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A literatura afro-brasileira tem desempenhado um papel central na formação acadêmica de estudantes da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), especialmente por meio do projeto “A Relevância da Literatura Afro-Brasileira na Formação Acadêmica dos Estudantes da UESPI/Floriano”. Coordenado pelo professor e sociólogo Robison Pereira, o projeto vem promovendo reflexões críticas sobre questões raciais e sociais, além de incentivar a produção acadêmica dos alunos.

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Como parte das atividades, estudantes dos cursos de Pedagogia, História e Direito participaram do II evento “Quais as histórias conhecemos da África: Literatura e Arte”, promovido pela Universidade Federal do Piauí (UFPI). Durante o evento, o grupo apresentou comunicações orais e compartilhou os resultados preliminares de suas pesquisas, consolidando o impacto das obras literárias abordadas no projeto.

As leituras de obras como Úrsula, de Maria Firmina dos Reis, Torto Arado, de Itamar Vieira Júnior, e A Cor Púrpura, de Alice Walker, foram fundamentais para ampliar os horizontes culturais dos estudantes e estimular debates sobre desigualdade, resistência e identidade. Com base nessas leituras, os alunos produziram artigos como:

“Racismo, Escravidão e Feminismo em ‘Úrsula’: Lições para o Século XXI” “Esta Terra Mora em Mim: Tensões Sociais no Campo em ‘Torto Arado'” “Racismo e Sexismo nas Epístolas de ‘A Cor Púrpura'”. Esses trabalhos foram apresentados no evento da UFPI, com destaque para a profundidade das análises e a conexão entre as obras literárias e a realidade brasileira.

Segundo o professor Robison Pereira, o projeto tem demonstrado como a literatura afro-brasileira enriquece o ambiente acadêmico e contribui para a formação de estudantes mais conscientes e engajados. “A representatividade de negros e mulheres como monumentos sócio-históricos é uma urgência. Trazer essas obras para a sala de aula é uma forma de recontar histórias e construir um ambiente educacional mais inclusivo e pluralista”, destacou ele durante sua palestra no evento.

O docente também aponta que a literatura afro-brasileira tem relevância significativa para o currículo acadêmico. “São obras que estimulam a crítica social e auxilia no enfrentamento do apagamento histórico das contribuições de povos negros e indígenas para a cultura brasileira. Essa abordagem pode favorecer a formação de cidadãos críticos, aptos a refletir sobre a sociedade e atuar em sua transformação”, pontua.

Os estudantes também relataram os impactos significativos do projeto em suas trajetórias acadêmicas e pessoais. Para eles, a oportunidade de apresentar artigos em um evento de relevância como o da UFPI foi transformadora, ampliando sua percepção sobre o papel da literatura na luta contra o racismo estrutural.

Além disso, o projeto prevê a publicação dos artigos sobre Torto Arado e A Cor Púrpura em formato de livro, reforçando seu compromisso com a valorização da literatura afrodescendente.

Com planos de continuidade para o próximo ano, o projeto promete consolidar ainda mais sua atuação na formação de cidadãos críticos e engajados na promoção da igualdade social. “É um trabalho que vai além da sala de aula. Ele forma indivíduos capazes de questionar, resistir e transformar a sociedade”, concluiu Robison.

O aluno Emerson Silva, que faz parte do projeto “A Relevância da Literatura Afro-Brasileira na Formação Acadêmica dos Estudantes da UESPI/Floriano”, falou sobre a importância de iniciativas como essa para o debate e a inclusão de temas cruciais na sociedade acadêmica e no cenário geral. Em sua experiência no Ensino Fundamental e Médio, ele nunca teve a oportunidade de trabalhar com obras literárias afro-brasileiras, sendo sempre exposto a textos de autores europeus ou a obras brasileiras inspiradas na cultura europeia. Em entrevista, Emerson afirmou: “Assim, podendo conhecer agora um pouco mais da literatura afro-brasileira, percebo o quanto da nossa história foi invisibilizada e identifico a suma importância de se abordar a história sob o ângulo de autores africanos ou histórias ‘realmente brasileiras’, sob o ângulo do sujeito escravo e da cultura africana.”

Ele também compartilhou como essas leituras impactaram profundamente sua visão sobre questões raciais e sociais. “Esses livros ajudam a desmistificar a visão romancista e idealizada das literaturas brasileiras, uma visão muitas vezes imposta pelo ensino regular, que enfatiza ‘a vida perfeita cheia de imperfeições da menina apaixonada e seu mancebo’, enquanto invisibiliza personagens fundamentais como a doméstica ou o vaqueiro, figuras que, na realidade, eram escravizadas”, destaca o discente.

Emerson Silva compartilhou como o projeto contribuiu significativamente para sua formação acadêmica e pessoal, promovendo uma visão crítica sobre a história do Brasil. Segundo ele, o projeto o ajudou a desenvolver uma compreensão mais profunda e não apenas analítica dos eventos históricos, principalmente no que diz respeito à maneira como os acontecimentos passados moldaram as estruturas sociais do país. “Eu percebo agora que, devido ao preconceito e à indiferença do passado, o racismo foi criado e se estruturou de uma maneira descomunal, e esse racismo persiste até hoje, de forma estrutural”, afirmou Emerson. Ele destacou que a reflexão proporcionada pelo projeto revelou como as marcas do racismo ainda influenciam a sociedade brasileira contemporânea e como esse problema continuará a afetar o país por muito tempo, devido à acomodação de uma parcela da população.

