O Fortaleza, atuando diante dos seus torcedores na Arena Castelão, bateu o Vitória por 4 a 0 e será o adversário do Santa Cruz na próxima fase eliminatória do torneio regional.
Os primeiros 20 minutos de jogo foram bem travados. Ainda se estudando, as equipes não tiveram chances de gol e a marcação foi pesada, porém o Leão cearense já mostrava que daria trabalho.
Aos 23, Edinho dominou no peito e assustou o goleiro do Vitória, João Gabriel. Dois minutos após o lance, Edinho encontrou Júnior Santos na área, o artilheiro subiu de cabeça e colocou no canto do goleiro, 1 a 0 Fortaleza.
Continuando a pressão, o Fortaleza foi recompensado ainda na primeira etapa com o segundo gol. Após boa triangulação, Osvaldo deixou o marcador no chão e rolou para Júnior Santos onde o centroavante cearense bateu no canto e ampliou o marcador.
Com o objetivo de mudar o jogo, o Vitória veio com duas alterações após o intervalo, porém sem resultados. O Fortaleza ainda assustou e quase ampliou, mas João Gabriel fez boa defesa em jogada de Edinho. Novamente, aos 13, Edinho fez a mesma jogada, mas dessa vez a bola raspou o travessão e saiu.
A pressão continuou aos 20 da etapa final quando Tinga recebeu de Osvaldo e com qualidade, finalizou no canto, mas João Gabriel novamente salvou o Vitória de sofrer o terceiro. Porém, aos 38, o gol do Leão veio. Edinho tocou na saída do goleiro baiano e ampliou o placar para o Tricolor do Pici.
Para encerrar com chave de ouro a goleada do Fortaleza, Dodô cobrou falta com uma categoria invejável e deu números finais a vitória cearense, 4 a 0.
As declarações de Felipão após a eliminação do Palmeiras para o São Paulo (veja no vídeo acima) foram, na visão do Delegado Antonio Olim, presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, mais uma tentativa do clube alviverde de desviar o foco de uma eliminação no Campeonato Paulista.
Nesta segunda-feira, Olim defendeu as decisões recentes do Tribunal e voltou a fazer críticas aos dirigentes do Palmeiras.
– Eu vi ele (Felipão) falando, de dirigente que falou de dar lenço. Eu não falei para a torcida do Palmeiras, falei para os dirigentes do Palmeiras, jurídico, todo mundo que vem arrumar pelo em ovo – afirmou Olim, ao GloboEsporte.com.
– Alguém tem de pagar o pato, o Palmeiras sempre arruma alguém, e agora é o Tribunal. Faz parte. Os dirigentes do Palmeiras são sempre assim, têm de culpar alguém da Federação ou do Tribunal. Estou muito tranquilo, sou muito transparente. Não fiz nada para prejudicar o Palmeiras, pelo contrário. O que eu puder ajudar ajudo todos os times – completou.
Em entrevista à rádio Jovem Pan, Olim foi ainda mais enérgico nas declarações:
– O problema do Palmeiras não é a instituição. São os dirigentes e o Felipão. Eles têm de jogar futebol e acabou. Não tenho nada para ouvir eles falarem. Eu não aguento mais o Palmeiras. Todo dia eles inventam alguma. Eles sempre têm que arrumar algum Cristo. Ou é a Federação Paulista de Futebol (FPF) ou o Tribunal. O que falta ao Palmeiras é competência, força e garra ao time.
Após a partida contra o São Paulo, Felipão disse que pensou em tirar o time do Palmeiras de campo depois que o gol de Deyverson foi anulado, no segundo tempo do clássico. Com a justificativa de não aumentar a polêmica com o Verdão, Olim admitiu que tal possibilidade poderia render punição ao clube e ao treinador.
– Que tirasse, por mim não tem problema nenhum. Acho que ficaria ruim para ele. Nem a torcida compactua com isso, quer o time em campo e jogando. Não quer ganhar no apito ou no tapetão. Acho que a torcida ia ficar muito brava se ele fizesse isso, ainda bem que ele não fez – disse Olim.
– Mas nem vou entrar nesse assunto (sobre punição). Eles querem politizar eu com a torcida. Eu não tenho nada contra a torcida do Palmeiras, pelo contrário. Eu respeito e gosto da torcida do Palmeiras, que é muito além do que está aí mandando no futebol do Palmeiras – acrescentou.
