O Piauí é o segundo estado com maior número de contratações no programa Minha Casa Minha Vida 2/Sub-50, voltado para municípios com menos de 50 mil habitantes. Ao todo, foram contratadas 8.850 unidades habitacionais, muito acima da meta pré-estabelecida,
3.800. Serão beneficiados 217 municípios piauienses. A execução das obras contratadas pode ser feita até 2014.
Segundo o presidente da Agência de Desenvolvimento de Habitação do Piauí, Gilberto Medeiros, apenas a Bahia conseguiu contratar um número maior de unidades habitacionais. “A Bahia possui um número maior de municípios e de habitantes. Mas esse é um investimento importante para o Piauí, que possibilitará a redução do déficit habitacional”, disse. O valor de cada unidade habitacional do MCMV2/Sub-50 é estimado em R$ 25 mil.
O Piauí também se saiu bem em relação às contratações do Minha Casa, Minha Vida 2 /Rural e Minha Casa, Minha Vida 2 /FAR. “Proporcionalmente à meta, tivemos o maior número de contratações do Nordeste no Minha Casa, Minha Vida/FAR, com 6.664 contratações, que beneficiarão sete municípios. No Minha Casa, Minha Vida/Rural tivemos 1.279 contratações, primeiro lugar entre os estados nordestinos e quinto no geral”, apontou Gilberto Medeiros.
Dentro do Minha Casa, Minha Vida2/FAR, o valor do investimento é de R$ 48 mil por unidade habitacional, já que, além da residência, estão previstas obras de infraestrutura. Os recursos aplicados no Minha Casa, Minha Vida 2/Rural são de R$ 25 mil por unidade habitacional.
Governo do Estado
O Piauí vai ter que plantar girassol, é uma necessidade. A garantia é do pesquisador José Lopes Ribeiro, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Meio Norte), que há 24 anos estuda o comportamento da planta que pode ser utilizada para a produção de biodiesel, de óleo comestível e de torta para animais. Para Ribeiro, o único obstáculo hoje existente para o desenvolvimento de plantações empresariais é o fato de não existir no Piauí uma única fábrica de beneficiamento do grão do girassol. “Nos Cerrados, os produtores estão interessados, mas reclamam que não existe mercado, exatamente por falta de uma indústria de beneficiamento”, adianta ele.