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A estreia de Cuca pelo São Paulo no próximo domingo foi assunto na Academia de Futebol do Palmeiras nesta quinta-feira, antes do treinamento da equipe de Felipão.

Questionado sobre se o treinador do rival poderia ser uma vantagem ao adversário por conhecer bem a base do Palmeiras, clube em que teve duas passagens (2016 e 2017) e foi campeão brasileiro, Bruno Henrique afirmou que o time alviverde está bem preparado para não ser surpreendido no domingo, no jogo de volta das semifinais do Campeonato Paulista.

– Quando o treinador conhece, claro que se vai fazer alguma jogada, por conhecer a fundo a característica dos jogadores, pode ajudar de alguma maneira. Mas nós estaremos muito bem preparados para não sermos surpreendidos. Independentemente se ele conhece a gente ou não, temos que focar no nosso trabalho. São os dois lados, a gente sabe a maneira dele trabalhar. Sabemos das coisas que ele faz principalmente no vestiário, mas temos que nos preocupar conosco – disse o volante palmeirense.

– Temos que nos preocupar conosco, focados no nosso treinamento, naquilo que temos que fazer. Sabemos a força da nossa equipe em casa. Temos que nos preocupar mais conosco do que com eles. Mas sobre a chegada de treinador, demora um pouco para implementar o trabalho. Mas acredito que não vá mudar de uma hora para outra – completou.


Sobre o desempenho do Palmeiras como mandante citado por Bruno Henrique, os números são bons, principalmente contra o São Paulo – são sete vitórias alviverdes em sete clássicos disputados na arena, com 21 gols marcados e apenas quatro sofridos.

Em 2019, são oito jogos como mandante até agora, com seis vitórias, um empate e uma derrota. Mas, para Bruno Henrique, não há vantagem a favor do time de Felipão por causa do histórico recente.


– Clássico não tem favoritismo. Não podemos ficar achando que porque ganhamos esse jogo, que vamos vencer o jogo. Na hora que a bola rola, não entram essas questões de tabu, essas coisas. Sabemos que somos fortes em casa, temos que entrar com o mesmo ímpeto, a mesma intensidade. Esse clássico pode nos dar a oportunidade de ir para a final de um campeonato. Temos que fazer por merecer – acrescentou.

O empate no jogo do Morumbi dá ao Palmeiras a possibilidade de avançar para a decisão do Campeonato Paulista com uma vitória simples no domingo, na arena, às 16h – até quinta-feira, 36 mil ingressos foram vendidos para o Choque-Rei. Se a partida terminar empatada, a decisão será nas cobranças de pênaltis.

 

GE

 

fagnerloveVagner Love tem 34 anos, mas está com o físico em dia. No Corinthians de Fábio Carille, ele participou de todos os jogos desde que estreou na temporada. E o técnico não quer seu camisa 9 apenas dentro da área, mas também ajudando na marcação pela ponta direita.

Apesar de aparentemente estar agradando seu chefe, o experiente jogador não esconde algumas dificuldades para exercer a função. Depois de seu quarto jogo seguido por titular, Love reconheceu que a proposta tática está influenciado em um momento técnico individual não tão bom.


“Às vezes é quando você tem que baixar muito, tem que ter esse compromisso de vir e marcar o lateral. E às vezes sai o contra-ataque e tem que chegar na frente. Tem uma dificuldade nisso, mas as coisas vão acontecendo e eu acredito que tenho onde melhorar”, explicou.

Nessa quarta, depois da expulsão de Cássio, Carille optou por manter Love em campo e sacar Clayson porque o ponta estava amarelado e Love poderia ser importante na bola aérea defensiva.


“Gostamos de ter a bola sempre, mas a gente tem umas dificuldades em uma saída ou outra. Com um jogador a menos fica mais difícil, tem mais desgaste”, comentou Vagner Love, por ora, à frente de Pedrinho na avaliação do treinador pelo fato de aparecer mais dentro da área ofensiva.

