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fluatletO jogo de poucos gols traduz pouco do que foi o eletrizante confronto entre Atlético-MG e Fluminense, nesta quarta-feira, no Mineirão. O empate por 1 a 1 é fruto de um primeiro tempo impecável do Tricolor e de uma segunda etapa de pressão incansável do Galo. Os gols da partida foram marcados por Caio Paulista e Guilherme Arana em confronto pela 16º rodada do Campeonato Brasileiro. Este foi o primeiro empate do líder da competição, que perde os 100% de aproveitamento como mandante.


Com o resultado, o time de Jorge Sampaoli se mantém na liderança da competição, mas fica empatado em pontos com o Internacional e pode perder a posição em caso de vitória do Flamengo nesta quinta. Vale lembrar que os mineiros ainda têm um jogo a menos. Na próxima rodada, o time visita o Bahia, na segunda-feira. Já o Flu permanece na quinta posição, com 25 pontos. No sábado, recebe o Ceará no Maracanã.


Com a difícil missão de segurar o melhor mandante do campeonato, o Fluminense não teve medo. Com boa atuação dos homens de meio, que seguraram o desenvolvimento de jogadas do Atlético, o Flu se lançou ao ataque de forma responsável, surpreendendo o time de Sampaoli, e foi recompensado. Aos 17 minutos, Felippe Cardoso recebeu de Hudson na área e marcou, mas estava impedido. No lance seguinte, Luiz Henrique achou Caio Paulista na estrada da área. O atacante, que entrou com um minuto de jogo após a lesão de Fernando Pacheco, deu um chutaço para abrir o placar.

SEM CHANCES

O Fluminense seguiu sem se intimidar, mas, na frente no marcador, apostou na marcação ainda mais forte ao invés de buscar com firmeza o gol. O Galo tentou ocupar mais o campo de ataque para se aproximar de Muriel. E teve uma tentativa de pressão, com jogadas criadas por Arana, Nathan, Sávio e Keno, mas nada que obrigasse o goleiro tricolor a fazer uma defesa. Os donos da casa foram mal na primeira etapa, encarando um time visitante bem e aplicado taticamente.
TUDO IGUAL

A etapa final começou quente com uma chance para cada lado e a primeira defesa de Muriel na partida. Logo no segundo chute do Atlético-MG em direção ao gol, porém, Guilherme Arana deixou tudo igual no Mineirão. Aos seis minutos, Eduardo Sasha apareceu pela direita e cruzou, Jair fez o corta-luz, Marrony escorou e o lateral-esquerdo finalizou com força no canto para balançar a rede. A partir daí, foi sufoco do Galo no Tricolor com uma série de oportunidades criadas em um bombardeio de chances.

SEGURA COMO PODE

Fisicamente desgastado, o Fluminense se segurou como conseguiu na reta final da partida. A equipe de Odair Hellmann, apesar disso, teve duas boas chegadas, com Yago Felipe, Nino e Marcos Paulo, e apareceu bem na frente. No entanto, a maior prova de resistência foi na defesa. Do lado do Atlético, Muriel fez um milagre em chute de Nathan e a pressão seguiu com ótimas chegadas de Keno e Marrony, mas o goleiro foi o destaque do confronto ao salvar todas as chances.

 

FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO-MG X FLUMINENSE

Data/Hora: 14/10/2020, às 21h30

Local: Mineirão, Belo Horizonte (MG)

Árbitro: Raphael Claus (FIFA - SP)

Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (FIFA - SP) e Luiz Alberto Andrini Nogueira (SP)

Árbitro de vídeo: Marcio Henrique de Gois (SP)

Público/renda: Sem público

Cartões amarelos: Réver, Jorge Sampaoli, Allan, Igor Rabello (CAM), Felippe Cardoso (FLU)

Cartões vermelhos: -

Gols: Caio Paulista (19'/1ºT) (0-1), Guilherme Arana (6'/2ºT) (1-1)

ATLÉTICO-MG: Everson, Guga, Réver, Igor Rabello, Guilherme Arana; Allan, Jair, Nathan (Maílton - 34'/2ºT); Savinho (Marrony - intervalo), Keno e Sasha. Técnico: Jorge Sampaoli.

FLUMINENSE: Muriel; Igor Julião, Digão, Nino, Egídio; Hudson, Dodi, Yago Felipe; Fernando Pacheco (Caio Paulista - 2'/1ºT), Felippe Cardoso (Ganso - 40'/2ºT) e Luiz Henrique (Marcos Paulo - 24'/2ºT). Técnico: Odair Hellmann.

 

Lançe

Foto: Lucas Merçon/Fluminense FC)

flamegoviceUm duelo inédito aguarda o Flamengo nesta quinta-feira, quando, a partir das 20h, no Maracanã, a bola rolará para o embate diante do Bragantino. E o fator ineditismo se dá por dois motivos: será o primeiro encontro do Rubro-Negro com a franquia brasileira da Red Bull e o reencontro com Maurício Barbieri, técnico do clube carioca em 2018. 


Ainda em busca de afirmação no cenário nacional, Barbieri se encontra em uma situação desconfortável, sem vencer há quatro partidas e na penúltima colocação do Brasileiro.

Pelo Fla, o início foi distinto, pois foi promissor à base de triunfos. Barbieri assumiu o time no fim de março de 2018, após a demissão de Paulo Cesar Carpegiani. Depois de liderar o Brasileiro, a queda vertiginosa na tabela e as eliminações na Libertadores e na Copa do Brasil foram decisivas para o fim do ciclo (em 37 jogos, foram 15 vitórias, 12 empates e 10 derrotas).


