• prefeutura-de-barao.jpg
  • roma.png
  • TV_ASSEMBLEIA.png
  • vamol.jpg

pabloA vida definitivamente não foi fácil para Pablo desde que chegou ao São Paulo, no início do ano passado. O camisa 9 sofreu com duas lesões graves e ainda teve que suportar uma grande pressão da torcida nos momentos em que não correspondeu dentro de campo.

Pablo foi contratado pelo Tricolor por 6 milhões de euros (R$ 26,6 milhões à época) e foi cobrado por não provar dentro de campo que esse valor foi bem gasto. No entanto, o centroavante garante que esse aspecto não prejudicou sua confiança. Para o jogador, as lesões tiveram um peso maior nas dificuldades que enfrentou desde o ano passado.

“Valores é algo que faz parte do mercado, a gente vê transações astronômicas e isso não cabe a mim decidir se o clube tem que pagar ou não esse valor. Essa falta de confiança foi devida à lesão. Até recondicionar fisicamente e voltar a estar 100% leva um tempo. Quando aconteceu a primeira lesão, fiquei três meses afastado, mas tive um período de cinco semanas durante a pausa para a Copa América com treinos muito fortes”, disse Pablo em entrevista ao BandSports.

“Então voltei contra um Palmeiras, marquei um gol, estava muito feliz naquele jogo, a confiança estava lá em cima, mas aconteceu a lesão no tornozelo com 40 minutos de jogo, o que me deixou para baixo, fiquei triste. Eu credencio essa falta de confiança a isso, pelo pouco tempo no campo e por não estar 100% fisicamente”, completou.

Já em 2020, o maior obstáculo para Pablo não foram as lesões. O centroavante revela que enfrentou momentos difíceis quando a bola não estava entrando e contou com a ajuda do restante do elenco para se recuperar.

“Tivemos uma excelente pré-temporada, onde eu consegui recuperar a questão física. Comecei muito bem o ano, até que veio um momento em que a bola não estava querendo entrar, o gol não estava querendo sair, e aí você vai perdendo a confiança. Mas meus companheiros me ajudaram muito para que os gols voltassem a sair. Estou muito feliz com o momento que estava vivendo antes da paralisação, os gols contra o Santos acrescentaram essa confiança, mas logo depois veio a pandemia”, finalizou.

Desde que chegou ao São Paulo, Pablo já entro em campo com a camisa do Tricolor em 41 partidas, tendo marcado dez gols. Seu contrato junto à equipe do Morumbi é válido até o final de 2022.

 

gazeta

Foto: Rubens Chiri/São Paulo

conmebO futebol é incerto a cada dia que passa sem a bola rolar. Ainda assim, a Conmebol reluta em mudar seu calendário original. Tanto é verdade que Fred Nantes, diretor de competições da entidade, garantiu que a final da Libertadores será dia 21 de novembro no Maracanã, no Rio de Janeiro.


"O plano segue completamente igual. Inclusive, não tem mudança da data da final. Em todos os cenários que temos hoje, a Libertadores terminaria em 21 de novembro. Seja começando em junho, julho ou agosto", disse ele ao jornal O Globo.

"Dá para terminar na data estabelecida. Qualquer coisa, neste momento, é precipitado porque tem muito tempo até lá. Com a Sul-Americana, vale o mesmo para Córdoba, na Argentina. Precisamos de 10 datas para terminar a Libertadores. Dizer que não vai ocorrer é precipitado. Vale para a Sul-Americana, que precisa de oito datas. Mais simples ainda", completou.


CONFIANÇA!
Com a confiança em alta, Fred Nantes também garantiu que a Eliminatória Sul-americana não irá mudar o formato e deverá ter bola em jogo a partir de setembro.

"Quando acabarem as restrições, no dia seguinte vamos recomeçar. Sobre as Eliminatórias, não tem nada de dois grupos de cinco seleções. Hoje, está previsto jogar em setembro, é o que a Fifa determinou neste momento", explicou.

PORTÕES FECHADOS?
"Vamos começar a Libertadores como pudermos. Se os países disserem que vai ser de portões fechados, vamos respeitar o que cada autoridade estiver dizendo. O importante é que os clubes possam viajar. Se dentro do país houver restrições, vamos começar como for possível".

