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Mais da metade das brasileiras (56%) já se sentiu em algum momento em desvantagem por conta do gênero e (32%) já sofreu violência física ou sexual

mulher
O portal especialista em saúde e maternidade, Trocando Fraldas, realizou uma pesquisa nacional com 14 mil usuárias. O estudo aponta que 4 em cada 9 mulheres desconhecem a origem do movimento a favor dos direitos femininos, o que inclui o significado da data 8 de março, dia internacional da mulher.

 

O que chamou atenção é que embora as mulheres mais jovens, entre os 18 e 24 anos, defendam e consideram importante os direitos femininos, foram as que mais apresentaram falta de informação histórica sobre o assunto.

 

Outro dado preocupante é que mais da metade das brasileiras (56%) já se sentiu em algum momento em desvantagem por conta do gênero, independente da idade, região em que mora ou situação maternal.

 

Existem interpretações distintas do feminismo de acordo com a idade. As adolescentes e jovens receberam as informações pela mídia e meios de comunicação que usam de situações cotidianas para validar essa importância e quase nunca informam sobre a origem histórica.

 

No estudo, as mulheres que se consideram feministas possuem idade entre 40 a 44 anos e apontaram maior conhecimento histórico e a importância sobre a luta.

 

Para saber sobre os direitos femininos havia pesquisa e busca pela informação com qualidade. Hoje possuímos informação em quantidade e muitas que deturpam o significado do feminismo e a sua importância para não só as mulheres, como para os homens.

 

E toda informação que possuímos sobre os direitos femininos estão nos deixando realmente mais informados e engajados na causa?

 

A informação só faz a diferença se tivermos antes o conhecimento. A internet e o acesso rápido traz a falsa sensação de que somos bem informados, mas estudos como esse mostram que não.

 

 

 

Na democracia, o sucesso do governo depende da credibilidade e apoio que tenha junto ao povo para conceber, aprovar e implementar projetos avançados, por mais impopulares que possam ser ou parecer. O executivo precisa ter o povo do seu lado, porque pela inerência do regime haverá um legislativo, oposição sistemática e negociações que mais emperram do que colaboram.

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Propostas e reformas estruturais são geralmente impopulares, preconizam mudança, avanço, modernidade. Sendo impopulares não contam com a boa vontade dos congressistas que dependem das bases, de caciques regionais, de alianças nem sempre legítimas e de votos para reeleição, portanto jamais hão de querer desagradar aos que concederam o mandato, procuram negociar, clamam pela liberação de emendas orçamentárias, querem verbas e obras para suas regiões visando justificar apoio a um projeto visto como impopular.

 

É oportuno lembrar o governo Collor que, inegavelmente, ao menos no seu primeiro ano tinha o apoio popular. Fora o primeiro presidente eleito após o regime militar e concentrou a campanha em propostas populares e ataques ao status quo político, econômico e social: marajás, inflação, injustiça social... Tendo o povo a apoiá-lo, Collor apresentou e conseguiu aprovar no Congresso medidas impopulares, como o confisco da poupança, sem necessitar negociar ou praticar o conhecido ‘toma lá, dá cá’. Os parlamentares não haveriam de querer contrariar uma administração nacional respaldada pela vontade popular.

 

Na sequência, o governo Itamar Franco elaborou e implantou o Plano Real, fato marcante, pois os brasileiros não acreditavam mais em planos ou pacotes após tantos fracassos. No Real acreditaram e apoiaram, pois o aval era de Itamar, político íntegro, passado limpo e firmeza de decisões. O povo acreditava em Itamar e o apoiava, por isso acreditou e apoiou o Plano Real.

 

Hoje, vemos um governo com dificuldades, sem respaldo popular, alto e persistente índice de reprovação e tendo sua legitimidade questionada. Tudo isso dificulta o entendimento com o Congresso, os parlamentares costumam tirar proveito quando o governante está enfraquecido. Michel Temer tem tentado acertar, é verdade, porém esbarra em obstáculos políticos e pessoais, sendo alvo de investigações que embora ainda não provadas produzem desgastes, advindo daí problemas para aprovar medidas importantes e necessárias, como as reformas, entre as quais a da Previdência, cujo projeto original está mutilado por tantas alterações para atender líderes, grupos e partidos inclusive da própria base governista. (A votação dessa reforma acabou prejudicada constitucionalmente devido ao decreto de intervenção na segurança pública do estado do Rio de Janeiro)

 

Entendo que um dos obstáculos à plena governabilidade de Temer resida no compreensível questionamento de sua legitimidade. Afinal, deveria ter sofrido idêntica penalização aplicada a então presidente Dilma Rousseff, pois era integrante da mesma chapa e fazia parte do governo com a participação de ministros de seu partido. Ficou a impressão de haver existido traição e isso a opinião pública não perdoa.