Depois de Barbieri, Dorival Júnior, Abel Braga e Jorge Jesus treinaram o Fla. Hoje, Domènec Torrent é o responsável por conduzir o Rubro-Negro e lutar pelo bicampeonato brasileiro. E, para esta quinta, na briga pela liderança da competição nacional, terá que escalar uma equipe repleta de alterações por conta da dura sequência de partidas, definida pelo catalão como "autêntica loucura" (é o segundo jogo em 48 horas, por exemplo).

O rendimento, naturalmente, não atingirá o ideal. Terá que ocorrer superação por parte do time de Dome:

  • São 12 dias e cinco jogos. Agora dois jogos em 48h. Quando os atletas estão mais cansados, há mais problemas musculares. Quando se joga muito consecutivamente, é muito difícil que rendam 100%. Temos que estar atentos pois não queremos ninguém machucado. Estamos no Brasileirão, na Copa, na Libertadores... Temos muitos jogos esse mês. É preciso recuperar muito bem. Concordo que quando se joga muitas partidas consecutivas o rendimento pode baixar - falou o catalão, logo após a vitória sobre o Goiás (na última terça).

  • Por falar no jogo contra o Goiás, o triunfo marcou o sétimo jogo de invencibilidade do Flamengo no Maracanã. Depois que foi derrotado para o Atlético-MG na estreia do Brasileiro, o Rubro-Negro não perdeu mais em sua casa: foram cinco vitórias (contra Fortaleza, Independiente del Valle, Athletico Paranaense, Sport e Goiás) e dois empates (com Grêmio e Botafogo).

Cabe lembrar que o fator casa (hoje sem a essencial presença da torcida) foi determinante para o Flamengo conquistasse o hepta e a Libertadores no ano passado - ao todo, o aproveitamento foi de 86% no Maracanã. Ou seja, chega para superar-se nessa quinta amparado ao animador retrospecto recente.

 

Lançe

Foto: Alexndre Vidal/Flamengo

luxemCaiu. Após a terceira derrota seguida no Brasileiro, a segunda em casa, Vanderlei Luxemburgo não é mais técnico do Palmeiras, interrompendo sua quinta passagem pelo clube.

Depois da demissão de Mano Menezes, no fim da temporada passada, Maurício Galiotte prometeu nova filosofia, mas entregou Luxemburgo, de grande identificação com os torcedores, mas há muitos anos longe do brilho que marcou os primeiros anos de sua carreira.

Nem o título do Campeonato Paulista, conquistado aos trancos e barrancos e com valor inflacionado pelo fim do jejum e pela final contra o maior rival, esconde a estagnação do trabalho do treinador, que não é de hoje. O Palmeiras teve tempo para concluir o óbvio, mas se apegou também à muleta da invencibilidade, que disfarçava as atuações ruins.

O enorme peso de Luxa na história do Palmeiras também ajudou a diretoria a postergar a inevitável mudança. Assim como já havia acontecido no ano passado com Luiz Felipe Scolari. Com três campeonatos em andamento, o Palmeiras sairá em busca agora de uma solução mágica, com elenco perdido em campo e torcida revoltada no sofá de casa. O tempo acabou.

 

Lançe

Foto: Cesar Greco/Palmeiras

 

 

O São Paulo estreia na Copa do Brasil de 2020 nesta quarta-feira. No Castelão, o Tricolor paulista vai enfrentar o Fortaleza, do técnico Rogério Ceni, em jogo da ida das oitavas de final do torneio nacional. Além de encaminhar a vaga para as quartas de final, o clube do Morumbi quer vencer para encerrar uma sequência negativa na competição.

A última vez em que o São Paulo participou das quartas de final da Copa do Brasil foi em 2015, ano em que parou na semifinal. Desde então, o Tricolor acumulou quatro eliminações precoces na competição, sendo duas antes mesmo das oitavas de final.


A eliminação de 2016 foi a mais surpreendente. Pelo jogo de ida das oitavas de final, em pleno Morumbi, o time comandado por Ricardo Gomes perdeu por 2 a 1 para o Juventude, que na ocasião estava na Série C do Brasileirão. O Tricolor até venceu o segundo duelo por 1 a 0, no Alfredo Jaconi, mas acabou eliminado pelo critério de gols fora de casa.

Hoje no Fortaleza, Rogério Ceni era o técnico do São Paulo na Copa do Brasil de 2017. Contra o Cruzeiro, na quarta fase da competição, o Tricolor voltou a perder no Morumbi no primeiro duelo, dessa vez por 2 a 0, e não conseguiu tirar a vantagem da Raposa na partida de volta. No Mineirão, a vitória por 2 a 1 não foi suficiente.

Em 2018, mais uma eliminação na quarta fase do torneio. Na ocasião, a equipe de Diego Aguirre caiu para o Athletico-PR de Fernando Diniz, atual técnico do São Paulo. Depois de perder por 2 a 1 na Arena da Baixada, o Tricolor abriu 2 a 0 no Morumbi, mas cedeu o empate e deu adeus à competição.

A última experiência do clube do Morumbi na Copa do Brasil foi a pior em termos de resultado. Na edição de 2019 do torneio, o time treinado por Cuca realizou apenas dois jogos, ambos contra o Bahia pelas oitavas de final. O Tricolor Baiano venceu por 1 a 0 no Morumbi e na Arena Fonte Nova, o que culminou em mais uma eliminação do São Paulo.

Fortaleza e São Paulo se enfrentam nesta quarta-feira, às 19h15, na Arena Castelão. Assim como na última edição do torneio, o gol fora de casa não é mais um critério de desempate.

 

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