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Por 5 votos a 2, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível por abuso de poder político em uma reunião com embaixadores meses antes da eleição. Na prática, Bolsonaro não pode se candidatar a nenhum cargo até 2030. Os ministros que votaram para condenar o ex-presidente foram: Benedito Gonçalves, Floriano Marques, André Tavares, Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes. Este é o presidente da corte e, portanto, o último a declarar o voto. Já os ministros Raul Araújo e Nunes Marques divergiram da maioria.

bolsonaro

"A resposta que a Justiça Eleitoral dará a essa questão confirmará nossa fé na democracia, no Estado de Direito, porque, diferentemente do que se pretendeu divulgar nos últimos dias, principalmente pelas redes sociais, o TSE em nada está inovando", disse Moraes em seu voto. O presidente da corte também declarou que "nenhum candidato, especialmente o investigado nesta ação, Jair Bolsonaro, poderia alegar desconhecimento sobre posicionamento desta corte eleitoral das principais premissas que deveriam ser observadas para as eleições de 2022".

Moraes lembrou de falas de Bolsonaro, classificou-as como "mentiras" durante a reunião e destacou o uso da máquina pública para a divulgação de fake news. "Toda a produção foi feita para que a TV Brasil divulgasse e a máquina existente de desinformação multiplicasse a desinformação para chegar ao eleitorado." Direitos cassados

Com o resultado, Bolsonaro se torna o segundo ex-ocupante do Palácio do Planalto a ter os direitos políticos cassados desde a redemocratização, em 1985. Antes dele, apenas Fernando Collor de Mello, o primeiro presidente eleito por voto direto após o fim da ditadura militar, foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A ação apura a conduta de Bolsonaro durante uma reunião com embaixadores no Palácio da Alvorada em julho do ano passado. Na ocasião, o ex-presidente levantou suspeitas sobre as urnas eletrônicas, sem apresentar provas, e atacou o sistema eleitoral brasileiro. Julgamento

Na terça (27), a sessão começou com o voto do relator, o ministro Benedito Gonçalves, que votou para tornar o ex-presidente inelegível por oito anos.

Para Benedito Gonçalves, está configurado abuso de poder político no uso do cargo de presidente por Jair Bolsonaro. Segundo o ministro, houve desvio de finalidade no uso do "poder simbólico do presidente e da posição do chefe de Estado" para "degradar o ambiente eleitoral".

Já o ministro Floriano Marques identificou quatro linhas que classificariam o discurso de Bolsonaro como eleitoreiro: autopromoção, argumentação negativa aos adversários, martirização e desqualificação do sistema eleitoral.

O ministro defendeu a responsabilidade exclusiva do ex-presidente pela reunião com embaixadores e lembrou depoimentos de testemunhas da defesa, como Carlos França, ex-ministro das Relações Exteriores do Brasil.

Segundo o ministro André Tavares, Bolsonaro questionou o sistema eleitoral brasileiro por, pelo menos, 23 vezes, somente em 2021. O ministro considerou que é inviável a Justiça Eleitoral ignorar os fatos. "É possível constatar ataques infundados que se escoraram em boatos", disse.

"Não há apenas a mera falta de rigor em certas proclamações, mas a inequívoca falsidade perpetrada nesse ato comunicacional, com invenções, distorções severas da realidade, dos fatos e dos dados empíricos e técnicos, chegando ainda a caracterizar uma narrativa delirante, com efeitos nefastos na democracia, no processo eleitoral, na crença popular em conspirações acerca do sistema de apuração dos votos", afirmou Tavares.

Foi com o voto de Cármen Lúcia que a corte formou maioria. Ela rebateu a alegação de que não compete ao TSE julgar o assunto. "A Justiça Eleitoral é competente por determinação constitucional e legal, porque estamos aqui a tratar de uma ocorrência comprovada e não contestada que teria de alguma forma tisnado a normalidade e legitimidade do pleito eleitoral", disse ela sobre a análise da reunião com os embaixadores que originou o processo, apresentado pelo PDT. Dois ministros divergiram da maioria

O ministro Nunes Marques votou nesta sexta-feira (30) contra tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível. Nunes defendeu a integridade do sistema eletrônico de votação e considerou que "a atuação de Jair Messias Bolsonaro no evento sob investigação não se voltou a obter vantagem sobre os demais contendores do pleito presidencial de 2022, tampouco faz parte de tentativa concreta de desacreditar o resultado da eleição".

No dia anterior, Raul Araújo fora o primeiro a votar contra a inelegibilidade. O ministro defendeu a liberdade de expressão e a possibilidade de questionamentos. Segundo ele, "são incontroversas a reunião e o conteúdo". Araújo afirmou que, na sessão com embaixadores, foram apresentados "fatos sabidamente inverídicos e que já foram desmentidos".

Os advogados do ex-presidente já afirmaram que vão recorrer da decisão, mas é preciso esperar a liberação do chamado acórdão, ou seja, os detalhes da decisão colegiada da corte eleitoral.

R7

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

CETE se reúne para prosseguir delimitação territorial de mais 14 municípios

Dando prosseguimento aos processos de delimitação territorial de municípios, a Comissão de Estudos Territoriais (CETE) da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) se reúne na próxima terça-feira (04). A subcomissão de limites municipais tem encontro marcado para as 9 horas e vai dar andamento para os processos de 14 cidades.

Arraial, Batalha, Floresta do Piauí, Isaías Coelho, Monsenhor Gil, Morro do Chapéu do Piauí, Paquetá, Prata do Piauí, Santa Cruz do Piauí, Santo Antônio de Lisboa, São Félix do Piauí, São José do Divino, São Gonçalo do Piauí e Wall Ferraz são os municípios envolvidos nos processos que vão tramitar na reunião.

Os representantes de todas essas cidades já assinaram os termos de acordo relacionados e o próximo passo é homologar os estudos. Além do aceite por parte de prefeitos e vereadores, a análise conta com estudos geográficos e um projeto de lei que vai regulamentar cada delimitação territorial.

O andamento desses 14 processos se soma ao de seis municípios que tiveram a homologação feita na reunião da CETE desta semana. Alegrete do Piauí, Capitão de Campos, Geminiano, Itainópolis, Lagoa do Piauí e Lagoinha do Piauí foram as cidades envolvidas. Segundo o vice-presidente da comissão, deputado Ziza Carvalho (MDB), há cerca de 30 processos na mesma situação que devem ser concluídos nas próximas reuniões.

ascon

Ele esteve nesta manhã no Piauí Notícias para falar da pré-candidatura e do seu grupo politico, liderado pelo ex-vereador Mauricio Bezerra.  Delson Alves ja participou de três campanhas para vereador e conseguiu as seguintes votações.

delson

Em 2012, ele obteve 402 votos; em 2016 o líder teve 261 e, em 2020 o Delson conseguiu nas urnas 273 votos. Delson da Banda Paquera, como  é conhecido, vai para a quarta campanha eleitoral.  Veja a entrevista.

Da redação

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A informação sobre como deve funcionar as empresas nessa quinta é da presidente da Classe Comerciária a líder Jocilena Falcão.  Ela recebeu o repórter Ivan Nunes, do Piauí Notícias, para externar sobre como será o funcionamento das empresas no Dia de Corpus Christi.

jocinala

Na entrevista, Jocilana informa que algumas empresas consideradas essências estarão em funcionamento, mas cumprindo o que determina a Lei e o acordo firmado entre as classes de patrôes e empregados do comércio local.

O Sindicato, ainda de acordo com ela, deve agir no caso de algum empreendedor descumprir o acordo. Veja a entrevista com a lider Jocilane Falcão. 

Da redação