 

Entretanto, acredito que as eleições deste ano podem trazer algum alento e esperança, principalmente se houver consciente renovação do Congresso e a investidura de um presidente consagrado pelo voto, legitimado nas urnas, provavelmente em dois turnos. E que então decida atacar os problemas estruturais, gestar projetos de modernização e igualmente fazer as reformas aproveitando inclusive que não sendo eleitoral o próximo ano, inexistirá a necessidade de barganha com um Congresso viciado.

 

A expectativa de superação é também baseada na potencialidade do Brasil, país que já deu provas de recuperar-se de crises criadas por maus políticos e incompetentes gestores públicos.

 

Nosso país é agraciado em riquezas naturais, formado por povo de índole pacífica e senso de trabalho sério. Conta com setor empresarial empreendedor, moderno e tecnologicamente avançado parque produtivo. Esse fato é visível, pois apesar dos desequilíbrios e desgastes políticos e administrativos, o agronegócio garante o êxito da balança comercial, desemprego está em processo de redução, PIB em crescimento, ainda que lento, juro básico em patamar aceitável, inflação sob controle – além de outros indicadores. Tudo isto ocorre independentemente de tropeços do governo, onde até a simples e natural troca de ministro vira crise.

 

Tenho certeza que dificuldades têm seu lado positivo porque aguçam a criatividade e conduzem a uma reflexão madura sobre erros cometidos. Espero que reforcem o que tenho pregado no sentido de que os brasileiros em geral entendam a importância e o valor da participação política para mudar. A política em si é boa e base essencial na democracia, o problema são os maus políticos, os quais o povo pode defenestrá-los legítima e soberanamente pelo instrumento mais icônico da democracia: o voto. Todavia, para tanto é necessário participar ativa, efetiva e positivamente.

 

*Luiz Carlos Borges da Silveira é empresário, médico e professor. Foi Ministro da Saúde e Deputado Federal.

 

artebrasilO projeto cultural “Mares, Flores e Estrelas Guia”, com curadoria de Angela Oliveira, já está há três anos rodando o Brasil e o mundo, tendo passagens por São Paulo, Rio de Janeiro, Estados Unidos, Portugal e outros países. Porém, é a primeira vez que a promotora de artes irá apresentar o trabalho de artistas brasileiros no Nordeste; mais precisamente na Montmartre Arte e Galeria, em Teresina, no Piauí, com a exposição Circuito Arte Brasil. O Vernissage será no dia 7 de março às 19h.

 

“Sempre foi um sonho levar o talento dos artistas brasileiros ao Nordeste, uma região recheada de culturas peculiares e que representam muito bem o nosso país. Tenho certeza de que não somente os artistas, mas toda a população de Teresina vai se inspirar com os trabalhos que serão expostos durante a mostra”, comenta Angela.

 

Ela completa dizendo que o grande objetivo do projeto é justamente atravessar os mares e regiões apresentando o trabalho de artistas emergentes e também daqueles que já possuem carreira consolidada. “Eu quero, justamente, divulgar os novos talentos, alguns emergentes, e outros em início de carreira mesmo. Porém, há sempre participações de artistas especiais que já tem seus nomes cravados na arte brasileira”. E completa: “através da divulgação, os artistas mostram o seu trabalho, são vistos e posteriormente reconhecidos. Vão compondo seu currículo e aprimorando o seu trabalho”.

 

Para Gina Castelo Branco, proprietária da Montmartre Arte e Galeria, espaço que irá receber a exposição, não há alegria maior em fazer parte de um trabalho tão importante e essencial para a cultura brasileira. “Tenho o objetivo de fomentar a cultura e receber o Circuito Arte Brasil, com curadoria de Angela Oliveira, reforça esse compromisso. Além das exposições que realizamos para valorizar a arte local, também recebemos mostras com obras de fora. O projeto será um sucesso, pois irá proporcionar ao público e artistas locais conhecer novos trabalhos, ver de perto outras tendências e técnicas. Para mim, é essencial proporcionar essa troca. Como galerista, trazer esse evento é contribuir para o fomento da cultura em nosso estado”.

 

Os artistas que participarão da mostra são Amanda Coelho, Christiane Fontenelle, Larissa Palha Dias e Gina Castelo Branco, todas do Estado do Piauí; Alex Állen, da Bahia; Luciana Severo, do Ceará; Renata Cabral, da Paraíba; Deca Torres, Henrique Piantino, Carla Senna, Lenice Pitanguy, Mauro Kersul, Regina Moraes e Rodrigo Castilho, todos de Minas Gerais; Maria Lúcia Urban e Maurício Gonçalves, de São Paulo; Mariá Mallmann, do Rio Grande do Sul; e Monica Pailo, do Paraná.

 

cv

toniacarreiroO corpo da atriz Tônia Carrero será cremado em cerimônia restrita para a família no final da manhã desta segunda-feira (5), no Memorial do Carmo, Caju, Zona Portuária do Rio. A atriz que morreu, aos 95 anos, na noite de sábado (3) de um ataque cardíaco durante uma cirurgia, recebeu homenagens durante o velório que durou cerca de oito horas neste domingo (4), no Theatro Municipal do Rio.

