• prefeutura-de-barao.jpg
  • roma.png
  • TV_ASSEMBLEIA.png
  • vamol.jpg

A obesidade no epicentro gerador de doenças limitadoras do tempo e da qualidade de vida é consenso, embora as soluções apresentadas tomem o cuidado de mantê-la no posto que ocupa. Quase insano, no que se espera daquilo executado repetidamente procurando resultados diferentes.

Diabetes, artropatias, doenças cardiovasculares, tumores e tantas outras patologias são citadas como resultantes da obesidade com definidas fisiopatologias, contudo, comprometimento do comportamento sexual é sempre remetido às justificativas psicológicas, as quais se explicariam pelo acanhamento do obeso por se interpretar pouco atrativo, enquanto a infertilidade tem sido investigada em suas origens.

Uma revisão elaborada pela School of Medicine, University of California e publicada em setembro deste ano pelo Endocrine Society abordou as possíveis fisiopatologias para o cenário clínico e laboratorial do obeso no que se relaciona aos processos reprodutivos.

A fisiologia reprodutiva
Os mecanismos que resultam na produção de hormônios sexuais em homens e mulheres possuem grande semelhança, embora se expressem com as particularidades inerentes à cada sexo.

 

O gerenciamento desse processo está contido no eixo hipotálamo-hipófise (setor cerebral) e gônadas (testículos para os homens e ovários para as mulheres). O hipotálamo mantém pulso de estímulo na hipófise e esta produz o Hormônio Folículo Estimulante (FSH) e o Hormônio Luteinizante (LH).
Em uma explicação simplificada o FSH na mulher estimula ovários a produzirem estrógenos e a ovulação, enquanto nos homens possui relação estreita com a produção de espermatozoides. O LH por sua vez impõe a produção de progestágenos nas mulheres e testosterona nos homens.

A região do hipotálamo controladora desse processo responde aos baixos níveis de hormônios sexuais com aumento no estímulo da hipófise e com isso ocorre elevações proporcionais de FSH e/ou LH, de modo que se restabeleça o equilíbrio.

A diminuição ou falta de funcionamento em ovários e testículos aumentam a produção de FSH e LH, tal qual ocorre de maneira bastante pronunciada na menopausa e lentamente no envelhecimento masculino.

Por outro lado, mesmo discretas falhas neste setor hipotálamo-hipofisário podem transtornar a cascata reprodutiva.

Os hormônios sexuais e a fertilidade nos obesos
Homens obesos apresentam níveis reduzidos de testosterona e LH, assim como número menor de espermatozoides, enquanto em mulheres a infertilidade se caracteriza pelos baixos níveis de LH gerando inúmeras interferências nos processos ovulatório e conceptivo.

Tal contexto hormonal implica em alterações centrais (e não em ovários ou testículos) e os mecanismos fornecidos pela obesidade no desencadeamento desses equívocos funcionais são vários.
As justificativas
O entendimento da intrigante deficiência hipotálamo/hipofisário instalada em obesos orbita entre várias suposições, as quais incluem:

Interações desses centros com substâncias que possuem alta concentração em obesos
A resistência à ação da insulina no obeso é resultante da ação de substâncias derivadas do metabolismo do excessivo depósito gorduroso visceral, que leva o pâncreas a produzir quantidades cada vez maiores deste hormônio para vencer tais dificuldades.

Embora o cérebro prescinda da insulina para utilizar glicose é certo que haja receptores para este hormônio em vários de seus setores, notadamente nas regiões hipotálamo-hipofisárias e por mecanismos ainda não esclarecidos a hiperinsulinemia, condição presente no obeso, interfere para o desequilíbrio reprodutivo.

A leptina é um hormônio produzido pelo tecido adiposo e possui extrema importância na contenção da ingesta alimentar e seus níveis são proporcionais à quantidade de depósito gorduroso, o que torna compreensível a enorme concentração dessa substância em pacientes obesos.

