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antonySegundo Mike Verweij, repórter do De Telegraaf, principal jornal dos Países Baixos, o destino de Antony pode ser o Ajax. De acordo com a publicação, o São Paulo recusou uma proposta de 25 milhões de euros (R$ 115 milhões) do clube holandês, que ainda previa que o Tricolor ficasse com 25% dos direitos do atleta. Ainda assim, o negócio pode sair.


O interesse do Ajax em Antony não é novo: no meio do ano passado, jornais já especulavam que o clube desejava contar com os talentos do jogador. Segundo Verweij, os holandeses levaram olheiros para analisar o jogador com a seleção brasileira no pré-Olímpico e saíram impressionados.


No entanto, ainda com informações do jornal, o São Paulo deseja receber 30 milhões de euros pela promessa, o que inviabilizaria o negócio, ao menos para o Ajax. Ou seja: para o negócio, os clubes precisariam chegar a um meio termo. Vale lembrar que Nice, Borussia Dortmund e RB Leipzig são outros equipes que já sondaram.


Antony tem 19 anos e, em sua primeira temporada como titular do São Paulo, marcou quatro gols e distribuiu seis assistências no Campeonato Brasileiro. Caso chegasse no Ajax, poderia fazer uma dupla "#madeincotia" com David Neres, pelos lados de campo no clube holandês.

Com problemas financeiros, o São Paulo precisa vender, e Antony é a bola da vez: uma possível venda do garoto aliviaria e muito as finanças do clube. O Tricolor volta aos gramados nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), diante da Ferroviária, em Araraquara, pela terceira rodada do Campeonato Paulista.

 

Goal

Foto: Paulo Pinto/SP

lucioAos 41 anos, prestes a completar 42, com passagens marcantes por grandes clubes do Brasil e da Europa e títulos mundiais no currículo, Lúcio decidiu que é hora de parar. O zagueiro, que disputou as duas últimas temporadas pelo Brasiliense, anunciou a aposentadoria nesta quarta-feira no Globo Esporte.

Natural de Planaltina, no Distrito Federal, o zagueiro jogou profissionalmente por 22 anos e vestiu camisas de clubes como Inter, São Paulo, Palmeiras, Inter de Milão e Juventus, da Itália, Bayer Leverkusen e Bayern de Munique, da Alemanha. Pela Seleção, foi campeão mundial em 2002.

– É um dia especial para mim. Hoje eu encerro minha carreira como atleta profissional de futebol. Com muito orgulho, muita gratidão a Deus, gratidão ao Brasil, ao Rio Grande do Sul, à minha família, a todos que direta ou indiretamente me apoiaram durante esse tempo – disse o agora ex-jogador.


As relíquias e lembranças da carreira estão reunidas em um museu particular, localizado no escritório do jogador em um shopping de Porto Alegre. São camisas, chuteiras, réplicas das taças e medalhas que conquistou durante a carreira vitoriosa no futebol. Oficialmente aposentado, o agora ex-zagueiro diz que vai dedicar mais tempo à família, mas pretende seguir em outras áreas do futebol.

Lúcio ganhou destaque no futebol no Beira-Rio. Contratado junto ao Guará-DF em 1997 após sofrer uma goleada por 7 a 0 do Inter na Copa do Brasil, o então Lucimar desembarcou em Porto Alegre para atuar pelos juniores. Guto Ferreira, então técnico da categoria, foi quem deu o nome pelo qual o zagueiro seria conhecido internacionalmente.


O jovem zagueiro recebeu a braçadeira de capitão e liderou o time que conquistou a Copa São Paulo de Futebol Júnior, em 1998. Foi promovido ao grupo principal do Inter e ficou no clube até 2000, antes de ser vendido ao Bayer Leverkusen. Foi campeão mundial com a Seleção de Felipão na Copa de 2002, no Japão e na Coreia do Sul, e depois foi vendido ao gigante Bayern de Munique.

Após oito anos de Alemanha, Lúcio mudou de país e rumou para a Itália. E, na Inter de Milão, sob o comando de José Mourinho, a quem considera o melhor técnico com quem já trabalhou, conquistou a Liga dos Campeões e o Mundial de Clubes em 2010. Ainda atou na Juventus antes de retornar ao Brasil para vestir as camisas de São Paulo e Palmeiras.

 

GE Com produção de Tomás Hammes

rafaelNa última sexta-feira (24) a notícia de que o goleiro Rafael acionou o Cruzeiro na Justiça do Trabalho pegou muita gente dentro do clube de surpresa. Após conversas com o jogador, o agente Fábio Mello, o advogado João Henrique e o pai do atleta (Luiz), ficou acertado os detalhes para a rescisão de contrato. O destrato seria assinado nessa segunda-feira (27), mas a direção cruzeirense travou a saída de Rafael ao ficar sabendo que o Atlético-MG tem interesse em contratar o goleiro.


A mudança na decisão do Cruzeiro foi inesperada, já que o atleta atendeu os pedidos do clube, inclusive abrindo mão de dinheiro. Caso não consiga deixar a Toca da Raposa de forma amigável, Rafael vai tentar ficar livre via Justiça. O jogador não retirou a ação, como chegou a ser informado pelo clube, que marcou uma coletiva na última sexta-feira, para esclarecer a situação. O arqueiro não apareceu para falar, como estava previsto. Apenas Carlos Ferreira, membro do Núcleo Dirigente Transitório, conversou com os jornalistas.

