ajudam a aliviar o refluxo Além do tratamento médico, quando necessário, algumas mudanças no dia a dia fazem grande diferença no controle dos sintomas. Evitar refeições pesadas e gordurosas, comer devagar e em porções menores, não deitar nas três horas seguintes à refeição e elevar a cabeceira da cama em cerca de 15 centímetros são medidas que reduzem significativamente os episódios. Manter um peso saudável e evitar roupas apertadas na região do abdômen também contribuem para aliviar a pressão sobre o estômago.
Se você sente queimação no peito com frequência, regurgitação ácida ou qualquer outro sintoma persistente, procure um gastroenterologista para avaliação. Somente um profissional de saúde pode confirmar o diagnóstico, descartar outras causas e indicar o tratamento adequado para o seu caso.
Este conteúdo é meramente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento de um médico. Nunca interrompa qualquer tratamento sem orientação profissional adequada.
Tua Saúde