A relação da leptina com o processo reprodutivo é notória já no estabelecimento da puberdade, processo marcadamente tardio em crianças condicionadas à magreza pelo excesso de exercícios físicos, ou, por uma fresta mais triste, naquelas com desnutrição calórica. Por outro lado, meninas obesas tendem à antecipação puberal. Embora os obesos possuam resistência à leptina em seu centro de saciedade, a interferência dessa substância no eixo reprodutivo está seguramente presente.


Lesão hipotalâmica provocada por componentes celulares oriundos do processo inflamatório do tecido gorduroso
Ocorre um processo inflamatório difuso por todo o tecido adiposo do paciente obeso e esta condição fornece aumento na concentração de várias substâncias e componentes celulares. Embora o perfil imunológico do sistema nervoso central seja privilegiado, existem evidências de que células conhecidas como macrófagos, originados dessa citada inflamação difusa, possam participar em decurso inflamatório hipotalâmico e com isso comprometer o funcionamento de várias de suas seções.

Processo inflamatório hipotálamo induzida por dieta rica em gorduras
É sabido que o consumo desmesurado e mantido de alta concentração de gorduras gera processo inflamatório em setores hipotalâmicos que, ao menos no que tange à obesidade, possui grande importância, dada a potencial causalidade do ganho ponderal pela lesão dos centros gestores de fome e saciedade, os quais se localizam neste terreno. É possível que mecanismos assemelhados comprometam as seções que gerenciam a reprodução de pacientes obesos em sua grande ingesta desses alimentos.

Conclusão
Direcionado para o ganho ponderal pela arquitetura mercadológica, desestimulados ao tratamento médico de sua enfermidade por razões de mesmo viés monetário e convencido de que é culpado pelo mesmo sistema que lhe suga. Assim segue o obeso, comprando o que engorda e pagando pelo o que o peso lega, persuadido em tal magnitude que nem mesmo o comprometimento do instintivo universo sexual e reprodutivo desconfigura a culpa que lhe foi imposta.

 

veja

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) acaba de lançar uma publicação sobre a importância e a influência direta da vida urbana na saúde das pessoas.

A novidade é que esta publicação, intitulada “The Power of Cities” ou o “Poder das Cidades”, não parte da visão negativa de que a urbanização caótica faz mal para todos e ponto final. Nada disso. Ao contrário, a OMS identificou a urbanização como um dos grandes desafios para a saúde pública do século XXI e aponta saídas inteligentes para as principais questões.

Não tem saída: metade da população mundial vive em centros urbanos. Espera-se que até 2050 este número aumente para 2/3 das pessoas. Por isso, não tem jeito. O melhor a fazer é propiciar condições para que todos tenham uma vida mais saudável.
De fato, a OMS aponta que as cidades são centros energéticos de criatividade, poder, aprendizado e cultura. São ecossistemas que sustentam crescimento e mudança.

No entanto, para que todos tenhamos mais saúde e qualidade de vida, há que se focar em dois pontos específicos, que são as causas de 42,5 milhões de mortes por ano no mundo inteiro, que significam 80% dos óbitos: as doenças não infecciosas – diabetes, doenças cardiovasculares, câncer e doenças respiratórias- e acidentes envolvendo carros e veículos pesados.

Para combater as mortes por doenças não infecciosas e os acidentes de trânsito, a publicação é endereçada aos agentes de políticas públicas, sugerindo intervenções em 10 tópicos considerados essenciais:

Monitorar com eficiência os fatores de risco para doenças não infecciosas como: controle do fumo, consumo de álcool, hábitos alimentares saudáveis e atividade física.


Criar uma cidade livre de cigarro: todos os ambientes fechados devem ser livres de fumo.


Banir todo e qualquer anúncio de cigarro.


Reduzir o consumo de bebidas com excesso de açúcar. Uma das formas para tal seria impor taxas altas sobre as mesmas.


Reduzir o consumo de sal. Fazer campanhas para que restaurantes e produtores de comida coloquem menos sal nos alimentos e especifiquem nas embalagens o teor de sal de forma clara e acessível.


Criar mais espaços para pedestres e ciclovias. As pessoas devem ter mais acesso à locomoção com gasto de energia própria. Dá muito menos stress e promove mais atividade física.