 

Na despedida, o filho, netos, bisnetos e amigos da TV e teatro. A atriz, uma diva da TV, cinema e teatro brasileiro, foi homenageada com aplausos e gritos de 'Bravo, 'Bravo'. Para homenagear Tônia, familiares e amigos próximos contaram histórias dela ao longo da vida e da carreira.

 

O corpo da atriz Tônia Carrero começou a ser velado no início da tarde deste domingo. Cecil Thiré, filho único da atriz, chegou ao velório por volta das 15h. Também prestaram as últimas homenagens, os netos, bisnetos e amigos da TV e do teatro.

 

Antes da cerimônia ser aberta ao público, somente a família teve acesso ao interior do prédio. Os portões do prédio foram abertos por volta das 14h15 e o velório terminou por volta das 21h.

 

Um dos primeiros amigos a chegar ao Municipal foi o ator Ney Latorraca.

 

“Ela não era só a atriz bonita, talentosa e amada. Qualquer movimento político que você procure, sempre tinha a Tônia à frente em todas as passeatas. Contra a ditadura, contra a censura. Por coincidência, esses dias achei uma foto que tem todas: Tônia Carrero, Silvia Becker, Odete Lara, Eva Vilma. Elas estavam aqui na frente para a ‘Passeata dos 100 mil’. Ela não é apenas uma grande atriz que a gente perde, a gente perde esse ser humano revolucionário e amado”, afirmou ao G1 o ator Ney Latorraca.

 

Além de Ney, outros amigos também foram se despedir de Tônia Carrero: Nicette Bruno, Beth Goulart, Edwin Luisi, Sandra Pera, Sylvia Bandeira, Julia Lemmertz, Antônio Pitanga e Marco Nanini, que levou flores brancas para se despedir da amiga.

 

Alguns fãs da atriz também passaram pelo teatro para participar da despedida.

 

Despedida com emoção da família e amigos

 

Por volta das 19h, a neta Luisa Thiré fez um agradecimento pela presença dos amigos e fãs. Chorando e muito emocionando, o ator Marco Nanini em poucas palavras fez um agradecimento à amiga. Para encerrar, eles cantaram a música 'Carinhoso', de Pixinguinha.

 

A atriz Nicette Bruno chegou ao Theatro Municipal por volta das 17h e falou com carinho e saudade da amiga.

 

“Nossa estreia foi no filme ‘Querida Susana’. Era estreia minha, dela e do Anselmo Duarte, nos três estreamos juntos no cinema. (...) Eu tive a oportunidade de participar de todos os inícios desse grande ciclo de trabalho dela. Eu gostava muito dela, nós tínhamos um carinho muito especial uma com a outra. Ela foi na estreia do meu teatro em São Paulo, ela foi no meu casamento, estávamos juntas sempre que podíamos. O Brasil está chorando hoje”, disse Nicette Bruno.

 

A neta Luisa Thiré lembrou que a avó sempre foi uma pessoa que lutou por seus direitos. Segundo ela, Tônia Carrero brigou até com familiares para seguir no sonho de ser atriz.

 

“Ela é de uma geração pioneira, primeiríssima, ao lado de outras grandes damas como Bibi Ferreira, Fernanda Montenegro. A gente aprendeu muito com ela, ela sempre foi muito presente, muito crítica, calorosa e carinhosa com a família. Acho que pro Brasil ela foi um exemplo de mulher batalhadora, que lutou pelos seus direitos, ela começou a fazer teatro numa época que era feio. O pai dela parou de falar com ela quando ela disse que queria ser atriz, queria dançar balé, o pai meio que morreu brigado com ela porque era feio. Ela brigou com tudo que apareceu pela frente e continuou brigando, lutando. Ela era muito ativa dos movimentos políticos, muito à frente do tempo, independente”, disse Luisa.

 

O neto Carlos Thiré disse que a avó foi uma guerreira até o final da vida.

 

“É difícil assumir que chegou o dia de me despedir da pessoa mais forte que eu já conheci na minha vida. Ela conseguiu fazer exatamente o que queria da vida dela, com isso ela deixou um rastro de luz enorme. (...) Ela era uma das pessoa mais livres com quem eu já tive contato, essa mensagem fica com uma força incrível. Eu acho que ela já tava merecendo descansar, ela esticou a corda até onde não dava mais. Mas hoje não é um dia de tristeza, hoje é um dia de saudade”, disse Carlos Thiré.

 

A atriz morreu de ataque cardíaco, pouco depois das 22h de sábado (3), durante uma cirurgia, numa clínica particular na Gávea, na Zona Sul. Ela tinha 95 anos e havia sido internada na véspera em decorrência de uma úlcera no sacro. Ela morreu durante procedimento médico, segundo informou a neta Luísa Thiré.

 

G1