O presidente do Atlético-MG, Sérgio Sette Câmara, afirmou em entrevista à Rádio Itatiaia que sua prioridade nos últimos meses à frente do clube não é conquistar títulos.
"Na verdade, estou preparando o Atlético não é pra ganhar um campeonato. Nem estou preocupado em ganhar um campeonato. Estou preocupado em preparar o Atlético para ser um dos maiores clubes do Brasil. E para isso a gente precisa, sim, fazer uma mudança radical na organização do clube, com governança, com controles, com transparência"
Sérgio Sette Câmara. O presidente, que termina seu mandato em dezembro, também afirmou, segundo o Globoesporte.com, que não quer que aconteça com o Galo o mesmo que ocorreu com os rivais, provavelmente se referindo ao Cruzeiro. "Vimos aqui por exemplo que teve time aí, não preciso dizer, que ganhou título e depois quebrou. Estamos vendo outros exemplos aí no Brasil".
Sette Câmara não conquistou nenhum título durante sua gestão, mas deve ser candidato à reeleição do clube em pleito que ocorre no fim deste ano.
Nesta semana, levei um Papo Cabeça com o brasileiro Willian, do Chelsea e da Seleção, enquanto o jogador de 31 anos cumpre o isolamento social em Londres, na Inglaterra.
Um dos líderes do grupo treinador por Frank Lampard, o meia-atacante brasileiro falou sobre a pandemia na Inglaterra e o temor dos jogadores do Chelsea em voltar a atuar. O Campeonato Inglês recebeu autorização do governo britânico para recomeçar em junho.
Em fim de contrato com o Chelsea (acaba em junho de 2020), Willian não fechou as portas para um possível retorno ao Brasil, onde atuou no Corinthians no início da carreira, e disse que ainda alimenta a esperança de disputar mais uma Copa do Mundo.
O anúncio do Governo de São Paulo para ampliar a quarentena até o próximo dia 31, na sexta-feira passada, mudou os planos do Palmeiras. Nesta semana, o clube abriu mão dos trabalhos físicos envolvendo todos os jogadores ao mesmo tempo, adotando agora também uma rotina de treinos em dias intercalados e fim de semana de folga. O motivo: evitar um desgaste maior diante da previsão de que os jogos demorarão mais para voltar.
Quando começaram os treinos assistidos à distância em tempo real pela comissão técnica, já havia uma previsão de atualização a cada semana, exatamente por conta da indefinição em meio à pandemia do coronavírus. A extensão da quarentena paulista garantiu que seriam mais de quatro semanas sem nenhum trabalho na Academia de Futebol e, por isso, o Verdão diminuiu a intensidade. Antes, havia uma expectativa de retomada em duas semanas.
Agora, não há mais treinos em dois dias seguidos e eles ocorrem de forma individual, sem estar com todo o grupo em videoconferência. Cada jogador pode treinar no horário que for mais conveniente e passa para a comissão técnica o que fez, com percepção de esforço após cada treino. Há ainda um acompanhamento diário da nutricionista do clube.
- A partir do aumento da quarentena pelo governo, não teve motivo para continuar um trabalho tão pesado por 20, 30 dias. Acaba sendo ruim, porque o corpo não aguenta. Somos seres humanos. Mas todos os atletas, mesmo na folga, fazem um trabalhinho, uma coisa ou outra. O trabalho não está tão forte como no início, mas, quando voltarmos, faremos um trabalho forte, para voltarmos bem, preocupados só com a tática, porque o físico estará bom - comentou Felipe Melo, em live nas contas no Instagram de Palmeiras e Crefisa.
- Não lembro de outra vez que fiquei mais de 50 dias parado. Temos de cuidar de corpo e peso, para voltar melhor do que os outros porque, quando voltar, não teremos muito tempo. Será pegado, viagem, trabalho rápido. Precisamos estar à frente, redobrando cuidado com alimentação, noite bem dormida. As férias acabaram. É fazer como manda o figurino: nos cuidar como atletas e funcionários do clube, como somos - prosseguiu o capitão do Palmeiras.
Temos todo um estafe, um pessoal especializado na parte física e fisiológica, e a nutricionista que tem falado conosco diariamente. Passam um trabalho e temos nos dedicado. Como não trabalhamos todos os dias, precisamos ser profissionais e nos cuidar. E tenho tido muito orgulho dos meus companheiros, do estafe e de tudo que é Palmeiras. Temos nos dedicado ao máximo - enalteceu o camisa 30.
Projetar se a pandemia global de coronavírus vai se alongar a ponto de prejudicar as Olimpíadas de Tóquio, em julho de 2021, é um exercício que tem sido feito por todo mundo envolvido no meio do esporte. Em entrevista nesta quinta-feira, o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Tomas Bach, fugiu do tema ao ser questionado se os Jogos Olímpicos só acontecerão no ano que vem se for descoberta a vacina contra a Covid-19.
- Temos a força-tarefa para assegurar a segurança da organização e um ambiente seguro para todos. Os conselhos da Organização Mundial da Saúde (OMS) são importantes também. Estamos a um ano e dois meses dos Jogos, é muito cedo para tirar conclusões agora. Seguimos as decisões dessa força-tarefa - disse Bach, em teleconferência de imprensa. Perguntado se as Olimpíadas correm o risco de serem canceladas caso não haja uma forma de garantir a saúde de atletas, jornalistas, dirigentes e do público em geral em 2021, o dirigente alemão assegurou que a organização dos Jogos e o COI estão empenhados em achar soluções.
- Estamos trabalhando para o sucesso de Tóquio 2020 em julho de 2021. Ter esses Jogos em um ambiente seguro para todos. A força tarefa está empenhando todos os seus esforços nisso para assegurar esse ambiente seguro. Estamos a um ano e dois meses dos Jogos. Então não vamos fazer especulações sobre qualquer futuro acontecimento.
No mês passado, a Associação Médica do Japão (JMA) afirmou que vai ser difícil o país sediar as Olimpíadas se uma vacina contra o coronavírus não for desenvolvida.
O Comitê Organizador dos Jogos já admitiu que os Jogos correm risco mesmo após o adiamento para 2021. Os japoneses não veem chance de um novo adiamento e não trabalham com um plano "B" na manga. Alguns especialistas acreditam que realizar as Olimpíadas com portões fechados, sem a presença de torcedores, pode ser uma solução.