“O Rafael, nós tivemos uma reunião proveitosa ontem. O Rafael demonstrou sua vontade de deixar o Cruzeiro, de jogar em outro clube, por questões pessoais, para alçar voos maiores. O clube entendeu. Fomos surpreendidos hoje sobre uma ação na Justiça do Trabalho que o Rafael, segundo ele, não sabia. Ele pediu desculpas e entramos num acordo. Na segunda-feira estará tudo resolvido”, explicou o dirigente cruzeirense, cinco dias atrás.

Ao mesmo tempo que trava a saída do jogador para evitar uma possível ida para o rival, essa atitude da diretoria celeste pode acabar empurrando Rafael para Cidade do Galo. Apesar do interesse atleticano, o staff do atleta não descarta uma mudança para a Europa. Mas como a janela de transferência para o futebol europeu fechará nos próximos dias, antes de um desfecho via Justiça, o mercado nacional pode acabar como a única opção para o goleiro.

Do outro lado da Lagoa, o Atlético apenas monitora a situação e com muita cautela. O clube alvinegro não fala abertamente sobre o interesse em Rafael, já que o goleiro tem vínculo com o rival e isso claramente dificulta a rescisão do contrato. Mas ao mesmo tempo o Galo confirma que busca um novo arqueiro.

Como Cleiton está vendido para o Red Bull Bragantino, a negociação será confirmada em breve, é desejo do técnico Rafael Dudamel que o clube busque alguém capaz de assumir a meta atleticana. Dono do posto desde 2012, Victor tem enfrentando problemas físicos nas últimas temporadas e, por isso, não deve ser o titular do Atlético em 2020.

“Acho que é necessário. Temos o Michael subindo agora, excelente, uma excelente pessoa, um profissional muito dedicado. Merece tudo que está tendo. Na base tem muito menino bom, mas temos que ter responsabilidade. O Victor ainda tem alguns problemas físicos. Temos que dar tempo para ele recuperar totalmente. Seria indicado, se a gente conseguisse um goleiro”, disse o vice-presidente do Atlético, Lásaro Cândido da Cunha, em entrevista à Rádio da Massa, nessa terça-feira.

 

esporteyahoo

Fernando Moreno/AGIF

sel23A estreia contra o Peru deu sinais de problemas. O jogo contra o Uruguai acendeu a luz amarela. E se restava alguma dúvida quanto a fragilidade da defesa brasileira no Pré-Olímpico, a partida contra a Bolívia, na noite da última terça-feira, tratou de escancará-la. Embora classificada para o quadrangular final e favorita para conquistar uma das duas vagas para os Jogos de Tóquio, a seleção sub-23 tem problemas sérios a resolver.

 

Diante da frágil seleção boliviana, que apresentou até certa qualidade para atacar, mas enorme limitação para defender, o Brasil goleou por 5 a 3 com ares de pelada e sofreu mais sustos do que deveria.

Muito superior tecnicamente, o Brasil criou com facilidade e se deu ao luxo de desperdiçar chances de gols. Depois, perdeu o controle e viu o jogo ficar lá e cá.

Em noite inspirada, Paulinho e Antony infernizaram a vida dos defensores bolivianos. Já Reinier, que estreou como titular, não rendeu aquilo que pode, mas esteve bem, participando de um gol e marcando outro. O mais novo reforço do Real Madrid chega mais à área e oferece opções de tabela a Matheus Cunha, mas participa menos da criação do que Pedrinho, que foi poupado por dores na coxa esquerda.

Reinier não conseguiu provar que merece a titularidade, mas mostrou ao técnico André Jardine que pode ser uma boa opção para determinadas situações de jogo.

Assim como Pepê, que mais uma vez entrou ligado e voltou a balançar as redes. O ataque está ajustado, mas o mesmo não pode ser dito da defesa. Novamente o setor demonstrou enorme insegurança e em muitos lances se enrolou sozinho.

Abrindo bem o campo com seus dois laterais, a Bolívia conseguia criar um enorme buraco entre os defensores brasileiros e penetrar com facilidade. Robson Bambu viveu noite trágica, mas não foi o único culpado pelos erros cometidos e sustos sofridos pelo Brasil. Caio Henrique perdeu bolas bobas, Guga esteve perdido em alguns lances e quebrou a linha de impedimento, Ivan novamente foi mal jogando com os pés...

Problemas que não são novos, mas criam dilemas para o técnico André Jardine.
Está está claro que Ivan não é o mais indicado para o tipo de jogo que a seleção sub-23 quer jogar, com as saídas de bola sempre curtas, e a linha defensiva jogando avançada em boa parte do tempo.

Após a partida, Jardine afirmou que não mudará o seu modelo. Trocará então as peças ou seguirá correndo riscos?

Bruno Fuchs ficou pouco tempo em campo, mas em sua carreira já demonstrou qualidades que o credenciam a brigar pela titularidade. Porém, depois de garantir a classificação com uma dupla de zaga, o técnico mexerá no setor justamente na fase final?

Na próxima sexta-feira, diante do Paraguai, Jardine levará a campo uma equipe repleta de mudanças, para dar mais rodagem aos reservas. Mais importante do que o resultado será encontrar soluções para os problemas apresentados pelo Brasil, que na próxima fase enfrentará adversários melhores e terá menos brechas para vacilar.

 

GE

Foto: Lucas Figueiredo / CBF