Ar menos poluído. Criar intervenções para diminuir a poluição do ar gerada, principalmente, pelos meios de transporte e indústria. Incentivar as formas de energia limpas e sustentáveis.


Álcool e direção: evitar sempre. Aplicar leis bastante rigorosas para quem dirige alcoolizado.
Diminuir a velocidade urbana.


Incentivar o cinto de segurança e o uso de capacete. Medidas fundamentais para diminuir a mortalidade em casos de acidentes.
Tudo isso parece muito simples e óbvio. Só que de tão simples e óbvio nossos gestores e responsáveis por políticas públicas parecem ignorar.

Para lembrar aos mais esquecidos, as melhores e mais eficazes soluções estão na simplicidade e possibilidade concreta de que ações sejam levadas a cabo. De jeito nenhum estão em ideias mirabolantes que nunca sairão do papel e exatamente por isso não tem serventia nenhuma.

Vamos fazer nossas cidades mais saudáveis. Só temos a ganhar com isso.

 

G1 Ana Escobar

 

mamaA hipnoterapia é um método de terapia que usa a hipnose, estado psicológico induzido, como ferramenta. “É possível trabalhar diversas questões do subconsciente e reprogramar a mente”, afirma o hipnoterapeuta Vitor Madureira. Segundo ele, o tratamento pode ser complementar para lidar com efeitos colaterais da quimioterapia, como náuseas e fadiga.

O hipnoterapia é uma das Práticas Integrativas e Complementares oferecidas pelo SUS (Sistema Único de Saúde).


“A dor é uma interpretação da mente, então a gente consegue aliviá-la. O mesmo serve para efeitos colaterais da quimioterapia e da radioterapia, como náuseas e fadiga”, exemplifica o hipnoterapeuta. “A ressignificação de sentimentos também possibilita mudar o impacto da queda de cabelo na autoestima da mulher”, acrescenta.

Os maiores fatores de risco para o câncer são tabagismo, alcoolismo e obesidade, ressalta o profissional. A hipnoterapia também é utilizada para tratá-los. "A técnica é utilizada para combater esses problemas e ,dessa forma, prevenir outras doenças", diz ele.
O especialista diz que qualquer paciente pode fazer a hipnoterapia. “A pessoa só precisa querer e seguir as instruções do hipnoterapeuta”, afirma Vitor.

Segundo ele, com o método, a principal questão tratada são emoções negativas.
“A gente busca acessar esses momentos que geraram a emoção negativa a partir de um estado elevado de concentração e dá uma nova interpretação para aquele momento”, explica Vitor.


De acordo com ele, desde os três meses de gestação a mente já registra emoções positivas e negativas a fim de moldar o comportamento. “Então, quando acontece algo que gera uma emoção negativa a mente registra. Conforme outras situações que geram a mesma situação se acumulam, aquilo transborda e gera um problema”, acredita.

 

R7

Foto: reprodução Record TV

sarampoApesar de ter alcançado a meta de cobertura vacinal do sarampo de 2019, com 95% das crianças de 1 ano de idade imunizadas, o Brasil ainda enfrenta um surto da doença. Os principais sintomas do sarampo incluem febre alta, manchas vermelhas na pele e coriza – em casos mais graves, pode levar à morte. Agora, dois novos estudos indicam que a doença pode ter consequências que afetam o paciente mesmo após já ter se curado. Os trabalhos foram publicados separadamente nas revistas Science e Science Immunology.

De acordo com os pesquisadores, o sarampo causa sérios danos ao sistema imunológico, pois o vírus destrói de 11% a 73% dos anticorpos que protegem os pacientes contra diversas doenças. Isso significa que o organismo fica vulnerável a outras infecções – mesmo aquelas para as quais a pessoa já havia sido vacinada, como poliomielite, gripe e tuberculose, por exemplo. “A ameaça que o sarampo representa para as pessoas é muito maior do que imaginávamos”, comentou Stephen Elledge, da Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos, ao The Guardian.

