Os hospitais regionais e os estaduais de referência do Piauí vão ganhar um reforço na frota de ambulâncias. Nesta sexta-feira (20), a secretária de estado de saúde, Lilian Martins, e o governador Wílson Martins entregam 16 veículos totalmente equipados, um para cada unidade de saúde. A solenidade acontece no Palácio de Karnak.
Serão beneficiados os hospitais regionais das cidades de Parnaíba, Piripiri, Campo Maior, Oeiras, Valença, Picos, Uruçuí, Bom Jesus, São Raimundo Nonato e os hospitais estaduais de Luzilândia, Corrente, Esperantina, Elesbão Veloso, São Miguel do Tapuio, São João do Piauí e Canto do Buriti, totalizando investimentos na ordem de R$ 1.5 milhão. Os veículos foram adquiridos com recursos do tesouro estadual.
As ambulâncias, tipo pickup 4X4, são dotadas de balão de oxigênio, maca, assento para acompanhante, ventilador, ar-condicionado, dentre outros equipamentos.
Lilian Martins e governador também irão fazer a entrega de um micro-ônibus para o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí. O veículo, que custou R$ 188 mil, foi adquirido em convênio com o Ministério da Saúde e servirá para transportar a equipe de coleta externa do HEMOPI. Foram investidos R$ 124.000 do ministério e o restante, R$ 64 mil, são recursos do tesouro estadual.
Visando pactuar ações e diretrizes através dos poderes Municipal, Estadual e Federal, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), realiza até a próxima sexta, 20, a Oficina sobre a Linha de cuidado de Atenção Integral à Saúde de Crianças, Adolescentes e Famílias em situação de violência. O encontro teve início na quinta-feira, 18, e acontece no auditório do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest).
A oficina reúne diversas áreas técnicas da Sesapi ligadas a esta temática, Conselhos Municipal e Estadual de Saúde, Ministério da Saúde, além de representantes de municípios piauienses. Rosa Laura, coordenadora da Atenção à Saúde da Criança e Adolescente da Sesapi, afirma que além de assegurar dignidade e os direitos a este público, a oficina serve ainda para capacitar profissionais de saúde na prevenção e combate à violência contra crianças e adolescentes.
“O curso tem por objetivo capacitar um grupo de facilitadores que será orientado sobre o cuidado e atendimento a crianças e adolescentes em situação de violência para uma atuação integral e integrada em seus serviços de saúde, envolvendo profissionais de diversas áreas”, explica a coordenadora.
Neste encontro estão sendo capacitados cerca de 40 profissionais que atuarão como multiplicadores em seus municípios, disseminando as orientações recebidas durante o curso. Uma das prioridades da Sesapi, segundo Rosa Laura, é criar após a reunião um Plano consistente de combate a violência que, ainda este ano, deva ser utilizado por todos os municípios.
“Queremos montar este plano com o apoio de todos os órgãos ligados a esta problemática da violência à criança e adolescente e, para isso, precisamos definir regras, prioridades e responsabilidades, por isso a importância deste encontro, pena que muitos municípios que deviam está aqui não compareceram”, lamenta Rosa Laura.
Dados do MS- O Sistema de Vigilância de Violência e Acidentes (Viva) registrou no Brasil, em 2010, 68.415 mil notificações em 1.473 municípios, sendo que destas 16.185 foram em crianças e 23.307 em adolescentes. Dos casos registrados com crianças, 35% sofreram algum tipo de violência sexual ou negligência/abandono. Já no caso dos adolescentes, o maior percentual foi de violência física (60%).
Linha de Cuidado –Para a enfermeira do Ministério da Saúde, Gilvana Granjeiro, que esteve presente na Oficina, este encontro também tem por base discutir a Linha de Cuidado para a Atenção Integral à Saúde de Crianças, Adolescentes e suas famílias em situação de violência
“Além de orientação para gestores e profissionais de saúde, cujo propósito é sensibilizar e orientar os gestores e profissionais de saúde para uma ação contínua e permanente”, destaca.
O material distribuído para os gestores traz um modelo de cuidado e atenção a todos os tipos de violência (psicológica, física, sexual e negligência), que deve ser seguido por todos os profissionais de saúde do país. O material apresenta uma estratégia de abordagem em quatro etapas.
A primeira etapa trata do acolhimento. A segunda etapa consiste no diagnóstico, em como fazer o exame físico e avaliação psicológica e encaminhamento da vítima para o tratamento adequado.
A terceira etapa é a notificação. A última etapa é o acompanhamento, que recomenda o planejamento individualizado para cada caso e o monitoramento dos sintomas até a alta da vítima.
O risco de morrer por câncer de próstata é quase duas vezes maior em homens com sobrepeso de mais de 20 quilos durante sua vida adulta, assinala uma pesquisa de cientistas australianos divulgada nesta quinta-feira,19.
"Este estudo mostra que a obesidade está relacionada com formas agressivas de câncer fatal", advertiu Dallas English, um dos autores da pesquisa, publicada pela "Revista Internacional do Câncer".
"É preciso manter um peso saudável durante a vida adulta", acrescentou English, diretor de um centro de pesquisa em genética e epidemiologia da Universidade de Melbourne.
Para o estudo, foram analisados os casos de 17 mil homens entre 40 e 69 anos de idade, uma geração na qual a obesidade não era um problema generalizado na Austrália.
"As coisas na Austrália mudaram muito", alertou o epidemiologista, ao lembrar que atualmente a taxa de obesidade infantil aumentou dramaticamente no país.
Uma pesquisa realizada em 2008 revelou que 42,1% dos homens australianos têm sobrepeso, enquanto 25,6% são obesos, em um país com 22 milhões de habitantes.