Uespi

Nos últimos anos, a Universidade Federal do Piauí (UFPI) tem promovido diversas ações para estimular a inovação. Visando dar continuidade a esses esforços, a Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PROPESQI) lançou um novo edital para selecionar propostas inovadoras para o Programa InovaUFPI. As inscrições estão abertas até 18 de dezembro. Serão selecionadas 4 propostas, com um investimento total de R$ 144.000,00, destinadas a negócios em fase de pré-incubação, focados na modalidade de Prototipagem/MVP (Mínimo Produto Viável). Cada equipe deverá ser composta por um coordenador docente e até três discentes de graduação ou pós-graduação.

Segundo o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da UFPI, professor Rodrigo Veras, o lançamento do edital de Seleção de Propostas Inovadoras para Incubação de Negócios pela INBATE representa um avanço significativo para o fortalecimento do empreendedorismo acadêmico e da inovação tecnológica na UFPI. “A iniciativa da INBATE oferece uma oportunidade para que alunos e professores transformem suas ideias em projetos concretos, com potencial para gerar impacto econômico e social. Além disso, ela funciona como uma porta de entrada para um aprendizado prático, complementando a formação acadêmica e incentivando habilidades como inovação, gestão e resolução de problemas. Essa ação valoriza o potencial criativo da nossa comunidade acadêmica, reafirmando o papel da UFPI como protagonista no desenvolvimento socioeconômico da região”, enfatiza o professor.

A seleção das propostas será realizada em diferentes fases. A professora Nayara Cardoso, do curso de Engenharia de Produção, explicou os estágios do processo seletivo: “O processo ocorrerá em quatro etapas: a primeira, eliminatória, é a homologação das inscrições; na segunda, classificatória, será feita a análise da carta-proposta e do vídeo pitch de apresentação da ideia, que devem ser enviados no momento da inscrição. A terceira etapa, eliminatória, consiste na assinatura do termo de outorga, e, por fim, a quarta etapa, também eliminatória, prevê uma capacitação obrigatória para o coordenador e todos os membros das equipes aprovadas”. Ao final, as propostas serão pré-incubadas na Incubadora de Negócios de Base Tecnológica da UFPI (INBATE/UFPI).

De acordo com o diretor da INBATE, Albemerc Moura de Moraes, o edital de seleção de Propostas Inovadoras para Incubação de Negócios/Programa InovaUFPI (2024) tem como objetivo selecionar propostas inovadoras de produtos, processos ou serviços para participar da pré-incubação na INBATE, transformando-as em negócios de potencial sucesso. “Ações como esta estão alinhadas com a nova política de inovação da UFPI, promovendo a cultura empreendedora e a valorização da propriedade intelectual. Além disso, o programa visa fortalecer o ecossistema de inovação no Piauí, apoiando a transferência de tecnologias e pesquisas desenvolvidas pela Universidade, e contribuindo de forma significativa para o progresso econômico e social da região”, reitera.

A proposta inscrita deve apresentar soluções compatíveis com o nível 3 de maturidade tecnológica. As equipes também contarão com apoio financeiro de até R$ 36.000,00, sendo R$ 900,00 para os coordenadores e R$ 700,00 para os estudantes durante o desenvolvimento do projeto. Para realizar as inscrições, a Ficha de Inscrição e a Carta Proposta devem ser enviadas para o e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

O professor Rodrigo Veras destaca que o edital reflete o compromisso da UFPI em formar uma nova geração de profissionais preparados para enfrentar os desafios de um mundo cada vez mais dinâmico e inovador. “Acreditamos que a participação neste programa enriquecerá a formação dos nossos estudantes, proporcionando-lhes a oportunidade de aplicar seus conhecimentos em projetos práticos e desenvolver habilidades essenciais para o mercado de trabalho, como criatividade, liderança e trabalho em equipe. Além disso, o edital fortalece a cultura de inovação dentro da universidade, incentivando a comunidade acadêmica a buscar soluções inovadoras para os problemas da nossa região e do país”, conclui o pró-reitor.

Para mais informações, confira o edital na íntegra.

Ufpi

O Instituto Federal do Piauí divulga edital com oferta de vagas remanescentes de supervisores para o Programa Institucional de Iniciação à Docência (PIBID).

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As inscrições serão feitas de forma on-line, no período de 10 a 16 de dezembro.

O PIBID faz parte das iniciativas do MEC, por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), cujo objetivo é a valorização e o aperfeiçoamento da formação de professores para a Educação Básica.

Poderão concorrer professores que possuam diploma de licenciatura em área do conhecimento correspondente à área do subprojeto; que possuam experiência mínima de dois anos no magistério da educação básica; que sejam docentes efetivos na Escola Parceira que abrigará o subprojeto; e que atendam aos demais requisitos do edital. Os selecionados receberão bolsa no valor de 1.100 reais mensais.

Confira o edital completo.

Ifpi