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traficoUma mulher identificada apenas como Aline foi até o quartel da PM de São Miguel do Tapuio, para registrar um caso atípico no município. A mesma denunciou um homem, reconhecido somente por “Cicinho”. Segundo ela, o homem teria lhe aplicado um golpe e ficado com seu aparelho celular, mesmo após o pagamento da dívida.

De acordo com a Polícia Militar, a denunciante se apresentou no quartel como uma usuária de drogas. Em depoimento, ela contou que comprou o entorpecente com Cicinho e por não ter dinheiro no momento deixou o celular como garantia de pagamento. Porém, quando Aline o procurou para quitar a dívida de R$ 50 reais, o homem não devolveu o aparelho eletrônico.

Mediante a denúncia e as informações da possível localização do suspeito, a PM se dirigiu até o local. Ao perceber a proximidade da polícia, Cicinho correu e conseguiu fugir da guarnição. Até o momento, o homem continua foragido. Ele já possui duas autuações por tráfico de drogas.

Na residência foram apreendidos três aparelhos celulares, três motocicletas sendo uma com aviso de furto, uma pequena quantidade de maconha e munições de revólver calibre 38, além de outros objetos. Todo o material apreendido foi levado para o Departamento de Polícia de Castelo do Piauí.

 

portalodia

 

 

Explodiu na madrugada desta terça-feira, 16, o freezer da copa do Palácio Pirajá, na Universidade Estadual do Piauí, durante ocupação dos estudantes no prédio. De acordo com o movimento estudantil, o eletrodoméstico sofreu um curto circuito.

A estudante Maria Clara Soares Silva disse que ontem, 15, a administração da Uespi a energia elétrica do Palácio numa tentativa de “desestabilizar” o movimento e que o curto circuito teria relação com a interrupção de fornecimento.

Os estudantes estão há quase um mês ocupando o Palácio Pirajá. Mesmo com o fim da greve dos professores, o movimento estudantil continua porque, segundo eles, não houve avanço nas negociações das pautas para os alunos da universidade.

“Queremos mais assistência estudantil, reajuste das bolsas, principalmente auxílio moradia e bolsa trabalho. Queremos a construção do restaurante universitário porque a cozinha universitária da Uespi não atende as demandas. Também queremos autonomia financeira, dentre outros pontos”, esclarece Maria Clara.

A estudante lamenta a explosão do freezer e diz que o incidente deixou todos que estavam na ocupação preocupadas. Segundo ela, alguns estudantes ficaram tontos ao respirar fumaça. Alimentos que estavam no freezer também estragaram, de acordo com Maria Clara.

Mesmo com o incidente, os estudantes afirmam que não irão sair do Palácio Pirajá.  “Enquanto não vierem falar com a gente, a não a sai de lá. E vamos continuar até na semana santa”, garante.

A reportagem tentou, mas não conseguiu contato com a assessoria de comunicação da Uespi.

 

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rosildaPor volta de 18:00h do último domingo, 14, a dona de casa Rosilda da Conceição Santos, que morava na comunidade Carapebas, na zona rural de Luis Correia, no litoral piauiense, morreu ao receber uma descarga elétrica causada por um raio que atingiu a rede elétrica de sua residência. O caso aconteceu quando uma forte chuva com relâmpagos e  trovões atingia o município.

A vítima costumava retirar todos os eletrodomésticos das tomadas sempre que chovia. Quando ela estava retirando a tomada da TV houve um relâmpago e o raio atingiu a rede elétrica de sua casa e ela recebeu uma forte descarga elétrica e caiu desacordada

O esposo da vítima, Francisco Nascimento, presenciou todo o ocorrido e explicou que ela estava puxando o fio da TV no momento do raio. Ele ainda chegou a acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas o atendimento demorou muito.

A vítima foi socorrida para o Hospital Nossa Senhora da Conceição por meios próprios, mas ela não resistiu e faleceu antes de dar entrada no hospital.

 

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O governo federal propôs um salário mínimo de R$ 1.040 para 2020, de acordo com o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do ano que vem, divulgado nesta segunda-feira (15) pela equipe econômica.

Atualmente, o salário mínimo é de R$ 998. O reajuste, se aprovado pelo Congresso, começará a valer em janeiro do ano que vem, com pagamento a partir de fevereiro.

Com isso, deverá ser a primeira vez que o salário mínimo, que serve de referência para mais de 45 milhões de pessoas, ficará acima da marca de R$ 1 mil.

Para os anos seguintes, o governo propôs um salário mínimo de R$ 1.082 em 2021 e de R$ 1.123 em 2022.
Sem aumento real
O valor do salário mínimo proposto pelo governo para o ano que vem, e para os anos de 2021 e 2022, tem correção somente pela inflação, ou seja, pela estimativa do governo para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (INPC).