O mesmo estudo indica que 600 mil meninos entre 5 e 17 anos de idade padecem de sobrepeso ou obesidade, ou seja, 21% da população infantil.
O Brasil está se preparando para a erradicação mundial da pólio. Neste ano, o país amplia o Calendário Básico de Vacinação da Criança com a introdução da vacina injetável contra pólio, feita com vírus inativado. A nova vacina será utilizada no calendário de rotina, em paralelo com a campanha nacional de imunização, essa realizada com as duas gotinhas da vacina oral. A injetável, no entanto, só será aplicada para as crianças que estão iniciando o calendário de vacinação.
Outra novidade para 2012 será a vacina pentavalente, que reúne em uma só dose a proteção contra cinco doenças (difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenza tipo b e hepatite B). Atualmente, a imunização para estas doenças é oferecida em duas vacinas separadas.
“Com a inclusão da pentavalente no calendário vacinal vamos reduzir uma picada nas crianças, diminuindo as idas aos postos de saúde”, explicou o ministro Alexandre Padilha. Ele reforçou ainda a participação dos laboratórios públicos na produção de vacinas no país. “O Ministério da Saúde tem como política fortalecer a capacidade nacional de inovação tecnológica de produção, não só em parceria com laboratórios públicos e com setor privado, mas também de atração de parceiros internacionais”, afirmou o ministro.
A introdução da Vacina Inativada Poliomielite (VIP), com vírus inativado, vem ocorrendo em países que já eliminaram a doença. A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), no entanto, recomenda que os países das Américas continuem utilizando a vacina oral, com vírus atenuado, até a erradicação mundial da poliomielite, o que garante uma proteção de grupo. O vírus ainda circula em 25 países.
O Brasil utilizará um esquema sequencial, com as duas vacinas, aproveitando as vantagens de cada uma, mantendo, assim, o país livre da poliomielite. A VIP será aplicada aos dois e aos quatro meses de idade e a vacina oral será utilizada nos reforços, aos seis e aos 15 meses de idade.
O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, explicou que o Ministério da Saúde está trabalhando para ampliar o número de vacinas combinadas, que reúne a proteção a mais de uma doença em uma mesma apresentação. “Com isso, temos o beneficio de melhorar a administração da vacina em crianças com dois ou três anos”, diz.
AGENDA – A VIP será introduzida no calendário básico a partir do segundo semestre desse ano. As campanhas anuais contra poliomielite também serão modificadas a partir de 2012. Na primeira etapa - a ser realizada em 16 de junho - tudo continua como antes: todas as crianças menores de cinco anos receberão uma dose de VOP, independente de terem sido vacinadas anteriormente. Na segunda etapa - que ocorrerá em agosto - todas as crianças menores de cinco anos devem comparecer aos postos de saúde, levando o Cartão de Vacinação.
A caderneta será avaliada para a atualização das vacinas que estiverem em atraso. Essa segunda etapa será chamada de Campanha Nacional de Multivacinação, possibilitando que o país aumente as coberturas vacinais, atingindo as crianças de forma homogênea, em todos os municípios brasileiros. Esquema sequencial da vacinação contra poliomielite
Esquema sequencial da vacinação contra poliomielite
Idade
Vacina
2 meses
Vacina Inativada poliomielite - VIP
4 meses
VIP
6 meses
Vacina oral poliomielite (atenuada) - VOP
15 meses
VOP
Pentavalente: A inclusão da vacina pentavalente no calendário da criança também será feita a partir do segundo semestre de 2012. A pentavalente combina a atual vacina tretavalente (difteria, tétano, coqueluche, haemophilus influenza tipo b) com a vacina contra a hepatite B. Ela será produzida em parceria com os laboratórios Fiocruz/Bio-Manguinhos e Instituto Butantan. As crianças serão vacinadas aos dois, aos quatro e aos seis meses de idade.
Com o novo esquema, além da pentavalente, a criança manterá os dois reforços com a vacina DTP (difteria, tétano, coqueluche). O primeiro a partir dos 12 meses e, o segundo reforço, entre 4 e 6 anos. Além disso, os recém-nascidos continuam a receber a primeira dose da vacina hepatibe B nas primeiras 12 horas de vida para prevenir a transmissão vertical.
Heptavalente - No prazo de quatro anos, o Ministério da Saúde deverá transformar a pentavalente em heptavalente, com a inclusão das vacinas inativada poliomielite e meningite C conjugada. “As vacinas combinadas possuem vários benefícios, entre eles o fato de reunir, em apenas uma injeção, vários componentes imunobiológicos. Além disso, os pais ou responsáveis precisarão ir menos aos postos de vacinação, o que poderá resultar em uma maior cobertura vacinal”, observa o ministro Alexandre Padilha. A vacina heptavalente será desenvolvida em parceria com laboratórios Fiocruz/Bio-manguinhos, Instituto Butantan e Fundação Ezequiel Dias. A tecnologia envolvida é resultado de um acordo de transferência entre o Ministério da Saúde, por meio da Fiocruz, e o laboratório Sanofi.
Investimento - Com a implantação da pentavalente haverá uma economia de R$ 700 mil ao ano, devido à redução no preço da vacina, além da diminuição do custo de operacionalização (transporte, armazenamento, seringas e agulhas).
No decorrer desse ano, o Ministério da Saúde irá adquirir oito milhões e oitocentas mil doses da pentavalente, a um custo de R$ 91 milhões. Também serão adquiridas outras oito milhões de doses da Vacina Inativada Poliomielite, ao custo de R$ 40 milhões. Para a manutenção de estoque estratégico, já foram compradas, em dezembro do ano passado, três milhões de doses da VIP, por R$ 15 milhões.