A última reclamação da diretoria do Palmeiras contra o Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo foi no julgamento de Moisés, punido inicialmente por um jogo por causa de desentendimento com o santista Gustavo Henrique e depois suspenso por quatro jogos no Pleno (a segunda instância) – os dois estão livres por causa de efeito suspensivo do STJD.
Tal atitude foi interpretada pelos palmeirenses como vingança de Olim. A relação do clube com ele é conturbada desde a final do Paulistão do ano passado, no julgamento do caso sobre suposta interferência externa na anulação de um pênalti de Ralf em Dudu, no jogo entre Corinthians e Palmeiras.
– Toda hora reclama da Federação, toda hora reclama do Tribunal. Não tem como prejudicar um time. Se tomaram as partidas que tomaram é porque está no Código. Da primeira vez, os nossos auditores das comissões não sei de onde tiraram aquela uma partida (do julgamento do Moisés). Vamos ter uma reunião hoje por causa disso. Tem de cumprir a lei, nada a mais nem a menos – disse Olim.
– (O STJD) Só deu o efeito suspensivo, que é obrigado por lei. Vamos ver agora, que ele vai julgar, se vão manter ou não. Da outra vez o Palmeiras arrumou aquela confusão, que é Paulistinha, fizeram tudo, recorreram, brigaram, e o que aconteceu? Igual ao que fiz, não mudou nada. Trabalhamos em cima da lei, não tem contador de história. Quem tem de aparecer não é diretor de futebol, presidente de time, que tem medo de torcida, e técnico, é o jogador de futebol. Nem presidente de Tribunal e de federação têm de aparecer – completou Olim.
A Conmebol decidirá esta semana no Rio de Janeiro se a Copa América-2020 será organizada de forma conjunta por Argentina e Colômbia, um inédito formato que representaria um desafio para dois países separados por 7.000 quilômetros de distância.
A Conmebol vai celebrar seu Congresso oficial na quarta-feira, mas a decisão poderá ser tomada em uma reunião a portas fechadas na terça, segundo fontes da entidade.
"Foi tomada uma decisão para que seja disputada em duas regiões: na parte norte da América do Sul e no sul. Seriam Colômbia e Argentina, mas agora tudo isso tem que ser levado ao Conselho que vai ocorrer na próxima semana no Rio de Janeiro", declarou na última sexta-feira em Santiago o presidente do entidade, Alejandro Domínguez.
No Rio "vão ser tomadas as decisões finais", acrescentou sem dar mais detalhes o dirigente paraguaio.
Em uma reunião há três semanas em Miami, a instituição que reúne as dez federações da região anunciou que os dois países se apresentaram como co-organizadores da edição de 2020.
Mas explicou que a iniciativa está sujeita à apresentação de uma "proposta detalhada" por parte das duas federações, com a estrutura, a organização e as sedes que o torneio teria.
Por enquanto só a Colômbia formalizou sua candidatura a sede do torneio. Foi anunciada na última sexta pelo presidente do país, Iván Duque, junto aos dirigentes do futebol colombiano, que não mencionaram a Argentina.
"Quero tornar público e oficial o exercício que a Colômbia antecipa para a candidatura a ser sede da Copa América no ano de 2020", disse o chefe de estado na sede do governo.
"A Conmebol nos abriu as portas para nos dizer que confia em nós e com este apoio eu acho que tudo fica consolidado", afirmou Ramón Jesurun, presidente da Federação Colombiana de Futebol (FCF).
Já a Argentina ainda não apresentou sua candidatura oficialmente.
- A incógnita do formato -
Em caso de organização binacional, a estrutura do formato é ainda uma incógnita. Segundo fontes da mídia regional, o torneio se dividiria em três grupos, dois na Argentina e um na Colômbia, e cada país receberia uma semifinal, enquanto que a final seria em Buenos Aires.
Outra possibilidade é que as 12 seleções se dividam em dois grupos e que seja disputado um hexagonal em cada país. E que os quatro melhores de cada chave avancem às quartas de final até definir o campeão.
A Colômbia organizou sua última Copa América em 2001 e a Argentina em 2011.
Em outubro do ano passado, a Fifa deu autorização à Conmebol para que a Copa América fosse disputada em anos pares a partir da edição de 2020, e que ocorra a cada quatro anos de forma que possa coincidir com a Eurocopa.
Isso obrigou a organizar, pela segunda vez na história, torneios em anos consecutivos: depois da Copa América de 2015 no Chile, foi realizada em 2016 a Copa América Centenário, nos Estados Unidos.
A de 2019 será disputada entre 14 de junho e 7 de julho no Brasil com a participação das dez seleções da Conmebol, além de Japão e Catar como convidados.