Com isso, o governo desistiu da política de aumentos reais (acima da inflação) que vinha sendo implementada nos últimos anos, proposta pela presidente Dilma Rousseff e aprovada pelo Congresso.

A política de reajustes pela inflação e variação do PIB vigorou entre 2011 e 2019, mas nem sempre o salário mínimo subiu acima da inflação.

Em 2017 e 2018, por exemplo, foi concedido o reajuste somente com base na inflação porque o PIB dos anos anteriores (2015 e 2016) teve retração. Por isso, para cumprir a fórmula proposta, somente a inflação serviu de base para o aumento.

Cálculo feito pelo G1 indica que, pelo formato de correção dos anos anteriores, o reajuste do salário mínimo em 2020 seria cerca de R$ 10 maior do que o proposto nesta segunda. Dessa forma, se for aprovada a proposta, o governo economizará, ao menos, R$ 3 bilhões em gastos no ano que vem.

Isso porque os benefícios previdenciários não podem ser menores que o valor do mínimo. De acordo com cálculos oficiais do governo, o aumento de cada R$ 1 para o salário mínimo implica despesa extra de, no mínimo, R$ 300 milhões.

Segundo o secretário de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues Júnior, a proposta para o salário mínimo não representa a definição de uma política salarial. Segundo ele, essa definição acontecerá até o final deste ano.

“Esses valores para o salário mínimo não implicam em uma lei, ou colocação de qual sera o salário mínimo em termos de legislação. É uma avaliação paramétrica. Estamos atendendo a uma regra de correção pelo INPC. Temos valores referenciais. Em termos de definição, para políticas salariais, o governo tem até dezembro desse ano para enviá-la. Não é a definição da lei de política para o salário mínimo”, afirmou.

Dieese
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) lembra que, mesmo tendo início formal em 2011, com aprovação de lei sobre o assunto, a política de valorização do salário mínimo começou antes disso: de 2004 em diante, por meio da ação de centrais sindicais.

De acordo com a entidade, entre maio de 2004,no governo do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e janeiro de 2019, o aumento real acumulado do salário mínimo, ou seja, acima da inflação do período, foi de 74,33%.

Para o coordenador de Relações Sindicais do Dieese, José Silvestre, o salário mínimo tem demonstrado ser um instrumento de melhoria do ponto de vista da renda, de redução de desigualdade e de estimulo às economias municipais.

"Representa incremento de renda na economia. Ele tem um alcance. É uma politica fundamental, pois corrige os benefícios de milhões de aposentados", declarou.

Para Silvestre, o aumento real do salário mínimo foi fator importante para a indução do consumo e do crescimento da renda, sobretudo para as pessoas mais pobres e, também, para os segmentos da economia que têm produção de baixo valor.

Silvestre disse ainda que o aumento real do salário mínimo também aumenta a arrecadação do governo, estados e municípios.

Mesmo com os aumentos reais dos últimos anos, o salário mínimo ainda não é suficiente, de acordo com o Dieese, para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Segundo a entidade, para isso, seria necessário que o valor fosse de R$ 4.052,65 ao mês em fevereiro deste ano.

Banco Mundial
Em estudo divulgado em março do ano passado sobre a economia brasileira, intitulado "Emprego e Crescimento: a Agenda da Produtividade", o Banco Mundial avaliou que o salário mínimo no Brasil é alto por representar 70% do salário médio da economia. Nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), essa relação é de 45% a 50%.

De acordo com o Banco Mundial, salários mínimos "elevados e obrigatórios elevam os custos dos trabalhadores menos qualificados, incentivando a substituição do trabalho por tecnologias que economizam mão de obra ou empurrando os trabalhadores para a informalidade".

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o país encerrou 2017 com 37,3 milhões trabalhadores informais.

Essas pessoas não têm direito à chamada "rede de proteção social", entre os quais o seguro-desemprego, seguro-acidente de trabalho, seguro-maternidade, abono salarial. Além disso, o tempo de serviço na informalidade não conta para a aposentadoria.

O Banco Mundial observou em sua análise que, na década de 2000, quando o emprego cresceu mais rapidamente no Brasil, o aumento real do salário mínimo foi acompanhado do crescimento na formalização, mas acrescentou que, desde a recessão de 2015-2016, a geração de empregos tem sido, predominantemente, informal. "Talvez seja o caso, portanto, de rever as políticas de salário mínimo", concluiu.

Por fim, a instituição avalia que distorções associadas ao salário mínimo legal poderiam ser minimizadas por meio da introdução de reajustes feitos com base nos aumentos de produtividade dos trabalhadores, tendo ainda a flexibilidade de instituir um salário mínimo mais baixo para os jovens.

 

G1