“O Carille vem sempre conversando, não só comigo, mas com o Pedrinho também, que ele (Carille) precisa de um jogador que entre com o Gustavo na área. Acho que, por ser de origem, é mais fácil para mim. Pedrinho é mais de beirada, criação. Tem uns aspectos técnicos que eu tenho de melhorar, tenho um pouco de dificuldade quando baixo na defesa e tenho que puxar o contra-ataque, mas estou melhorando. Espero fazer um grande jogo contra o Santos”, concluiu.

 

gazetaesportiva

Foto: Sergio Barzaghi gazeta press

 

 

coritFoi sofrido, mas o Corinthians conquistou a classificação para a quarta fase da Copa do Brasil. O time de Fábio Carille foi derrotado pelo Ceará por 1 a 0, em Itaquera, mas se classificou graças ao resultado do jogo de ida.


Como venceu em Fortaleza por 3 a 1, o time paulista segue na competição e aguarda sorteio para conhecer o próximo adversário. A baixa é o goleiro Cássio, que foi expulso e desfalca a equipe na próxima partida.
FIM DE INVENCIBILIDADE

A derrota ainda colocou fim a uma série de 13 jogos invictos do Corinthians, mas a equipe segue viva em todas as competições que disputa esse ano. Além da Copa do Brasil, o Timão se classificou na Copa Sul-Americana e vem de vitória sobre o Santos por 2 a 1 na partida de ida da semifinal do Campeonato Paulista.


COMEÇO AGITADO
O Corinthians começou em alta velocidade e quase abriu o placar logo nos primeiros minutos. Danilo Avelar cruzou da esquerda e Clayson pegou de primeira, mas a bola explodiu na trave. No rebote, Sornoza emendou para o gol e o Richard fez a defesa.

Aos poucos, o Ceará foi crescendo no jogo e chegou até a balançar as redes em cabeceio de Tiago Alves após cobrança de falta, mas a jogada já estava parada por posição de impedimento.

 

SUFOCO ATÉ O FIM
O jogo parecia se encaminhar para o empate, com o Corinthians controlando bem a partida e sem sofrer sustos. No entanto, aos 21 minutos, Ralf errou ao recuar a bola e Cássio teve de sair da área para evitar o gol de Ricardo Bueno.

Como colocou a mão na bola fora da área, o goleiro do Corinthians foi expulso e o reserva Walter entrou no lugar do atacante Clayson.

COM UM A MAIS
Com um jogador a mais, o Ceará marcou presença no campo de ataque até o final, acertou a trave em belo chute de Fernando Sobral e abriu o placar, aos 43 minutos, em cabeceio de Roger, fazendo valer a lei do ex.

A reação do time visitante, no entanto, não foi suficiente e Walter salvou o Corinthians do empate com belas defesas nos minutos finais. Apesar da vitória cearense, a classificação ficou com o Corinthians, graças ao resultado da partida de ida.

 

Futebolinterior

 

Foram apenas duas derrotas no ano, mas não foram quaisquer derrotas. Em três jogos "grandes" em que escalou sua força máxima diante de sua torcida no Maracanã, o Rubro-Negro só ganhou da LDU, do Equador. Quarenta e oito dias depois da derrota por 1 a 0 para o Fluminense na semifinal da Taça Guanabara, os comandados de Abel Braga voltaram a perder na última quarta-feira, e pelo mesmo placar: desta vez para o Peñarol, do Uruguai (veja os lances no vídeo abaixo), e viram escapar a liderança do Grupo D na Libertadores.
Foi a pior atuação do Flamengo considerado titular em 2019. Vontade não faltou para os jogadores, isso é nítido, mas a parte técnica ficou devendo. E muito. Sabe aquele jargão do futebol, de que se não dá na técnica vai na raça? Nem sempre é assim. Quando dá "empate" na disposição, é a qualidade, individual e coletiva, que faz a diferença. Mas peças-chave, como Diego, Everton Ribeiro e Bruno Henrique, por exemplo, estiveram irreconhecíveis diante dos uruguaios. A ponto de Abel arriscar uma formação nunca antes usada, com Vitinho, Gabigol e Bruno de centroavante. Em vão.