Os cientistas indicaram que essa imunidade pode ser recuperada em algum momento – em até cinco anos -, mas para isso, os pacientes precisam se expor a vírus e bactérias. A forma mais segura de fazer isso é se imunizar novamente contra todas as infecções para as quais existem vacinas uma vez que os imunizantes possuem parte de vírus ou bactéria, mas de forma inócua – ou seja, não causam a doença, mas ajudam o sistema imunológico a produzir anticorpos que protegem o organismo contra uma futura infecção.

Segundo especialistas, o sarampo afeta mais de 7 milhões de pessoas e causa mais de 100.000 mortes por ano em todo o mundo. Apesar de haver vacina contra a doença, as pessoas estão parando de se imunizar, o que tem provocado um aumento de quase 300% no número de casos de sarampo desde 2018.

 

Como o sarampo afeta a imunidade?
Quando o sistema imunológico precisa enfrentar infecções desconhecidas, ele necessita do bombeamento de células imunológicas diversificadas, pois assim alguma delas pode reconhecer o patógeno e se unir para tentar combatê-lo. Depois de produzir células capazes de destruir uma infecção, o sistema imunológico também cria células com memória de longa duração que circulam pelo corpo permanentemente, assim caso a pessoa venha a ser infectada pelo mesmo patógeno, seu organismo pode eliminá-la mais rapidamente.

Mas os estudos revelaram que, no caso de uma infecção pelo vírus do sarampo, uma proporção substancial de células da memória imune desaparece. Isso porque, ao entrar no sistema respiratório, o vírus penetra as células imunológicas, se replica e se espalha para outras células. Ao fazer isso, o vírus destrói duas linhas de defesa do sistema imunológico. “O sarampo causa diretamente a perda de proteção a outras doenças infecciosas”, explicou Velislava Petrova, do Instituto Wellcome Sanger, na Inglaterra, ao The Guardian.

Os estudos
Para chegar a essa conclusão, as equipes de pesquisas realizaram dois estudos diferentes. Em ambos os trabalhos foram examinadas amostras de sangue de crianças antes e depois de serem infectadas com o sarampo. Os participantes foram acompanhados durante cerca de seis semanas após contraírem a doença. A análise mostrou que o vírus destrói 11% a 73% dos anticorpos do sistema imunológico, deixando o paciente mais vulnerável a doenças contra as quais já estava protegido.

Os pesquisadores ainda precisam verificar se o sistema imunológico consegue se recuperar dos danos causados pelo vírus do sarampo. “Pode-se especular que é muito provável que se recupere, com base na recuperação observada em pessoas que usam drogas imunossupressoras. Talvez depois de cinco anos”, disse Velislava.

Um dos estudos ainda apontou que a vacina M-M-R, que combate sarampo, caxumba e rubéola, não tem esse efeito de supressão imunológica. Isso significa que a vacina é segura, promovendo proteção contra as doenças sem prejudicar o organismo. Por causa disso, os cientistas ressaltaram a importância de manter a caderna de vacinação em dia contra o sarampo.


Sarampo
O sarampo é uma doença infectocontagiosa grave, que pode ser transmitida pela fala, tosse e espirro. Os sintomas da doença incluem indisposição inicial (com duração de três a cinco dias), febre alta (acima de 38,5 graus), mal-estar, coriza, conjuntivite, tosse, falta de apetite e exantema (erupções cutâneas vermelhas). Nesse período, manchas brancas podem ser observadas na face interna das bochechas. Já as manchas vermelhas na pele aparecem inicialmente atrás da orelha e se espalham para a rosto, pescoço, membros superiores, tronco e membros inferiores.

O sarampo apresenta complicações que, em casos graves, podem até mesmo levar à morte, particularmente em crianças desnutridas e menores de 1 ano de idade. Entre as complicações estão: otite média aguda, pneumonia bacteriana, laringite e laringotraqueite. Em casos mais raros, há manifestações neurológicas, doenças cardíacas, miocardite, pericardite e panencefalite esclerosante subaguda (complicação rara que acomete o sistema nervoso central após sete anos da doença).

Segundo o Ministério da Saúde, as complicações do sarampo podem deixar sequelas, especialmente se contraído na infância, incluindo cegueira, surdez, diminuição da capacidade mental e retardo do crescimento.

 

veja

Foto: Kateryna Kon/Science Photo Library/Getty Images