"O que queremos é ter a garantia de implementação de protocolos determinados pelas autoridades sanitárias. Até porque isso varia de um país para o outro, dependendo do nível da pandemia. O cenário do Paraguai é diferente do Brasil", finalizou Fred Nantes.

 

futebolinterior

Foto: Comenmbol/divulgação

Envolvida em análise de um calendário a cada dia mais imprevisível, a CBF planeja auxiliar as autoridades de saúde nos estudos do coronavírus. Dentro do protocolo médico nacional, a entidade prevê os testes em jogadores - e familiares que morem na mesma residência - e estafe de 180 clubes pelo país, das séries A a D (20 nas três primeiras divisões e 68 na última) no masculino e mais 52 no feminino (16 equipes na A1 e mais 36 na A2). Os dados serão enviados ao Ministério da Saúde.

São dois objetivos com a realização dos testes. Um deles, claro, identificar no teste de anticorpos IgG e IgM - siglas para classificar nível de infecção ou imunização nos pacientes - a condição de cada atleta. O outro, fazer um estudo de prevalência setorial - o que quer dizer, formar base epidemiológica de um pequeno grupo determinado. Análise do perfil dentro de grupo de atletas, no caso.

A intenção é proteger este segmento sem comprometer outras pessoas - o que significa manter precauções de contato com o vírus. Bom lembrar que ainda há dúvidas sobre o comportamento do vírus - no que diz respeito à reinfecção de uma pessoa anteriormente infectada -, além de outras questões sobre a aquisição e custos de testes para coronavírus. O protocolo nomeia 17 laboratórios no país credenciados pela Anvisa para vender os kits.

Os médicos de cada clube devem enviar formulários - terão cada qual registro de login e senha para preencher diretamente em sistema interno da CBF - com todas informações possíveis sobre os jogadores - dados pessoais completos, além de descrição de sintomas, tipo de teste realizado, o resultado do teste e a evolução do paciente.

Clubes em mais de 100 municípios pelo país

No protocolo de alguns estados - de modelo semelhante ao documento que ainda vai ser distribuído para federações de todo país -, há destaque para esta "fase de acompanhamento". Os testes nesses 180 times pelo país englobam mais de 100 municípios em território nacional, o que pressupõe realidades das mais distintas.

Os estudos sobre a epidemia mostram que 80% da população vai pegar coronavírus e não vai apresentar sintomas ou vai ter apenas sintomas leves. Com esses dados estatísticos, as autoridades sanitárias podem ter mais informações para eventual flexibilização do distanciamento social. A partir dos testes, ainda é possível que grupo maior de jogadores treine junto.

 

GE

peresO presidente do Santos, José Carlos Peres, aposta em jogos do futebol brasileiro sem a presença do torcedor até setembro ou outubro.

“Essa é uma das saídas: voltar os treinamentos, três e quatro jogadores separados em grupos, exigência da saúde. É a saúde quem diz. Uma coisa é certa: começará sem público. Nada vai ser diferente disso. Com público imagino setembro ou outubro”, disse Peres, ao Bandsports.

O presidente do Peixe ainda aprovou a ideia do jornalista Fábio Piperno, de adiantar o início do Campeonato Brasileiro com jogos entre os estados e regiões para evitar viagens de avião e adiantar o calendário.

“Essa é uma boa ideia, mas não podemos esquecer da grade da Globo. Interesse da Globo é de 38 jogos, sem mudar o formato. Quer continuar com o que pode explorar na semana, jogos de quarta e domingo. Vamos propor para a TV Globo essa ideia, um regional para adiantar jogos sem viagens, a questão de avião e a questão do contágio, com doença a 150 km/h. É uma excelente ideia e vou encaminhar para a Globo, te dou minha palavra”, afirmou o mandatário.


O Santos anunciou férias coletivas até 30 de abril e prevê a retomada dos treinamentos para 4 de maio. O Peixe aguarda as orientações do Ministério da Saúde e da CBF para manter ou adiar a programação.

 

Gazetaesportiva