A torcida ficou mal acostumada com as atuações nestes primeiros meses do ano. O Flamengo vinha criando muito. Perdia muitos gols, é verdade, mas fazia outros e deixava o saldo sempre positivo. Mas contra o Peñarol, o goleiro Dawson nem sujou a roupa. O time não conseguiu furar a forte marcação e só teve uma chance clara de gol em uma bola parada no fim do primeiro tempo, que Gabigol raspou de cabeça, e Bruno Henrique quase pegou o rebote – sem considerar o chute cruzado de Gabigol, pois não tinha ângulo –, enquanto os uruguaios tiveram quatro oportunidades.


Para piorar, o time caiu na pilha uruguaia e ficou nervoso. Era aquele famoso "jogo de paciência", mas o pavio rubro-negro foi encurtando com o passar do tempo ao ver que não conseguia jogar. E não demorou para alguns jogadores perderem a cabeça: Gabigol foi expulso por carrinho forte em Rojo, enquanto Cuéllar também deveria ter sido por agressão a Núñez. O Flamengo precisa aprender a manter a calma, seja por cera em tiros de meta; revezamento de faltas; provocação com encaradas ou xingamentos ao pé do ouvido... Tudo isso é Libertadores.

Outras observações:
E o Arrascaeta? A torcida ficou na bronca porque o uruguaio, talvez desgastado da final da Taça Rio, não entrou em campo. Mas o que é mais difícil ainda de explicar é por que não ter feito a terceira alteração, fosse com qualquer outro atleta. Em time que está com um jogador a menos não pode se dar ao luxo de morrer com substituição na mão. Os jogadores têm que correr mais e naturalmente cansam mais, qualquer pulmão cheio ajuda a renovar o fôlego;
Cabeça quente: A expulsão de Gabigol é a terceira do Flamengo em menos de um mês. Bruno Henrique foi o primeiro jogador rubro-negro a receber cartão vermelho no clássico contra o Vasco no dia 9 de março, e na semana passada o próprio atacante voltou a ser expulso no Fla-Flu da semifinal da Taça Rio.

Precisa-se esfriar o sangue no Ninho do Urubu;
Nem tudo foi ruim: o próprio Abel Braga admitiu em entrevista coletiva após a partida que alguns jogadores estiveram abaixo do que podem render. Certamente não foi o caso do goleiro e da dupla de zaga. Diego Alves, Léo Duarte e Rodrigo Caio se salvaram em meio à decepcionante noite no Maracanã. O camisa 1 evitou um gol à queima-roupa, enquanto os defensores impediram vários ataques com desarmes e roubadas de bola;


Trinca negativa: foi apenas o terceiro jogo dos 19 que o Flamengo já disputou na temporada que o o time termina sem estufar as redes. Já havia acontecido na derrota anterior, por 1 a 0 para o Fluminense; e no empate por 0 a 0 com o Volta Redonda, quando Abel Braga poupou o time titular e escalou os reservas. Rubro-Negro tem média de 1,8 gol por partida em 2019.


Após a derrota, o Flamengo caiu para segundo lugar do Grupo D com os mesmos seis pontos do Peñarol, mas com um gol a menos de saldo. O Rubro-Negro volta a campo na Libertadores na quinta-feira que vem, contra o San José, da Bolívia, no Maracanã. Antes, porém, o time de Abel Braga decide uma vaga na final do Campeonato Carioca neste sábado, diante do Fluminense, também no Maraca. Os jogadores se reapresentam na tarde desta quinta no Ninho do Urubu.

 

GE